Friday, 8 May 2026

Praça de Alvalade

A Praça de Alvalade foi criada aquando da construção do Bairro de Alvalade, tendo inicialmente adoptado a designação de Largo Frei Luís de Sousa. Contudo, quando foi erigida no seu centro a estátua de Santo António, da autoria do escultor António Duarte, em 1972, evitaram-se as confusões, dando-lhe então a actual designação e alterando a designação do Largo de Alvalade para Largo Frei Luís de Sousa.

Praça de Alvalade |c. 1950|
Construção da Praça de Alvalade, surgindo á dir. a Av da Igreja e, para N., a Av. de Roma com parte do Hosp. Julio de Matos, ao fundo, na Av. do Brasil. A transversal à esq. é a Rua Violante do Céu.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

N.B. Monumento a Santo António foi erguido na rotunda do cruzamento das Avenidas de Roma e da Igreja, no bairro de Alvalade, representa a consagração oficial e pública do português ainda em nossos dias mais conhecido no mundo, mercê da sua eloquência e sabedoria. A estátua de bronze de 5,50 m de altura é da autoria do escultor António Duarte, que optou por retratar o Santo na postura de pregador, em vez da tradicional imagem com o Menino Jesus ao colo. A base, composta por quatro blocos de mármore, é da autoria do arquitecto Antero Ferreira.
Inaugurado em 4 de Outubro de 1972, o monumento tem 12 m de altura total e pesa 78 toneladas.

Praça de Alvalade
Em 1971 passou a denominar-se Praça de Alvalade e, integrando. 
desde 1972, o Monumento a Santo António.
Juan Rodriguez, in Lisboa de Antigamente

Sunday, 3 May 2026

Largo de São Carlos que foi «do Directório»

[...] Desçamos a Travessa dos Teatros, cortemos a Rua da «Lucta» [hoje Rua dos Duques de Bragança/ Largo do Picadeiro] — convida Norberto de Araújo — e, pelas Escadinhas, entremos no antigo Largo de S. Carlos, desde 1911 chamado Largo do Diretório, em comemoração do facto de neste grande prédio, n.º 4 [vd. 3º imagem N.B.], ter estado instalada nos anos que precederam a proclamação da República, e algum tempo depois de 1910, a sede do Partido Republicano Português, e seu Directório.==

Largo de São Carlos que foi «do Directório» |c. 1900|
Ao fundo vêem-se as Escadinhas que levam à Rua Paiva de Andrada onde se observa a cerca do Palácio do Loreto e a torre sineira da Igreja de N. S. da Encarnação.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Neste Largo de S. Carlos que foi «do Directório» ergue-se o imponente teatro do mesmo nome, cujas fachadas laterais se prolongam pelas Ruas de Serpa Pinto e da Rua dos Duques de Bragança/Largo do Picadeiro. Foi construído no final do século XVIII, obedecendo ao risco do arquitecto José Costa e Silva, sob a inspiração do velho San Carlo, de Nápoles. Destinado à ópera lírica e bailados, a récita inaugural celebrou-se em 30 de Junho de 1793 com La Ballerina Amante, de Cimarosa.

Largo de São Carlos que foi «do Directório» |1911|
Descerramento da placa toponímica do antigo Largo do Directório.
Nota(s): Por edital de 1956, voltou a denominar-se Largo de São Carlos. passando o topónimo ao espaço envolvente.
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

N.B. Foi nesta pequena Praça, no 4º esquerdo do nº 4, que nasceu a 13 de Junho de 1888 o escritor Fernando Pessoa. Situada na colina ocidental de S. Francisco, ao pé da zona do Chiado e um pouco mais abaixo da elegante Igreja dos Mártires, esta praça pequena e recôndita é uma síntese da Lisboa provinciana, se não aldeia — ainda que anos mais tarde o nosso poeta lhe chamasse «A minha aldeia» — e da Lisboa cosmopolita, pois num dos seus lados, paralelamente à não distante corrente do Tejo, fora construído o atrás mencionado Teatro de São Carlos.

Largo de São Carlos que foi «do Directório» |1925-07-25|
Praça sita entre as Ruas Serpa Pinto (dir., antiga Nova dos Mártires, 1885) e Paiva de Andrada (antiga do Outeiro, 1890).
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, P
eregrinações em Lisboa, vol. XIII, 1939.
CRESPO,  Ángel, A vida plural de Fernando Pessoa, 1990.

Friday, 1 May 2026

Rua de Martim Vaz

Martim Vaz (Rua de) É a segunda à direita, subindo pela calçada de Santa Ana e termina na mesma calçada, ensina o Itinerário Lisbonense de 1818. Derivou-lhe o nome de um célebre letrado que figura já na Estatística de 1552. Cristóvão Rodrigues de Oliveira dá na freguesia de Santa Justa um Beco de Martim Vaz, não mencionando rua com tal denominação. Por onde se poderá entender que seja o denominado Beco a actual Rua, mas mais ampla do que seria então tal artéria da cidade, por força de modificações locais posteriores. 

Rua de Martim Vaz, 1 |1923|
Letrado do Século XVI
Perspectiva tirada da Cç. de Sant'Ana.
Nota(s): Amália Rodrigues nasceu nesta artéria em 1920.

Fernando Martinez Pozal, in Lisboa de Antigamente

É preciso porém advertir que houve nesta época outro indivíduo com igual nome, e também com tal qual notoriedade. Era juiz do Pezinho e como tal encontramos este outro Martim Vaz em 1565. Morava porém na Rua do Cura da Madalena, freguesia desta invocação. [Brito: 1565]

Rua de Martim Vaz N→S |1902-05|
Letrado do Século XVI
Perspectiva tomada junto ao Largo do Tabelião que se abre à dir. na imagem. 
Machado & Souza, in Lisboa de Antigamente

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