Em 1879 José Gregório de Rosa Araújo (1840-1893), presidente da Câmara Municipal de Lisboa, apresenta a proposta, que se irá concretizar, de uma «Grande Avenida Passeio Publico ao Rocio» com 1.276 m de comprimento, 89,5m de largura e terminando numa «... praça circular de 200 m de diâmetro d'onde irradiam quatro ruas de 30m - uma em direcção ao Rato, outra ao local do novo edifício da Penitenciária e Entre-Muros, outra para Santa Marta e finalmente outra para os sítios do Campo Grande e Benfica»
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| Avenida da Liberdade [c. 1900] Lavadeira saloia; ao fundo à esq. já na Rotunda vê-se o mirante octogonal da Quinta da Torrinha; o terceiro edifício — com torre ameada — é o Palacete Conceição e Silva. Fotografia colorida anónima sobre original de Augusto Bobone, in Lisboa de Antigamente |
N.B. A Avenida da Liberdade, inaugurada em 1885, ou a Avenida, como quase logo passou a ser designada, foi um lugar em si mesmo. Nos últimos anos do século XIX e até à proclamação da República, «fazia-se a Avenida» como se fazia a Rua Áurea e o Chiado: para passear, ver e ser visto, numa ritualização do passeio urbano cujas características eram ainda românticas. [ALMEIDA, Fialho de, Os Gatos, vol. 6, 1893.
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| Avenida da Liberdade [c. 1900] Lavadeira saloia; ao fundo à esq. já na Rotunda vê-se o mirante octogonal da Quinta da Torrinha; o terceiro edifício — com torre ameada — é o Palacete Conceição e Silva. Augusto Bobone, in Lisboa de Antigamente |


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