Showing posts sorted by relevance for query lapa. Sort by date Show all posts
Showing posts sorted by relevance for query lapa. Sort by date Show all posts

Friday, 16 August 2024

Antiga Rua Direita da Lapa

Eis-nos na Rua da Lapa — mais uma vez na companhia de Norberto Araújo — a «Rua Direita» do Bairro a que deu o nome, certamente a mais antiga, e que se prolonga pela Rua Borges Carneiro até a Calçada da Estrela.
Vamos buscar pelo caminho natural essa outra Lapa — a Lapa aristocrática — pelo feitio e pelo isolamento, de toda a outra Lisboa tumultuosa ou palradora das coisas que foram ou começam a ser. [...]
(ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. VII, p. 45, 1939)

Rua da Lapa |1930-06-09|
Antiga Rua Direita da Lapa; à esq., a Rua São João da Mata e, ao fundo, a Rua de S. Domingos
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
Legenda no arquivo: «Um aspecto do funeral do ministro da Alemanha, barão von Baligand»
N.B. No dia 7 de Junho de 1930, no momento em que saía do cruzador alemão Koenisberg, já acostado ao cais de Lisboa, o Ministro de Alemanha, Barão Von Baligand, foi alvejado a tiro por um seu compatriota, falecendo horas depois. Os funerais do Ministro da Alemanha, feitos por conta do Estado, foram imponentes incorporando-se nele, forças de toda a guarnição de Lisboa, a marinhagem alemã, todo o Governo e dezenas de milhar de pessoas.

A antiga Rua Direita da Lapa viu, no final do séc. XIX (Edital de 22/08/1881), ser-lhe retirada a palavra "Direita", indicadora de artéria central de um sítio para ficar apenas Rua da Lapa.

Rua da Lapa, 104 | 1943-04-10|
Ao fundo vê-se o edifício com o n.º 105 na Rua de São Domingos.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Friday, 21 December 2018

A Lapa aristocrática: palacete do Dr. Alfredo Bensaúde

Vamos buscar pelo caminho natural essa outra Lapa — a Lapa aristocrática, segundo Norberto de Araújo — pelo feitio e pelo isolamento, de toda a outra Lisboa tumultuosa ou palradora das coisas que foram ou começam a ser. [...]
De uma parte diste sitio vadio — não se sabe por que sentença do Destino — entrou a desenhar-se num burgo abastado, senhor de si, atracção dos ingleses, do negócio, da burguesia, do dinheiro, da nobreza escorraçada do Oriente da cidade, afastada que foi, ou reduzida a uma expressão episódica, a população marítima que subia das margens do rio, pela vereda de Santos: eis a Lapa da distinção, no semblante e nos costumes, a tal ponto criadora de um tipo seu que hoje se costuma dizer de uma pessoa ou de uma família que blasona «tom». — «É muito bairo da Lapa». [...]

Palacete do Dr. Alfredo Bensaúde  [post. 1961]
Rua de São Caetano, 4; Rua do Arco do Chafariz das Terras, 1
 Mário Novais, in Lisboa de Antigamente

Para norte corre ligando as Ruas Ribeiro Sanches e de Buenos Aires, a típica Rua de São Caetano, muito «Lapa», a qual, se pegassem nela e a transpusessem para outro bairro de Lisboa, continuaria a afirmar, só pela presença: «eu sou Lapa». Nela, entre outros, se encontra, no n.º 6, o palacete do Dr. Alfredo Bensaúde [o primeiro director do Instituto Superior Técnico] dos raros que não são impenetráveis, e recheados de boa arte.

N.B. O projecto d0 imóveltambém conhecido como Edifício Sandoz data de 1907 e é do risco do arqº. Ventura Terra.

Palacete do Dr. Alfredo Bensaúde  [post. 1961]
Rua do Arco do Chafariz das Terras, 1; Rua de São Caetano, 4
 Mário Novais, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. VII, p. 42-52, 1938.
monumentos.gov.pt.

Friday, 24 November 2017

Panorâmica sobre o Vale da Lapa da Moura: Chafariz das Terras (ou de Buenos Ayres)

No século XVIrecorda-nos Norberto de Araújoo lado poente do actual bairro [da Lapa], que cai sobre a Pampulha, era de campos matizados de casas e arvoredos, onde aqui e ali afloravam pedreiras. Uma lapa, numa dessas rochas deu origem à «Lapa da Moura», designação oral, e documentada, que precedeu a de «Cova da Moura» ainda existente. A “«lapa» – à Pampulha, sítio mais antigo – subiu para Norte e Nascente até ao Mocambo e, deslocando a designação, firmou a Lapa de setecentos.


Em fundo, paredes meias com a Tapada das as Necessidades, espalmada entre muros, sobe a Calçada do mesmo nome, vendo-se, ao cimo desta, o palacete da Casa de Bragança no gaveto para a Rua do Borja; logo abaixo, entre a Calçada e o ramal do Aqueduto ou Galeria das Necessidades, o Vale da Cova da Mourasímbolos do passado que se foram para dar lugar a novos arruamento, por onde corre actualmente a Avenida Infante Santo, construída na década de 1940 e que implicou a demolição parcial do referido aqueduto; na 1.ª imagem, em baixo à esquerda, na Travessa do Chafariz das Terras, junto à «Casa das Iscas» e adossado ao troço do Aqueduto das Águas Livres, vislumbra-se o Chafariz das Terras e o movimento de aguadeiros; do lado direito do ramal, encontramos a Rua do Pau da Bandeira, «dístico antigo e pitoresco» diz Norberto de Araújo —, «cuja origem me escapa» e que comunica com a referida Travessa através de um dos arcos do aqueduto contíguo ao chafariz. (vd. 2ª foto).

Panorâmica sobre o Vale da Cova da Moura [s.d.] [prov. início séc. XX]
Travessa do Chafariz das Terras e Chafariz das Terras; Rua do Pau da Bandeira; Calçada das Necessidades
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Localizado na Tv. do Chafariz das Terras, à Cova da Moura, o Chafariz das Terras surge encostado ao Aqueduto das Águas Livres, sendo abastecido pela água proveniente da Galeria das Necessidades. De construção mais tardia, 1867, e por iniciativa camarária, tal como atesta a inscrição patente numa tabela quadrangular, de vértices chanfrados, existente na frontaria do chafariz, traduz uma solução mais simples e funcional em relação aos imponentes modelos de chafarizes abastecidos nos primeiros tempos de funcionamento do Aqueduto. Chafariz de planta rectangular, com um largo espaldar, cujo pano frontal surge delimitado lateralmente por cunhais coroados por pequenos coruchéus em pirâmide. A meio da cimalha ostenta as armas da cidade inscritas numa moldura circular e na base possui 2 tanques de recepção de águas diferenciados assentes sobre degraus. Uma porta lateral dá acesso ao interior da arca de água.

Chafariz das Terras (ou de Buenos Ayres) [1970]
Travessa do Chafariz das Terras e o arco que liga com as Ruas do Arco do Chafariz das Terras e do Pau da Bandeira
Assim como a Rua do Arco do Chafariz das Terras este é um topónimo fixado na memória da cidade em data que se desconhece mas que será seguramente do final do século XVIII já que a denominação deriva do primitivo Chafariz das Terras, construído em 1791, mais acima daquele em que está hoje; neste sítio tem a data de 1867.
Artur I. Bastos, in Lisboa de Antigamente
 
Sofreu melhoramentos em 1812, tinha em meados do século XIX, 2 bicas, 2 Companhias de Aguadeiros, 2 capatazes e cabos, 66 aguadeiros e 1 ligeiro.

Chafariz das Terras (ou de Buenos Ayres) [1947]
Travessa do Chafariz das Terras
Fernando Martinez Pozal, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. VII-IX. 
VELOSO DE ANDRADE, José Sérgio , Memória sobre Chafarizes, Bicas, Fontes e Poços Públicos de Lisboa, Belém e muitos lugares do Termo., 1851.
monumentos.pt; cm-lisboa.pt.

Sunday, 15 July 2018

Rua dos Remédios à Lapa

Topónimo atribuído por Edital do Governo Civil de Lisboa de 01/09/1859 para denominar a até aí designada Rua dos Remédios, conforme refere o olisipógrafo Pastor de Macedo:
Aparece em 1759 sob o nome de Rua de Nossa Senhora dos Remédios, nome que depois se simplificou para Rua dos Remédios. Este foi substituído pelo de Rua dos Remédios da Lapa (e não à Lapa) por edital do Governo Civil de 1 de Setembro de 1859. Conforme diz G. de B. [Gomes de Brito] o nome desta artéria foi dado "em homenagem a Nossa Senhora dos Remédios, padroeira do convento de carmelitas descalços, fundado em 1582 na rua larga que vai de Santos para Alcântara" (actual Rua das Janelas Verdes).
(MACEDO, Luís Pastor de, Lisboa de Lés-a-Lés, vol. IV, 1938)

Rua dos Remédios à Lapa [c. 1900]
Ao fundo, a Rua Garcia de Orta
Machado & Souza, in Lisboa de Antigamente

Rua dos Remédios à Lapa [c. 1900]
Serralharia Jacob Lopes da Silva; ao fundo, a Rua Garcia de Orta
Machado & Souza, in Lisboa de Antigamente

Friday, 29 November 2019

Rua de S. Domingos, à Lapa

Esta Rua de S. Domingos — recorda o ilustre Norberto de Araújo — já faz parte da  lapa nobre mas se o nosso caminho é este, neste passo a dispusemos. [...]Subamos a Rua de S. Domingos pela linha dos eléctricos. [...]

Rua de São Domingos, 60 |190-|
Esquina com a Rua das Praças [Centro Social Do Sagrado Coração De Jesus]
O eléctrico exibe a bandeira com destino ao «Largo das Duas Egrejas», denominação do Largo do Chiado até 1925.
Paulo Guedes, in Lisboa de Antigamente



A Rua de São Domingos que nos dias de hoje é parte das freguesias da Lapa, Prazeres e Santos-O-Velho, foi fixada na memória da Lisboa setecentista já que a encontramos referida nas plantas executadas após a remodelação paroquial de 1770, com parte da artéria pertença da freguesia de Santos e parte da Lapa. 

Rua de São Domingos, 60 |190-|
Esquina com a Rua da Lapa
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Sunday, 31 July 2016

Palácio dos Possolos

"A Rua de Sant'Ana mostra algumas casas e casebres, de tipo pitoresco. A meio desta rua, à esquina da velha Travessa das Almas, estão ainda de pé [em 1939] os restos decrépitos do palácio dos Possolos, com suas oito varandas de setecentos, o seu portal brasonado de pátio (n.° 121), tudo a dizer ainda, no semblante de ruína perfeitahoje habitações de famílias pobríssimas, a vida solarenga de entre Lapa e Boa Morte de há duzentos anos. Pertenceu êste palácio, depois dos Possolos, ricos negociantes italianos do século XVII, aos antepassados de Gustavo de Matos Sequeira, escritor olisiponense, que hoje detém a propriedade, condenada a demolição, e que não consente restauro."
(ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XI, p. 59, 1939)

Palácio dos Possolos [1939]
Rua de Sant'Ana à Lapa
Neste local assenta actualmente a Av. Infante Santo.
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

O topónimo original do arruamento é Rua de Sant' Ana e assim figura na planta da cidade de 1910. Conforme consta no processo 1841/50 foi acrescentada a palavra "à Lapa" por parecer da Comissão Consultiva Municipal de Toponímia na sua reunião de 19/05/1950.
A sua origem radica no culto popular a Santa Ana, muito divulgado na Lisboa antiga, como imagem catalisadora da grande devoção das mães portuguesas, padroeira do vendedores de objectos usados, das mulheres que fazem renda, das donas de casa, dos marceneiros, dos torneiros, dos moços de estrebaria e fabricantes de vassouras e de especial devoção em casos de pobreza e para se encontrarem objectos perdidos. [cm-lisboa.pt]

Palácio dos Possolos [1939]
 Rua de Sant'Ana à Lapa. Portal brasonado de pátio (n.° 121).
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

Friday, 20 October 2017

Palacete Monte Real

Ora aqui temos, no n.º 29 39, à esquina da Rua de São Domingos, este caprichoso e complexo Palacete do Conde de Monte Real. 


Não é possível reunir mais elementos em menos espaço: claustros, pátio, capela, passadiço, painéis e silhares de azulejos, e uma torre, além da habitação com seus dois pavimentos. Dir-se-á a reconstituição teatral, em miniatura, com bons materiais e vistosa traça, de um exemplar da casa portuguesa, antiga, de bom senhorio e de bens de raiz.¹

Palacete dos Condes de Monte Real [1932]
Rua de Buenos Aires, 39;
Rua de São Domingos à Lapa, 100; Travessa do Norte à Lapa, 3; Beco do Norte
Fotógrafo não identificado, 
in Lisboa de Antigamente

Palacete construído no início do séc. XX, a partir de 1900, por iniciativa de Artur Porto de Melo e Faro, conde de Monte Real, para sua residência e de sua esposa, D. Laura Cardoso Diogo da Silva. Projectado pelo arq. José Luís Monteiro, traduz um exemplar de arquitectura residencial, romântica (neo-barroca e neo-rococó), que apresenta planta em L articulada, do lado interno, com pátio e num dos seus extremos, com capela de planta longitudinal definida por nave e capela-mor, à qual surge adossada torre sineira. 
No interior, escadaria monumental e respectiva caixa surge como principal elemento de aparato, merecendo destaque o acervo de azulejar de diferentes períodos cronológicos e tipologias, as boiseries que animam tectos, guardas de escadas, vergas e aventais de janelas interiores, assim como a pintura mural de carácter vegetalista e floral miudinho das coberturas.² 

Palacete dos Condes de Monte Real claustros, pátio, capela [s.d.]
Rua de Buenos Aires, 39; 
Rua de São Domingos à Lapa, 100Travessa do Norte à Lapa, 3; Beco do Norte
Fotografia anónima (recente)
in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
¹ ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. VII, p. 50, 1938.
² cm.lisboa.pt.

Thursday, 10 November 2016

Palacete do Conde de Agrolongo

Com projecto do arq. Arnaldo Adães Bermudes (1864-1948) foi mandado construir pelo Conde de Agrolongo em 1907, tendo-lhe sido atribuída uma menção honrosa do Prémio Valmor de 1909. Palacete urbano com função residencial, de planta quadrangular, desenvolve-se em três pisos, sobressaindo do conjunto uma torre, também de planta quadrada, mas de quatro pisos, que dispõe no topo de um mirante. A sua linguagem ecléctica, perfeitamente moderna, inspira-se nas últimas fases do renascimento, lembrando a arquitectura das épocas de Henrique IV e Luís XIII, misturando, também, alguns motivos característicos da arquitectura portuguesa da mesma época. 

Palacete do Conde de Agrolongo |1907-1909|
Rua do Sacramento à Lapa, 34-38
in Anuario da Sociedade dos Architectos Portuguezes

Obras de remodelação posteriores alteraram a sua traça inicial, essencialmente ao nível da fachada, pois o terraço existente foi suprimido, assim como os motivos decorativos mais expressivos de uma linguagem ecléctica da época (molduras, frontões das janelas e portas, balcões com balaústres, pormenores escultóricos, entre outros).

Palacete do Conde de Agrolongo, fachadas |1907|
Rua do Sacramento à Lapa, 34-38
in A Construcção Moderna , N.º 214, 20 de Fevereiro de 1907

Localiza-se na Rua do Sacramento à Lapa que divide dois vastos quarteirões integralmente preenchidos por palacetes urbanos e respectivas áreas ajardinadas. O imóvel apresenta a fachada alinhada com a rua, encontrando-se os jardins ocultos pelos muros contíguos, que sobem até à altura do segundo piso da casa e se apresentam rematados por balaustrada.

Palacete do Conde de Agrolongo |1974|
Obras posteriores alteraram, com grande significado, a fachada principal.
Rua do Sacramento à Lapa, 34-38
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Friday, 22 July 2016

Pastelaria Mexicana

Estabelecimento comercial, em estilo modernista, inaugurado em 1946, ocupando quatro pisos de um prédio dos anos 40, com o rés-do-chão e a primeira cave destinados ao serviço do público, o estabelecimento prolonga-se para a rua, em esplanada coberta por pala de betão com letreiro luminoso. Foi objecto de total remodelação, em 1961/62, segundo projecto do arq.º Jorge Ribeiro Ferreira Chaves, de forma a modernizar quer o espaço quer o mobiliário nele existente. A tabacaria, junto à entrada, foi construída na década de 70, com risco do mesmo autor.

Pastelaria Mexicana [c. 1977]
Avenida Guerra Junqueiro, 30 C
Vasques, in Lisboa de Antigamente

No interior, merecem destaque os revestimentos cerâmicos, nomeadamente o painel de azulejos «Sol Mexicano», de Querubim Lapa, assim como a pintura mural «Sol»,da autoria de Mirya Toivolla e João Câmara Leme.
Foi local de encontro de vários artistas ligados ao Surrealismo e ao Neo-realismo, bem como de arquitectos da geração que fixou o Movimento Moderno em Portugal e serviu de cenário a alguns filmes portugueses, nomeadamente, «Corte de Cabelo», de Joaquim Sapinho (1995).
Classificada como monumento de interesse público desde Março de 2014. A classificação abrange o “património integrado” da pastelaria, em especial o painel cerâmico Sol Mexicano, de Querubim Lapa, a cabine telefónica interior e o “passarinhário”, uma espécie de gaiola de vidro com aves no seu interior.[cm-lisboa.pt]

Pastelaria Mexicana
Sol Mexicano, de Querubim Lapa
Fotografia anónima

Sunday, 16 April 2017

Torre da Pólvora: Palácio da Cova da Moura

Como já preconizava Norberto de Araújo, em 1938, nas suas Peregrinações «a Rua da Tôrre da Pólvora que tende a desaparecer, pela urbanização que já nela começou no seu começo, esteve ligada às tradições polvoreiras de Alcântara».1 De facto, esta antiga artéria seria extinta e, mais tarde, integrada na novíssima Avenida Infante  Santo, cujo topónimo viria a ser atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa através de Edital de 13/5/1949, à anterior Rua da Torre da Pólvora. 


Espreitemos a Rua da Torre da Pólvora - prossegue Norberto de Araújo -, urbanizada e rectificada no seu troço inicial, sob a Pampulha, há dois anos [1936]. Na parte antiga vemos, à esquerda, uns casebres decrépitos, e os restos de fornos de cal, pois muitos por aqui houve. O sítio foi chamado, no século XVI, «Lapa da Moura», em virtude da existência de uma lapa entre as pedreiras que afloram ainda na raiz das construções. De Lapa da Moura se passou a Cova da Moura, nome que esta área entre Alcântara e Pampulha ainda mantém.
A designação de Torre da Pólvora nesta serventia nasce da circunstância de, no fundo da rua, ter sido construída, de 1670 a 1696, uma torre, depósito ou paiol de pólvora defendida per seu guarda fogo, num recinto relativamente largo.

Panorâmica sobre a zona da Pampulha e a antiga Rua da Torre da Pólvora {c. 1940]
 O topónimo Avenida Infante Santo foi atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa através de Edital de 13/5/1949, à anterior Rua da Tôrre da Pólvora
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente
Legenda:
1 - Palácio da Cova da Moura - Prémio Valmor, 1921, (Restauro), arq,º Tertuliano Marques   2 - Rua da Torre da Pólvora (extinta e integrada na Av. Infante Santo)   3 - Rua da Cova da Moura   4 - Hospital da    CUF Infante Santo (Tv. do Castro)   5 - Prédio, de 1938, «ao estilo moderno e desafogado» referido por Norberto de Araújo nas suas «Peregrinações em   Lisboa»   6 - Dispensário de Alcântara, sito na Rua Tenente Valadim, edifício de relevância histórica, foi mandado erigir por iniciativa da Rainha Dona Amélia. Inaugurado em 1893   7 - Rua do Sacramento a Alcântara

O casarão foi depois presídio (1843), já há muito o depósito de pólvora havia desaparecido do local. Mais tarde, nas casas anexas reconstruidas e ampliadas, instalou-se o regimento de Infantaria n.° 7; ainda depois, em 1899, vários serviços de Administração Militar, e em 1928 uma Companhia de Trem Hipomóvel. É êste o bairrista quartel da Cova da Moura. (...)

Abertura da Avenida Infante Santo (Viaduto da Pampulha) [c. 1949]
Ao fundo o Palácio da Cova da Moura (jardins)
O topónimo Avenida Infante Santo foi atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa através de Edital de 13/5/1949, à anterior Rua da Torre da Pólvora.

Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Ora tornemos ao começo da Rua. Este palacete, do estilo de D. João V, à esquina da Cova da Moura, por onde tem a entrada principal, é do século passado [séc XIX]; pertencia ao Dr. João Ulrich, e foi adquirido pelo Ministério da Guerra em Agosto de 1935, para sede do Conselho Superior de Defesa Nacional e do Conselho Superior do Exército. Como contraste, olha-me este prédio, de 1938, ao estilo moderno e desafogado, e esse outro, em gaveto, estreito como uma cunha, entre as Rua e Travessa da Cova da Moura, do século passado. O urbanismo em Lisboa tem muito deste desequilíbrio estético.2

Palácio da Cova da Moura [ant. 1950]
Avenida Infante Santo
O topónimo Avenida Infante Santo foi atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa através de Edital de 13/5/1949, à anterior Rua da Torre da Pólvora.
Autor desconhecido, in Lisboa de Antigamente

Em 1921, o Prémio Valmor foi o restauro do Palácio (setecentista) da Cova da Moura sito na Rua Cova da Moura; Avenida Infante Santo,; Travessa do Castro, projectado por Tertuliano Marques (1883-1942) e pertencente a João Ulrich. Até à data tinha sido o único caso de atribuição do prémio a um restauro, considerado significativo “por se desenvolver dentro de uma arquitectura tradicionalista portuguesa das mais belas”.
Apesar de ainda existir, foi profundamente modificado e acrescentado em 1950 e adaptado para ali funcionar uma dependência do Ministério da Defesa.
__________________________________________
Bibliografia
1 ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. VII, p. 56, 1938.
2 idem, vol. IX, p. 13.

Sunday, 24 January 2021

Rua de Sant'Ana à Lapa

O topónimo original do arruamento é Rua de Sant'Ana e assim figura na planta da cidade de 1856. Conforme consta no processo 1841/50 foi acrescentada a palavra "à Lapa" por parecer da Comissão Consultiva Municipal de Toponímia na sua reunião de 19/05/1950.
A sua origem radica no culto popular a Santa Ana, muito divulgado na Lisboa antiga, como imagem catalisadora da grande devoção das mães portuguesas, padroeira do vendedores de objectos usados, das mulheres que fazem renda, das donas de casa, dos marceneiros, dos torneiros, dos moços de estrebaria e fabricantes de vassouras e de especial devoção em casos de pobreza e para se encontrarem objectos perdidos. [cm-lisboa.pt]

Rua de Sant'Ana à Lapa [1960]
Cruzamento com a Rua de Buenos Aires
Arnaldo Madureira, in Lisboa de Antigamente
Nota(s): o local da foto não está identificado no abandalhado amL

Wednesday, 23 December 2015

Ermida do Senhor Jesus dos Navegantes

Aqui temos no topo da Bela Vista a Ermida dos Navegantes, no prédio n.º 7 e 9, com sua fachada modesta, as suas duas cruzes (de «passo» ou de «estação») em azulejo recortado na fachada.

Havia no Convento da Esperança — recorda o ilustre Norberto de Araújo — desde quase o seu começo, uma Irmandade do Senhor Jesus dos Navegantes e de Nª Sr.ª da Caridade, com capela própria.

Ermida do Senhor Jesus dos Navegantes |1945|
Rua dos Navegantes, 7-9, à Lapa
Segundo Norberto de Araújo — nas suas «Peregrinações» — , o topónimo advém da Ermida do Senhor Jesus dos Navegantes, sendo que a «Rua dos Navegantes — cujo nome data já desde 1715».
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

 

Sobreveio o Terramoto, e os irmãos, tudo gente do mar, como o eram os da Irmandade de N. S. da Esperança, levaram as suas imagens, em grande procissão, para o Campo das Trinas — descampado como a palavra o diz. Só em 1757 se fez erguer esta pequena Ermida, logo objecto de devoção dos marítimos.
À entrada da Ermida, de ambos os lados da porta, vêem-se legendas contando a história da irmandade e a da transferência das imagens para este sítio.

Ermida do Senhor Jesus dos Navegantes, estações da Via Sacra |1945|
Rua dos Navegantes, 7-9, à Lapa
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente
 
No altar vêem-se a pequena imagem de e N. S. da Caridade, primitiva, e o Senhor dos Navegantes, esta moderna, pois a autêntica, tosca de factura mas expressiva, carcomida pelas idades, e talvez anterior à constituição da irmandade—respeitável relíquia de arte imaginária — encontra-se na sacristia, A Ermida, que foi restaurada em 1898.⁼⁼
(ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. VII, p. 38, 1938)
 
Ermida do Senhor Jesus dos Navegantes, altar-mor |1945|
Rua dos Navegantes, 7-9, à Lapa
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

Wednesday, 27 November 2019

Palacete da Rua de São Domingos à Lapa, 26

Palacete urbano da 2ª metade do séc. XIX, riscado pelo arq.º Victor Vaz, representando uma arquitectura residencial ecléctica, integra-se na tipologia do palacete urbano que se generalizou na Lisboa das Avenidas Novas e dos bairros aristocráticos do final do séc. XIX e 1º quartel do séc. XX. Inicialmente utilizado para habitação, veio à posse do Estado para instalação de serviços no final do séc. XX. Apresenta planta composta em L, volumetricamente traduzida por dois paralelepípedos. O alçado principal surge delimitado por cunhais de cantaria e estruturado em dois níveis.O piso térreo é rasgado pelo portal e seis janelas de peito rectangulares,enquanto que o piso superior surge rasgado por seis óculos com emolduramento calcário, destacando-se, no corpo central, uma janela de sacada com balaustrada de cantaria. 

Palacete da Rua de São Domingos à Lapa, 26 |1957|
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

O edifício é rematado por platibanda interrompida a eixo por frontão neo-barroco, ornamentado com volutas e enrolamentos. Uma escadaria de dois lanços rectos convergentes em patamar, com guardas de ferro fundido ritmadas por plintos de cantaria encimados por figuras, evidencia-se no alçado posterior do corpo principal. No interior destaca-se o tratamento decorativo em estuque nos tectos e sobreportas dos salões, assim como as pinturas. [cm-lisboa.pt]

Palacete da Rua de São Domingos à Lapa, 26 |post. 1933|
Alçado posterior e jardim.
Estúdio Mário Novais, in Lisboa de Antigamente

Sunday, 19 November 2017

Hotel Ritz

A construção do hotel Ritz, projectado pelo arquitecto Porfírio Pardal Monteiro, teve início em 1952 e  foi inaugurado em 1959. Para a distinção do Ritz, ainda hoje uma referência no quadro da hotelaria nacional, muito contribuíram consagrados artistas, entre os quais Almada Negreiros, Sarah Afonso, Barata Feyo ou Carlos Botelho. Por indicação do regime de então, ansioso por ter na capital uma unidade de luxo com todos os requisitos da hotelaria moderna, foi constituída, especialmente para este efeito, uma Sociedade de Investimentos Imobiliários (Sodim), da qual fazia parte, entre outros, o banqueiro Ricardo Espírito Santo. Refira-se que em 1959 — quer modernos quer conservadores — não gostaram do que viram, tendo sido muito criticadas as opções artísticas adoptadas para o hotel. Consta, até, que o próprio Salazar — que só visitou o Ritz uma única vez, numa pré-inauguração exclusiva —, não apreciou nada do que lhe foi dado ver no hotel, tendo permanecido em silêncio durante a visita acabando por sair pela porta de serviço das cozinhas, não tendo mais lá sido visto, nem sequer para inaugurarão oficial, à qual, aliás, se recusou a comparecer.
A publicidade ao Ritz dava-o como «O Grande Hotel de Lisboa». Estava equipado com trezentos quartos, todos com sala de banho privativa revestida de mármore, e anunciava-se ambiente climatizado e ventilação garantida por aparelhagem silenciosa. Um must daquele tempo.

Hotel Ritz [1959]
Rua Castilho, Rua Rodrigo da Fonseca; Rua Joaquim António de Aguiar; Rua Marquês de Subserra
Obras do metropolitano, vendo-se à esquerda a estátua do Marquês de Pombal e, em baixo, os terrenos do antigo Palácio Sabrosa; ao fundo vê-se o hotel Ritz
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Situado no topo de uma colina no coração de Lisboa, a quinze minutos do aeroporto e a dez minutos da baixa e zona histórica de Lisboa, o hotel reflecte o encanto e história de Portugal na sua arquitectura e interiores espaçosos. Trata-se de uma construção de grande monumentalidade, acentuada pela sua dimensão, pela sua perfeita geometria e pelo revestimento integral das fachadas a mármore. Oferece 284 amplos quartos, com luxuosos quartos de banho em mármore, varandas debruçadas sobre o Parque Eduardo VII, com vistas fabulosas sobre a cidade. O (agora) Four Seasons Ritz Hotel detém mais de 600 obras de arte, desde tapetes e carpetes artesanais, pinturas e esculturas que ornamentam os halls de mármore do hotel. Os seus hóspedes têm ao seu dispor o centro de negócios, 'fitness centre' muito bem equipado, spa e a piscina interior. Do restaurante 'Varanda'' desfruta-se de excelente vista para o Parque Eduardo VII e para os terraços do hotel e oferece o melhor da cozinha portuguesa e internacional. O 'Ritz Bar'' com decoração onde predominam as cores vermelho e preto, tem música ao vivo em piano.

Hotel Ritz [1959]
Rua Castilho, Rua Rodrigo da Fonseca; Rua Joaquim António de Aguiar; Rua Marquês de Subserra
António Passaporte, 
in Lisboa de Antigamente
Hotel Ritz vista tomada do Parque Eduardo VII [c. 1960]
Rua Castilho, Rua Rodrigo da Fonseca; Rua Joaquim António de Aguiar; Rua Marquês de Subserra
António Passaporte (Loty), 
in Lisboa de Antigamente

O interior, luxuosamente desenhado, acolhe mobiliário fabricado expressamente nas oficinas da Fundação Ricardo Espírito Santo, assim como obras de arte moderna dos mais consagrados artistas da época, como Almada Negreiros, Querubim Lapa, Martins Correia, Lagoa Henriques, Sara Afonso e Carlos Botelho contribuíram para a decoração com valiosas obras. Carlos Calvet e Lino António criaram motivos para tapeçarias, produzidas na fábrica de Portalegre.
O Hotel, incluindo o seu património integrado, encontra-se classificado como Monumento de Interesse Público.

Hotel Ritz [c. 1959]
Neste sala estão presentes tres tapeçarias "Centauros" do mestre Almada Negreiros inspiradas na mitologia grega
Rua Castilho, Rua Rodrigo da Fonseca; Rua Joaquim António de Aguiar; Rua Marquês de Subserra
Amadeu Ferrari
in Lisboa de Antigamente
Hotel Ritz, restaurante 'Varanda'' [c. 1959]
Rua Castilho, Rua Rodrigo da Fonseca; Rua Joaquim António de Aguiar; Rua Marquês de Subserra
Amadeu Ferrari, in Lisboa de Antigamente

Também digna de admiração é a principal escadaria de acesso ao Salão Nobre com um mural lacado de Pedro Leitão e madrepérola de Arnaldo Louro de Almeida e, ao descer, chega-se junto da coluna do mestre ceramista Querubim Lapa, um verdadeiro totem artístico.

Hotel Ritz
Coluna do mestre ceramista Querubim Lapa e mural lacado de Pedro Leitão e madrepérola por António Louro de Almeida.
 
N.B. Caso esteja interessado e disponha de 30 minutos, aconselhamos ao prezado leitor  uma visita guiada, pela mão da RTP, a este edifício icónico da cidade de Lisboa. Vale bem a pena, acreditem.
__________________________
Bibliografia
BRASÃO, Inês, Hotel, os Bastidores, 2017.

Sunday, 21 June 2015

Rua de São Ciro, à Estrela

Este arruamento que se estende da Rua de Santana à Lapa à Rua de Buenos Aires surge já nas plantas e descrições das freguesias de Lisboa após a remodelação paroquial de 1780, como arruamento divisório da freguesia do Senhor Jesus da Boa Morte da de Nossa Senhora da Lapa, bem como mais tarde, em 1857, nas plantas nº 40 e nº 41 do «Atlas da Carta Topográfica de Lisboa» de Filipe Folque.
O topónimo homenageia o mártir do cristianismo consagrado no dia 16 de Junho que no século IV morreu na Síria com apenas 5 anos.

Rua de São Ciro, à Estrela [1944]
Coluna com equipamento cisne, adaptada a electricidade.
Eduardo Portugal, n Lisboa de Antigamente

Friday, 2 May 2025

Escadinhas dos Remédios (arco das)

A Rua dos Remédios segue no seu último troço, à esquerda, até à confluência do Paraíso; nós enfiamos — na companhia de Mestre Araújo  — por este pitoresco arco das Escadinhas dos Remédios – tão pintado por artistas poetas – com a nesga do Tejo ao fundo.
O arruamento faz referência à ermida de Nossa Senhora dos Remédios. Esta ermida chamou-se do Espírito Santo. Como se passou de um orago a outro: “Nesta Ermida do Espírito Santo havia um poço, onde certo dia apareceu uma imagem de Nossa Senhora, a qual apesar de ser tirada da água, vinha enxuta em sua pintura e tecido. Milagre foi! E acorriam os pescadores e famílias a implorar à Virgem remédio a seus males, e Nossa Senhora os curava. Daí a receber a imagem a invocação de Nossa Senhora dos Remédios foi um salto.” [Araújo: X, 1939]

Escadinhas dos Remédios |c. 1945|
(Dístico de 1879)
Perspectiva tirada do Beco da Lapa.
Fernando Martinez Pozal,  in Lisboa de Antigamente

N.B. No Itinerário lisbonense, de 1818, figuram duas Ruas dos Remédios: uma que principia no Largo do Terreiro do Trigo e termina na Rua das Portas da Cruz, e outra que é a quarta à esquerda , entrando pela Rua da Lapa, vindo dos Navegantes e termina na Rua da Santíssima Trindade (actual Garcia de Orta).

Escadinhas dos Remédios |meado séc. XX|
(Dístico de 1879)
Perspectiva tomada da Rua dos Remédios.
Artur Pastor, in Lisboa de Antigamente

Wednesday, 5 April 2017

Palacete dos Navegantes, Casa de José Luciano de Castro

Nestas Ruas da Bela Vista e dos Navegantes, os prédios urbanos levam, em regra, 65 e 75 anos [o autor escreve em 1938]; alguns  remontarão  ao principio do século passado e só um outro, já desfigurado, ao final do século de setecentos. O magnifico palacete, construido pelo Conselheiro José Luciano de Castro na Rua dos Navegantes, com fundos de jardins, é do final do século passado.


Foi Aquilino Ribeiro a voz que mais se insurgiu, nos anos 50, contra a demolição (em 1956) deste palácio histórico, mandado edificar pelo Conselheiro José Luciano de Castro em 1890, no local onde se situara o antigo Palácio Sarmento, destruído por um incêndio em 1869. O palácio foi invadido pelo povo em 6 de Outubro de 1910. O velho político, apesar de muito doente, defrontou-se nobremente com os invasores.

Palácio dos Navegantes |ant. 1956|
Casa de José Luciano de Castro
Rua dos Navegantes
, 48; Rua de Buenos Aires
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente
Panorâmica de Lisboa tomada do zimbório da Basílica da Estrela |1904|
Palácio dos Navegantes
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
Legenda (clicar para ampliar):
 Edifícios/Monumentos:
1 — Palacete dos Navegantes; 2 — Igreja de Santos-o-Velho;  3 - Ermida do Senhor Jesus dos Navegantes
Arruamentos:
A — Travessa do . Pinheiro  B — Rua da Bela Vista à Lapa

José Luciano de Castro [1834-1914] foi um dos políticos mais representativos do liberalismo constitucional português. Estadista e jurisconsulto, chefe do partido progressista. Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra; advogado e jornalista. Antigo deputado da Nação, ministro de Estado honorário; do conselho de S. M.; par do reino; antigo presidente do Conselho de Ministros; conselheiro de Estado; ex-director geral dos Próprios Nacionais; vogal efectivo aposentado do Supremo Tribunal Administrativo; Governador da Companhia Geral de Crédito Predial Português, reeleito várias vezes.

Palácio dos Navegantes, 48 |ant. 1956|
Casa de José Luciano de Castro
Rua dos Navegantes; Rua de Buenos Aires
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente
Palácio dos Navegantes, 48, fachada para os jardins [ant. 1956]
Casa de José Luciano de Castro
Rua dos Navegantes; Rua de Buenos Aires
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. VII, 1938.
arqnet.pt; Marina Tavares Dias.
Web Analytics