Saturday, 26 September 2015

Largo Júlio de Castilho

O topónimo Largo Júlio de Castilho foi atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa através de Edital de 02/03/1925 e após Deliberação Camarária de 20/02/1925 ao Largo da Duquesa.

Júlio de Castilho, 2.º visconde de Castilho, erudito escritor e historiador, percursor dos estudos olisiponenses, nasceu 30 de Abril de 1840 e morreu a 8 de Fevereiro de 1919, na sua casa do Lumiar. Fidalgo da Casa Real por sucessão a seus maiores, habilitado com o curso superior de Letras; sócio correspondente da Academia das Ciências, por diploma de 21 de Março de 1872; sócio efectivo da Associação dos Arquitectos e Arqueólogos Portugueses; correspondente do Instituto de Coimbra, do Gabinete Português de Leitura de Pernambuco; do Instituto Vasco da Gama de Nova Goa; da Associação Literária Internacional de Paris; e honorário do Grémio Literário Faialense e do Grémio Literário Artista da Horta; governador civil do distrito da Horta; primeiro-oficial da Biblioteca Nacional de Lisboa, poeta e escritor.
Fizeram história os seus volumes sobre a cidade de Lisboa: «Lisboa antiga». [cm-lisboa.pt]

Largo Júlio de Castilho [Antigo Largo da Duquesa] [c. 1940]
Ao centro, o Chafariz do Boneco, ou Fonte de São João Baptista. Ao fundo, a casa onde morreu Júlio de Castilho, ostentando uma lápide em memória do mestre olisipógrafo
Eduardo Portugal, in AML

Eis o que disse Norberto de Araújo sobre Júlio Castilho aquando da inauguração do busto do distinto olisipógrafo que se encontra no Miradouro de Santa Luzia: «Estamos diante do busto do Mestre infatigável e iluminado da «Lisboa Antiga» e de «A Ribeira de Lisboa», generoso percursor dos estudos olisiponenses. Ninguém como ele, soube carrear materiais, acumular subsídios, desbravar caminho, inspirar a paixão por Lisboa.»

Largo Júlio de Castilho [Antigo Largo da Duquesa] [c. 1940]
Casa onde morreu Júlio de Castilho

Eduardo Portugal, in AML

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