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domingo, 14 de dezembro de 2025

Estr. Marginal: o Convento e o Forte da Boa Viagem

O Convento da Boa Viagem, cujas ruínas chegaram aos nossos dias — tendo desaparecido os vestígios mais importantes quando se construiu a Estrada Marginal Lisboa-Cascais e o Estádio Nacional — era tido como localizado na margem direita do Jamor, no sítio ainda boje conhecido pela Boa Viagem em cujo alto se conservou, por memória, uma pequena ermida.

Estr. Marginal, Alto da Boa Viagem |ant. 1952|
Vista da Avenida Marginal e da linha de Cascais, anterior a 31 de Março de 1952, em fundo o Farol da Gibalta (Oeiras). Restaurante Boa Viagem.
António Passaporte, in Lisboa de Antigamente
 
Era aqui, também, que estava o Forte da Boa Viagem, e em todas as cartas antigas onde se traça a barra do Tejo, lá aparece assinalado tanto este forte como um edifício com uma cruz — indicativo de igreja, ermida ou convento. [Olisipo: boletim do Grupo "Amigos de Lisboa, 1961]
 
Estr. Marginal, Cruzeiro: ponte setecentista sobre o Rio Jamor |c. 194-|
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente, in Lisboa de Antigamente

sábado, 30 de abril de 2016

Estr. Marginal da Costa do Estoril, Forte de São Julião da Barra

Foi a primeira estrada de turismo do País. Pelo menos foram essas as palavras do ministro das Obras Públicas, engº Duarte Pacheco, quando anunciou a construção da Estr. Marginal da Costa do Estoril (EN 6). O plano era ligar Lisboa a Cascais com uma via que realçasse a paisagem. Concluída em Junho de 1942, começou por ser usada pelos poucos portugueses que tinham automóvel e faziam passeios ao fim-de-semana. Mas depressa a estrada turística se tornou pequena para tanta procura.

Estrada Marginal Lisboa-S.João do Estoril [post. 1960] 
Carcavelos, ao fundo o Forte de São Julião da Barra
Estúdio Mário Novais, in Lisboa de Antigamente

A baía em forma de cotovelo situada na margem da barra do Tejo, que Damião de Góis descreveu em 1554, foi o local escolhido por D. João III para edificar uma grande fortaleza que assegurasse a defesa, fundamental, da entrada marítima de Lisboa. As obras iniciaram-se entre 1553 e 1556 embora pouco tenham avançado até à morte do rei, no ano de 1559.
O projecto primitivo do Forte de São Julião é atribuído ao arqº Miguel de Arruda, e até 1579 registaram-se obras na estrutura fortificada. Na sua construção participaram os mais conhecidos militares e engenheiros ao serviço do reino, como Leonardo Turriano ou Capitão Fratino. Partindo de um núcleo de reduzidas dimensões, esta fortificação foi-se modificando, ampliando e adaptando às novas exigências que foram surgindo ao longo dos anos. 

Estrada Marginal Lisboa-S.João do Estoril [post. 1960] 
Ao fundo, o Forte de São Julião da Barra
Estúdio Mário Novais, in Lisboa de Antigamente
 
Assim como outras fortificações, também São Julião da Barra serviu de prisão militar e política. Foi célebre o caso do General Gomes Freire de Andrade, que esteve detido em São Julião da Barra e foi executado no terreno anexo à fortificação.
A 22 de Agosto de 1951 perde a sua função militar para assumir a passagem a novas funções de estado e de recepção de eventos políticos. Aqui, além de outros, estiveram instalados, em 1951 o General Eisenhower e no ano seguinte o Marechal Montgomery.
São de salientar as esplanadas, as casamatas em abóbada e a cisterna onde com regularidade ocorrem iniciativas culturais. 

Forte de São Julião da Barra [c. 1910] 
Carcavelos, ao fundo o Forte de São Julião da Barra
Alberto Carlos Lima, in Lisboa de Antigamente

terça-feira, 5 de abril de 2016

Estr. Marginal, Alto da Boa Viagem

O Restaurante Boa Viagem — do lado direito na foto — ficava localizado na Quinta da Boa Viagem, no alto do Jamor, na convergência da Avenida Marginal com a auto-estrada de Monsanto. Foi levantado em 1948, nos terrenos pertencentes a Vasco Alcobia, sob risco do arq. João Faria da Costa. Encerrou portas em finais da década de 1970, encontrando-se actualmente (2014) ao abandono e em estado de absoluta ruína.

Estr. Marginal, Alto da Boa Viagem |c. 1956|
Restaurante Boa Viagem
António Passaporte, in Lisboa de Antigamente


É em 1947 que Vasco Alcobia, proprietário da Quinta da Boa Viagem, submete à Câmara Municipal de Oeiras um projecto para a construção de "um grupo de instalações destinadas a um esplanada restaurante e exposição de venda de produtos agrícolas a construir na Quinta da Boa Viagem, à Cruz Quebrada, no gaveto poente formado pela via de acesso ao Estádio, inserta na Estrada Marginal Lisboa-Cascais". Em 1970 há registo que José Dantas Martins é proprietário do edifício do Restaurante Boa Viagem.

Estr. Marginal, Alto da Boa Viagem |1970|
Restaurante Boa Viagem
Nuno Barros da Silveira, in Lisboa de Antigamente
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