sexta-feira, 24 de julho de 2020

Avenida Engenheiro Duarte Pacheco

Esta artéria homenageia aquele de quem se dizia entusiasticamente nas ruas de Lisboa dos anos 30 que, «com Pacheco, enquanto houver casa de pé, a revolução continua».
Duarte José Pacheco (1899-1943), licenciou-se em engenharia Electrónica, no IST, com 19 valores e este jovem professor do Instituto Superior Técnico desde 1922 — e seu director a partir de 1924 — foi eleito presidente da Câmara de Lisboa com apenas 29 anos, em 1928, ano em que também entrou pela primeira vez no Governo, com a pasta da Instrução Pública.
Quatro anos mais tarde, em Julho de 1932, foi nomeado ministro das Obras Públicas e Comunicações, pasta que tutelou até à sua trágica morte num desastre de viação. 

Avenida Engenheiro Duarte Pacheco |1958|
Instalações abastecedoras de gasolina da SONAP
Auto-estrada Lisboa-Cascais; Parque Florestal de Monsanto; Viaduto Duarte Pacheco
Almeida Fernandes, in Lisboa de Antigamente

Considerado um visionário, desejava fazer de Lisboa a capital do Império, sonho que veio a concretizar com a Exposição do Mundo Português, em 1940, símbolo emblemático do apogeu do Estado Novo e dos seus valores. 
 
Avenida Engenheiro Duarte Pacheco |1967|
Junto ao cruzamento com a Ruas das Amoreiras
João Brito Geraldes, in Lisboa de Antigamente
Avenida Engenheiro Duarte Pacheco no cruzamento com a Rua das Amoreiras (E→O) |1968|
À dir. vê-se o edifício-sede da Philip em construção, o primeiro dos edifícios na esquina com a Av. Conselheiro Fernando de Sousa.
Artur I. Bastos, in Lisboa de Antigamente

Foi responsável por obras tão importantes como a Estrada Marginal Lisboa-Cascais, as Avenidas Novas, o Parque de Monsanto e o Estádio Nacional.
O Viaduto Duarte Pacheco foi inaugurado em 1944. [cm-lisboa.pt]

Avenida Eng.º Duarte Pacheco |c. 1955|
Antigo edifício-sede da Fiat Portuguesa
António Passaporte, in Lisboa de Antigamente

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