Monday, 24 August 2015

Companhias Reunidas de Gás e Electricidade

Com armazéns arrendados na «Praia da Boavista» desde 1847, a «Companhia Lisbonense de Iluminação a Gaz» possuía, em 1852, cinco gasómetros e duas baterias de fornos. Entre 1875 e 1877 mandou construir a fachada neogótica que ocultava as instalações da fábrica do lado do Aterro da Boavista. A Companhia Lisbonense de Iluminação a Gaz (fábrica da Boavista) e a Companhia Gaz de Lisboa (fábrica em Belém) fundem-se, em 1891, passando a designar-se Companhias Reunidas de Gás e Electricidade - C.R.G.E., Inicia-se, assim, um ciclo de produção de gás de cidade, igualmente conhecido como gás iluminante, que vem beneficiar a população, melhorando as suas condições de vida em vários níveis.

Avenida 24 de Julho [193-]
Kurt Pinto, in AML

A iluminação a gás inaugurou-se em Lisboa em Julho de 1848, com os primeiros 28 candeeiros, nas ruas da Baixa (Rua dos Capelistas [hoje dos Fanqueeiros], Rua do Ouro e Rua da Prata), no Chiado, na Rua do Alecrim, no Cais do Sodré, em S. Paulo e na Boavista.  
[in Lisboa: histórias e memórias, Maria João Janeiro, 2006, p. 130]

Avenida 24 de Julho [Inicio séc. XX]
Fotógrafo não identificado, in AML

No dia 10 de Outubro  de 1914 uma violenta explosão na casa das caldeiras da Fábrica do Gás, localizada na Rua da Boavista, provocou 18 mortos, cerca de 60 feridos e elevados danos materiais. Este trágico acontecimento deu origem a severas críticas acerca da localização de tão perigoso equipamento numa zona tão densamente povoada da cidade.
A cobertura que a revista Ilustração Portuguesa deu a este acontecimento pode ser aqui revisitada.

Rua da Boavista [1914]
Incêndio no edifício da Companhia de Gás e Electricidade
Joshua Benoliel, in AML

No comments:

Post a Comment

Web Analytics