terça-feira, 24 de novembro de 2015

Matadouro Municipal de Lisboa

«Já te disse que esta Praça José Fontana a assim chamada desde 1915 - foi designada. naturalmente, por Largo do Matadouro, e que nos séculos passados era a Cruz do Taboado, «eira» larga onde morria a Carreira dos Cavalos [actual Rua Gomes Freire], em pleno campo. 

Matadouro Municipal de Lisboa, Praça José Fontana [séc. XIX]
Ali - no sítio onde aqueles bois ruminam - virá a ser erguido, em 1909, o Lyceu Camões: à esquerda do matadouro, corre a Rua Tomás Ribeiro, (antiga do Sacramento) e, do lado direito a actual Rua Engenheiro Vieira da Silva (antiga Estrada das Picoas)
Fotógrafo não identificado, in AML

Matadouro Municipal de Lisboa, Praça José Fontana [séc. XIX]
Traseiras do matadouro, viradas à actual Av. Fontes Pereira de Melo, no terreno onde descansam os dois homens.(pastores?); à direita a Rua Tomás Ribeiro, (antiga do Sacramento)
Fotógrafo não identificado, in AML

O jardim data de há cêrca de 60 anos [c. 1880]. e recebeu no ano passado [1938] o nome «de Henrique Lopes de Mendonça», escritor, poeta e dramaturgo, autor da letra do hino nacional «A Portuguesa», figura bem alfacinha, irradiante de talento e simpatia.

Matadouro Municipal de Lisboa, Praça José Fontana [ant. 1893]
Talho ambulante de tracção animal/transporte de carnes
Fotografia atribuída a Francesco Rocchini, in AML
 
E aí tens o velho Matadouro Municipal de Lisboa. O edifício foi erguido em 1863, do risco do arquitecto francês Pesarat, e ocupa uma área de mais de treze mil metros quadrados. Está hoje [1938] antiquado e condenado a desaparecer.»
(ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. IV, p. 57)

Matadouro Municipal de Lisboa, Praça José Fontana [ant. 1893]
Talho ambulante de tracção animal/transporte de carnes
Fotografia atribuída a Francesco Rocchini, in AML

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