quarta-feira, 17 de junho de 2015

Campo de Sant'Ana

«Campo de Sant'Ana! Aí está, como raros, um título toponímico de ressonância lisboeta, Ele foi, Dilecto e nunca fatigado companheiro, um «Rossio» campestre de Lisboa do século XVI, subúrbio de  hortas e azinhagas do velho tempo de quatrocentos, aqui e ali soerguido em construções solarengas e conventuais dispersas.«Campo do Curral» lhe chamavam do seu comêco. porque afastado, mais pelo isolamento do que pela distância, do  Rossio verdadeiro de Valverde ( o Rossio de hoje) - aqui, ou melhor: ali onde é o Largo do Mastro, onde se faziam as matanças de gado para o abastecimento da cidade quinhentista, que tinha o seu empório na Rua Nova, e se disseminavam por dezenas de conventos, centenas de palácios, milhares de casas a surgirem todos os dias para além, cada vez mais para além, dos muros da cêrca de D. Fernando.» (Norberto de Araújo, Peregrinações em Lisboa, vol. IV, p. 35)

Campo dos Mártires da Pátria (desde 1879), [post. 1908]
Paulo Guedes, in Arquivo Municipal de Lisboa

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