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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Estr. de Benfica, 674: Vila Ana e Vila Ventura

Vila Ana e Vila Ventura são duas vilas (Chalets) centenárias mandadas construir por uma família portuguesa regressada do Brasil, situadas no nº 674 da Estr. de Benfica. Os seus projectos datam de 1890 e 1910, respectivamente.
São os últimos vestígios históricos e arquitectónicos (apelidado como “Casas do Brasileiro”) das casas apalaçadas e quintas que existiam na freguesia de Benfica. Ali viveu o General Spínola e o escritor Luiz Pacheco.

Estr. de Benfica, 674: Vila Ana e Vila Ventura |1968|
Vila Ana, cujo nome homenageia a mãe da promotora - D. Maria Gertrudes da Conceição Macedo de Barros, e Vila Ventura, cujo nome homenageia o pai daquela. 
Artur Goulart, in Lisboa de Antigamente

Alinhadas em espelho, dois andares de cinco janelas por piso, ladeadas cada uma por um torreão de quatro águas e outro de duas. Toques de gosto de quem construiu para servir ou fazer inveja a quem passa: os torreões têm janelas redondas, em óculo, e as telhas das cumeeiras são rematas por friso de elementos decorativos.

Campo de futebol da Quinta da Feiteira |1911-05-21|
Ao fundo, na Estr. de Benfica, vislumbram-se as Vilas Ana (1890) e Ventura (em construção). À dir. vê-se a igr. de Benfica.
Legenda no abandalhado amL «Equipa da Associação de Futebol de Lisboa que jogou com os estudantes de Bordéus e ganhou por 5-1»
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

domingo, 25 de julho de 2021

Palácio (ou Quinta) das Águias (ou dos Cortes Reais)

O Palácio das Águias, na Rua da Junqueira, foi começado a erguer, no seu núcleo primitivo, em 1718, pelo licenciado e advogado da Casa da Suplicação Manuel Lopes Bicudo, em chãos do mor­gado de Saldanha, convertidos em quinta. Não ia a propriedade além do posterior do palácio actual — então casas nobres de mediana grandeza — e a frente do terreno quinteiro era defendida, do lado da Junqueira, por um simples muro com cinco janelas.


Ai temos o Palácio das Águias, no n.º 138 da Rua da Junqueira, para além de um formoso jardim, e com entrada também pela Calçada da Boa Hora. Este Palácio das Águias— diz Norberto de Araújo — não deriva seu nome, como se pode supor, das águias que se elevam sobre os pilares das umbreiras, pois já tinha aquela designação antes de 1841, ano em que foi construída a cortina gradeada com o portal principal.

Palácio das Águias, a decorativa fachada Sul |c. 1950|
Rua da Junqueira, 138; Calçada da Boa Hora, 3-5 e 29
Fachada Sul, sobre o Jardim Grande, sobranceira a uma esplanada guarnecida de balaustrada, ornada com quatro estátuas de fino mármore, e para a qual esplanada se desce por uma pequena escadaria de lanços laterais.
Horácio Novais, in I.L.

Como se observa à primeira vista trata-se de uma construção rica do século XVIII, várias vezes transfigurada, por obra, melhorias e reparos, pelo tempo adiante. Foi o Palácio mandado edificar, entre 1713 e 1716, num aspecto menos grandioso, pelo licenciado Manuel Lopes Bicudo em chãos do Morgado Saldanha, é claro. Logo em 1731 os direitos do edificador passaram a Diogo de Mendonça Côrte Real, que foi Secretário de Estado de D. José, como seu pai, do mesmo nome, o fora de D. João V. Diogo de Mendonça foi desterrado em 1756, mas a casa não foi confiscada, e andou de aluguer, havendo, entre outros, habitado nela D . José Manuel, Cardeal Patriarca. O palácio foi legado pelo Mendonça Côrte Real aos Hospitais Civis, administrados pela Santa Casa da Misericórdia, que andaram em demanda com os descendentes do Côrte Real de 1764 a 1837! Em 1838 a Misericórdia tomou alfim conta da propriedade (quinta e solar), e em 1841 adquiriu-o [bastante arruinado por setenta e oitos anos de abandono] em hasta pública José Dias Leite Sampaio, feito Barão da Junqueira em 1834 e Visconde em 1851. Este Sampaio era Contratador do Tabaco ao tempo da compra e possuidor da Quinta de Alorna, no Ribatejo, morreu em 1870, e de uma sua filha, Condessa da Junqueira, falecida em 1913, houveram a propriedade sete herdeiros, todos primos. Estes constituíram uma sociedade, transmitida depois a um grupo de capitalistas, um dos quais, o Dr. Manuel Caroça, acabou em 1918 por adquirir as cotas dos restantes, ficando com o grosso da fortuna da Condessa da Junqueira, e recolhendo o Dr. Fausto Lôpo de Carvalho, genro daquele, uma pequena cota de um sócio isolado. A estes dois senhores pertence hoje [em 1950] o Palácio das Aguias, cuja quinta, porém, já não tem a extensão que teve em tempos.

Palácio das Águias, Gradeamento, Portão e Pavilhões |c. 1950|
Rua da Junqueira, 138; Calçada da Boa Hora, 3-5 e 29
A Cortina de Gradeamento (1841), sobre a Rua da Junqueira, que substitui o 
primitivo muro de cinco janelas, e  nela: O Portão  Central, de ferrageria, n.º 138 da Rua, que fecha em arco côncavo, ladeado por pilastras rematadas por águia aberta, com SS no peito (heráldica dos Sampaios); os dois Pavilhões Extremos, quadrangulares, com sólidas bases de alvenaria, coroados por mirante rematado por cúpula redonda, zincada, e apoiada em doze colunas.
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

Este Palácio, não sendo o mais belo da Junqueira, é de facto uma construção setecentista adornada de bom gosto, com sua fachada, recuada do eixo da Rua, com esplanada, arcarias, jardins, lagos, cascata; o edifício — melhorado no século passado [XIX] pelo arquitecto Fortunato Lodi — ostenta bons silhares de azulejos, e possui uma capela, fundada em 1748 por José Nogueira, onde se guarda um retábulo de Guillard, «Anunciação», de muito mérito. Vê a graciosidade dos pavilhões, ou mirantes, nos ângulos  frente à Rua [vd. 2ª imagem], realizando um conjunto interessantíssimo de casa olisiponense nobre — tipo extramuros.

Palácio das Águias, Frontaria Nascente, que corresponde à entrada principal e  a porta da capela (dir.) |c. 1950|
Rua da Junqueira, 138; Calçada da Boa Hora, 3-5 e 29
Fachada Nascente, sobre o jardim superior que nasce do portão n.º 1 da  Travessa  da  Boa-Hora.
Horácio Novais, in I.L.

N. B. Em 1996, o palácio da Quinta das Águias foi classificado como imóvel de interesse público. Actualmente, a propriedade continua desabitada, sendo comercializada por uma conhecida imobiliária internacional, contudo, encontra-se muito degradada em todos os níveis.
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Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Inventário de Lisboa: Outros  palácios  do  património  nacional, 1950.
idem, Peregrinações em Lisboa, vol. IX, p. 57-58, 1939.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

A Feira de Agosto no Parque Eduardo Vll

Noutros tempos, quando havia comício ou festa — a feira d'Agosto, encantos meus! —, as poucas árvores ramalhudas, centenárias (que é feito delas?) ficavam pretas de garotos como pardalada. E havia picnics pelas raras sombras.


Nos terrenos do que seria o Parque Eduardo VII, assim denominado após a visita do monarca inglês em 1903, «um belo espaço da natureza, com altos e baixos, velhas árvores, arbustos, ervaçal e mato», realizava-se, em Agosto, uma Feira. Raul Proença mostra-nos o parque, «ainda em construção, já com alguns lindos lagos», que embora «poucas curiosidades» ofereça, constitui «um cantinho de natureza luxuriante e pródiga». 

Vista aérea sobre o Parque Eduardo VII [c. 1934]
Feira de Agosto
Av. da Fontes Pereira de Melo; Praça do Marquês de Pombal: Rua Castilho; Av. António Augusto de Aguiar
Pinheiro Corrêa,in Lisboa de Antigamente

Era, para Aquilino, ainda antes de ser baptizado de Eduardo VII, esse «belo espaço da natureza», para onde ia sempre que lhe apetecia «um mimo rural». Datam de 1887 os primeiros projectos para o parque, então designado por Parque da Liberdade, sendo o Engenheiro Ressano Garcia o responsável pela proposta de abertura do concurso internacional, do qual sai aprovado o projecto do arquitecto paisagista Henri Lusseau.

Feira de Agosto, entrada  [Início séc. XX]
Praça do Marquês de Pombal Avenida da Fontes Pereira de Melo (Palacete Sabrosa)
Alexandre Cunha, in Lisboa de Antigamente
Feira de Agosto  [1911]
Praça do Marquês de Pombal Avenida da Fontes Pereira de Melo (Palacete Sabrosa)
Artur Benarus, in Lisboa de Antigamente
Feira de Agosto  [1911]
Praça do Marquês de Pombal Avenida da Fontes Pereira de Melo (Palacete Sabrosa)
Artur Benarus, in Lisboa de Antigamente

A vida alfacinha — relembra-nos Norberto de Araújo —, ingénua e pitoresca, essa teve no Parque um pouco de desafogo, com a episódica «Feira de Agôsto», que funcionava quando se proclamou a República; nela existiram os teatrinhos «Maria Vitória» e «Júlia Mendes» — nomes de duas actrizes populares, de mal fadado destino —, e se manteve a tradição das barracas das farturas e da Maria Botas, que vinham das velhas feiras de Belém e de Alcântara. Também a «estampa antiga» do sítio do Parque foi Parque foi desfigurada com o desaparecimento da «Torrinha», uma curiosa vivenda octogonal (Quinta da Torrinha, que deu nome à Estrada), situada um pouco acima do actual lago, e demolida em Abril de 1916.

Feira de Agosto, entrada [1910]
Teatro Júlia Mendes
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente
Feira de Agosto, entrada  [entre 1901 e 1910]
À esquerda a «vivenda octogonal» da Quinta da Torrinha
Autor desconhecido, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
MIGUÉIS, José Rodrigues. «Da Mania das Grandezas», in As Harmonias do Canelão.
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XIV, 1939.
JANEIRO, Maria João, Lisboa: histórias e memórias.

terça-feira, 22 de março de 2016

Panorâmica sobre o Vale de Alcântara no sítio de Campolide, vendo-se a Quinta da Mineira

Junto aos arcos do Aqueduto das Águas Livres, no Alto da Serafina, vê-se a Quinta da Mineira, cujo edifício principal e a própria quinta foram, em 1893, por disposição testamentária dos proprietários, Emília Adelaide D' Espie Miranda e João José Miranda, destinados a asilo de pessoas idosas, tendo sido inaugurado em 1900. Esta imagem é anterior à criação do Parque Florestal de Monsanto — 1938 — e à construção do Bairro Social do Alto da Serafina — 1933-38, pelo arquitecto Paulo Montez.

Panorâmica sobre o Vale de Alcântara no sítio de Campolide, vendo-se a Quinta da Mineira [c. 1930]
Paulo Guedes, in Lisboa de Antigamente

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Largo do Calvário: Palácio e Quinta de Alcântara

« Há trezentos e trinta anos que isto por aqui é — o Calvário.»
[...]
Onde se levanta hoje o quarteirão urbano entre as Ruas Leão de Oliveira e da Creche [actual Rua José Dias Coelho, vd. 2ª imagem] — recorda o ilustre Norberto de Araújo — , elevava-se na segunda metade de quinhentos, com sua quinta a fazer-lhe grinalda de flores e de frescura, a casa de um italiano, João Baptista Rovelasco, arrematante dos direitos reais. Logo a seguir a 1580 Felipe I de Portugal, por dividas à Coroa, ou com esse pretexto, confiscou a propriedade que os representantes do rei espanhol reedificaram ou acrescentaram em 1605, pelo arquitecto Teodósio Frias, mestre das obras da cidade, e depois do Paço da Ribeira.

Largo do Calvário |1965|
Quarteirão entre as Ruas José Dias Coelho (1ª a dir.) e Leão de Oliveira (ao fundo à dir.).
Armando Serôdio, in Lisboa de Antigamente

No Palácio de Alcântara não habitou nunca nenhum dos Felipes, ou dos governadores do Reino. D. João IV, porém, fez dele sua residência, de verão pelo menos, e de sua real família; o príncipe herdeiro D. Teodósio aqui morreu em 1653. D. Afonso VI, seu irmão D. Pedro II, com as duas Rainhas, primeira e ,segunda mulher, também ocuparam o delicioso Paço do Calvário, vivendo afastado do bulício de Lisboa, escondido quási dentro da encantadora Quinta da Ninfa [Quinta de el-Rei. vd. mapa], estância de repouso, propicia a doces e amorosas vidas.
Aqui morreu D. Pedro II em 1706, e o Paço passou então a ser habitado por seu filho, o Infante D. António (irmão de D. João V), e que nele assistia quando surgiu o Terramoto.
 
Largo do Calvário |1949|
Rua José Dias Coelho, antiga da Creche
Mário Novais, in Lisboa de Antigamente
 
Arruinadas as régias casas, reedificadas dez anos depois, nunca mais o Palácio foi residência real. Moraram então nele dignitários, fidalgos, principais da côrte; foi fábrica de chitas, deixou de o ser, arrastou-se como propriedade de aluguer - uma sombra afinal. Em 1876 os terrenos da Quinta da Ninfa foram cedidos pela Casa Real à Câmara Municipal de Belém, da qual a freguesia de Alcântara dependia; os restos do palácio foram demolidos pouco depois. Começava o bairro do Calvário.
Ora, Dilecto, Palácio e Quinta eram tudo isto à nossa direita (lado Norte), e deles - «nem raça», como diz o povo.»  
(ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. IX, pp. 30-31, 1929)

Largo do Calvário: Palácio e Quinta de Alcântara
Levantamento topográfica de Lisboa, 1857 [fragmento} sob orientação do Engº. Filipe Folque

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Quinta da Rabicha: o «passeio às hortas»

Nesta quinta, que pertenceu à família do conselheiro Hintze Ribeiro, Presidente do Conselho no reinado de Dom Carlos, existia um dos famosos "retiros das hortas", particularmente celebrado por Bulhão Pato, Fialho de Almeida, entre outros. O passeio às hortas, ao domingo, era um hábito dos lisboetas e aí confraternizavam nobres e fadistas.

Quinta da Rabicha [c. 1900] 
Aqueduto das Águas Livres e ponte da Rabicha
Ficava debaixo do arco grande do Aqueduto e foi cortada pelo caminho-de-ferro de Sintra que ali chegou em 1885, 
chegou a Campolide em 1895.
José A. Bárcia,
in Lisboa de Antigamente
 
Para Norberto de Araújo, que também aqui nos acompanha, «o Aqueduto das Águas Livres é um monumento grandioso, só igual aos da antiga Roma. E é a Rabicha». Sem a Rabicha, diz Araújo, o Aqueduto «ficaria privado do seu fundo natural e ridente», do panorama «rústico e bucólico» onde «se escondem restos de retiros campestres, ainda vestidos de junquilhos».

View and plan of the great aqueduct of Lisbon
O Aqueduto de Lisboa sobre a Ribeira de Alcântara
Em baixo observa-se uma cena onde decorre um piquenique no qual, uma mulher que parece dançar e cantar, é acompanhada  à viola. Um passeio às hortas?
Gravura a buril e água-forte sobre papel da autoria do pintor de origem suíça Henry L’Évèque (1769-1832), in Lisboa de Antigamente

Eis o que nos relata, sobre esta quinta, Bulhão Pato nas suas «Memórias»:
«[...] A Quinta da Rabicha era pequena e em forma de triângulo. Toda colmada de um odorífero e viçoso pomar, que dava primorosas laranjas. Água abundante e corrente. [..]
«Na Rabicha, o sumptuoso hotel, ao ar livre, debaixo de um parreiral, ao pé do tanque, sempre transbordando de água, fornecia as pescadinhas de rabo na boca, ovos duros, queijo saloio, pão de Belas, alface repolhuda, a verdadeira alface lisboeta, que nem a de Rom lhe dá de rosto. Era um banquete. Um cruzado novo — 480 réis — sobrava para quatro homens comerem e beberem à farta.» 

Nora da Quinta da Rabicha, lavadeiras [c. 1912] 
Ao fundo observa-se o Bairro de Campolide
Paulo Guedes,
in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
PATO, Bulhão, «Memórias», pp. 67-68, 1894

terça-feira, 2 de junho de 2015

Quinta e Pátio do(s) Geraldes

Da Rua de Artilharia Um, pela a Travessa da Fábrica dos Pentes à Rua Castilho


«Vamos descer a Rua de Artilharia Um, dístico aposto em Agosto de 1911, e que sucedeu ao da velha Rua de Entremuros, esta por sua vez, e desde 1768, modificação designativa da antiga Estrada. Com efeito, esta comprida artéria de Campolide velho descia ao Rato entre muros de quintas; havia, porém, uma quinta chamada de Entremuros, e que teria dado o nome à serventia rústica de setecentos. Esta Rua, antiga, de Entremuros foi designada, simultaneamente quási, na voz do povo e nos escritos dos cartórios, por Rua dos Ciprestes, Rua dos Quentais e Rua dos Geraldes, isto pelos fundamentos de assimilação de que mais adente falarei. [...]

Quinta e Pátio do(s) Geraldes [c. 1900]
 Rua de Artilharia 1, Rua Castilho e Rua Rodrigo da Fonseca
José A. Bárcia, in Lisboa de Antigamente
Pátio do(s) Geraldes [1888]
Rua de Artilharia 1, Rua Castilho e Rua Rodrigo da Fonseca
Exposição Pecuária Nacional em 1888 no Valle de Pereiro (depois Parque Eduardo VII).
Augusto Bobone, in BNP

 
Aqui defronte da Travessa da Fábrica dos Pentes existiu no século passado [séc. XIX] a Quinta e Pátio dos Geraldes, com tanto renome no sítio, e desaparecido há meia dúzia de anos [c. 1933] para urbanização do local. O Palácio, com suas chaminés cónicas (das quais ainda há os vestígios da base (Maio de 1939) no quarteirão por edificar entre as Ruas Castilho e Rodrigo da Fonseca), com sua frontaria armoriada, sua capela de belo pórtico e seu agradável conjunto solarengo, teve história alfacinha, fidalga e política, que aqui não tem lugar.»
(ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XI, pp. 94 e 97, 1939)

Quinta e Pátio do(s) Geraldes [1915]
 Legenda: Em cima, a Rua de Artilharia 1; a vermelho a Rua Castilho; a laranja a Rua Rodrigo da Fonseca; a azul Rua Joaquim Augusto de Aguiar (por terminar)
Projecto das ruas Castilho, Rodrigo da Fonseca, Artilharia Um, Joaquim António de Aguiar e Parque Eduardo VII.
in Lisboa de Antigamente
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