segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Chafariz da Boa Hora

Os frades agostinhos do convento da Boa Hora recebiam por ordem régia duas penas de água das minas da Sacota e da Torre do Relógio em terrenos das Quintas Reais. Em 28 de Maio de 1834 foram extintas as ordens religiosas masculinas e a Junta da Paróquia da Ajuda tentou aproveitar essa água para a construção de uma fonte pública, solicitando em petição tal benesse à rainha D. Maria II.

Rua Nova do Calhariz (Ajuda)  [séc. XIX/XX]
Fotógrafo não identificado, in AML

Obteve autorização régia, mas enfrentou-se o problema de o convento ter sido repartido entre o regimento de Infantaria n.º 17 e o arrendatário António Mota, que tinha em sua posse parte da antiga cerca, tendo por contrato cedido as águas às lavadeiras. O chafariz acabou por ser construído, sendo inaugurado no dia de aniversário da rainha, em 4 de Abril de 1838. Contudo, o regimento de Infantaria abusava no consumo na altura das secas, ficando o chafariz sem água. Para obviar esta situação o arquitecto régio Possidónio da Silva propôs em 1850, que o dito regimento nas épocas de seca, permitisse ao público usar a antiga bica conventual.

Rua Nova do Calhariz (Ajuda)  [1939]
Eduardo Portugal, in AML

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