Tuesday, 9 February 2016

Avenida Almirante Reis

O olisipógrafo Norberto Araújo caracteriza da seguinte forma esta grande artéria, com início na Rua da Palma e fim na Praça Francisco Sá Carneiro (Areeiro)
«Do nosso tempo é a grande artéria de Almirante Reis, que sucedeu na designação, como tenho dito, à Avenida de D. Amélia: tem 40 anos incompletos. É uma linha urbana de primeira categoria, sem história, que começou a rasgar-se timidamente no final do século passado [séc. XIX]. Obedeceu a um plano, e por esta circunstância oferece o esplendoroso aspecto citadino que se lhe nota.
Assim fôsse sempre em Lisboa.»
(ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. IV, p. 73)

Avenida Almirante Reis [c 1910]
Entroncamento com o Regueirão dos Anjos (à dir.);a seguir ao prédio em construção (à esq.) nascerá o Cinema Lys em 1930
Joshua Benoliel, in AML

Um mês após a Implantação da República, através do edital de 05/11/1910,  passou a intitular-se Avenida Almirante Reis em homenagem a Carlos Cândido dos Reis (1852-1910): vice-almirante da marinha de guerra e um dos organizadores da revolução de 5 de Outubro de 1910, que se suicida na madrugada do dia 5 convencido do fracasso da revolução. (cm-lisboa.pt)

Avenida Almirante Reis [ant. 1939]
Cruzamento com a Rua dos Anjos. Note-se, como curiosidade, que o eléctrico ainda circulava pela Rua dos Anjos[1] 
Eduardo Portugal, in AML

[1] A linha do eléctrico, Carreira nº 19, «Santo Amaro-Arco do Cego», foi inaugurada em 1901 e suprimida em 1991, tendo o seu percurso conhecido várias alterações.

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