O Aterro da Boa Vista iniciou-se em 1855 e foi uma das maiores obras públicas portuguesas desse século. Consistiu na ligação do Cais do Sodré a Alcântara através da Av. 24 de Julho, conquistando, para isso, terrenos ao rio. A zona era uma enseada de atracação de embarcações delimitada por um caminho à beira-rio, onde é actualmente a Rua da Boavista.
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| Avenida 24 de Julho |c. 1900| Carro de bois na zona do Aterro da Boa Vista — na zona da Ribeira Nova — carregando carvão. Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente |
N.B. Situava-se o Aterro, que corresponde à actual Avenida 24 de Julho, perto do Ramalhete dos Maias de Eça de Queiros, Aterro porque era a parte aterrada do rio Tejo por volta de 1858. Foi aqui que Carlos da Maia salvou de um garrotilho a ilha de um brasileiro, ganhando «a sua primeira libra, a primeira que pelo seu trabalho ganhava um homem da sua família».
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| Avenida 24 de Julho |c. 192-| Greve dos carroceiro junto a Santos. Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente |














