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Sunday, 21 December 2025

Monumento ao Marquês de Pombal

Em 1910, poucos anos depois das comemorações das comemorações do Centenário da Índia, a Praça Marquês de Pombal estava edificada como hoje [em 1939].
Quedemo-nos uns momentos diante do monumento ao Marquês de Pombal. 


A ideia de se erguer um monumento ao estadista, reedificador de Lisboa, é antiga, mas só lhe foi dada expressão pública em 1882, ano em que o Parlamento autorizou o Estado a ceder o bronze necessário. Em Abril daquele ano — recorda o ilustre olisipógrafo Norberto de Araújo — constituiu-se uma comissão encarregada de promover a subscrição nacional, presidida por Rodrigues Sampaio.
Os trabalhos não tiveram sequência, e só em 1905 se voltou a um plano prático, constituindo-se nova comissão, presidida pelo Conselheiro Veiga Beirão, havendo a subscrição pública sido iniciada a 6 de Maio. Contudo, ainda desta vez a iniciativa não foi coroada de êxito, talvez porque logo em 1906 começou a agitação política que dominava todos os pensamentos.
Proclamada a República, a ideia de dar realização séria à iniciativa de havia quarenta anos, ressurgiu. Em 1913 realizou-se o concurso para o monumento, sendo apresentados catorze projectos, e aprovados quatro; destes, acabou por ser preferido (5 de Abril de 1914) aquele que sob a legenda «Gloria Progressus - Delenda reactio» era assinado por Adães Bermudes, António Couto e Francisco Santos. A escolha, feita por um júri idóneo, ao qual presidia o professor e director da Escola de Belas Artes, José Luiz Monteiro, provocou enorme celeuma, havendo muitas personalidades de categoria artística e intelectual que preferiam o projecto do arquitecto José Marques da Silva e do escultor António Alves de Sousa (ambos artistas portuenses).
A primeira pedra para o Monumento foi colocada em 15 de Agosto de 1917, mas em 13 de Maio de 1926 a cerimónia repetiu-se, havendo discursado o Dr. Bernardino Machado, Presidente da República, e D. Tomaz de Vilhena, descendente do «Grande Marquês» qualificativo tradicional da família — , e ao tempo deputado monárquico.

Monumento ao Marquês de Pombal
Fundações da estátua |1927|
Fotógrafo não identificado, in LdA

Monumento ao Marquês de Pombal
Obras de desaterro |1924|
Fotógrafo não identificado, in LdA




















As obras vinham-se arrastando, por falta de verba, desde 1914. Em Março de 1924 foi nomeada uma nova comissão, à qual presidia o Dr. Magalhães Lima, estando na vice-presidência o general Vieira da Rocha; o rendimento dos selos emitidos em Dezembro de 1924 não satisfez, mas as obras de 1925 para diante entraram na fase definitiva da sua actividade. Em 13 de Maio de 1930 o Presidente da República, general Oscar Carmona, visitou as obras, já em vulto neste local. A grande estátua foi completamente assente sobre o alto fuste em 2 de Dezembro de 1933.
Finalmente em 13 de Maio de 1934 foi inaugurado o monumento, sem a solenidade que parecia de supor; assistiram o Ministro das Obras Públicas, engenheiro Duarte Pacheco, o presidente da Câmara Municipal, tenente-coronel Linhares de Lima, o governador civil, tenente-coronel João Luiz de Moura, e o presidente da Comissão, general Vieira da Rocha.
Estas anotações cronológicas, apesar de deficientes, reputo-as necessárias, pois andavam dispersas. Dêmos volta ao monumento.
Vejamos primeiramente o pedestal. Essa figura de mulher, constituída por dois blocos de pedra que pesam 17.250 quilos, na frente do monumento, representa «Lisboa reedificada»; tem cinco metros de altura — não o dirias. Sob o plinto em que ela assenta, vemos a proa de uma nau simbolizando a libertação da marinha mercante. Em baixo, dos lados, representa-se o cataclismo que assolou Lisboa na terra e no mar; destacam-se as esculturas de Plutão e Poseidon, este simbolizado num cavalo-marinho.

Monumento ao Marquês de Pombal
Ao fundo nota.se o estaleiro de obra |1934|
Tomada da Braamcamp para a Av. Fontes.
Fotógrafo não identificado, in LdA
Monumento ao Marquês de Pombal
Cabeça da figura do Marquês |1934|
Ao fundo ve-se a R. Braamcamp.
Ferreira da Cunha, in LdA



























Analisemos agora os grupos escultóricos laterais do pedestal, em seu conjunto admiráveis, apesar de algum senão que lhes possas notar. No grupo da esquerda, lado nascente, simboliza-se a agricultura, com o trabalho da lavoura, através de uma junta de bois, e de figuras bem tratadas escultoricamente, e das quais sobressaem o homem que sustenta o arado e a mulher que transporta o cabaz com uvas. O grupo do lado oposto simboliza a indústria e a pesca: um cavalo arrasta as redes, e um operário sopra o vidro; eis um conjunto também de merecimento, não apenas pela disposição mas pelo lavor das várias figuras.
Os escultores, professor Simões de Almeida e Leopoldo Neves de Almeida, que já eram colaboradores do ilustre Francisco Santos, falecido em Abril de 1930, foram os realizadores destes trabalhos, como aliás de outros que valorizam o monumento.
Na face norte (posterior) do monumento construiu-se uma alegoria objectiva à reforma da Universidade de Coimbra [vd. imagem seguinte]. Destaca-se — nota — essa figura de Minerva, em bronze, sentada, adiante do pórtico da «Universitas Conimbricensis».


Monumento ao Marquês de Pombal, face norte (posterior) |1953|
Destaca com a presença, na fachada, de um edifício clássico que simboliza a Universidade de Coimbra, à frente do qual está uma estátua de Minerva, sentada, em bronze.
Em primeiro plano nota-se o Lago do Parque Eduardo VII.
Kurl Pinto, in Lisboa de Antigamente

No fuste, de grande superfície, vêem-se nas suas quatro faces legendas que exaltam o estadista e reformador; na face principal lês, comigo: «Ao genial estadista Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal — a Pátria reconhecida — MCMXXXIV».
O capitel do obelisco ostenta quatro medalhões, enlaçados nos cunhais por quatro águias; no medalhão da frente enquadra-se  a efigie de Machado de Castro, no do poente as de D. Luiz da Cunha, Eugénio dos Santos e Manuel da Maia, no posterior a de Ribeiro Sanches, e no do lado nascente as de Luiz Verney, Serra da Silva e Conde de Lipe. Foram estes os principais colaboradores de Pombal.
Finalmente, ao alto, está o grupo fulcro do monumento — que mede, de alto abaixo, 36 metros: o Marquês, de corpo inteiro, assenta o braço sobre o dorso de um leão, na simbólica da serenidade e da força. Este grupo, de grandes dimensões (basta dizer que tem a altura de cinco homens) é de realização primorosa, prejudicada contudo na visão perspectival à distância, quando tomada do Norte e do Poente.

Monumento ao Marquês de Pombal (em obra) |1934-04-05|
No topo do monumento, sobressaem quatro medalhões que retratam os principais colaboradores de Pombal, incluindo Manuel da Maia, Eugénio dos Santos e Machado de Castro.
Perspectiva tomada da Av. da Liberdade.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Também este grupo principal foi concluído por Simões de Almeida; a cabeça da figura do Marquês [vd. imagem acima], ainda em formação no barro, com 1,80 de altura , de enorme peso, ruíra no atelier de Francisco Santos no próprio dia em que o artista morrera (29 de Abril de 1930).
Quatro grandes colunas de mármore nobre , cada uma com quatro candelabros de braço, em bronze, decoradas com florões e laços — bom trabalho de «atelier» e de fábrica , mas de gosto discutível — guarnecem o monumento.
E aí tens num dos degraus da escadaria do sopé: «Autores: Adães Bermudes, arquitecto; António Couto, arquitecto; Francisco Santos, estatuário; colaboradores, Leopoldo de Almeida, estatuário; Simões de Almeida, estatuário».

 

Inauguração do monumento ao marquês de Pombal |1934-05-13|
 O Marquês, de corpo inteiro, assenta o braço sobre o dorso de um leão, na simbólica da serenidade e da força.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

E, Dilecto, com paz na consciência, e sem beliscadura de sectarismo, digamos adeus ao monumento a Pombal. Antes, porém, anota as legendas cronológicas da vida do Marquês, e que no empedrado à portuguesa ilustram as placas que compõem a Praça.

Monumento ao Marquês de Pombal |1938-10-06|
Na base, várias figuras alegóricas dão vida à cena, como uma figura feminina que simboliza Lisboa reconstruída e três grupos escultóricos que representam as reformas de Pombal na agricultura, indústria e ensino.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de Peregrinações em Lisboa», vol. XIV, pp. 44-48, 1939.
BRITO, Francisco Nogueira de, Roteiro ilustrado de Lisboa e arredores, 1935.

Wednesday, 27 June 2018

Praça Marquês de Pombal, 1-2: Palacete de António de Sousa Carneiro Lara / Clube Militar Naval

Estamos na Praça Marquês de Pombal, vulgarmente denominada «Rotunda», que constitue o eixo de irradiação de avenidas e grandes artérias, projectadas já em 1882, mas cuja execução muito se fêz demorar. [Araújo: 1939]


Logo no final do século XIX (1894), acompanhando o impulso construtivo da avenida e da rotunda é projectada uma residência unifamiliar, tipo palacete, que pertencia ao homem de negócios António de Souza Carneiro Lara.

Praça Marquês de Pombal, 1-2: Palacete de António de Sousa Carneiro Lara  [1899]
Clube Militar Naval a partir de 1935
Fachada sobre a Praça Marquês de Pombal e Av. Liberdade, 261 (esq.)
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

O Clube Militar Naval esteve instalado no nº. 1-2 da Praça Marquês de Pombal cerca de cinquenta anos. O palacete foi adquirido em 1935 ao conde de Castelo Mendo, que por sua vez aqui passara a residir em 1929. Naquela data o proprietário passou a ser o Crédito Predial Português, que o arrendou à Marinha. Em 1989 foi demolido após uma violenta polémica entremeada com um pedido de classificação ao Instituto Português do Património Cultural. O clube veio a ser transferido, aproveitando alguns elementos decorativos, para a Avenida Defensores de Chaves, nº. 3.

Praça Marquês de Pombal, 1-2: Palacete de António de Sousa Carneiro Lara  [1899]
Clube Militar Naval a partir de 1935

Fachada virada à Rua Braamcamp
 Paulo Guedes, in Lisboa de Antigamente

O palacete terá sido o primeiro prédio a ser construído, na recém-criada Praça Marquês de Pombal, logo em 1894. Já que a construção do que vem a ser o Palacete Sabrosa se projectava na Fontes Pereira de Mello, em 1886 abre-se oficialmente a avenida e o desfile de casamento de D. Carlos (1857-1945) efectua-se também aqui. O Dr. António de Lencastre (1857-1945) era o médico dos príncipes e a escolha do lugar para vir a construir a sua residência não deve estar desligada desta ocorrência, onde a expansão da cidade se desenha e a oportunidade de novos espaços necessariamente surge.

Enquadramento do Clube Militar Naval na Praça Marquês de Pombal, 1-2 [1934]
Esquina com a Rua Braamcamp
Pinheiro Correia,in Lisboa de Antigamente

O edifício exteriormente ecoava um equilíbrio francês na linha do gosto Luís XVI, em combinação com pormenores vernaculares como sejam as pequenas aletas do óculo sobrepujante da entrada principal, obviamente tributária da arquitectura chã. No interior, pelas fotografias publicadas no suplemento do Diário de Notícias, 2 de Junho de 1985, por certo produto de enriquecimentos artísticos posteriores vemos alguns ornatos manuelinos muito carregados e uns vitrais de tema mitológico encomendados em 1894 na Suíça, Zurique, a Adolf Kreuzer.

Praça Marquês de Pombal, 1-2: Clube Militar Naval [1937]
Desfile da Mocidade Portuguesa durante as comemorações do 28 de Maio de 1926.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia 
MONTERROSO, José de, Rotunda do Marquês: «a cidade em si não cabia já» ou a monumentalidade (im)possível, 2002.

Sunday, 13 August 2017

Palacete Sabrosa

Estamos na Praça Marquês de Pombal, vulgarmente denominada «Rotunda», que constitui o eixo de irradiação de avenidas e grandes artérias, projectadas já em 1882, mas cuja execução muito se fêz demorar. (...) Quando em 1898 se celebrou o Centenário da Índia, (...) já então a Praça estava desenhada em rotunda, mas erguiam-se então apenas dois prédios-palacetes: aquele da esquina poente da Avenida, onde começa, para acabar na esquina da Rua Braamcamp [Palacete Lara e futuro Clube Militar], o arco de circulo da «Rotunda», e o que, com área de jardins, pertenceu ao Conde de Sabrosa, à esquina da Avenida Fontes Pereira de Melo (que não existia, é claro), demolido o ano passado [em 1938] pela Companhia do Gaz [actual EDP]. (...)


Em 1910, (...) a Praça Marquês de Pombal estava edificada como hoje. É entre a década de 1899-1909 que se pode colocar a data da edificação formal da Praça.

Palacete do Conde de Sabrosa, entrada principal [1930]
Avenida Fostes Pereira de Melo tornejando com a
Praça do Marquês de Pombal
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

O Palacete Sabrosa impressionava pela área da sua implantação distribuída por um quarteirão inteiro: Rotunda do Marquês, Avenida Fontes Pereira de Melo, Rua Camilo Castelo Branco e Avenida Duque de Loulé.
Perfilava-se a residência no gaveto do Marquês com a Fontes Pereira de Melo com duas fachadas extensas, mas a principal projectava-se nesta avenida ou, como se dizia na altura, gozava de vista para o Parque. Na esquina com a Duque de Loulé via-se uma grande construção de apoio à habitação e que serviu durante a revolta republicana do 5 de Outubro de 1910, como hospital de sangue [vd. 3ª foto]. Escala que denota a grande dimensão da residência, onde o arvoredo dos seus jardins se destacava dos restantes parques dos palacetes da cidade de Lisboa, que veio a ser semeado de pequenas construções.
Confirma-se que no final do século XIX a residência principal estava construída e isso poderá explicar a opção por colocar a fachada principal na Fontes Pereira de Melo, que no fundo constituía como que a primeira pedra neste novo eixo, o arrastamento da definição urbana da praça era assim pragmaticamente ultrapassado. Assim, já em 1889, o proprietário Frederico Davidson apresenta um projecto para a reedificação da moradia, o que faz pressupor um imóvel pré-existente.

Fotografia aérea da Praça Marquês de Pombal [1934]
Implantação urbana do Palacete Sabrosa, parque e cavalariças (vermelho)

Pinheiro Correia, in Lisboa de Antigamente

Logo em 1903 a Construção Moderna (26.06.2003, n.º 99) publica o que designa de construções rústicas, executadas pelo arquitecto Norte Júnior. Tratava-se de uma cavalariça e aposentos para pessoal, um galinheiro e um pombal [vd. foto acima], em versão cottage popularizada e alguma robustez neo-românica. Constituíam adições pontuais a uma habitação de edificação já consolidada de anos. Reportando a alguns traços estilísticos, terá sido este arquitecto o autor do risco da residência principal ou pelo menos das adaptações promovidas pelo Conde de Sabrosa em 1901. A instalação provisória do já referido hospital de sangue no palácio durante o 5 de Outubro mereceu um louvor do Ministro da Guerra do governo provisório ao seu proprietário, o 1º Conde de Sabrosa (1855-1937), que é quem o mandou reconstruir no final do século XX.

Palacete do Conde de Sabrosa, cavalariças [1910] 
Praça do Marquês de Pombal com a Avenida Duque de Loulé
 As cavalariças funcionaram como hospital de sangue durante o 5 de Outubro
Alberto Carlos Limain Lisboa de Antigamente

A fachada denota uma influência de gramática neo-maneirista com os seus cunhais, pseudo-pilastras, embasamento rusticado e o friso na cirnalha muito pronunciado, que é produto desta adaptação. No interior, socorrendo-nos da magnífica descrição de Santos Tavares e do conjunto de fotografias publicadas na Ilustração Portuguesa (25 de Janeiro de 1904), confirma-se aquela opção de linguagem artística. Vêem-se arcos de volta abatida, colunas jónicas e tectos de caixotões rectangulares na casa de jantar e no escritório do proprietário. Uma das salas, designada de Luís XVI, era toda mobilada com as aquisições obtidas pelo senhor Conde de Sabrosa, considerado um grande coleccionador na época, no leilão do Marquês da Foz oriunda do Palácio dos Restauradores. Pintura e objectos da colecção Daupiás, outros da colecção Fernando Palha recheavam a grande diversidade de salas, num ecletismo fim de século, que tipificava o ambiente das grandes moradas deste período, por influência do gosto que as colecções Foz e outras espalhavam no meio alfacinha.

Palacete Sabrosa [c. 1910]
Perspectiva tirada do Parque Eduardo VII, vendo-se, ao centro, o Palácio Sabrosa; à esquerda, um esboço da Rua Camilo Castelo Branco; atrás a Av. Duque de Loulé; à direita a «Rotunda», hoje «do Marquês» e a Av. da Liberdade

Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Em 1929 o prédio viria a ser alienado «ao activo e confiado industrial hoteleiro», Alexandre Almeida, dono da Companhia dos Grandes Hotéis de Portugal, que já possuía nos Restauradores, o superlativo Hotel Avenida Palace (1890-92) projectado pelo arquitecto José Luís Monteiro (1849--1942). O Concelho de Arte e Arquitectura deu mesmo um parecer positivo e incentivou a construção de um Palace Hotel. Esta ideia não veio a ser concretizada e, em 1937, o hoteleiro vendeu--a com todos os seus terrenos à Companhia do Gás (Araújo, 1939).
E vai iniciar-se um novo ciclo na vida deste espaço com a abertura da sua demolição dois anos depois que se concretiza em 1940.2

Palacete Sabrosa [ant. 1940]
Avenida Duque de Loulé com a Rua Camilo Castelo Branco; Praça do Marquês de Pombal

Kurl Pinto, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
1 ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XIV, pp. 43-44, 1939.
2 TEIXEIRA, José de Monterroso, Rotunda do Marquês:«a cidade em si não cabia já» ou a monumentalidade (im)possível).

Friday, 2 August 2024

Rua Marquês de Fronteira: «Reservatório do Pombal»

Esta Rua Marquês da Fronteira sucedeu a uma linha irregular, que não é evidentemente a de hoje — recorda o ilustre Norberto de Araújo — , a qual constituía as setecentistas Estrada dos Padres da Companhia e Estrada de S. Francisco Xavier, rectificadas há meio século [c. 1890], Rua — quási Avenida — moderna, já servida de eléctricos desde Outubro de 1936. ...)
O muro que prossegue [à esquerda], até à Penitenciária, defende os terrenos da Companhia das Águas, onde se encontra o Depósito chamado do «Pombal». E do Pombal seriam porque já no começo do século passado [XIX], e certamente muito antes, quando estes chãos ainda constituíam herança da Companhia de Jesus, recebida pelo Real Colégio dos Nobres, eles eram conhecidos pela designativa de «Pombal», e um pombal haveriam tido. [...]
Em 1873 o Governo expropriou estes terrenos todos, aqui [à esquerda] para levantamento do «Cadeia Geral e Penitenciária».
(ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XI, pp. 91-92, 1939)

Rua Marquês de Fronteira |1967|
Reservatório do Pombal; Cadeia Penitenciária de Lisboa
João Brito Geraldes, in Lisboa de Antigamente

A artéria perpetua a memória de D. José Trazimundo Mascarenhas Barreto (1802–1881), 8º conde da Torre, 5º marquês de Alorna e 7º marquês de Fronteira. Após a Vilafrancada viveu exilado para depois fazer toda a campanha das lutas liberais, tendo-se reformado no posto de marechal-de-campo. Foi também governador civil de Lisboa (1846-1851), par do reino e deixou 5 volumes das suas «Memórias do Marquês de Fronteira e D'Alorna».

Sunday, 5 December 2021

Palácio Pombal, à Rua de O Século

O antigo Palácio Pombal, na Rua do «Século», 65 a 93 [vd. nota], mantém ainda uma configuração uniforme exterior, mesmo depois de alienada e reedificada (1921) a ala Sul, que constitui o edifício moderno do jornal «O Século», cujo título deu, em 1911, nova denominação à antiga Rua Formosa.


O Palácio Pombal, da Rua de «O Século» — e melhor será dizer o Palácio dos Carvalhos, da Rua Formosa  — é uma construção que já existia no segundo quartel do século XVII, recebendo ampliação e reedificação no meado do século XVIII.
Era este o solar de Sebastião de Carvalho e Melo, 3.º senhor do morgado de Sernancelhe, capitão dos familiares do Santo Oficio. falecido em 1719, e de cujo casamento com D. Maria Leonor de Ataíde nasceu Manuel de Carvalho e Ataíde, humanista e académico, casado com D. Teresa Luísa de Mendonça e Melo, pai de Sebastião José de Carvalho e Melo. neste palácio seiscentista nascido a 18 de Maio de 1699, e de cujo baptismo foi padrinho seu avô, senhor da casa.

Palácio Pombal (ou dos Carvalhos) [194-]
Rua de O Século, 65-93 (antiga Rua Formosa); Rua da Academia das Ciências, 1-5
Os Portais Nobres (talvez segundo risco de Carlos Mardel), idênticos, ladeados por candeeiros de gás, de braço, oitocentistas, com escudetes de ferro fundido com o brasão dos Carvalhos e Albuquerques, os quais  portais com ombreiras e portais de cantaria, dão  passagem, além  de  um  passadiço, com abertura de arco de volta abatida, para  o Pátio e para os antigos jardins.
Horácio Novais, in Lisboa de Antigamente

No período áureo do seu poderio, o descendente dos Carvalhos, da Rua Formosa, já Conde de Oeiras, beneficiou e transformou, por acrescentamento, o solar dos seus maiores, no qual viveu antes e depois de entrar na carreira politica, e cuja parte rústica se prolongava para Poente e Norte, constituindo o que se chamava «as Hortas», também com prédios de habitação. Um arco aberto, ainda existente na antiga Rua do Arco [do Marquês, actual da Academia das Ciências], comunicava com dependências do palácio do outro lado da rua e um outro arco-aqueduto servia as antigas hortas. Quase toda a área deste troço da então Rua Formosa, a Poente e a Nascente, era da casa Pombal, da qual o palácio formava a cabeça, como núcleo primitivo.
As reedificações e restauros ordenados pelo Marquês de Pombal podem datar-se além dos meados do século XVIII, cerca de 1770; o Marquês de Pombal aproveitou o merecimento do escultor e estucador italiano João Grossi, que já em 1748 exercia a sua actividade em Lisboa, e foi este artista quem deu a característica decorativa do interior das solar do palácio renovado, embora em quase todas elas subsistisse, como ainda hoje, a decoração cerâmica das paredes, em parte seiscentista. [...]

Palácio Pombal (ou dos Carvalhos) [1918-09]
Rua de O Século, 65-93 (antiga Rua Formosa); Rua da Academia das Ciências, 1-5
Perspectiva tomada do Palácio dos Viscondes de Lançada (antigas instalações do Jornal "O Século").
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

As cinco janelas do andar nobre do corpo onde se rasgam os portais, e as duas contiguas pelo Sul, correspondem a um terraço, sobre o qual no começo do actual século [XX] foram construídos uns anexos de moradia, cujo telhado é inferior ao do frontispício do edifício, e não se vê da rua.
O Palácio Pombal, onde no tempo dos Carvalhos se realizaram sessões da Academia dos Ilustrados (1716), e depois tantas cenas políticas e palacianas se desenrolaram, está hoje de aluguer; na parte nobre instalou-se em 1927 a Casa da Madeira, que sucedeu, como inquilina, a uma Casa de Espanha como esta sucedera à Legação da Alemanha, e à Confederação Geral do Trabalho (1913). O pátio e troços de jardim estão ocupados por barracões de oficinas de Alfredo Alves & Filhos, firma proprietária também do edifício e terrenos «das Hortas». na Rua da Academia das Ciências.
Nenhum outro prédio da vasta zona que pertenceu à Casa Pombal está hoje na posse de qualquer membro da família.

Palácio Pombal (ou dos Carvalhos) [1912-01]
Rua de O Século, 65-93 (antiga Rua Formosa); Rua da Academia das Ciências, 1-5
Esta frontaria adorna-se de duas ordens de janelas: vinte no andar nobre, de sacada com varões seiscentistas, e dezanove de peitoril no andar superior (o lugar onde devia existir uma janela é ocupado pela pedra  de  armas).
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

N.B. Em  paralelo,  talvez  segundo  risco  de Carlos Mardel,  desenvolveu uma cenográfica operação urbanística fronteira ao palácio, com o fim de engrandecer a envolvente. Um jogo barroco de linhas curvas e rectas permitiu o alargamento de parte da estreita Rua Formosa com a criação de duas meias-laranjas, tendencialmente simétricas. Numa, frente  à entrada nobre do palácio, foi erguido o delicado chafariz, enquanto na outra se rasgavam elaborados portais de acesso  a cavalariças (?).

Palácio Pombal (ou dos Carvalhos) [1930]
Rua de O Século, 65-93 (antiga Rua Formosa); Rua da Academia das Ciências, 1-5
Meia-laranja e portais de acesso  a cavalariças (?).
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Nota(s): O edifício n.º 89-103 da Rua de O Século, tornejando para a Rua da Academia das Ciências, 1-5, actualmente uma propriedade separada, fazia parte do conjunto designado Palácio Pombal.
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Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Inventário de Lisboa: Paços e  palácios nacionais, 1949.

Friday, 1 December 2017

Praça do Marquês de Pombal, 5 (Ventura Terra)

Estamos na Praça Marquês de Pombal, vulgarmente denominada «Rotunda», que constitue o eixo de irradiação de avenidas e grandes artérias, projectadas já em 1882, mas cuja execução muito se fêz demorar. [Araújo: 1939]


Datado de 1901 é o prédio, na altura considerado casa de aluguer, correspondente ao n.º 5 da Praça do Marquês de Pombal, e que foi demolido em 1998, depois de um lento processo de degradação patrimonial (vd. Fernandes, J. M., Lisboa em Obra(s), Lisboa, 1997, p. 98). O alto standard da construção fazia com que cada andar, com duas habitações, tivesse jardim de Inverno. Os inquilinos do rés-do-chão e do primeiro andar teriam além do mais jardim ao ar livre. A fachada, por seu turno, era revestida de mármore e azulejos numa elegante simetria servida pela estilização dos elementos arquitectónicos e frontão coroante. 

Praça do Marquês de Pombal, 5 [1970]
Ao centro, prédio do risco do arq.º Ventura Terra; Hotel Fénix (dir.)
Arnaldo Madureira, in Lisboa de Antigamente

O seu autor foi Ventura Terra (1866-1919) que um ano antes ganhou o concurso para o pavilhão de Exposição Universal de Paris de 1900 (França, J. A. A Arte em Portugal do séc. IX, vol. II, 1966, p. 143). Tornou-se um arquitecto muito solicitado e respondeu às encomendas mais diversas, com grande versatilidade, responsabilidade profissional e competência, que o seu treino parisiense de cinco anos junto de Victor Laloux ajudou a definir com esmero.

Enquadramento do prédio n.º 5 na Praça do Marquês de Pombal [1934]
(clicar para ampliar)
Pinheiro Corrêa, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
TEIXEIRA, José de Monterroso, Rotunda do Marquês:«a cidade em si não cabia já» ou a monumentalidade (im)possível)

Monday, 17 August 2015

Praça Marquês de Pombal, 18: Palacete Seixas

Em 1900 estava em adiantada fase de edificação o que vem a ser denominado o Palacete Seixas situado num talhão de grande área de terreno na extremidade direita da Avenida da Liberdade, a contornar a Praça Marquês de Pombal e com acesso na retaguarda pela Rua Rodrigues de Sampaio. O projecto, de que se desconhece o autor, teve como primeiro responsável Alberto Pedro da Silva e, posteriormente, Guilherme Francisco Baracho.

A promotora de construção foi D. Carmen Grazilla Castilho da Rocha, mas já em 1908 ele é vendido ao industrial Carlos Seixas (l873-?) – homem de cultura e mecenas de muitos artistas como Sousa Pinto, Carlos Reis, Columbano, Falcão Trigoso, Silva Porto, José Malhoa, entre muitos outros – que promove, nos primeiros anos, algumas alterações: uma garagem com entrada pela Rua Rodrigues Sampaio, n.º 113, um galinheiro e uma estufa. É de admitir que estaria praticamente concluída naquela data.
 
Palacete Seixas |post. 1908|
Avenida da Liberdade, 270; Praça do Marquês de Pombal, 18
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente


A elegância dos tramos marcados pelas duplas pilastras terminadas no primeiro andar por capitais compósitos, o par de janelas de volta perfeita geminadas, que se abrem de cada lado do gaveto e os óculos iluminantes abertos na cobertura amansardada configuram-lhe uma matriz classicizante de sintaxe arquitectónica com ressonância no ecletismo francês do final do séc. XlX. 
O mirante que lhe rematava a clarabóia central na sua configuração de minarete islâmico é dissonante à estrutura arquitectónica, mas a sua estilização de coreto em miniatura, assentava com aceitável leveza e registo poético no remate geométrico da cobertura. Em Setembro de 1948, um violento incêndio destrói parcialmente o 2.º andar, o sótão e a cobertura.
É desde 1997 propriedade do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e alberga o «Instituto Camões». Integra a Zona da Avenida da Liberdade que se encontra Em Vias de Classificação.

Enquadramento do Palacete Seixas na Praça Marquês de Pombal, 18 |1934|
Praça do Marquês de Pombal, 18; Avenida da Liberdade, 270
Pinheiro Correia, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
TEIXEIRA, José de Monterroso, Rotunda do Marquês:«a cidade em si não cabia já» ou a monumentalidade (im)possível, 2002.
instituto-camoes.pt

Wednesday, 14 March 2018

Praça Marquês de Pombal, 15-18

Estamos na Praça Marquês de Pombal, vulgarmente denominada «Rotunda», que constituí o eixo de irradiação de avenidas e grandes artérias, projectadas já em 1882, mas cuja execução muito se fez demorar. [Araújo: 1939]


O palacete [demolido c. 1965] que torneja a Avenida Duque de Loulé (à esq.) inscrevia-se organicamente no desenho da praça e projectava com apreciável monumentalidade o seu corpo cilíndrico através de uma varanda corrida que o acompanhava no piso nobre. Em marcação vertical a cúpula com aberturas amansardadas transmitia uma dinâmica de volume. Poderá denotar dispositivos de linguagem compositiva do arq.º Adães Bermudes (1864-1947). 

Praça Marquês de Pombal, 15-18 [190-]
Quarteirão entre as Avenidas Duque de Loulé e da Liberdade

Paulo Guedes,
in Lisboa de Antigamente
 
 O prédio (ao centro) situado entre o «Palacete Seixas» e o palacete de esquina com a Duque de Loulé era conhecido como prédio da «Federação Portuguesa de Futebol», já que aqui se encontrava sedeada esta instituição a partir de 1954. No seu rés-do-chão direito estava instalado o estúdio fotográfico San Payo que durante décadas foi escolhido para retratos pessoais de grandes figuras. Em 1974 dá-se início ao seu processo de demolição.

Enquadramento dos edifícios na Praça Marquês de Pombal, 15-18 [1934]
Quarteirão entre as Avenidas Duque de Loulé e da Liberdade
Pinheiro Correia, in Lisboa de Antigamente

Em 1900, estava em adiantada fase de edificação o que vem a ser denominado o «Palacete Seixas» situado num talhão de grande área de terreno na extremidade direita da avenida, a contornar a Praça Marquês de Pombal e com acesso na retaguarda pela Rua Rodrigues de Sampaio. O projecto, de que se desconhece o autor, teve como primeiro responsável Alberto Pedro da Silva e, posteriormente, Guilherme Francisco Baracho. O mirante que lhe rematava a clarabóia central na sua configuração de minarete islâmico é dissonante à estrutura arquitectónica, mas a sua estilização de coreto em miniatura, assentava com aceitável leveza e registo poético no remate geométrico da cobertura. É desde 1997 propriedade do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e alberga o «Instituto Camões». Integra a Zona da Avenida da Liberdade que se encontra Em Vias de Classificação.
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Bibliografia
TEIXEIRA, José de Monterroso, Rotunda do Marquês:«a cidade em si não cabia já» ou a monumentalidade (im)possível, 2002.

Wednesday, 25 May 2016

Avenida Fontes Pereira de Melo: obras do Metropolitano de Lisboa

O primeiro projecto de um sistema de caminhos-de-ferro subterrâneo para Lisboa data de 1888, é da autoria do engenheiro militar Henrique de Lima e Cunha. Publicado na revista Obras Públicas e Minas, previa a um traçado que ligasse Santa Apolónia a Algés, com passagem pelo Rossio, São Bento, Janelas Verdes e Alcântara. O custo do empreendimento estava orçado em 500$000 réis por metro corrente de túnel. A proposta não avançou. 
Mais tarde, nos anos 20 do século XX, dão entrada na Câmara Municipal de Lisboa dois projectos, respectivamente, de Lanoel d’Aussenac e Abel Coelho (1923) e de José Manteca Roger e Juan Luque Argenti (1924), que não tiveram seguimento.

Avenida Fontes Pereira de Melo [entre 1955 e 1959]
Obras do Metropolitano de Lisboa; Palácio Sotto-Mayor
Judah Benoliel,in Lisboa de Antigamente

Somente a partir da 2ª Guerra Mundial com a retoma da economia e no seguimento das políticas de electrificação e aproveitamento dos fundos do Plano Marshall, surge com plena vitalidade a decisão de se construir um Metropolitano para Lisboa. A sociedade é constituída a 26 de Janeiro de 1948 e tinha como objectivo o estudo técnico e económico, em regime de exclusivo, de um sistema de transportes colectivos fundado no aproveitamento do subsolo da cidade. A concessão para a instalação e exploração do respectivo Serviço Público veio a ser outorgada em 1 de Julho de 1949.

Avenida Fontes Pereira de Melo [entre 1955 e 1959]
Obras do Metropolitano de Lisboa
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

 Em Setembro de 1954, o Eng.º Francisco de Mello e Castro é nomeado presidente do Metro (cargo que desempenhou até ao final de Agosto de 1972). E no dia 18 é aberto o concurso para adjudicação das obras, material circulante e instalações fixas. As propostas são abertas em Dezembro e conduzem a um encargo total de 196 mil contos. 

Avenida Fontes Pereira de Melo [entre 1955 e 1959]
Obras do Metropolitano de Lisboa
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Os trabalhos de construção iniciaram-se em 7 de Agosto de 1955 e, quatro anos depois, em 29 de Dezembro de 1959, o novo sistema de transporte foi inaugurado. No dia seguinte, por volta das três horas da manhã, existiam filas intermináveis à porta das estações para utilizar o novo meio de transporte. A afluência foi tanta que algumas estações foram obrigadas, por motivos de segurança, a cancelar temporariamente a venda de bilhetes de forma a que os passageiros não invadissem o cais. Entre as principais atracções estavam as escadas rolantes da estação do Parque
A rede aberta ao público consistia numa linha em Y, com uma extensão de 6,5 quilómetros, percorridos por 24 comboios, e 11 estações, com dois troços distintos, Sete Rios (actualmente, Jardim Zoológico) – Rotunda (actualmente, Marquês de Pombal) e Entrecampos – Rotunda (Marquês de Pombal), confluindo num troço comum, Rotunda (Marquês de Pombal) – Restauradores.

Avenida Fontes Pereira de Melo [c. 1959]
Obras do Metropolitano de Lisboa; Praça do Duque de Saldanha
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

A estação Rotunda (Marquês de Pombal) permitia a correspondência entre os dois primeiros troços. Foi um importante acontecimento para a cidade e constituiu um enorme êxito, tendo-se elevado a 15,3 milhões o número de passageiros transportados no primeiro ano de exploração. O Metropolitano de Lisboa era, ao tempo da sua inauguração, o 14.º da Europa e o 25.º no mundo. O pioneiro fora o Metropolitano de Londres, em 1863, a partir da ideia de Charles Pearson, o inventor deste meio de transporte.

Avenida Fontes Pereira de Melo [c. 1959]
Obras do Metropolitano de Lisboa; Palacete  Gabriel José Ramires; Rotunda  Praça Marquês de Pombal
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente
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