Tuesday, 18 August 2015

Algés

«Algés é um dos vários topónimos que na zona de Belém atestam a presença da ocupação árabe. Durante a Idade Média, era um reguengo que incluía toda a zona até à Junqueira. Mais tarde, com o desenvolvimento dos transportes, esta zona foi sendo absorvida pela expansão da cidadein Bellem/Belém, Reguengo da Cidade

«Vae construir-se muito brevemente em Algés ao norte da estrada real uma nova praça de touros.
Consta-nos que será um vasto e bem construido circo. O seu custo está orçado em cinquenta contos de rèis.
A praça fica n’ un sitio magnifico de onde se disfructa um lindo panorama de terra e mar – muito accessivel e para onde ha transportes faceis, commodos e baratos. Por tudo isto será ella ‘preferida à do Campo Pequeno para onde os transportes são difficeis e caros
in «A Gazeta de Oeiras», nº28, de 5 Novembro de 1893

Em 5 de Outubro de 1893 era assim noticiada na imprensa regional,a construção da Praça de Touros de Algés. Construída por um grupo de socios do Real Clube Tauromáquico é inaugurada a 23 de Maio de 1895 com capacidade para 7500 espectadores. Demolida na década de 1960.

Praça de Touros de Algés (à dir.) e Parque Anjos (em baixo à esq,) [1930]
Manuel Barros Marques, in AML

O Parque Anjos foi construido - sobre chão que fora dos Condes de Cabral - pelo abastado industrial e comerciante Policarpo Pecquet Ferreira dos Anjos, proprietário do Palacete Anjos ao Príncipe Real e do Palacete Anjos aos Restauradores. É constituído pelo Palácio Anjos, datado de finais do século XIX, um dos mais emblemáticos edifícios históricos do Concelho de Oeiras e uma referência da arquitectura de Veraneio de Algés e por uma paisagem envolvente caracterizada por uma variedade riquíssima de espécies botânicas. Actualmente alberga o Centro de Arte Colecção Manuel de Brito, contendo um importante espólio de arte contemporânea do País, reunido pela família de Manuel de Brito ao longo de décadas, podendo ser agora apreciado pelo público.

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