Com respeito a cabras — diz Matos Sequeira (\940) — está claro que esta simpática Lisboa não se podia ufanar de as não ter tido e de não as ter ainda salpicando aqui e ali a sua toponímia. Ora veja-se: o nosso beco dos Lóios, a Santa Marinha, já foi «das» Cabras mas impropriamente, por que devia ser «dos» Cabras, da família deste apelido [...]
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| Beco dos Lóios (S→N) |1945| Encimando a imagem corre a Rua de Santa Marinha. Fernando Martinez Pozal, in Lisboa de Antigamente |
O olisipógrafo Luís Pastor de Macedo afirma que «A sua categoria primitiva foi a de travessa – "ua q vay junto á travessa dos Cabras" – e a primeira vez que nos aparece nos registos paroquiais de S. Tomé é em 1705. Ainda não sabemos que Cabras – apelido ou alcunha – deram o nome à serventia». Ou seja, o primitivo topónimo resultava do nome de gente conhecida localmente. Mas já em 1812 o Padre Carvalho Costa, na sua Corografia Portuguesa, menciona este arruamento como Beco das Cabras, tal como está na planta de 1858 de Filipe Folque e assim ficou até lhe ser mudado o nome para Lóios, aproveitando uma relativa proximidade ao Largo dos Lóios.
(MACEDO, Luis Pastor de - Lisboa de lés-a-lés: Subsídios, 1940-1943)![]() |
| Beco dos Lóios (S→N) |1966-04| Vista tomada da Rua do Salvador. Artur Goulart, in Lisboa de Antigamente |


muitas vezes subi e desci estas escadinhas para me deslocar à escola da Voz do Operário
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