quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Campo Grande, 376

Em 1842, nos edifícios agora da «Universidade Lusófona», é inaugurada a «Lusitânia», também conhecida por «Fábrica de Lanifícios do Campo Grande».

Feira de gado no antigo Campo 28 de Maio [ant. 1902]
Igreja dos Santos Reis Mago
Charles Chusseau-Flaviens, in George Eastman House
(local não identificado pelo fotógrafo)

A «Lusitânia», empresa de cardação, fiação, tecidos e acabamentos, nasce assim em plena revolução industrial. Em 1848 já era uma das maiores fábricas de Lisboa, precursora da mecanização na indústria de lanifícios em Portugal, possuía uma máquina a vapor de 24 cavalos, empregava mais de 150 funcionários e dava trabalho a mais de 450 operários fora da fábrica, o que a colocava entre as 50 maiores empresas do país, em número de trabalhadores. 
Desactivada na década de 1920. Nos anos 30 os edifícios foram convertidos em instalações militares.

Feira de gado no antigo Campo 28 de Maio [ant. 1902]
Charles Chusseau-Flaviens, in George Eastman House
(local não identificado pelo fotógrafo)

A antiga feira do Campo Grande ocupava a parte central da alameda, realizando-se nos meses de Setembro e Outubro. Também se realizavam paralelamente feiras de gado. Foi transferida para o Lumiar em 1902, transitando depois para o Campo Pequeno, voltando novamente ao Campo Grande. Em 1932, foi de novo para o Lumiar até à data da sua extinção.

Feira de gado no antigo Campo 28 de Maio [ant. 1902]
Lusitânia», também conhecida por «Fábrica de Lanifícios do Campo Grande».
Charles Chusseau-Flaviens, in George Eastman House
(local não identificado pelo fotógrafo)

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