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| Jardim de Campo de Ourique (da Parada ou Teófilo Braga) |1959| Biblioteca municipal ao ar livre e sequóia — árvore classificada. Armando Serôdio, in Lisboa de Antigamente |
Bibliografia
«Ó macio Tejo ancestral e mudo, Pequena verdade onde o céu se reflecte! Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!» Álvaro de Campos Lisbon Revisited (1923)
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| Jardim de Campo de Ourique (da Parada ou Teófilo Braga) |1959| Biblioteca municipal ao ar livre e sequóia — árvore classificada. Armando Serôdio, in Lisboa de Antigamente |
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| Mercado de Campo de Ourique |post. 1934| Rua Coelho da Rocha Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente |
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| Mercado de Campo de Ourique |c. 1970| Rua Coelho da Rocha Vasco Gouveia de Figueiredo, in Lisboa de Antigamente |
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| Mercado de Campo de Ourique, interior |post. 1934| Rua Coelho da Rocha Vasco Gouveia de Figueiredo, in Lisboa de Antigamente |
A Igreja do Santo Condestável, com traça em forma de cruz latina, cuja construção se concluiu em 1951 em terrenos vizinhos das ruas Saraiva de Carvalho e Francisco Metrass, inspira-se nos templos portugueses da fase final do gótico, o flamejante no seu período embrionário, expressivamente representados em Lisboa pela Igreja do Carmo e em Santarém pela da Graça. Mas à parte o fundamental e típico, a Igreja do Santo Condestável afasta-se nos pormenores mínimos dos seus modelos, de que conserva porém, e inteiramente, a espiritualidade. Todo o edifício se assinala pela simplicidade e pela alvura, onde sobressai num contraste feliz o granito de Sintra. Há um misto de nobreza e de humildade na aliança dos paramentos de simples reboco branco com as cantarias cinzentas, trabalhadas a pico fino. Templo erguido a um dos maiores de Portugal, recorreu-se para a execução da estrutura ao processo tão português da alvenaria de pedra e cal.
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Igreja do Santo Condestável |1953| Ruas Saraiva de Carvalho e Francisco Metrass; ao fundo nota-se o Mercado de Campo de Ourique erguido em 1933. A Fachada, com um corpo central no qual se rasga o grande p6rtico de arco em ogiva, e duas torres simétricas.António Passaporte, in Lisboa de Antigamente |
A autoria da igreja pertence ao arq-º Vasco de Morais Palmeiro (Regaleira) que teve como colaboradores na parte ornamental os escultores Leopoldo de Almeida, Veloso da Costa e Soares Branco, e os pintores José de Almada Negreiros, Portela Júnior e Joaquim Rebocho, e na construção o eng.º Santos Fernandes e Mestre Cipriano. Os trabalhos de serralharia artística foram executados pela Serralharia Artística do Corvo.Dirigiu administrativamente a erecção do edifício uma comissão designada pelo Patriarca de Lisboa e de que fizeram parte o falecido Prior P.• Francisco Maria da Silva, o Marquês de Abrantes, o arquitecto Regaleira e Alberto Portugal da Silveira. A Comissão de Honra pertenceram, entre outros, S. A. a Infanta D. Felipa de Bragança, e o Ministro da Defesa, coronel Santos Costa.
Por decreto patriarcal de 21 de Maio de 1984 foi criada a freguesia eclesiástica do Santo Condestável, começando as funções paroquiais em 8 de Junho imediato. A área da nova freguesia foi constituída à custa das de Alcântara e Santa Isabel. Até 1951 serviu de igreja paroquial a capela setecentista da Senhora das Dores (mais exactamente «do Amor da Virgem Senhora Nossa das Dores»)na Rua do Patrocínio, construída com material sobejado da edificação da Basílica do Coração de Jesus (Estrela).
No Interior, assinala-se o Corpo da igreja, de três naves (a central sobrelevada) e transepto, e nele:O tecto de dois tramos, de falsa abóbada de aresta estucada de branco.As naves separadas por quatro grupos de pilares formando arcada em ogiva, a nave central ocupando toda a1tura, as laterais correndo por baixo do trifório. A iluminação das naves laterais é feita por duas frestas de cada lado, com caixilhos de chumbo e vidros de cor. A meio das naves portas laterais, cada qual com sobreporta, nicho e nele imagem de pedra.
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| Europa Cinema [1932] Rua Francisco Metrass com a Rua Almeida e Sousa Estúdio Mário Novais, in Lisboa de Antigamente |
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| Europa Cinema, sala [1932] Rua Francisco Metrass com a Rua Almeida e Sousa Estúdio Mário Novais, in Lisboa de Antigamente |
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| Cinema Europa, nova sala [c. 1965] Rua Francisco Metrass com a Rua Almeida e Sousa Estúdio Mário Novais, in Lisboa de Antigamente |
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| Cinema Europa, átrio com painel de azulejos assinado por Fred Kradolfer [c. 1965] Rua Francisco Metrass com a Rua Almeida e Sousa Estúdio Mário Novais, in Lisboa de Antigamente |
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| Rua de Campo de Ourique |1908| Machado & Souza, in Lisboa de Antigamente |
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| Rua de Campo de Ourique |1908| Machado & Souza, in Lisboa de Antigamente |
O pintor Tomás da Anunciação, que se destacou sobretudo pela pintura paisagista e de animais, está desde o ano seguinte à sua morte perpetuado numa rua de Campo de Ourique, até aí denominada Rua nº 3 dos terrenos da antiga parada de Campo de Ourique.
Tomás José da Anunciação (1818–1879) nasceu na Ajuda e, iniciou a sua carreira como desenhador de estampas no Museu de História Natural do Palácio da Ajuda para, a partir dos 19 anos, frequentar a Real Academia de Belas-Artes de Lisboa, instalada no Convento de S. Francisco, onde a partir de 1852 se tornou professor da nova cadeira de Pintura de Paisagem, Animais e Produtos Naturais. Em 1857, com o seu quadro Vista de Penha de França, assumiu as funções de professor catedrático e, a partir de 1878, tornou-se Director da Academia. Distinguiu-se como pintor paisagista e animalista, sendo de realçar na sua obra de mais de 500 quadros, alguns títulos como O sendeiro (1856), Vitelo (1873), Perdidos do Rebanho, Ovelhas e Borregos e Rebanho Passando Um Riacho. Refira-se ainda que foram seus alunos José Malhoa e Silva Porto, bem como que deu aulas de pintura à Rainha D. Maria Pia. [cm-lisboa.pt]
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| Rua Tomás da Anunciação, 153 [191-] Junto à Rua de Campo de Ourique Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente Nota(s): o local da foto não está identificado no abandalhado amL |
Aquela quinta e mais duas do mesmo Palhares (a dos Pousos, que chegava a Campo de Ourique, e a do Pé do Mu (por muro?) ou do Fetal, que se prolongava até à cerca do convento das trinas do Rato) — recorda Norberto de Araújo — , foram à praça, por dividas, em 6 de Outubro de 1700, adquirindo-as Francisco Duarte de Almeida e Sousa, bailio do Acre da Ordem de Malta, que delas tomou posse formal em 1706 (papéis do arquivo da Casa Anadia), doando logo casas e quinta de S. João (dos Bemcasados) a seu irmão Aires de Almeida e Sousa. Um descendente deste, Manuel de Sousa e Almeida, casou com D. Violante Engrácia de Sá, filha de Aires de Sá e Melo e de D. Isabel de Melo, Senhores da Anadia, e eis como o solar arrabaldino de S. João dos Bencasados principiou por se ligar aos Anadias.
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Rua Saraiva de Carvalho |c. 1954| Antiga de «Santa lzabel» Troço junto à Igreja do Santo Condestável. António Passaporte, in Lisboa de Antigamente |
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Rua Saraiva de Carvalho |1941-11-18| Antiga de «Santa lzabel» Direcção Praça São João Bosco (Cemitério dos Prazeres).António Passaporte, in Lisboa de Antigamente |
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| Rua de Santo António à Estrela: demolição de um arco do Aqueduto [10 de Abril de 1897] O último prédio alto à esquerda [vd. 3ª imagem], com portal abobadado, era o edifício utilizado para recolha dos ascensores Estrela-Camões; à direita, a antiga Cerca do Convento da Estrela (ou Sagrado Coração de Jesus, hoje pavilhão do Hospital Militar); ao fundo, a Igreja e Antigo Convento de Nossa Senhora da Estrela (Hospital Militar Principal). Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente |
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| Levantamento topográfico de Francisco Goullard (1882)]: n.º 163 Planta referente ao estado da Rua de Santo António à Estrela, em Outubro de 1890. Localização do Arco Grande do Aqueduto do Convento da Estrela (Clicar para ampliar) |
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| Recolha dos elevadores Estrela-Camões, demolido em finais de 1941 Praça da Estrela; a esq., a Rua Domingos Sequeira e, à dir., a Rua da Estrela (Este prédio é aquele que se pode observar do lado esquerdo na 2.ª imagem). Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente |
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| Rua das Amoreiras N→S [1944] Esquina da Rua Silva Carvalho junto ao Palácio Anadia Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente |
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| Rua das Amoreiras S←N [1944] Esquina da Rua Silva Carvalho junto ao Palácio Anadia (esq.) Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente |
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| Rua das Amoreiras N→S [1932] Junto ao Palácio Anadia (dir.) Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente |