sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Palácio dos Monteiro Paim, ou do Bichinho de Conta

Este Palácio seiscentista foi pertença da família Monteiro Paim, mais tarde Condes de Alva, tendo mudado de proprietário no final do séc. XIX, quando foi adquirido por Leopoldo Wagner, da notável geração de músicos. Neste palácio foi celebrado o contrato de casamento entre o filho do Marquês de Pombal e Dona Juliana de Sousa Coutinho que resistiu à vontade férrea do marquês - que lhe valeu o cognome que este lhe deu «Bichinho de Conta» - e nunca consumou o casamento, vindo a casar sim com o Duque de Palmela, o noivo que sempre quis.


Rua de O Século, 102-114 [1968]
Palácio dos Monteiro Paim, ou do Bichinho de Conta, nome por que passou à história Dona Juliana de Sousa Coutinho; à direita, o muro do Palácio Ratton, onde está instalado o Tribunal Constitucional
  Armando Serôdio, in AML

Com uma linguagem arquitectónica harmoniosa e discreta, desenvolve-se em 3 pisos, tendo o último sido um acrescento do séc. XIX. O piso térreo abre-se em portas de variados tamanhos e vãos de intervalo regular. A porta principal e a janela do 1º andar, ligadas directamente, formam um conjunto com dois pináculos incrustados na parede,ladeando a sacada. A sua frontaria principal surge rasgada, a um ritmo regular e elegante, por janelas de sacada corrida ao longo da fachada. Exibe duas altas chaminés e através de um jardim murado torneja para a meia-laranja do largo do chafariz. Actualmente em processo de demolição - entretanto já se foram os jardins e as fabulosas chaminés - mais não é do que uma carcaça vazia, com destino desconhecido.

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