A Rua de Arroios, tal como a Calçada de Arroios, perpetuam na memória de Lisboa a ligação ao antigo sítio de Arroios, que significa regato e local de hortas verdejantes — com “arvoredos murmurosos e relvas fofas”, refere Eça de Queiroz n’O Primo Basílio, em 1878.
Vês este prédio moderno na esquina da Rua Francisco Foreiro (também nova) e da Rua de Arroios onde tem os n.ºˢ 46 a 48, e que é hoje uma serração de madeiras? — interpela-nos o ilustre Norberto de Araújo. Pois foi, até 1916(?), a famosa Fábrica de Cervejas «Leão», que refrescou não apenas nossos pais, mas também nossos avós. Tinha então um pátio grande, que ainda hoje se desenha, alterado na fisionomia; eram casas e terrenos dos Condes de S. Miguel.⁼⁼
[ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. IV, pp. 79-81, 1938]
![]() |
Rua de Arroios |194-| Antiga Rua Direita de Arroios, antes troço da Rua Direita dos Anjos e Rua Direita de Arroios À dir., em primeiro plano na esquita com a Rua Francisco Foreiro, vê-se um prédio no sítio onde foi a Fábrica de Cerveja Leão, que anteriormente tinha sido o palácio do Conde de São Miguel, à esquerda, em segundo plano, a fábrica de Lanifícios de Arroios, onde foi o palácio dos Condes de Mesquitela. Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente |






.jpg)









.jpg)



