Friday, 22 March 2019

Edifício na Avenida Almirante Reis, 74-74D

Construído em 1908,  este edifício de planta rectangular, cujo responsável pela obra foi Joaquim Craveiro Lopes, desenvolve-se em dois pisos, loja e habitação para o proprietário, rematados por platibanda plena, capiada a cantaria. Classificado como Imóvel de Interesse Público, constitui um dos exemplos mais representativos da introdução do gosto Arte Nova na arquitectura portuguesa de inícios do séc. XX, patente em elementos decorativos como painéis e frisos de azulejos, trabalhos de cantaria e ferro forjado. Apresenta a particularidade de ter sido um dos edifícios pioneiros, onde o azulejo Arte Nova deixou de se confinar ao friso para revestir a totalidade da fachada, trabalho assinado por Alfredo Pinto e datado de 1911

Edifício na Avenida Almirante Reis, 74-74D [post. 1972]
Estúdio Novais, in F.C.G.

Enquanto o piso térreo surge revestido a tijolos cerâmicos biselados, monocromáticos, verdes vidrados, o piso superior evidencia uma decoração floral tipicamente Arte Nova (girassóis, folhagens, festões de flores e grinaldas), policromática, cujas cores predominantes são o verde e o amarelo. A influência da linguagem estética Arte Nova estende-se, também, à guarda em ferro forjado trabalhado da varanda. [cm-lisboa.pt]

Wednesday, 20 March 2019

Profissões de antanho: a galinheira

— Éh! Galliiiiiiiii...nhas! Quem nas quér i com ôvo?!
Era assim o pregão esganiçado e arrastado, os ii muito agudos e longos, o bastante para se ouvir, e ouvia-se mesmo, como se fosse um apito. E melhor quando as freguesas as esperavam. Claro que não havia então os ruídos que atormentam hoje os moradores de Lisboa.
Quase sempre eram varinas as vendedeiras, trajando como tal. Habituadas ao negócio, conheciam bem a clientela, pois, naquele tempo, só comia galinha quem estava doente ou em dia de festa!...

Galinheira na Rua Rodrigo da Fonseca [1906]
Antiga do Abarracamento do Valle Pereiro; à direita, a Rua Barata Salgueiro e, ao fundo, a Rua Alexandre Herculano e o Parque; o prédio com mansarda, no nº 15 da Rodrigo da Fonseca, ainda existe e data de 1883.

Joshua Benoliel, in A.M.L.

— Éh! Galliiiiiiiii...nhas! Quem nas quér i com ôvo?!
Traziam os animais em canastras armadas em gaiolas com rede de cordel esticada em forma de barraca, e garantiam às freguesas que todas as galinhas eram boas poedeiras!... Muitas pessoas, nesse tempo, criavam ou compravam criação para ter em casa, como reserva alimentar, sucedendo, à falta de espaço dentro da habitação, armarem pequenas gaiolas sobre os telhados, junto às águas-furtadas.

Galinheira na Rua Rosa Araújo Rua Barata Salgueiro [1906]
Éh! galinhas!  Mérca frangos! Galinhas! Quem nas quér i com ôvo?

A galinheira trajava camisa de chita, cintada e estampada com flores miúdas; saia de seriguilha azul, com pregas, muito rodada e quase arrastando no chão, tapando as tamancas de cabedal; lenço claro envolvendo todo o rosto e atado sob o queixo; na cabeça, uma minúscula rodilha onde pousa o canastrão onde carregava as galinhas.
Joshua Benoliel, in A.M.L.

Bibliografia
DINIS, Calderon, Tipos e factos da Lisboa do meu tempo: 1970-1974, 1986.

Sunday, 17 March 2019

Chafariz de Entre-Campos

Continuamos pela Rua de Entre-Campos na companhia do ilustre Norberto de Araújo. Diz ele: «Antes da linha férrea encontramos, à direita, o primeiro Chafariz da Peregrinação de hoje, uma meia rotunda discreta. Data de 1851, e é singelo de traçado, com suas duas bicas, e as armas da cidade no frontal liso».¹


O Chafariz do Campo Pequeno, ou Entre-Campos  — noticiava em 1851 Velloso de Andrade nas suas Memória sobre chafarizes — estão as suas obras muito adiantadas no local que já indicamos, formando-se uma meia laranja de 100 palmos de bocca, por 50 de fundo; e em cujo sitio já se acha correndo agua em uma bica provisória, a qual tinha sido feita primeiramente na quina do Campo Pequeno, e aonde correo por primeira vez ás 9 horas e 3 quartos da manhã do dia2 9 de Junho deste anno achando-se presentes Os Ill.mos Srs. Vereadores António de Carvalho — Frederico Augusto Ferreira — e Manoel Joaquim Gonçalves da Rosa — além de muitas pessoas que ali concorreram; e encheu o primeiro barril um criado do Sr. Francisco Isidoro Vianna [proprietário da quinta e palácio das Vianinhas]. [...]

Chafariz de Entre-Campos [séc. XIX]
Rua de Entre-Campos
No plano frontal do chafariz, entre o tanque e o entablamento, é visível uma pequena tabela,
onde se lê a seguinte inscrição: "A Câmara Municipal de Lisboa em 1851", acima da qual,
 junto ao entablamento, se evidenciam as armas da cidade (fragata do Século XVIII)
Fotógrafo não identificado, in A.M.L.

O mesmo Sr. Vianna — afirma Velloso de Andrade offereceu um pouco mais acima, para entre-campos, todo o terreno para o novo Chafariz de encosto, com grande tanque para gado. Muito desejamos vêr esta Obra consummada, pois temos todo o conhecimento das privações d'agua, que soffriam os moradores deste sitio, sendo-lhes preciso irem por ella aos Chafarizes das Larangeiras e Convalescença , e de casa do dito Exmo. Sr. Conde [das Galveias, se mandava todos os dias uma pipa tira-la até do Chafariz de Dentro!²

Levantamento topográfico de Lisboa, fragmento [1908]
Legenda: a vermelho, o Chafariz de Entre-Campos; a verde, a Rua de Entre-Campos [antiga Estr. de Entre-Campos];
a laranja, a Quinta e o Palácio das Vianinhas (Francisco Isidoro Vianna)
 Júlio António Vieira da Silva Pinto, in A.M.L.

N.B. Centrado num recinto murado, que lhe serve de fundo, destaca-se a altura equilibrada do muro arqueado em relação ao chafariz e o seu revestimento azulejar, colocado em 1993, segundo projecto de Arquinter, representando a vista panorâmica sobre o Vale de Entre-Campos em 1851. Uma porta lateral dá acesso ao interior da arca de água.

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Bibliografia
¹ ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XIV, p. 67, 1939.
² VELOSO DE ANDRADE, José Sérgio , Memória sobre Chafarizes, Bicas, Fontes e Poços Públicos de Lisboa, Belém e muitos lugares do Termo., 1851.

Friday, 15 March 2019

Palácio das Vianinhas

Segundo o olisipógrafo Norberto Araújo «Eram estes terrenos os da Quinta do Vianinha, ou do Viana (Francisco Izidoro Viana, fundador da Casa Bancária que ainda hoje tem o seu nome) cujo palácio (1861) ainda aqui vês — um dos palácios do Largo do Campo Pequeno velho. O solar dos Vianas está desde 1933 ocupado por uma instituição «Ninho de Creanças», das Franciscanas Missionárias de Maria.»

Palácio das Vianinhas / Edifício da União das Misericórdias [1931]
Rua de Entrecampos, 9
Fotógrafo: não identificado, in Arquivo do Jornal O Século

Esta artéria que se estende pelas freguesias de Nossa Senhora de Fátima, de São João de Deus e de Alvalade, do Campo Pequeno à Avenida dos Estados Unidos da América, era a antiga Estrada de Entrecampos, quando esta zona era extra-muros da Lisboa Antiga.
No n.º 1 deste arruamento viveu e faleceu em 13 de Julho de 1885, Matias Ferrari, o dono da Pastelaria Ferrari e arrendatário do Marrare do Polimento, ambos estabelecimentos do Chiado.

Palácio das Vianinhas / Edifício da União das Misericórdias [1939]
Rua de Entrecampos, 9 (esq.)

Com excepção do Palácio das Vianinhas (União das Misericórdias Portuguesa), no nº 9, do lado esquerdo (entretanto alteado), os restantes edifícios já não existem
Eduardo Portugal, in AML

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XIV, p. 68, 1939.
cm-lisboa.pt.

Wednesday, 13 March 2019

Rua de Entre-Campos

Pela Rua de Entre-Campos, — diz o ilustre Norberto de Araújo — antiga Estrada, que ligava o Campo Grande e o Anco do Cego, vai seguir a nossa jornada.
O lado oriental desta Rua aguarela-se de um cunho antigo, em muros de quintas com pilares de latadas de vides mortas, e em alguns prédios que remontam ao século XVIII; a ala oposta é recente, pois corresponde à urbanização dos últimos dez anos, que abriu as transversais Ruas do Visconde de Seabra e de José Carlos Santos. [...]

Rua de Entrecampos N→S, junto ao n.º 44 [1946]
Edifícios já demolidos
Eduardo Portugal, in AML

É a Lisboa novíssima, sistematizada em bairros e arruamentos esplendorosos, que daqui a vinte anos constituirão uma como que cidade nova.
Por enquanto estamos em Lisboa antiga, extra-muros afinal; repara na fisionomia da maioria dos prédios do lado nascente, e que não irrita aqui em pleno Campo Pequeno que se renova, soberbamente.

Rua de Entrecampos S→N [1939]
Eduardo Portugal, in AML

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XIV, pp. 67-68, 1939.

Sunday, 10 March 2019

Lojas de antanho: Armazéns de Eduardo Martins

Com as suas montras de larga projecção —  diz Mário Costa —  metem-se-nos pelos olhos os Armazéns de Eduardo Martins (fazendas e modas), que do lado da Rua Nova do Almada abrangem os números 103 a 115.


Estes armazéns, fundados em 1889, por Eduardo David Martins, e que hoje ocupam todo o prédio, foram de evolução lenta, tendo por norma seguir a espécie de negócio dos estabelecimentos que tomavam. Começaram pelos números 111 a 115, e, em 1894, mudavam-se para os números 103 a 107 (rouparia de senhora). Anos depois, voltaram-se para a Rua Garrett, e tomaram conta dos números 1 a 11 (Grande armazém de fazendas, modas, confecções e encovais para noivas e crianças). E foi em 1907 que, devido às grandes e profundas remodelações introduzidas,  se estabeleceu a ligação entre os vários compartimentos.

Armazéns de Eduardo Martins [post. 1907]
Rua Garrett, 1-11 com a Rua Nova do Almada, 103-115
No canto inferior esquerdo pode ver-se o letreiro indicando a entrada para o  Elevador do Chiado que funcionou de 1892 a 1913. O movimento do público fazia-se entre  o n.º 4 da Rua do Carmo e os n.ºˢ 115 e 117 da Rua do Crucifixo. «Por dez réis, está-se no Chiado», informavam a Aquilino Ribeiro, quando se instalou num quarto na Rua do Crucifixo e teve de se habituar ao «petardear constante, como uma máquina de percussão a furar a placa de aço» (Ribeiro: 1974).
Alberto Carlos Lima, in A.M.L.

Este armazém tem a representação do popular Botequim do Lourenço, de Lourenço Manuel Fernandes, que acabou em 1837, e dera sucessão a uma casa das mais importantes do Chiado, pertencendo a José Gregório da Silva Barbosa, depois Barbosa & Barbosa, em notória rivalidade coma Loja do Magalhães, situada do outro lado da rua. Beneficiara bastante da presença de Herculano, ao qual se juntavam o escritor Gomes de Amorim, grande admirador de Garrett, os pintores Anunciação e Thomazini, e os escultores Simões de Almeida e Soares dos Reis.

Armazéns de Eduardo Martins [ant. 1907]
Rua Nova do Almada, 103-115 com a 
Rua Garrett, 1-11
Alberto Carlos Lima, in A.M.L.

N.B. O gaveto  onde se encontravam os Armazéns de Eduardo Martins teve que ser demolido após o grande incêndio de Agosto de 1988. Como que por milagre — referia o "DL" —  «permaneceram intactos alguns dos vidros negros e dourados com a publicidade quase centenária da casa,  assim como adornos de cantaria do edifício». Um destes adornos de cantaria ainda hoje pode ser admirado entre os n.ºˢ 11 e 13 da Rua Garrett, preservado após a reconstrução que se seguiu segundo risco do arq.º Siza Vieira.

Armazéns de Eduardo Martins [ant. 1907]
Rua Garrett, 1-11 com a Rua Nova do Almada, 103-115
Frente sobre a Rua Nova do Almada
Alberto Carlos Lima, in A.M.L.

Bibliografia
COSTA, Mário, O Chiado pitoresco e elegante, pp. 279-280, 1987.

Friday, 8 March 2019

Rua do Vale de Santo António

Pois já agora tomemos o caminho do popular e pitoresco Vale de Santo António — convida Norberto de Araújo — , esta inclinada artéria que vai de Sapadores ao Caminho de Ferro. Esta Rua, então sítio, chamava-se há duzentos ainda, Vale dos Cavalinhos, não sendo com certeza, então, mais do que uma estrada, mas já definida em rua na sua parte baixa, isto é: do mar. A rua deve a seu nome à Ermidinha de Santo António [vd. 2.ª foto], esta à direita subindo, de culto popular muito intenso há alguns anos.

Rua do Vale de Santo António [1945]
À esq., a  Rua do Outeirinho do Mirante
Eduardo Portugal, in AML

A Capela do Vale de Santo António, também conhecida por Ermida de Santo António do Vale e Nossa Senhora da Assunção, foi construída na 2ª metade do século XVIII, no local onde, segundo a tradição, descansou Santo António quando se dirigia ao Tejo, vindo do Convento de São Vicente, para embarcar para o Norte de África. É um pequeno e modesto templo, encravado entre o casario, cujo interior ostenta grande riqueza azulejar. Traduz um exemplo dos mais interessantes da arquitectura das igrejas pequenas posteriores ao Terramoto, valendo pelo seu interior, decorado com altos lambris de azulejos de contornos recortados formando uma série de painéis historiados, a branco e azul com moldura polícroma, datados do terceiro quartel do século XVIII. Os painéis da direita, do lado da Epístola, narram milagres de Santo António, enquanto os da esquerda, do lado do Evangelho, retratam cena da vida de Nossa Senhora.

Ermida de Santo António e Nossa Senhora da Assunção [1942]
Rua do Vale de Santo António, 84
Eduardo Portugal, in AML

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto, «Peregrinações em Lisboa», vol. VIII, p. 28, 1938.
cm--lisboa.pt.

Wednesday, 6 March 2019

Igreja de Santa Cruz do Castelo

A igreja de. Santa Cruz do Castelo nada tem em arquitectura que a torne notável. Situa-se no Largo do mesmo nome, com a fachada para o Poente. A capela-mor encosta-se à muralha do Castelo, servindo uma das torres da cerca de base à torre sineira.


A Igreja de Santa Cruz do Castelo é uma reconstrução ao século XVIII, após o Terramoto. A primitiva igreja denominava-se de Santa Cruz de Alcáçova, e segundo tradição verosímil foi fundada por D. Afonso Henriques depois da conquista de Lisboa, em 1147, e instalada no local onde existia uma mesquita moura, certamente transformada em templo cristão. A igreja já aparece citada numa escritura de Maio de 1168, o que não implica que não tivesse existido antes. 
A denominação de Santa Cruz do Castelo é ainda do tempo do primeiro Rei, embora as «Inquirições» de 1248 e 1279 a designem ainda por Santa Cruz da Alcáçova; ela teria de seu começo, invariavelmente, as duas denominações.

Fotografia aérea da zona da Costa do Castelo e do Castelo de São Jorge antes das obras de remodelação, vendo-se ao centro, a Igreja de Santa Cruz do Castelo [1938] 
Pinheiro Correia, in A.M.L.

A igreja recebeu sem dúvida transformações, ampliações e restauros no decorrer dos séculos, mormente no século XVI, depois do sismo de 1681. No segundo quartel do século XVII a igreja tinha, segundo Coelho Gasco, uma porta principal e outra travessa, esta sobre um adro muito grande, mas no final desse século, segundo Carvalho da Costa, já existiam três portas, a principal voltada ao Sul e as outras a Poente e a Nascente (resultado das obras anteriores a 1699?) e o corpo da igreja ostentava três naves. Seis anos antes do cataclismo foi sujeita a novos restauros. 
O Terramoto arruinou muito a igreja, que teve de ser reconstruida sob diversa traça, come­çando as obras em 1776 — data inscrita na actual porta principal — mas não se encontrando concluídas em 1783, pois nesse ano as paredes estavam levantadas só até à cimalha e apenas a capela-mor já coberta. 
A paróquia, que data da fundação da igreja, abrangia e abrange o recinto murado do bairro do Castelo. 

Igreja de Santa Cruz do Castelo, fachada e torre sineira [c. 1900]
Largo de Santa Cruz do Castelo
 Foi nesta igreja que tradicionalmente se baptizaram os filhos dos monarcas que habitavam o antigo
Paço da Alcáçova, no castelo de São Jorge.
Alberto Carlos Lima, in A.M.L.

Na igreja estão expostas numerosas telas representando Santos e vários Cartu­xos, todas dos séculos·XVII e XVIII, de me­diana pintura e cuja proveniência se ignora. As duas imagens de maior valia são as de S. Jorge, que figurava na tradicional pro­cissão, e o Crucifixo do altar-mor, venerado,segundo a tradição, na capela real do paçoda Alcáçova e que, conforme a tradição tam­bém, dirigia a palavra à rainha Santa Isa­bel.

Igreja de Santa Cruz do Castelo, interior: nave e capela-mor [c. 1945]
Largo de Santa Cruz do Castelo
 O retábulo de tábua existente no Altar-Mor, proveniente da desaparecida Ermida do Espírito Santo, é do séc. XVII, tem feição maneirista, sofreu acrescento para cobrir as dimensões do retábulo, representa a "Descida da Cruz" sendo de autoria desconhecida.
Fernando Martinez Pozal, in A.M.L.

N.B. A primeira irmandade de S. Jorge foi fun­dada, diz-se, pelos Ingleses, na igreja dos Már­tires, no meado do século XII, trasladando-se depois para S. Domingos (1241) e. fundado o Hospital real de Todos os Santos, para ele (final do século XV). Fixou-se em Santa Cruz depois do Terramoto. A procissão do Corpo de Deus, onde a representação de S. Jorge tinha o papel principal, vem do reinado de D. Afonso III. Teve duas épocas de renome: o século XV, pelo pito­resco, o reinado de D. João V pelo fausto.

Igreja de Santa Cruz do Castelo [ant. 1955]
Largo de Santa Cruz do Castelo
 Capela de S. Jorge e da Senhora do Rosário

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Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Inventário de Lisboa, 1955.
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