Monday, 3 August 2015

Elevador Estrela-Camões

«A Morte do Maximbombo». Era este o título da Ilustração Portuguesa revista semanal editada pelo jornal O Século em 14 de Julho de 1913 - que pode ser lida na íntegra aqui - e continuava: «Morreu o Maximbombo da Estrela! Há mais tempo ele se tivesse  sumido, o monstrengo, para dar logar a coisa mais moderna, mais decente. Aquilo era mesmo um monstrengo: pesado, incomodo, infecto e amaldiçoado como um assassino.»

Calçada do Combro, [1913]
Joshua Benoliel, in AML

O engenheiro Mesnier du Ponsard ganhou a concessão do troço do Camões – Estrela – Rua São João dos Bencasados em 1882, mas acabou por passá-la para a Companhia dos Elevadores. Em 14 de Agosto de 1890 entrou em funcionamento a linha do Camões à Estrela, a cargo da Nova Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa, a mesma mas com novo nome desde 23 de Outubro de 1884.


Calçada do Estrela, [ant. 1913]
Elevador da Estrela com reboque, passando pela A.R.
Joshua Benoliel

Este elevador fora projectado com um troço mais longo, mas nunca foi completado, tendo funcionado somente entre o Camões e a Estrela até 1913. Chamado popularmente maximbombo, acabou por ser substituído pelo carro eléctrico. Os seus carros foram vendidos para barracas de banhos, para barracas de feiras e para casas de guarda no campo.

Praça de Luís de Camões, [1913]
Joshua Benoliel, in Ilustração Portuguesa
Praça da Estrela, [1913]
Voltado à força de braços para mudar de linha
Joshua Benoliel, in Ilustração Portuguesa

1 comment:

  1. Em San Francisco, ainda se utiliza este método para os eléctricos mudarem de linha.

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