A partir de uma sugestão do vereador Ivo Cruz para se homenagear o comandante Henrique Quirino da Fonseca, foi a Rua Quirino da Fonseca atribuída por Edital de 26/06/1956 ao troço da Rua Alves Torgo, compreendido entre a Rua António Pereira Carrilho e a Alameda Dom Afonso Henriques.
A Tv. das Freiras ganhou o topónimo pela proximidade à antiga Azinhaga das Freiras, que antes já fora a Azinhaga do Leão, e hoje o espaço dessa Azinhaga é o das Ruas Alves Torgo e Quirino da Fonseca.
As freiras que originaram este topónimo eram as do Convento de Nossa Senhora da Conceição da Luz de Arroios.
[1943-1974 - Actas da Comissão Municipal de Toponímia de Lisboa]
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| Rua Quirino da Fonseca |c. 1940| Troço da antiga Estr. de Sacavém; em 1956, troço da Rua Alves Torgo, compreendido entre a Rua António Pereira Carrilho e a Alameda Dom Afonso Henriques; ao fundo, o antigo Convento de Arroios. Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente |
N.B. Henrique Quirino da Fonseca (1863–1939) foi um Oficial da Marinha Portuguesa, sendo referência marcante na área Militar e Cultural.
Oo
ano de 1888 ingressa na Escola Naval como
Aspirante de 2ª Classe. Tendo embarcado em diversos navios: a corveta
“Vasco da Gama”, o transporte “Índia”, a fragata “D. Fernando”, a
corveta “Bartolomeu Dias”, a canhoneira “Liberal” e a “Limpôpo” - enceta
a carreira militar na Divisão Naval do Atlântico Sul. Em 1897 é-lhe
atribuído o seu primeiro comando, o da canhoneira “Cacongo” (comandante
interino). Não obstante, é no cenário da Grande Guerra que vem a
desempenhar um papel de destaque, nomeadamente, nas Operações de Guerra
do Rio Rovuma (191), como Oficial Imediato do cruzador "Adamastor", e como 2º
Comandante do Batalhão de Marinha Expedicionário a Moçambique. Em 1924,
é-lhe ainda atribuído o comando do cruzador "República".
Em paralelo com a
carreira militar, dedica-se também a questões políticas, mais
concretamente, às da Câmara Municipal de Lisboa, desempenhando funções
como Vogal da Comissão Administrativa do Município e como Vereador e Vogal do Pelouro de Engenharia da mesma instituição.
Durante
a sua vida dedicou-se à investigação náutica, à literatura naval de
ficção e a narrativas históricas, sendo de destacar as seguintes obras:
Obra Colonial de Afonso de Albuquerque» (1910), «A Arquitectura Naval
no Tempo de Fernão de Magalhães» (1920), «Os Navios dos Descobrimentos e
Conquistas» (1931), «A Caravela Portuguesa e a Originalidade Técnica
das Navegações Henriquinas» (1934) ou «Contribuição Portuguesa para os
Conhecimentos Geográficos» (1936).
É, desde 2013, Patrono do Curso da Escola Naval.
[arquivohistorico.marinha.pt]
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| Rua Quirino da Fonseca com a Tv. das Freiras a Arroios |1923| Troço da antiga Estr. de Sacavém; (Igreja) Convento de Arroios (depois hosp.) Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente |

















