Sunday, 15 March 2026

Sé Patriarcal (Igreja de Santa Maria Maior)

A Sé Patriarcal de Lisboa projectada pelo Mestre Roberto (séc. XII) é a única construção em estilo Românico e também a única do período de Dom Afonso Henriques que ainda existe na cidade, embora bastante alterada ao longo do tempo [vd. última imagem]. O Românico é um estilo caracterizado por formas compactas, transmitindo uma sensação de solidez e resistência.

 está classificada monumento nacional (decretos de 10 de Janeiro de 1907 e de 16 de Junho de 1910), e, excluindo os troços que ainda restam da muralha ou cerca moura — diz Mestre Castilho, a quem vamos sempre seguindo — , é incontestavelmente o edifício mais antigo da cidade.

Sé de Lisboa |1942-06-20|
Largo da Sé
Constitui a Sé de Lisboa um recinto isolado entre quatro ruas: de Augusto Rosa,
antiga Rua do Arco do Limoeiro, ao norte; as Cruzes da Sé, ao sul; o Beco do
Quebra-Costas, em escadaria, ao nascente; e o Largo da Sé (fachada principal), ao poente.
Legenda da foto no arquivo: «Os trabalhos de defesa da fachada da Sé de Lisboa, contra ataques
aéreos»
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Não tem ele actualmente [em 1902], porém, o aspecto que apresentava na sua origem, porquanto, durante o volver dos séculos, foram-se-lhe fazendo acrescentamentos, modificações e sobreposições, que quási por completo lhe transformaram o facies primitivo, como se tem inferido do estudo consciencioso dos descobrimentos consequentes dos trabalhos de demolição e restauro a que no edifício se vem procedendo desde os últimos anos do século passado [XIX](Castilho: 1902)

Sé de Lisboa, obras de restauro |1913|
Sobre o eirado da torre norte (esq.) observa-se «uma pirâmide de cimento armado»;
quem assim no-lo diz é Norberto Araújo, que, mais adiante, acrescenta: «Naquela torre
do Norte, já no período das obras deste século [XX], colocou-se uma guarita oitavada,
de cimento armado, e que há poucos anos foi, como disse, demolida». [Araujo: 1938]
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

No monumento nada existe, nem parece ter existido, que leve a aceitar a versão de que o templo foi erigido sobre o fundamento de uma mesquita  — recorda o ilustre olisipógrafo Norberto de Araújo.
Presume-se, aliás sem base documental, que o primeiro arqtiitecto houvesse sido um dos cavaleiros cruzados que tomaram parte no assédio à cidade sarracena, porventura «mestre» monge normando, companheiro do clérigo, cruzado inglês, Gilberto Hastings, que veio a ser (1150?} o primeiro bispo de Lisboa. Não há notícia da época da conclusão das obras do templo; não é, porém, arrojado suipôr-se que, ainda no período inicial, estivesse já dado ao culto e em parte coberto, constituindo desde logo sede de uma freguesia, cuja invocação é de Santa Maria Maior.==

Recriação da Sé de Lisboa por Alfredo Roque Gameiro (1864–1935) segundo pinturas existentes do século XVI
«[...] Estas torres [Sé], primitivamente, não tiveram sinos, os quais se situavam na torre sineira, sobre a cúpula do cruzeiro, e que o terramoto arrasou. [...]» [Araujo: 1938]
in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Inventário de Lisboa: Monumentos histórico, 1944.
idem, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. II, 1938.
CHAGAS, Manuel Pinheiro, História de Portugal, popular e ilustrada, 1899-1905

Friday, 13 March 2026

Rua Antero de Quental, 6

Imagem anterior à demolição parcial da antiga cerca do Convento do Desterro — que se nota ao fundo — e que durante alguns anos atravancou esta zona, mesmo depois de rasgada a «Avenida «dos Anjos» (depois «de D. Amélia» e actual Alm. Reis).

Topónimo atribuído pela CML, em 1900, ao arruamento que liga o Largo do Intendente com o Largo do Conde de Pombeiro, mais tarde limitado à Av. Almirante Reis quando foi atribuído, em 1915, o topónimo Travessa do Cidadão João Gonçalves ao troço desta rua sito entre a Rua dos Anjos e aquela avenida.

Na direcção da Av. Almirante Reis.
Machado & Souza, in Lisboa de Antigamente

N.B. Antero de Quental (1842-1891), poeta e filósofo. foi um verdadeiro líder intelectual do Realismo em Portugal. Dedicou-se à reflexão dos grandes problemas filosóficos e sociais de seu tempo, contribuindo para a implantação das ideias renovadoras da geração de 1870.

Sunday, 8 March 2026

Chafariz de Dentro que foi Fonte dos Cavalos

O Chafariz de Dentro ou Fonte dos Cavalos — assim cognominado por causa dos cavalos de bronze, que os Castelhanos levaram quando cercaram Lisboa deixando lá dois buracos no lugar das equestres bicas de onde a água jorrava — é uma nascente mui antiga, e a data mais remota a que lhe encontramos referência é do ano 1285. Também o denominavam Fonte ou Chafariz de Alfama (1384 e 1650). [Silva: 1998]

Parece, porém — conta Camilo no seu romance satírico A Queda de um Anjo — , que ele [Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda] andava aporfiado em afogar o seu recto juízo nas águas de Lisboa. Lera o deputado que também o chafariz dos cavalos da rua Nova tinha prodigiosas virtudes em cura de moléstias de olhos. Procurou a rua Nova [d'El-Rei], que o terramoto de 1755 soterrara; procurou o chafariz, que, segundo ele, devia estar na rua dos Capelistas ou Algibebes sucessoras daquela rua.

 

Chafariz de Dentro ou dos Cavalos |1929|
Largo do Chafariz de DentroIgreja de Santo Estêvão.

Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

 

Ninguém lhe dava conta do chafariz dos cavalos; e alguns lojistas interrogados supuseram que o provinciano não podia beber em fonte que não tivesse aquela aplicação.
O erudito respondia aos chacoteadores:
—  Pois saibam que se perdeu um mirífico chafariz! Rezam os meus livros que as salubérrimas águas desta fonte perdida tinham a propriedade oculta de engordar as carruagens que bebiam dela; e acrescenta Marinho de Azevedo, textualíssimas palavras: e quando ela faz tão conhecidos efeitos nos animais, os fizera nos corpos humanos, se a beberam na sua fonte.

Chafariz de Dentro ou dos Cavalos |1931|
Largo do Chafariz de Dentro

Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente


Um bacharel, que ouvira as lástimas de Calisto, disse a um vizinho a meia-voz:
— Este homem parece que tem uma carruagem magra no corpo!
Com estas zombarias é que em Portugal os sábios são premiados. Se Calisto fosse um parvo, o Governo dava-lhe um subsídio até ele achar o chafariz dos cavalos.==
(CASTELO BRANCO, Camila A Queda de um Anjo, 1866)


Chafariz de Dentro ou dos Cavalos |c. 1930|
Largo do Chafariz de Dentro
Horácio Novais., in Lisboa de Antigamente

Friday, 6 March 2026

Rua Joaquim Bonifácio - o «Bota-abaixo»

Joaquim Bonifácio (Rua) — Joaquim Gregório Bonifácio, vereador da Câmara Municipal de Lisboa por 1834. A seu respeito lê-se:
«Houve, quando em Lisboa começou o verdadeiro regimen municipal moderno, um bom vereador que, durante o seu quadriénio, fez andar a cidade em uma roda-viva. Via alpendres? terra. Telheiros? terra. Casebres? escadas pejando a via publica? balcões salientes? atravancamentos, empachos, embaraços e pejamentos? em um abrir e fechar de olhos, tudo isso era demolido; d'onde lhe ficou a alcunha do Bota-abaixo.
Mas o vereador aformoseava, desatravancava, e também construía».
Foi legalizada esta designação por edital da Câmara de 26 de Julho de 1882. [Brito: 1935]

Rua Joaquim Bonifácio (actual Jacinta Marto) |1901|
Aqui, no largo de Santa Bárbara, foram demolidos ha cerca de dois anos uns casebres do lado poente, quai a esquina da Rua Joaquim Bonifácio (...) [Araujo: 1938]
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

«[...] a Rua Joaquim (Gregório) Bonifácio (vereador da Câmara a quem chamavam o “Bota-abaixo” porque, para aformosear, não se lhe dava demolir) é de Julho de 1882, embora fosse aberta em 1878».
(ARAUJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. IV, p. 76]

N.B. Rua Joaquim Bonifácio que se estendia do Largo de Santa Bárbara até à Rua Gomes Freire, foi atribuída por edital de 26/07/1882. Mais tarde, por edital de 23/03/1929, o troço da artéria compreendida entre a Rua de D. Estefânia e a Rua Gomes Freire, tomou o nome de Rua Joaquim Bonifácio, como prolongamento desta. Ainda mais tarde, por edital de 03/04/1981, o troço da Rua Joaquim Bonifácio compreendido entre a Rua de D. Estefânia e o Largo de Stª Bárbara passou a denominar-se Rua Jacinta Marto. [1943-1974 - Actas da Comissão Municipal de Toponímia de Lisboa]

Rua Joaquim Bonifácio (actual Jacinta Marto) |1908-01-28|
Quartel de Santa Bárbara da Guarda Municipal
Neste quartel. estiveram presos Afonso Costa, e Francisco Correia de Herédia, Visconde de Ribeira Brava e Alfredo Leal aquando do Regicídio (1908).
Aqui esteve instalado o Batalhão nº 1 da Guarda Nacional Republicana, criada em 3 de Maio de 1911
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Sunday, 1 March 2026

Feira da Ladra ao Campo de Santa Clara que foi Campo da Forca

Nas traseiras do convento de São Vicente de Fora estende-se o Campo de Santa Clara (vulgarmente designado por Feira da Ladra), cujo mercado remonta a tempos muito antigos.
Nos primórdios fazia-se no chamado «Chão de Feira»; em tempos de D. Afonso llI, na Ribeira Velha; com D. Manuel l, junto ao Paço da Ribeira e, no séc. XVl, no Rossio. Após o terramoto de 1755, teve lugar na Praça da Alegria, depois à Bemposta (Sant'Ana) e Passeio Público e só em 1882 se instalou definitivamente aqui. Por outro lado, foi o Campo de Santa Clara palco, no séc. Xlll, de execuções capitais e daí ser conhecido também por Campo da Forca, que se manteve até ao séc. XVI.==
(in Os conventos de Lisboa, Baltazar Mexia de Matos Caeiro, 1989, p. 149)

Feira da Ladra |séc. XIX|
Campo de Stª. Clara: à dir. vê-se parte do Palácio dos Condes Almirantes de Rezende vulgo Casão Militar.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
Feira da Ladra |séc. XIX|
Campo de Stª. Clara: à esq. nota-se a cortina que suporta o Jardim Botto Machado.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Friday, 27 February 2026

Mercado 31 de Janeiro que foi Matadouro Municipal, às Picôas

E aí tens o velho Matadouro Municipal de Lisboa, às Picôas — recorda o ilustre Norberto de Araújo. O edifício foi erguido em 1863, do risco do arquitecto francês Pezerat, e ocupa uma área de mais de treze mil metros quadrados. Está hoje [1938] antiquado e condenado a desaparecer. [Araújo: 1938]


Em sessão de 22 de Dezembro de i852 resolveu a Câmara mandar proceder á construção do actual Matadouro, para substituir o antigo [de S. Lázaro no Largo do Mastro], cujas péssimas condições higiénicas e imperfeita organização o condenavam por insalubre e prejudicial aos interesses da Camara e do comércio lícito. O engenheiro Pedro José Pezerat (1801-1872) foi encarregado de elaborar o projecto e orçamento para a edificação, que ficou situada na Cruz do Taboado, um dos pontos mais elevados da cidade. Constituído por diversos corpos, cujo conjunto tem a forma retangular, mede esse edifício por um dos lados 120 metros e pelo outro m metros, o que dá a superfície de 13.320 metros quadrados. [Pimentel: 1903]

Mercado 31 de Janeiro que foi Matadouro Municipal, às Picôas |1955|
Av. Fontes Pereira de Melo com s Rua Tomás Ribeiro
O mercado foi demolido na década 1950.
Armando Serôdio, in Lisboa de Antigamente

sítio das Picoas que já surge referido nas «Memórias Paroquiais de Lisboa» de 1758, derivou do nome de uma quinta do morgado das Picoas — D. Nuno Freire de Andrade e Castro de Sousa Falcão —  do qual dependia uma Ermida (já demolida) na Rua das Picoas próximo da actual Av. Praia da Vitória.

Mercado 31 de Janeiro que foi Matadouro Municipal, às Picôas |1961|
Rua Engenheiro Vieira da Silva, Av. Fontes Pereira de Melo e Praça José Fontana; ao fundo vislumbra-se o famoso "prédio do anjo" com fachada sobre Praça do Duque de Saldanha.
Augusto de Jesus Fernandes, in Lisboa de Antigamente

N.B. Entre 1852 e 1872, a Repartição Técnica da Câmara Municipal de Lisboa foi liderada pelo engenheiro-arquitecto francês Pierre Joseph Pézerat, que começou a trabalhar na CML em 1852 e se destacou como figura central na organização urbana da capital no período pós-liberal, realizando importantes obras de infraestrutura na cidade.

Sunday, 22 February 2026

«Casa das Varandas»

[João Eduardo] Tinha alugado uma água-furtada na rua dos Bacalhoeiros, comia na taverna do Isca por um ajuste ao mês, e à noite errava pelas ruas, batendo o macadame com as suas solas rotas, as mãos nos bolsos, a ideia em Amélia, cheio de um vago ódio contra a cidade, as lojas dos ourives, o rodar dos coupés, e o peristilo dos teatros. (QUEIROZ, Eça de, O Crime do Padre Amaro, 1876)

[...] a Rua dos Bacalhoeiros — recorda o ilustre Norberto de Araújo — que neste troço já era eirado de tendas da Ribeira Velha — possui o seu interesse, embora o tipo das construções urbanas seja, em quási toda ela, do começo do século passado [XIX], trivial pois, mas sólido e representativo da sua época. [...]

«Casa das Varandas» |1950-02|
Rua dos Bacalhoeiros, 6-6C e 8-8D; Rua Afonso de Albuquerque, 5-7 (Casa dos Bicos)
O edifício inicial remonta ao século XVI, tendo sido destruído pelo terramoto de 1755
e depois de restaurado foi novamente destruído por um incêndio em 1781.
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

O prédio que se segue [à Casa dos Bicos ou de Brás Albuquerque], de notável beleza de linhas, é uma construção do tempo de D. João V, e que lembra o risco de Ludovice. Os seus seis andares (os dois últimos, de varanda corrida, constituem uma sobreposição do século passado [1803-1805]) fazem deste edifício urbano um dos mais assinalados da Baixa, com as suas magníficas varandas, nove em cada pavimento, tão decorativas como originais. Este imóvel — construído por um cidadão, certamente endinheirado, João da Cruz —, pertence hoje [em 1938] a Carlos Augusto Santa Bárbara, que o herdou de seu sogro José Pedro Ferreira.»
(ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. X, pp. 20-22, 1939)

«Casa das Varandas» |c. 1960|
Rua dos Bacalhoeiros, 6-6C e 8-8D; Rua Afonso de Albuquerque, 5-7
O edifício é coroado de ática e com varandas de sacada, com varões de mó.
Estúdio Mário Novais, in Lisboa de Antigamente

Nota(s): O actual topónimo Rua dos Bacalhoeiros foi atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa, através de Edital do Governo Civil de 01/09/1859, ao arruamento que resultou da junção das antigas Ruas dos Bacalhoeiros e dos Confeiteiros.

Rua dos Bacalhoeiros |c. 1900|
Casa dos Bicos e Casa das Varandas
(antes das demolições de 194- no Campo Cebolas)
Alberto C. Lima, in Lisboa de Antigamente
Rua dos Bacalhoeiros |1941|
Casa das Varandas (ao centro) e Casa dos Bicos
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente




Friday, 20 February 2026

Rua Garrett que foi «do Chiado»

Saiamos da freguesia dos Mártires — sugere Mestre Castilho — , não sem deitar uma vista de olhos à célebre rua dos elegantes lisbonenses, ao nosso Boulevard de Gand, à nossa Regent Street, ao nosso velho e falador Chiado, hoje crismado (bem mal a propósito, quanto a mim, salvo melhor juízo) em Rua de Garrett.

Antigamente essa grande artéria, que seguia desde o convento do Espírito Santo (palácio Barcelinhos) até à frente do palácio do marquês de Marialva (praça de Luiz de Camões), tinha em cima o nome de rua das Portas de Santa Catarina, e só era Chiado para baixo da rua da Cordoaria Velha (a nossa rua de S. Francisco). Ultimamente chamava-se a tudo, em linguagem oficial, rua das Portas de Santa Catarina, mas a denominação de Chiado invadira, e dominava no uso. Os janotas da casa Havanesa estavam tanto no Chiado, como os fregueses da loja do José Alexandre. O edital do Governo Civil de Lisboa, de 1 de Setembro de 1859, incorporou nesse nome os dois nomes seguidos da mesma rua, passando a chamar-se em toda a sua extensão rua do Chiado.

Rua Garrett que foi «do Chiado» [c. 1950]
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
Nota(s): imagem sem data; local da foto não está identificado no arquivo

Esse nome do Chiado, destronado pelo do imortal Garrett, pelo edital de 14 de Junho de 1880, também tinha os seus foros, e não muito mesquinhos; foi injustiça desconhecer-lhos. Garrett presou-se de bom companheiro em letras; ¿porque o obrigou a Câmara Municipal a ser mau companheiro depois de morto? Tenham a certeza disto: se o pudessem consultar, pediria ele que deixassem quieto no seu lugar o velho Chiado, o poeta António Ribeiro Chiado, seu predecessor, e seu colega (se bem que muito somenos, é claro) na carreira literária. [Castilho: 1879]

Rua Garrett que foi «do Chiado» |c. 193-|
O Chiado durante Quinta-feira Santa.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

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