quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Calçada e Elevador da Glória

O topónimo advém da Ermida de Nossa Senhora da Glória que se situava na Rua da Glória, fundada em 1574 por Fernão Pais. Cerca de 1626, aí se estabeleceram os Padres Irlandeses, do Seminário fundado em 1593. Em 1755, era seu proprietário D. Luís de Portugal da Gama, 2º Conde da Vidigueira.

Calçada e Elevador da Glória [séc. XIX]Este elevador apresentou, em tempos,  a particularidade de se poder viajar no tejadilho.
Fotógrafo não identificado

Segundo elevador projectado pelo engenheiro Raul Mesnier du Ponsard (o primeiro foi o do Lavra) e fabricado pela Nova Companhia de Ascensores de Lisboa, a qual obteve licença camarária de construção em 1875, sendo esta consecutivamente prorrogada, iniciando-se a obra em 1883. A construção deste ascensor foi muito atribulada, sendo alvo de protestos, embargos, exigências de indemnizações avultadas e desastres. Foi, por fim, inaugurado a 24 de Outubro de 1885. Locomovia-se através do contrapeso de água. Necessitava de 400 m3 diários de água para funcionar. A água era fornecida pelo depósito das Amoreiras. À noite, o interior do elevador era iluminado com velas de estearina. Durante um período foi movido a vapor, estando a caldeira numa casa no Largo da Oliveirinha. Passou a funcionar por tracção eléctrica a partir de 1 de Agosto de 1914. Este elevador apresentava a particularidade de se poder viajar no tejadilho, em dois bancos corridos de costas com costas, a chamada imperial, à qual os passageiros acediam por uma escada de caracol. A sua viagem custava um vintém. Passa a ser propriedade da Companhia Carris de Ferro de Lisboa, em 15 de Dezembro de 1926. No ano de 2002 foi classificado Monumento Nacional.

Calçada e Elevador da Glória [1926]
Fotógrafo não identificado
 

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