domingo, 13 de setembro de 2026

Companhia dos Telefones: Estação Norte de Lisboa

A 10 de Março de 1876 Alexander Graham Bell conseguiu inventar um aparelho exótico e estranho, mas já susceptível de receber ou transmitir a voz humana.
Cinco anos depois da sua invenção o Telefone chega a Lisboa que o recebe num ambiente solene de maravilha.

1915 marca uma etapa decisiva na vida telefónica da cidade. Retardada um pouco pelas incertezas da guerra europeia, inaugura-se finalmente a Estação Norte. É um edifício esplêndido da Rua Andrade Corvo, construído especialmente para esse fim e com capacidade logo de início para 10.000 assinantes. Como trinta e três anos antes a inauguração da nova Estação vai ter solenidade e brilho. Comparece o governo de que era presidente o falecido político Afonso Costa, o Embaixador de Inglaterra, associações económicas, etc.

Companhia dos Telefones (APT): Estação Norte de Lisboa |1922|
Rua Andrade Corvo
Em 1887, a Anglo-Portuguese Telephone, empresa constituída por capitais britânicos, adquiriu à Edison Gower Bell os direitos de exploração das telecomunicações por 50.000 libras. No dia 14 de Setembro daquele ano, foi celebrado um contrato entre a APT e o Estado português.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

O edifício novo fez sucesso. As suas linhas sóbrias e amplas são am grito audaz de modernismo no mau gosto característico da época. Ocupa uma área de 440 m² e ali estão ainda instalados Oficinas e Montadores, Fiscalização, Transportes, Consultório, Depósito de Linhas, Cabos e Ferramenta, além das grandes salas de experiências e de comutações, estas últimas ocupadas hoje [1937], em plena época do automático, pelos selectores e outros aparelhos adequados.

Os anos passam...
Finda a guerra, e o período anormal que ela motivou, a Companhia de novo retoma o seu desenvolvimento constante. As cabines públicas que em 1910 eram em Lisboa-54 — sobem em alguns anos para 120. O telefone é cada vez mais necessário.

Companhia dos Telefones (APT): Estação Norte de Lisboa |1922|
A sala de comunicações da Estação Telefónica do Norte na 
Rua Andrade Corvo.
 Em 13 de Janeiro de 1882, or concurso, a Edison Gower Bell Telephone Company of Europe, Ltd recebeu a concessão para explorar as redes de Lisboa e Porto.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

As constantes exigências do público que cada vez mais se familiariza com o telefone, obriga a A. P. T. a lançar as vistas para um edifício novo que sirva agora a área central da cidade. Por isso, em 1920, adquire os edifícios da antigo Salão da Trindade sito na R. Nova da Trindade, 7, sendo a 1.ª pedra para a nova Estação lança-se em 20 de Dezembro de 1923 e inaugurado em 30 de Março de 1925.

Companhia dos Telefones |1961|
Rua Andrade Corvo
Em 1968, após quatro renovações de licença, o Estado português optou por não a prolongar. Foi então fundada a empresa pública Telefones de Lisboa e Porto (TLP), que herdou o património da APT.
Augusto de Jesus Fernandes, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
The Anglo Portuguese Telephone, C.º Ltd.. Lisboa 1937

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Avenida de António José de Almeida: Jardim Gomes de Amorim

O Jardim Gomes de Amorim acompanha toda a lateral de um quarteirão da Avenida em frente à Imprensa Nacional Casa da Moeda.
Cerca de quinze dias após o falecimento de António José de Almeida (1866-1929) decidiu a edilidade, pelo edital de 12/11/1929 que a a Avenida 12 do Novo Bairro no seguimento da Avenida Almirante Reis (hoje, Avenida Guerra Junqueiro) se denominasse Avenida Dr. António José de Almeida. Mas em 1933, pelo edital de 18 de Julho passou a Avenida António José de Almeida a ser no prolongamento da Avenida Miguel Bombarda, entre a Avenida dos Defensores de Chaves e a Avenida de Manuel da Maia, onde ainda hoje a encontramos, sendo ao mesmo tempo Guerra Junqueiro colocado no arruamento que antes levava o nome do antigo Presidente da República. Acresce que conforme um parecer da Comissão de Toponímia na sua reunião de 13/04/1951, homologado pelo Vice-presidente da edilidade, foi acrescentada a partícula «de», sendo desde então Avenida de António José de Almeida. [1943-1974 - Actas da Comissão Municipal de Toponímia de Lisboa]

Avenida de António José de Almeida: Jardim Gomes de Amorim |1943-05-05|
Perspectiva tomada da Rua Dona Filipa de Vilhena na direcção da Av. Defensores de Chaves (e Av. Miguel Bombarda).
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

N.B. Francisco Gomes de Amorim nasceu em Avelomar a 13 de Agosto de 1827 e faleceu em Lisboa a 4 de Novembro de 1891. Escreveu muitas peças entre outras «Odio de Raças», «Ghigi», «0 Cedro Vermelho», etc. Publicou dois volumes de versos, «Cantos Matutinos» e «Ephemerus». Autor das «Memorias Biographicas de Garrett». Deixou vários romances e muitos outros escritos, em prosa e em verso, inéditos uns, outros já publicados.

Avenida de António José de Almeida: Jardim Gomes de Amorim |195-|
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

domingo, 6 de setembro de 2026

Avenida da República, 54: Casa Isidoro Sampaio de Oliveira

Prêmio Valmor de 1930 - Menção Honrosa 

Menção Honrosa do Prêmio Valmor para o Edifício de habitação na Avenida da República, 54, com projecto de Porfírio Pardal Monteiro (1879-1957) para Isidoro Sampaio de Oliveira. Edifício de características modernistas, foi demolido em 1962, dando lugar a um edifício de escritórios.

Avenida da República, 54 (52) |c. 1960|
Menção Honrosa do Prémio Valmor de 1930
A moradia da esquerda [vd. 2ª imagem], construída em 1930, é da autoria do arqº Porfírio Pardal Monteiro e pertenceu a Isidoro Sampaio de Oliveira.
Artur João Goulart, in Lisboa de Antigamente

Moradia em estilo modernista, evidente nas linhas simples e na decoração sóbria das obras do arq. Pardal Monteiro, aparece aqui no volume único e paralelepipédico, cuja aparência de “caixa” é acentuada pela ocultação do telhado de quatro águas, com pouca inclinação, escondido atrás de uma larga cornija de perfil retilíneo.
Todavia, esta linearidade é interrompida por uma varanda de canto, embora ainda inserida na estrutura cúbica. A fachada principal, revestida a cantaria, revela o nível económico do cliente e o estatuto de residência da alta burguesia que o bairro acabaria por consolidar ao longo do tempo. Merecem especial destaque também as janelas triplas, recurso usado noutras obras do arquitecto, com realce para as sque se observam s no piso nobre.

Avenida da República, 54, fachada principal |c. 1950|
Menção Honrosa do Prémio Valmor de 1930
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Entre os elementos de carácter mais ornamental, genericamente associáveis à linguagem Art Déco, mas já não estritamente académicos, sobressaem os relevos escultóricos presentes em algumas cantarias, mísulas e floreiras, bem como os elegantes gradeamentos de janelas e sacadas, adornados com motivos florais que complementam com delicadeza a decoração geometrizante dos painéis e frisos de mosaicos brilhantes, dourados e multicolores, dispostos a intervalos regulares. A estes detalhes somam-se pilastras, colunas e cornijas de recorte clássico, aplicadas de forma simétrica ou reforçando a linearidade horizontal e vertical do conjunto. [patrimonio.pt]

Avenida da República, 54 (56) |c. 1940|
Menção Honrosa do Prémio Valmor de 1930
Mário Novais, in Lisboa de Antigamente

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Praça Duque de Saldanha vista da Av. Fontes Pereira Melo

Entretanto, o par aproximou-se da Praça Duque de Saldanha. Lá em baixo, no seu pedestal, a estátua do duque elevava o braço numa pose eterna e elegante. À volta dele, os carros buzinavam e aceleravam. A Praça Duque de Saldanha é um lugar simultaneamente moderno e antigo onde palacetes e edifícios de outros tempos convivem lado a lado com prédios modernos e espelhados.==
(ESTER, Sofia, Adozinda - V de Volta, 2015)

Praça Duque de Saldanha |c. 1950|
Perspectiva tomada da Av. Fontes Pereira Melo
Antiga Praça Mouzinho de Albuquerque (1897), antes Rotunda das Picoas (até 1902); o Monumento ao Duque de Saldanha foi inaugurado em 1909.
Amadeu Ferrari, in Lisboa de Antigamente

domingo, 30 de agosto de 2026

Beco da Cardosa

Cardoza (beco da) primeiro á esquerda na rua de S. Miguel, indo do largo de S. Miguel e finda na rua do Castello Picão, freguezia de S. Miguel 2 a 36 e 1 a 49. [Velloso: 1869]

Cardosa (Beco da) Vide História Genealógica, tomo XI, pág. 388, onde se fala numa tal Cardosa, Irmã de Justa Rodrigues Pereira, a célebre concubina do bispo D. Fr. João Manuel, filho Ilegítimo d'el- rei D. Duarte e casada com Gonçalo Cardoso "o Velho", de Lamego. [Brito: 1935]
Reza assim o texto do autor — o Pe. António Caetano de Sousa — referido atrás pelo olisipógrafo Gomes de Brito:
«Era Irmãa de Maria Rodrigues Pereira, muIher nobre, de quem D. Antonio de Lima, diz fer huma Dona, de bons parentes, a qual fe efcreve fer fegunda mulher de Gongalo Cardofo, o Senhor do Morgado da Taipa, Vedor da Fazenda do Infante D. Fernando, & qual alguns Nobiliários: deraõ
oappellido de Pereira , e outros o de Cardofa [...]»
Seria esta Cardosa, já conhecido no século XVIII, que viu o nome dela aplicado ao beco? Quem souber que responda.

Beco da Cardosa, 9 |c. 1900|
Nada mais curioso do que este enfiamento da Cardosa.
Machado & Souza, in Lisboa de Antigamente

Este Beco da Cardosa — recorda o ilustre Norberto de Araújo — é cheio de outros becos, nele integrados, e de reentrâncias. Nada mais curioso do que este enfiamento da Cardosa, a lembrar certos pormenores de águas-fortes medievais. Abre por escadinhas, e logo ao cimo delas se nos depara um singular panorama de telhados, empenas amarelas, azuis, rosa, canteiros floridos, janelinhas, sobrelanços que nenhum artista era capaz de conceber: cenografia do acaso urbanista de quinhentos vestido de setecentismo; enfrenta a rua, nascendo do plano inferior, além da cortina gradeada, um. típico prédio de ressalto único, sobre a esquina, e que é um exemplar representativo das casas alfamistas da transição.

Beco da Cardosa, 33-35 |c. 1900|
Ao centro — embebido na parede — observa-se o oratório referido por Norberto de Araújo.
Machado & Souza, in Lisboa de Antigamente

 

Nas escadas topam-se logo à esquerda três espécimes de certo interesse, e ao cabo, à direita entra-ae num recanto, cheio de originalidade, e no qual, se a bizarria bairrista não se ufana de galas, sobram os motivos decorativos, em quatro casas, que não são famosas de gracilidade e numa das quais, n.ꟹ 33-35, existe um nicho ou oratório do Cristo Senhor do Bomfim, embebido na parede, e sobre o qual dança ao vento uma lâmpada de azeite - testemunho de devoção antiga a N. Senhora da Alfama. Mais três prédios pequenos nos chamam a atenção até chegarmos de novo a S. Miguel. Na esquina nascente do Beco e da Rua outro exemplar de edificação típica se nos mostra, para que os olhos não repousem.==

 

Beco da Cardosa, 41 |1960|
A esq. observa-se o Pátio da Parreirinha.
Armando Serôdio, in Lisboa de Antigamente
Beco da Cardosa, 45 |1961|
Arco da Cardosa.
Armando Serôdio, in Lisboa de
Antigamente























Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. X, p. 59, 1939.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Panorâmica sobre os terrenos ao sul da Avenida das Forças Armadas

Em 1º plano vê-se parte da Av. Cinco de Outubro e da antiga Azinhaga das Torrinha (Quinta das Freiras) hoje Av. Álvaro Paisonde hoje se ergue o Edifício Marconi; à dir. a Av. das Forças Armadas, em cima no último plano vê-se a Escola no Bairro de Santos, o Hospital de Sta. Maria e a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa [vd 2ª imagem] e vista parcial do Mercado do Rego.

Panorâmica sobre os terrenos ao sul da Avenida das Forças Armadas |c. 1955|
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

N.B. A 30 de Dezembro de 1974, a Câmara Municipal de Lisboa numa perspectiva clara de mudança toponímica, eliminando indícios referentes ao regime Salazarista, passou a denominar a Avenida 28 de Maio, Avenida das Forças Armadas. A homenagem é efectuada ao M.F.A. (Movimento das Forças Armadas) contribuiu para o êxito do 25 de Abril de 1974.

O antigo edifício do Castelinho da Quinta da Torrinha (1892) onde se instalou, em 1920, a Escola Superior de Farmácia é composto por uma casa de estilo eclético com coberturas em terraço, que culmina num corpo torreado no topo, adornada com elementos de inspiração militar, como ameias, guaritas, rusticidade dos socos e a imponência dos pilares que decoram os cunhais. A fachada principal exibe detalhes de inspiração Arte Nova, como os azulejos que a coroam.

Avenida das Forças Armadas, Edifício do Castelinho da Quinta da Torrinha |1953|
Remodelação da antiga Av. 28 de Maio; Hosp. de Santa Maria e edifício da Fac. Farmácia da Universidade de Lisboa — Avenida Professor Gama Pinto.
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

domingo, 23 de agosto de 2026

Rua Frei Francisco Foreiro

Topónimo atribuído pela C.M.L., em 1909, ao arruamento onde assentava a velhinha Tv. do Forno do Tijolo. Ao fundo nota-se, a não menos antiga, Rua de Arroios e as fachadas de tardoz dos prédios na Rua Passos Manuel. À dir. — onde se vêem os tradicionais tapumes — abre-se a Rua António Pedro e, à esq., nota-se a embocadura do Regueirão dos Anjos e mais tarde (1984), paralela a este, a nova Rua Francisco Ribeiro (rasgada aquando da construção do Edifício Filial do Banco Portugal no local onde se siruava a antiga Fábrica Portugal).. (Ribeirinho, 1984).

Rua Frei Francisco Foreiro |1926-03-31|
Perspectiva tomada do lado da Av. Alm. Reis na direcção da Rua de Arroios
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
Legenda no arquivo: «Local, na rua Francisco Foreiro (no bairro de Inglaterra), onde apareceu morta a actriz Maria Alves»
 
N.B. Frei Francisco Leite de Faria, dissertou sobre «As obras impressas de Frei Francisco Foreiro (1522-1581), afirmando que o Dominicano Frei Francisco Foreiro se salientou extraordinariamente na última fase do Concílio de Trento, em 1562 e 1563. Publicou então em Veneza a «nova e velha versão do Profeta Isaías» com o respectivo comentário, livro que teve oito edições, todas impressas no estrangeiro. Acabado o Concílio, Francisco Foreiro ficou na Itália para preparar quatro obras, que mandadas publicar por esse Concílio, tiveram enorme influência na prática doutrinal e litúrgica da Igreja católica. Foram essas obras o Índice dos Livros Proibidos, o Catecismo para os Párocos ou Catecismo de S. Pio V, o Breviário Romano e Missal Romano, obras que impressas por vez primeira, respectivamente, em 1564, 1566, 1568 e 1570, tiveram depois centenas de edições. Esse Missal vigorou durante quatro séculos até 1970. Muito se falou e escreveu então da Missa Tridentina ou de S. Pio V, que a tinha promulgado para a Igreja Católica, mas não se lembrou, nem mesmo em Portugal, que ela foi principalmente obra de Frei Francisco Foreiro, falecido há quatro séculos, em 1581, e natural de Lisboa, que há poucos anos lhe dedicou uma rua na freguesia de Arroios perto da Avenida Almirante Reis. [APH: 1981]

Avenida Almirante Reis |c. 1930|
Vista para sudoeste observando-se a embocadura da Rua Frei Francisco Foreiro,1 (dir.).
Jorge Marçal da Silva, in Lisboa de Antigamente

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Campos de Futebol de Antanho: antigo Estádio do Sporting Clube de Portugal

O primeiro campo do Sporting Clube de Portugal foi inaugurado em 8 de Maio de 1906, no nº 73 da Alameda do Lumiar (atualmente Alameda das Linhas Torres), num local conhecido como Sítio ou Quinta das Mouras. Os terrenos foram doados pelo Visconde de Alvalade, atendendo ao desejo do neto, José Alvalade, de fundar um novo clube após a cisão do Campo Grande Football Club. A doação incluiu também um edifício na mesma Alameda, que serviu como a primeira sede do S.C.P..
No ano seguinte, a 4 de julho de 1907, ocorreu uma remodelação que melhorou bastante as condições desportivas: além de um segundo campo de futebol, passou a contar também com uma pista de atletismo.

Antigo Estádio do Sporting Clube de Portugal |c. 1917|
Designado Estádio do Lumiar ou Stadium de Lisboa.
Em segundo plano, ao centro, a «Villa Sousa» sita na Alameda das Linhas de Torres, 22. Campo Grande.
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente
Antigo Estádio do Sporting Clube de Portugal |c. 1917|
Exercícios de ginástica no antigo estádio do Sporting Clube de Portugal.
Ao fundo, na zona N. do Campo Grande e da dir. para a esq,, veem-se as traseiras do o Restaurante do Campo Grande e do Palácio Valência-Vimioso. A esq. obervam-se alguns dos edifícios na 
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Sporting Clube de Portugal. deixou o Sítio das Mouras e, em 1917, mudou-se para o número 412 do Campo Grande, data em que foi inaugurado. com a designação de Stadium de Lisboa, também conhecido como Estádio do Lumiar. [sporting.pt]

Panorâmica sobre o Campo Grande e Lumiar |c. 1947|
Antigos campos do SLB — [1940-70] Campo Grande, em baixo — e do SCP — Stadium de Lisboa ou do Lumiar [1914] em obras — depois primitivo Estádio José de Alvalade [1947].
No topo N. do Campo Grande destaca-se o Palácio Valência-Vimioso que torneja para a Alameda das Linhas de Torres (dir.) e o Restaurante do Campo Grande. Na esq. baixa nota.se o Palácio Pimenta (Museu de Lisboa). 
Mário de Oliveira, in Lisboa de Antigamente

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