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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Rua Quirino da Fonseca que foi Estr. de Sacavém com a Tv. das Freiras a Arroios

A partir de uma sugestão do vereador Ivo Cruz para se homenagear o comandante Henrique Quirino da Fonseca, foi a Rua Quirino da Fonseca atribuída por Edital de 26/06/1956 ao troço da Rua Alves Torgo, compreendido entre a Rua António Pereira Carrilho e a Alameda Dom Afonso Henriques.
A Tv. das Freiras ganhou o topónimo pela proximidade à antiga Azinhaga das Freiras, que antes já fora a Azinhaga do Leão, e hoje o espaço dessa Azinhaga é o das Ruas Alves Torgo e Quirino da Fonseca.
As freiras que originaram este topónimo eram as do Convento de Nossa Senhora da Conceição da Luz de Arroios. 
[1943-1974 - Actas da Comissão Municipal de Toponímia de Lisboa]

Rua Quirino da Fonseca |c. 1940|
Troço da antiga Estr. de Sacavém; em 1956, troço da Rua Alves Torgo, compreendido entre a Rua António Pereira Carrilho e a Alameda Dom Afonso Henriques; ao fundo, o antigo Convento de Arroios.
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

N.B. Henrique Quirino da Fonseca (1863–1939) foi um Oficial da Marinha Portuguesa, sendo referência marcante na área Militar e Cultural.
Oo ano de 1888 ingressa na Escola Naval como Aspirante de 2ª Classe. Tendo embarcado em diversos navios: a corveta “Vasco da Gama”, o transporte “Índia”, a fragata “D. Fernando”, a corveta “Bartolomeu Dias”, a canhoneira “Liberal” e a “Limpôpo” - enceta a carreira militar na Divisão Naval do Atlântico Sul. Em 1897 é-lhe atribuído o seu primeiro comando, o da canhoneira “Cacongo” (comandante interino). Não obstante, é no cenário da Grande Guerra que vem a desempenhar um papel de destaque, nomeadamente, nas Operações de Guerra do Rio Rovuma (191), como Oficial Imediato do cruzador "Adamastor", e como 2º Comandante do Batalhão de Marinha Expedicionário a Moçambique. Em 1924, é-lhe ainda atribuído o comando do cruzador "República". 
Em paralelo com a carreira militar, dedica-se também a questões políticas, mais concretamente, às da Câmara Municipal de Lisboa, desempenhando funções como Vogal da Comissão Administrativa do Município e como Vereador e Vogal do Pelouro de Engenharia da mesma instituição.
Durante a sua vida dedicou-se à investigação náutica, à literatura naval de ficção e a narrativas históricas, sendo de destacar as seguintes obras:  Obra Colonial de Afonso de Albuquerque» (1910), «A Arquitectura Naval no Tempo de Fernão de Magalhães» (1920), «Os Navios dos Descobrimentos e Conquistas» (1931), «A Caravela Portuguesa e a Originalidade Técnica das Navegações Henriquinas» (1934) ou «Contribuição Portuguesa para os Conhecimentos Geográficos» (1936). 
É, desde 2013, Patrono do Curso da Escola Naval.
[arquivohistorico.marinha.pt]

Rua Quirino da Fonseca com a Tv. das Freiras a Arroios |1923|
Troço da antiga Estr. de Sacavém; (Igreja) Convento de Arroios (depois hosp.)
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

domingo, 14 de dezembro de 2025

Estr. Marginal: o Convento e o Forte da Boa Viagem

O Convento da Boa Viagem, cujas ruínas chegaram aos nossos dias — tendo desaparecido os vestígios mais importantes quando se construiu a Estrada Marginal Lisboa-Cascais e o Estádio Nacional — era tido como localizado na margem direita do Jamor, no sítio ainda boje conhecido pela Boa Viagem em cujo alto se conservou, por memória, uma pequena ermida.

Estr. Marginal, Alto da Boa Viagem |ant. 1952|
Vista da Avenida Marginal e da linha de Cascais, anterior a 31 de Março de 1952, em fundo o Farol da Gibalta (Oeiras). Restaurante Boa Viagem.
António Passaporte, in Lisboa de Antigamente
 
Era aqui, também, que estava o Forte da Boa Viagem, e em todas as cartas antigas onde se traça a barra do Tejo, lá aparece assinalado tanto este forte como um edifício com uma cruz — indicativo de igreja, ermida ou convento. [Olisipo: boletim do Grupo "Amigos de Lisboa, 1961]
 
Estr. Marginal, Cruzeiro: ponte setecentista sobre o Rio Jamor |c. 194-|
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente, in Lisboa de Antigamente

domingo, 5 de janeiro de 2025

Estr. de Chelas

O sítio de Chelas é antiquíssimo, remontando ao tempo dos romanos, e parece não haver dúvida de que o mar por aqui fazia esteiro, que deu, depois de seco, o aprazível vale. Quási a meio da Estr., antes da primeira ponte do caminho de ferro que liga à linha da Cintura, topamos — daqui não se vê — um curioso palácio velho [Palácio do Lavrado], nobre que foi e ainda duas vezes armoriado, seiscentista, hoje habitação de gente humilde. É quási ao fim dessa Estr. que se encontra a Fábrica «da Pólvora sem Fumo», de Chelas, posterior à Fábrica de Barcarena. 

Estr. de Chelas |1938-06-10|
Imagem tomada do Viaduto Ferroviário de Chelas com a Cç. da Picheleira à esq..
"É quási ao fim dessa Estr. que se encontra a Fábrica «da Pólvora sem Fumo»" 
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
Legenda no arquivo: «Funeral das vítimas do incêndio na fábrica de pólvora de Chelas a caminho do
cemitério do Alto de São João»

Nota(s): local da foto não está identificado no arquivo.

A fábrica está instalada no antigo convento das religiosas de Santo Agostinho, da invocação dos Mártires S. Félix e Santo Adrião [ao fundo na 1ª imagem]. A particularidade desta Casa era a sua remota fundação, 1192 pelo menos, segundo alguns escritores. Reconstruída seis ou sete vezes até ao século XVII, o Terramoto destruiu-a inteiramente, sendo restaurada, e a Igreja feita de novo, com certa larguesa. Todo o aspecto conventual interior desapareceu quási inteiramente, subvertido por obras de adaptação a fábrica de pólvoras químicas. [Araújo: 1939]
Foi fundador desta unidade fabril, António Xavier Correia Barreto.

Estr. de Chelas |1938-06-10|
Imagem tomada do prédio com o número de policia 169 junto à Rua de Cima de Chelas.
"É quási ao fim dessa Estr. que se encontra a Fábrica «da Pólvora sem Fumo»" 
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
Legenda no arquivo: «Funeral das vítimas do incêndio na fábrica de pólvora de Chelas a caminho do
cemitério do Alto de São João»

Nota(s): local da foto não está identificado no arquivo.

sexta-feira, 10 de maio de 2024

Rua da Penha de França com a Rua Heliodoro Salgado

Penha de França (Estrada da) — Em sessão de 23 de Março de 1874, propôs o vereador Dr. Joaquim José Alves que a Câmara representasse ao governador civil do distrito, para a Estrada da Penha de França passar a de- nominar-se: Rua Direita da Penha de França. A Câmara aprovou.
(BRITO, Gomes de) Ruas de Lisboa. Notas para a história das vias públicas, 1935)

A Rua da Penha de França (1916) — recorda-nos Norberto de Araújo — antiga Estrada, mantém ainda a linha levemente sinuosa do século XVII; sua rectificação, aqui e ali iniciada, não se fará demorar. [Araújo: 1939]

Rua da Penha de França |1951|
Junto a Rua Heliodoro Salgado (esq.) e a Praça António Sardinha
Antiga Estrada da Penha de França. A origem do topónimo advém da imagem de N. S. da Penha de França (uma invocação
de um santuário de Salamanca) criada por António Simões (c. 1600)

Garcia Nunes, in Lisboa de Antigamente

A Rua Heliodoro Salgado foi atribuída por deliberação camarária de 21 de Outubro de 1909, com a legenda «Escritor e Jornalista/1864–1908», na artéria designada até então por Calçada do Monte Agudo, artéria nascida da rectificação de um caminho aberto entre o Forno do Tijolo e o Monte Agudo para serventia das quintas da zona.

Heliodoro Salgado (1861–1906) começou a sua carreira profissional como professor primário para rapidamente a trocar pela de jornalista, colaborando em vários títulos. Começou por escrever no jornal socialista portuense O Protesto e também n’ O Operário, já que nessa altura estava inscrito no Partido dos Operários Socialistas.

Rua da Penha de França |1953-06|
Junto a Rua Heliodoro Salgado (esq.)
Antiga Estr. da Penha de França. A origem do topónimo advém da imagem de N. S. da Penha de França (uma invocação de um santuário de Salamanca) criada por António Simões (c. 1600)
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Estr. para Caselas, pelo Caramão da Ajuda

Na Planta da Cidade de 1908, de Júlio Silva Pinto e Alberto de Sá Correia, o arruamento é designado por Estr. de Caselas, tal como o vamos também encontrar no «Guia das Ruas de Lisboa» de 1941, editado pela Tipografia Gonçalves da Rua da Misericórdia.
Já depois, o Decreto-Lei nº 42142 de 1959 que regista a nova divisão administrativa da cidade de Lisboa, designa-a como «eixo do futuro traçado da Estrada do Caramão».

Estr. para Caselas, pelo Caramão da Ajuda |1942|
Cemitério da Ajuda visto da Rua das Açucenas; à esq., a Calçada do Galvão.
A denominação deste arruamento foi oscilando ao longo do século XX entre a Estr. de Caselas e a Estr. do Caramão.
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

N.B. A Rua da Açucenas era a antiga Estrada do Cemitério que começava na Calçada do Mirante à Ajuda e terminava no Cemitério da Ajuda. Este cemitério foi mandado construir por iniciativa da Rainha D. Maria I (1787) para servir os criados da Casa Real e os pobres das freguesias da Ajuda e Belém.

domingo, 21 de maio de 2023

Rua Marquês de Fronteira que foi Estr. da Circunvalação

Por decreto de Setembro de 1852 a cidade passaria a ser circundada por muro alto e contínuo, feito propositadamente, até junto ao rio, tendo por únicas passagens, portões de ferro. Chamava-se Estr. de Circunvalação e para efeitos aduaneiros estava guardada pela Guarda Fiscal.
A estrada passava pelo Arco do Carvalhão (Arco pertencente às Aguas Livres) Rua D. Carlos de Mascarenhas — Rua Marquês de Fronteira — actual Avenida Duque de Ávila — Rua Visconde de Santarém — Largo do Leão — Rua Carrilho — Rua Morais Soares — Alto de S. João — Avenida Afonso III (sendo novo o último troço, evitando-se a Calçada das Lajes) Xabregas.

Rua Marquês de Fronteira |1927|
Antiga Estrada da Circunvalação
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
Legenda da foto no arquivo: «O carro celular com o preso (José Júlio da Costa), a caminho da Penitenciária de Lisboa»

A artéria perpetua a memória de D. José Trazimundo Mascarenhas Barreto (180 –1881), 8º conde da Torre, 5º marquês de Alorna e 7º marquês da Fronteira. Após a Vilafrancada viveu exilado para depois fazer toda a campanha das lutas liberais, tendo-se reformado no posto de marechal-de-campo. Foi também governador civil de Lisboa (1846-1851), par do reino e deixou 5 volumes das suas «Memórias do Marquês da Fronteira e Alorna».

Eléctricos na Rua Marquês de Fronteira |1960|
Dístico de 1903. Paragem junto a Rua de Campolide.
Arnaldo Madureira, in Lisboa de Antigamente

domingo, 27 de março de 2022

O Sitio das Picôas

O sítio das Picôas que já surge referido nas «Memórias Paroquiais de Lisboa» de 1758, derivou do nome de uma quinta do morgado das Picoas — D. Nuno Freire de Andrade e Castro de Sousa Falcão —  do qual dependia uma Ermida (já demolida) na Rua das Picoas próximo da actual Av. Praia da Vitória.
A Rua das Picoas, embora só tinha sido oficializada por deliberação camarária de 12 de Julho de 1906, era anterior à urbanização que o local sofreu no final do século XIX, como Estr. das Picoas. Diz-se que entre os proprietários da quinta se contaram duas senhoras de apelido Picão, a quem o povo chamou «as Picôas», e assim foi baptizado o sítio. 
Sabe-se também que em meados do século XVIII existiam casas nobres na quinta, então propriedade do negociante lisboeta António das Neves Colaço, e uma ermida com a invocação de Nossa Senhora do Carmo.

Rua das Picoas, troço da velhinha Estr. da Picôas, actual Rua Eng.º Vieira da Silva [ant. 1910]
Na elevação, ao fundo da Rua das Picoas – no cruzamento com a Av. Fontes Pereira de Melo – vê-se o antigo Palácio Camarido, no leito (hoje) da Av. da Praia da Vitória, do lado do Cine-Teatro Monumental; em primeiro plano e no quarteirão entre as Ruas Fernão Lopes e Actor Taborda, a varina e o homem de calções parecem vir do Mercado 31 de Janeiro (antigo Matadouro Municipal) a caminho da actual Rua Actor Taborda, dístico de 1906.
Alberto Carlos Lima, in Lisboa de Antigamente

Em 1956, este troço da Rua das Picoas – entre a Praça José Fontana e a Avenida Fontes Pereira de Melo – passou a designar-se com Rua Engenheiro Vieira da Silva (1869-1951), reputado olisipógrafo que integrou a 1ª Comissão Municipal de Toponímia que falecera 5 anos antes, por Edital de 22 de Junho.

Rua Eng.º Vieira da Silva [1960]
Perspectiva tirada da 
Praça José Fontana observando-se à esq. o Mercado 31 de Janeiro e, à dir., a Av. Almirante Barroso: ao fundo vê-se a fachada do Cine-Teatro Monumental sobre a Avenida Fontes Pereira de Melo.
Filipe Romeiras, in Lisboa de Antigamente

domingo, 18 de outubro de 2020

Calçada da Palma de Baixo e Estr. das Laranjeiras

O topónimo de origem popular “Palma”, ligado à flora local, é muito antigo, e surge pela primeira vez em documentação medieval, datada de 1208, associado a uma transacção de compra e venda de vinhas no sítio de Palma, as quais eram abundantes no local. No século seguinte estavam maioritariamente na posse de ordens religiosas e da pequena nobreza.

Calçada da Palma de Baixo e Estr. das Laranjeiras |1944|
Chafariz das Laranjeiras
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

No século XVI, a área de São Domingos de Benfica estava confinada pelas Estr. de Benfica, da Luz e de Telheiras ao Rego, a qual dava acesso à Palma de Cima. Ao longo destas estradas estabeleceram-se quintas e foi crescendo o casario, aparecendo em documentação referência aos sítios distintos da Palma de Cima e da Palma de Baixo, os quais, juntamente com os de Palhavã, Sete Rios e Ponte Velha vieram a constituir a freguesia de São Sebastião da Pedreira, criada na 2ª metade desse século. O topónimo Calçada de Palma de Baixo foi atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa por deliberação camarária de 30/09/1897. [cm-lisboa.pt]

Calçada da Palma de Baixo e Estr. das Laranjeiras |1944|
Chafariz das Laranjeiras
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Avenida Engenheiro Duarte Pacheco

Esta artéria homenageia aquele de quem se dizia entusiasticamente nas ruas de Lisboa dos anos 30 que, «com Pacheco, enquanto houver casa de pé, a revolução continua».
Duarte José Pacheco (1899-1943), licenciou-se em engenharia Electrónica, no IST, com 19 valores e este jovem professor do Instituto Superior Técnico desde 1922 — e seu director a partir de 1924 — foi eleito presidente da Câmara de Lisboa com apenas 29 anos, em 1928, ano em que também entrou pela primeira vez no Governo, com a pasta da Instrução Pública.
Quatro anos mais tarde, em Julho de 1932, foi nomeado ministro das Obras Públicas e Comunicações, pasta que tutelou até à sua trágica morte num desastre de viação. 

Avenida Engenheiro Duarte Pacheco |1958|
Instalações abastecedoras de gasolina da SONAP
Auto-estrada Lisboa-Cascais; Parque Florestal de Monsanto; Viaduto Duarte Pacheco
Almeida Fernandes, in Lisboa de Antigamente

Considerado um visionário, desejava fazer de Lisboa a capital do Império, sonho que veio a concretizar com a Exposição do Mundo Português, em 1940, símbolo emblemático do apogeu do Estado Novo e dos seus valores. 
 
Avenida Engenheiro Duarte Pacheco |1967|
Junto ao cruzamento com a Ruas das Amoreiras
João Brito Geraldes, in Lisboa de Antigamente
Avenida Engenheiro Duarte Pacheco no cruzamento com a Rua das Amoreiras (E→O) |1968|
À dir. vê-se o edifício-sede da Philip em construção, o primeiro dos edifícios na esquina com a Av. Conselheiro Fernando de Sousa.
Artur I. Bastos, in Lisboa de Antigamente

Foi responsável por obras tão importantes como a Estrada Marginal Lisboa-Cascais, as Avenidas Novas, o Parque de Monsanto e o Estádio Nacional.
O Viaduto Duarte Pacheco foi inaugurado em 1944. [cm-lisboa.pt]

Avenida Eng.º Duarte Pacheco |c. 1955|
Antigo edifício-sede da Fiat Portuguesa
António Passaporte, in Lisboa de Antigamente

quarta-feira, 13 de março de 2019

Rua de Entre-Campos

Pela Rua de Entre-Campos, — diz o ilustre Norberto de Araújo — antiga Estrada, que ligava o Campo Grande e o Anco do Cego, vai seguir a nossa jornada.
O lado oriental desta Rua aguarela-se de um cunho antigo, em muros de quintas com pilares de latadas de vides mortas, e em alguns prédios que remontam ao século XVIII; a ala oposta é recente, pois corresponde à urbanização dos últimos dez anos, que abriu as transversais Ruas do Visconde de Seabra e de José Carlos Santos. [...]

Rua de Entrecampos N→S, junto ao n.º 44 [1946]
Edifícios já demolidos
Eduardo Portugal,
in Lisboa de Antigamente

É a Lisboa novíssima, sistematizada em bairros e arruamentos esplendorosos, que daqui a vinte anos constituirão uma como que cidade nova.
Por enquanto estamos em Lisboa antiga, extra-muros afinal; repara na fisionomia da maioria dos prédios do lado nascente, e que não irrita aqui em pleno Campo Pequeno que se renova, soberbamente.

Rua de Entrecampos S→N [1939]
Eduardo Portugal,
in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XIV, pp. 67-68, 1939.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Estr. de Benfica

Chalet do conselheiro Figueiredo sito no gaveto com a Rua Cláudio Nunes [vd. 2ª imagem] defronte ao Chafariz de Benfica; para poente, a cerca da 100 mt. do chalet — hoje demolido — fica a Igreja de Nossa Senhora do Amparo de Benfica.

Estr. de Benfica [Início séc. XX]
Paulo Guedes, in Lisboa de Antigamente
Nota(s): esta fotografia não está identificada no arquivo

A Igreja de Benfica — ou de Nossa Senhora do Amparo — segundo projecto do arquitecto João Frederico Ludovice foi inaugurada em 1809.

A toponímia consagra Cláudio José Nunes, nascido e falecido em Lisboa, na freguesia de Benfica, que foi escritor e deputado, eleito em 1862 pelo Partido Progressista Histórico. Publicou «Verdades Amargas», um opúsculo de considerações políticas e o livro de poesia «Cenas Contemporâneas». [cm-lisboa.pt]

Estr. de Benfica [post. 1901] 
Chalet do conselheiro Figueiredo e Igreja de Nossa Senhora do Amparo de Benfica

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Rua da Penha de França

A Rua da Penha de França — recorda-nos  Norberto de Araújo — antiga Estrada, mantém ainda a linha levemente sinuosa do século XVII; sua rectificação, aqui e ali iniciada, não se fará demorar. 

Rua da Penha de França, norte |1952|
Junto aon.º 23 e ao  actual Mercado de Sapadores (dir.)
Antiga Estrada da Penha de França. A origem do topónimo advém da imagem de N. S. da Penha de França (uma invocação de um santuário de Salamanca) criada por António Simões (c. 1600).
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

Também por aqui alguns prédios modernos acotovelam outros, nobres de tipo de casa do campo, de há trezentos anos. (...) Há oitenta anos [c. 1860], nem talvez tanto, as edificações por esta Estrada eram poucas; foi depois de 1875 que se começaram a erguer esses prédios pelos quais vamos passando, indiferentemente. Olha: aqui temos um pedaço de Estrada antiga, com uma série de de casebres simpáticos, que já saem fora do alinhamento rectificado. Diz-lhes adeus...¹

Rua da Penha de França, nascente |195-|
[Junto ao n.º 121 onde estaciona o automóvel]
Antiga Estrada da Penha de França. A origem do topónimo advém da imagem de N. S. da Penha de França (uma invocação de um santuário de Salamanca) criada por António Simões (c. 1600)
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
¹ ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa», vol. VII, pp. 22-24, 1938.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Rua da Beneficência

Chegamos assim ao velho Largo do Rego, que a urbanização trivializou, junto do qual correu a pitoresca Rua das Cangalhas [actual Avenida Conde de Valbom] de que há meses restavam quatro paredes. Já agora enfiemos pela antiga Estrada do Rego, depois Rua de Sousa Holstein, modernamente Rua da Beneficência. 1

Rua da Beneficência [c. 1950]
Passagem de nível do Rego
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

A Rua da Beneficência foi atribuída por Edital de 18/12/1903 ao arruamento que vai ao Largo do Rego a Palma de Cima, em homenagem à Duquesa de Palmela, e às preocupações beneméritas que sempre teve ao longo da sua vida. 
Refere-se à 3ª Duquesa de Palmela, de seu nome D. Maria Luísa Domingas de Sales de Borja de Assis de Paula de Sousa Holstein (1841-11909) cuja filantropia lhe marcaram um lugar único, nomeadamente, na Assistência Nacional aos Tuberculosos, nos Socorros a Náufragos, em asilos, missões ultramarinas, institutos de protecção à infância e na fundação das Cozinhas Económicas, com sua prima Maria Isabel Saint-Lèger, tendo sido também a sua primeira presidente.
Foi também dama da Rainha D. Amélia e dedicou-se à escultura, havendo trabalhos seus no Museu do Chiado e na Sociedade de Geografia de Lisboa, assim como se interessou pela cerâmica e juntamente com a Condessa de Ficalho fundou a Fábrica do Ratinho no seu próprio palácio. Foi distinguida com a Ordem de Santiago, a Ordem de Santa Isabel, Ordem de Maria Luísa (Espanha) e Académica de Mérito da Academia Nacional de Belas-Artes. 2

Rua da Beneficência [c. 1950]
Passagem de nível do Rego
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
1 ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XIV, p. 58, 1939.
2 cm-lisboa.pt.

sábado, 30 de julho de 2016

Retiro Zé dos Pacatos na antiga Estr. de Sacavém

   (...) Quintarolas onde se ouvia o chiar da nora e se podia, antes ou depois da refeição, ir dar um salutar passeio pelos rêgos das couves e outras hortaliças, ou vêr o boisinho que fazia andar os alcatruzes e visitar os estábulos e as barracas dos trabalhadores.


A Estr. de Sacavém tinha seu começo no cunhal da Igreja de Arroios, do lado da sacristia, onde se lia o respectivo letreiro municipal, posteriormente substituído por Rua Alves Torgo, e estendia-se até Sacavém, encontrando-se neste longo trajecto os Retiros, também conhecidos por Hortas porque todos eles dispunham de tratos de terrenos, mais ou menos extensos, onde, nos espaços anexos à parte urbana, se estabeleciam os caramanchões engalanados com arbustos e vegetação própria, seguindo-se-lhe cultura hortense bem cuidada, com esmero e rigor, das espécies vegetais de consumo constante, vivificadas pela água que a vigilante nora mourisca, em seu característico chiar, lhes distribuía por intermédio dos alcatruzes que o pachorrento boi, de olhos vendados e inalterável andamento, fazia mover, prestando sua ajuda ao rústico labor. A estas atraentes locandas acorriam todas as camadas sociais, constituindo assim centros de reunião com freguesia especial que lhes era assídua.

Os Pacatos na Estr. de Sacavém [c. 1940]
Algures entre a Rua Alves Torgo  e o Areeiro
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

Para se ir ás hortas, metia-se a gente num carrão ou char·á·bancs que, às tardes, se postava em S. Domingos, junto às grades, com a sua imperial de bancos em anfiteatro, por cima do veículo, três muares derrancados que a puxavam, cocheiro e condutor de grandes melenas.
Pagava-se um pataco pelo transporte até à Estrada de Sacavém, onde os principais retiros eram a Perna de Pau e o Zé dos Pacatos [propriedade de José Joaquim Pereira Caldas], o primeiro onde trabalhavam de cozinheira a tia Gertrudes e a gorda Basalisa, que teve, mais tarde, um retiro com o seu nome e acabou em costureira do Teatro do Príncipe Real, e o segundo, onde havia um criado galego, baixo, pançudo, nariz arrebitado, tipo de gnomo, conhecido pelo Bitoque, que acabou em criado da Floresta.
O Bitoque, que era popularíssimo, tinha imensa graça e descompunha os fregueses. Se lhe pediam qualquer vianda que demorava, respondia imediatamente:
 — Espere!. Vá você buscá-la! Eu não sou seu criado, sou criado do patrão!
Uma tarde, fui jantar ao Zé dos Pacatos com Fialho de Almeida, grande amador dos petiscos das hortas, e D. João da Câmara, que, a convite nosso, ia fazer a sua iniciação. Veio a sopa, trazida pelo Bitoque, cuja biografia contámos ao grande dramaturgo, e êste, metendo acolher à bôca e queimando-se, gritou:
 — Ó Bitoque! olha que esta sopa está quente!
O gnomo aproximou-se do prato de D. João da Câmara, meteu-lhe dentro o rechonchudo fura-bolos, levou-o à bôca e chupou, declarando logo, com um enorme descaramento:
 — Não acho!
Foram canas e canetas para o mimoso poeta não lhe partir a cara, custando a convencê-lo de que todos davam ao Bitoque a maior liberdade.
O galego apressou-se em trazer nova sopa e tais artes teve de se insinuar no ânimo de D. João da Câmara, que este, quando ia ao Zé dos Pacatos, não queria outro servo. 1

Os Pacatos na Estr. de Sacavém
Gravura de J. Novaes, in Lisboa, Alfredo Mesquita, p. 573, 1903 (1.ª Ed.)

Bibliografia
1 Olisipo: boletim do Grupo "Amigos de Lisboa", «Os petiscos de Lisboa e o Carnaval», por Eduardo Fernandes (Esculápio), n.º 17, pp. 39-40, Janeiro 1942)

sábado, 30 de abril de 2016

Estr. Marginal da Costa do Estoril, Forte de São Julião da Barra

Foi a primeira estrada de turismo do País. Pelo menos foram essas as palavras do ministro das Obras Públicas, engº Duarte Pacheco, quando anunciou a construção da Estr. Marginal da Costa do Estoril (EN 6). O plano era ligar Lisboa a Cascais com uma via que realçasse a paisagem. Concluída em Junho de 1942, começou por ser usada pelos poucos portugueses que tinham automóvel e faziam passeios ao fim-de-semana. Mas depressa a estrada turística se tornou pequena para tanta procura.

Estrada Marginal Lisboa-S.João do Estoril [post. 1960] 
Carcavelos, ao fundo o Forte de São Julião da Barra
Estúdio Mário Novais, in Lisboa de Antigamente

A baía em forma de cotovelo situada na margem da barra do Tejo, que Damião de Góis descreveu em 1554, foi o local escolhido por D. João III para edificar uma grande fortaleza que assegurasse a defesa, fundamental, da entrada marítima de Lisboa. As obras iniciaram-se entre 1553 e 1556 embora pouco tenham avançado até à morte do rei, no ano de 1559.
O projecto primitivo do Forte de São Julião é atribuído ao arqº Miguel de Arruda, e até 1579 registaram-se obras na estrutura fortificada. Na sua construção participaram os mais conhecidos militares e engenheiros ao serviço do reino, como Leonardo Turriano ou Capitão Fratino. Partindo de um núcleo de reduzidas dimensões, esta fortificação foi-se modificando, ampliando e adaptando às novas exigências que foram surgindo ao longo dos anos. 

Estrada Marginal Lisboa-S.João do Estoril [post. 1960] 
Ao fundo, o Forte de São Julião da Barra
Estúdio Mário Novais, in Lisboa de Antigamente
 
Assim como outras fortificações, também São Julião da Barra serviu de prisão militar e política. Foi célebre o caso do General Gomes Freire de Andrade, que esteve detido em São Julião da Barra e foi executado no terreno anexo à fortificação.
A 22 de Agosto de 1951 perde a sua função militar para assumir a passagem a novas funções de estado e de recepção de eventos políticos. Aqui, além de outros, estiveram instalados, em 1951 o General Eisenhower e no ano seguinte o Marechal Montgomery.
São de salientar as esplanadas, as casamatas em abóbada e a cisterna onde com regularidade ocorrem iniciativas culturais. 

Forte de São Julião da Barra [c. 1910] 
Carcavelos, ao fundo o Forte de São Julião da Barra
Alberto Carlos Lima, in Lisboa de Antigamente

terça-feira, 5 de abril de 2016

Estr. Marginal, Alto da Boa Viagem

O Restaurante Boa Viagem — do lado direito na foto — ficava localizado na Quinta da Boa Viagem, no alto do Jamor, na convergência da Avenida Marginal com a auto-estrada de Monsanto. Foi levantado em 1948, nos terrenos pertencentes a Vasco Alcobia, sob risco do arq. João Faria da Costa. Encerrou portas em finais da década de 1970, encontrando-se actualmente (2014) ao abandono e em estado de absoluta ruína.

Estr. Marginal, Alto da Boa Viagem |c. 1956|
Restaurante Boa Viagem
António Passaporte, in Lisboa de Antigamente


É em 1947 que Vasco Alcobia, proprietário da Quinta da Boa Viagem, submete à Câmara Municipal de Oeiras um projecto para a construção de "um grupo de instalações destinadas a um esplanada restaurante e exposição de venda de produtos agrícolas a construir na Quinta da Boa Viagem, à Cruz Quebrada, no gaveto poente formado pela via de acesso ao Estádio, inserta na Estrada Marginal Lisboa-Cascais". Em 1970 há registo que José Dantas Martins é proprietário do edifício do Restaurante Boa Viagem.

Estr. Marginal, Alto da Boa Viagem |1970|
Restaurante Boa Viagem
Nuno Barros da Silveira, in Lisboa de Antigamente

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O Retiro Perna de Pau e a história da gorda Gertrudes

«Mais adiante e à dir., [da Pç. do Areeiro] a Perna de Pau, um dos sítios mais frequentados das hortas alfacinhas, com o seu registo de azulejos embebido na fachada da casa, a sua nora gemedora e o seu panorama característico de arrabalde lisboeta, onde predominam o olival e o verde claro das terras de regadio.
Este local de tradições de boémia e estúrdia de há 50 anos, nele se têm feito desgarradas à guitarra e esperas de touros, com todo o pitoresco destes folguedos.» ¹

Retiro Perna de Pau junto ao apeadeiro do Areeiro na antiga Estrada de Sacavém [c. 1900]
Esta afamada casa de pasto situava-se no actual Largo Cristóvão Aires, perpendicular à Rua Gilhermina Suggia.
Aberto Carlos Lima, in Lisboa de Antigamente
 
« Diz uma tradição que nós mesmos colhemos da boca de uma vizinha da Orta, que o Perna de Pau fôra um antigo dono ou rendeiro do casal. Uma sexagenária que ajudava à cozinha nos dias de grande concorrência, quando as nacionais «pescadinhas de rabo na bôca»  chiavam toda a tarde na sertã, foi quem nos esboçou a personagem do quinteiro, que ela aliás não conhecera, a quem um desastre esmagara a perna, figura humilde e apagada que a Fatalidade celebrizou, perpetuando a perna que não era dele.

Retiro Perna de Pau junto ao apeadeiro do Areeiro na antiga Estrada de Sacavém [c. 1916]
Esta afamada casa de pasto situava-se no actual Largo Cristóvão Aires, perpendicular à Rua Gilhermina Suggia.
Paulo Guedes, in Lisboa de Antigamente

A nossa informadora, estamos agora em crer, fez uma lamentável confusão de sexos. Não se trata de um quinteiro mas de uma quinteira, não de um sinistrado mas de uma sinistrada. Quem, segundo a outra versão, mais certa, deu nome à saudosa Orta da estrada de Sacavém, foi a sua mesma proprietária, a obesa Gertrudes, que em 1833, geria aquela locanda dos subúrbios. E a perna perdeu-a ela por via de um tiro de escopeta. Foi o caso que a Gertrudes era afeiçoada aos liberais, e quando as tropas miguelistas do Marechal Bourmont se preparavam para atacar as barreiras da cidade onde os de D. Pedro já estavam, um soldado realista, de passagem pela orta veio pedir uma sede de água à «malhada». A Gertrudes negou-lha. O miliciano era assomadiço. Pôs a arma à cara, e disparou. O tiro partiu e a bala cravou-se numa das pernas da quinteira. Tiveram de lha amputar, e mais tarde uma perna de pau veio substituí-la. Tal é a história.
Os anos rodaram; a identidade da gorda Gertrudes perdeu-se; a orta acabou com os seus «bródios» feriais, mas a perna permaneceu.» ²

Retiro Perna de Pau na antiga Estrada de Sacavém [1923-02-14]
A caminho do Perna de Pau na quarta-feira de cinzas.
C. Salgado, in Lisboa de Antigamente
Retiro Perna de Pau na antiga Estrada de Sacavém [1923-02-14]
Abancados no caramanchão clássico gozando a quarta-feira de cinzas  quarta-feira de cinzas.
C. Salgado, in Lisboa de Antigamente

Nas suas «Farpas», o erudito escritor Ramalho Ortigão diz, a propósito: «A «Perna de Pau», o restaurante célebre, bem conhecido de todos os estômagos com tendências bucólicas, impelidos pela nostalgia das hortas para fora de portas no tempo do tomate — organiza com os primores da estação, a nova lista dos seus acepipes. A talhe de foice, apresenta-se uma apetitosa ementa, da autoria de habilidosos artistas comensais:

Sopa de marisco será
O que primeiro comerá;
E logo em seguida virão
Bons pasteis de camarão;
Emborque-lhe: o branco vinho
Que o Monteiro dá, amiguinho.
Algum frango cm cabidela
E pr'a apanhar a piela
Regue'o co'a pinga danada
Que antes da vitela assada
O cidadão tem provado.
Vem sobremesa com ralé
Bebe-se logo o café,
E, se mal jantado ficar.
Vá àquela parte cear.
      Perna de Pau, 1 de Junho de 1912. 

Consta, igualmente, que as pescadinhas de rabo na boca, ornamentadas com raminhos de salsa, acompanhadas de salada de alface, eram do melhor que se comia em Lisboa. Diz-se, também, que entre os seus frequentadores, se encontravam elementos do grupo dos «Vencidos da Vida» e o pintor José Malhoa. Depois de ter passado por mais uns quantos proprietários, um mandado judicial determinou o seu encerramento c. 1930.

Passagem de nível na estrada de Sacavém, ao Areeiro, perto do retiro A Perna de Pau [194-]
A Estr. de Sacavém tinha seu começo no cunhal da Igreja de Arroios, onde se lia o respectivo letreiro municipal, posteriormente substituído por Rua Alves Torgo (1925), e estendia-se até Sacavém- Pelo edital de15/03/1956, este troço, entre a Avenida Almirante Gago Coutinho e a Linha do Caminho de Ferro de Cintura, passou a designar-se Rua Agostinho Lourenço.
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
¹ PROENÇA, Raúl, Guia de Portugal, Lisboa e arredores, p. 266, 1923.
² SEQUEIRA, Gustavo de Matos, MACEDO, Luiz Pastor de, A Nossa Lisboa-Novidades Antigas Dadas ao Público, p. 46, 1940.
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