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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Palacete dos Navegantes, Casa de José Luciano de Castro

Nestas Ruas da Bela Vista e dos Navegantes, os prédios urbanos levam, em regra, 65 e 75 anos [o autor escreve em 1938]; alguns  remontarão  ao principio do século passado e só um outro, já desfigurado, ao final do século de setecentos. O magnifico palacete, construido pelo Conselheiro José Luciano de Castro na Rua dos Navegantes, com fundos de jardins, é do final do século passado.


Foi Aquilino Ribeiro a voz que mais se insurgiu, nos anos 50, contra a demolição (em 1956) deste palácio histórico, mandado edificar pelo Conselheiro José Luciano de Castro em 1890, no local onde se situara o antigo Palácio Sarmento, destruído por um incêndio em 1869. O palácio foi invadido pelo povo em 6 de Outubro de 1910. O velho político, apesar de muito doente, defrontou-se nobremente com os invasores.

Palácio dos Navegantes |ant. 1956|
Casa de José Luciano de Castro
Rua dos Navegantes
, 48; Rua de Buenos Aires
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente
Panorâmica de Lisboa tomada do zimbório da Basílica da Estrela |1904|
Palácio dos Navegantes
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
Legenda (clicar para ampliar):
 Edifícios/Monumentos:
1 — Palacete dos Navegantes; 2 — Igreja de Santos-o-Velho;  3 - Ermida do Senhor Jesus dos Navegantes
Arruamentos:
A — Travessa do . Pinheiro  B — Rua da Bela Vista à Lapa

José Luciano de Castro [1834-1914] foi um dos políticos mais representativos do liberalismo constitucional português. Estadista e jurisconsulto, chefe do partido progressista. Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra; advogado e jornalista. Antigo deputado da Nação, ministro de Estado honorário; do conselho de S. M.; par do reino; antigo presidente do Conselho de Ministros; conselheiro de Estado; ex-director geral dos Próprios Nacionais; vogal efectivo aposentado do Supremo Tribunal Administrativo; Governador da Companhia Geral de Crédito Predial Português, reeleito várias vezes.

Palácio dos Navegantes, 48 |ant. 1956|
Casa de José Luciano de Castro
Rua dos Navegantes; Rua de Buenos Aires
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente
Palácio dos Navegantes, 48, fachada para os jardins [ant. 1956]
Casa de José Luciano de Castro
Rua dos Navegantes; Rua de Buenos Aires
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. VII, 1938.
arqnet.pt; Marina Tavares Dias.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Ermida do Senhor Jesus dos Navegantes

Aqui temos no topo da Bela Vista a Ermida dos Navegantes, no prédio n.º 7 e 9, com sua fachada modesta, as suas duas cruzes (de «passo» ou de «estação») em azulejo recortado na fachada.

Havia no Convento da Esperança — recorda o ilustre Norberto de Araújo — desde quase o seu começo, uma Irmandade do Senhor Jesus dos Navegantes e de Nª Sr.ª da Caridade, com capela própria.

Ermida do Senhor Jesus dos Navegantes |1945|
Rua dos Navegantes, 7-9, à Lapa
Segundo Norberto de Araújo — nas suas «Peregrinações» — , o topónimo advém da Ermida do Senhor Jesus dos Navegantes, sendo que a «Rua dos Navegantes — cujo nome data já desde 1715».
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

 

Sobreveio o Terramoto, e os irmãos, tudo gente do mar, como o eram os da Irmandade de N. S. da Esperança, levaram as suas imagens, em grande procissão, para o Campo das Trinas — descampado como a palavra o diz. Só em 1757 se fez erguer esta pequena Ermida, logo objecto de devoção dos marítimos.
À entrada da Ermida, de ambos os lados da porta, vêem-se legendas contando a história da irmandade e a da transferência das imagens para este sítio.

Ermida do Senhor Jesus dos Navegantes, estações da Via Sacra |1945|
Rua dos Navegantes, 7-9, à Lapa
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente
 
No altar vêem-se a pequena imagem de e N. S. da Caridade, primitiva, e o Senhor dos Navegantes, esta moderna, pois a autêntica, tosca de factura mas expressiva, carcomida pelas idades, e talvez anterior à constituição da irmandade—respeitável relíquia de arte imaginária — encontra-se na sacristia, A Ermida, que foi restaurada em 1898.⁼⁼
(ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. VII, p. 38, 1938)
 
Ermida do Senhor Jesus dos Navegantes, altar-mor |1945|
Rua dos Navegantes, 7-9, à Lapa
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

domingo, 24 de setembro de 2017

Edifício da Casa dos Açores

Em Vias de Classificação, esta obra do arq. Miguel José Nogueira Júnior, datada de 1921, foi construída num estreito lote triangular, de gaveto, onde o acentuado desnível do terreno condicionou todo o projecto. Desenvolvido em quatro pisos com a cobertura utilizável em terraço (das primeiras a ser construída na cidade), este edifício constitui um exemplar de arquitectura civil residencial ecléctica, assim como referência importante na introdução da modernidade em Portugal, pela concretização de um projecto onde a ausência de ornamento é sabiamente compensada através do jogo de luz e sombra proporcionado pela modelação das massas e volumes.

Edifício da Casa dos Açores |1968|
Rua dos Navegantes, 17-21; Travessa do Co
mbro

João Goulart, in Lisboa de Antigamente 

Por sua vez, as curvas suaves, mas maciças, dos volumes, remetem para os valores formais de uma Arte Nova tardia, onde pontuam das experiências da “casa portuguesa” à tradição “Beaux Arts”. Concebido originalmente como habitação unifamiliar, este imóvel viu, em 1983, o seu piso térreo ser individualizado e transformado em agência do Banco Comercial dos Açores, segundo projecto do arq. Manuel Rocha de Carvalho, destinando-se os restantes pisos superiores a acolher a Casa dos Açores. 

Edifício da Casa dos Açores |1963-04|
Rua dos Navegantes, 17-21; Travessa do Co
mbro
Arnald Madureira, in Lisboa de Antigamente 

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Rua dos Remédios que foi «das Portas da Cruz»

Descendo as escadinhas de Santo Estêvão, entra-se numa das mais importantes e populosas ruas da Alfama, a dos Remédios, assim chamada desde 1859, e antes Rua das Portas da Cruz, invocação tradicional, justificada pela existência, no seu cabo, de uma das mais importantes portas naturais de Lisboa, que se integrou na Cerca de D. Fernando, no século XVIII foi chamada também, no seu troço inicial pelo menos, Calçada dos Remédios.

Rua dos Remédios |1962|
Troço junto ao Beco da Maria Guerra.
Armando Serôdio, in Lisboa de Antigamente
Nota(s): o local da foto não está identificado no abandalhado amL.

Logo ao princípio da rua, para quem vem do Chafariz de Dentro [vd. imagem adiante], à esq., a ermida dos Remédios do Espírito Santo de Alfama, fund. em 1551 para capela do hospital dessa denominação pelos navegantes e pescadores do bairro.
No Itinerário lisbonense, de 1818, figuram duas Ruas dos Remédios: uma que principia no Largo do Terreiro do Trigo e termina na Rua das Portas da Cruz, e outra que é a quarta à esquerda, entrando pela Rua da Lapa. [Guia de Portugal: 1924]

Rua dos Remédios |1949|
Vista tomada do Largo do Chafariz de Dentro.
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Rua de Buenos Aires

Eis-nos na Rua de Buenos Aires — diz Norberto de Araujo — , que nasce dos Navegantes e pela qual a linha de eléctrico até Garcia de Orta, continuando Buenos Aires até às terras que deram o nome ao Chafariz das Terras. Também esta artéria tem pouco que referir, pois não leva mais que oitenta anos (*), de seu começo mal edificada.==
(Norberto de Araújo, Peregrinações em Lisboa, vol. VII, p. 49, 1938)

Rua de Buenos Aires [ant. 1895]
Francesco Rocchini, n Lisboa de Antigamente
(*) O autor escreve em 1938

Desconhece-se quando e porquê se fixou este topónimo na memória de Lisboa, apenas se sabendo, de acordo com Gomes de Brito, que era o “Sítio de Bonés Ares” tal como é referido na Relação universal de 1786 e mais tarde, surge também no Itinerário lisbonense de 1818 como «Rua de Buenos Ayres». 

sábado, 22 de junho de 2019

Palacete dos Viscondes dos Olivais

Eis-nos na Rua de Buenos Aires — diz Norberto de Araújo — , que nasce dos Navegantes e pela qual a linha de eléctrico até Garcia de Orta, continuando Buenos Aires até às terras que deram o nome ao Chafariz das Terras. Também esta artéria tem pouco que referir, pois não leva mais que oitenta anos [c. 1860], de seu começo mal edificada. [...]
Aqui temos no n.º 16, o Palacete que era dos Viscondes dos Olivais e que pertence hoje ao Dr. António Madureira Bastos; foi edificado em 1860, se não de alto a baixo, pelo menos transformado completamente dum prédio aqui existente. A fachada pouco tem de nobre, mas, a-pesar-da sua decrepitude, ou talvez do abandono a que o prédio está votado, avulta como a única construção representativa desta Rua do século passado.

Palacete dos Viscondes dos Olivais (Instituto Industrial de Lisboa) |1938|
Rua de Buenos Aires, 10-12
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente


Desconhece-se quando e porquê se fixou este topónimo na memória de Lisboa, apenas se sabendo, de acordo com Gomes de Brito, que era o “Sítio de Bonés Ares” tal como é referido na Relação universal de 1786 e mais tarde, surge também no Itinerário lisbonense de 1818 como «Rua de Buenos Ayres».
_________________________________
Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. VII, 1938.
cm-lisboa.pt.

domingo, 12 de maio de 2024

Rua Marechal Saldanha com a Rua do Almada

A Rua do Marechal Saldanha é um topónimo atribuído por edital de 31 de Dezembro de 1885 à antiga Rua da Cruz de Pao, e que assim se chamava por haver, dizem, no Alto de S.ta Catarina uma grande cruz de madeira, que servia de guia aos` navegantes até fora da barra.

Nesta artéria é homenageado o ilustre militar Duque de Saldanha (1790-1876), de seu nome João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun que era neto materno do Marquês de Pombal. Notabilizou-se na luta contra as invasões francesas e nas guerras liberais tendo em 1833, sido nomeado por D. Pedro chefe do Estado-maior do Exército. Também se revelou como político tendo sido chefe de governo em 1835, 1846-47, 1851 e 1870.
Mais tarde, por deliberação camarária de 21 de Agosto de 1902, foi também homenageado com a Praça do Duque de Saldanha.

Rua Marechal Saldanha com a Rua do Almada |post. 1948|
Antiga da Cruz de Pau e Largo da Cruz de Pau
À dir. nota-se parte da fachada lateral do Palácio Valada-Azambuja na direcção da Calçada do Combro. 
Amadeu Ferrari, in Lisboa de Antigamente

Almada (Rua e Travessa do) — Há duas vias públicas desta denominação; uma no 3.º Bairro, freguesia de Santa Catarina [hoje Misericórdia]; outra no 2.º Bairro, freguesias de S. Julião, Conceição e Mártires [hoje Santa Maria Maior].
Quanto à origem do topónimo "Almada" as opiniões dos estudiosos dividem-se. Mestre Castilho refere que a Rua do Almada, ao Calhariz, comemora o nome do valente guerreiro, Álvaro Vaz d'Almada (Conde de Avranches), amigo dedicado e companheiro nas lides bélicas, do infante D. Pedro, duque de Coimbra, filho de el-rei D. João I, e mortos ambos cobardemente na batalha d'Alfarrobeira, próximo de Coimbra, em 20 de Maio de 1449. Os olisipógrafos Norberto de Araújo e Gomes de Brito refutam a opinião de Castilho e alegam que é Fernão Rodrigues de Almada que dá o seu apelido á rua e que foi senhor por estes sítios quinhentistas, ascendente dos Almadas-Carvalhais, provedores da Casa da Índia, que tiveram Palácio à Boa Vista  Conde-Barão).  
Como quere que seja — remata Gomes de Brito — no Arquivo da Câmara há prova de que em 1565 já esta rua se denominava «de Almada». Escolha o estimado leitor a que mais fundo lhe calhar.

Rua do Almada com a Rua Marechal Saldanha |c. 1900|
Antiga da Cruz de Pau e Largo da Cruz de Pau
Como quer que seja — remata Gomes de Brito — no Arquivo da Câmara há prova
de que  em 1565 já esta rua se denominava «de Almada». 
Machado & Souza, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto, Peregrinações em Lisboa, vol. XIII, p. 69, 1939.
BRITO, Gomes de) Ruas de Lisboa. Notas para a história das vias públicas, 1935.
CASTILHO, Júlio de, Lisboa Antiga, 1885.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Ermida do Espírito Santo ou dos Remédios de Alfama

Do Espírito Santo é a sua verdadeira e primitiva evocação, pois ao «Santo Espírito» foi dedicada quando da sua fundação em 1551, posto que haja quem o suponha mais antigo. [1]


Os navegantes e pescadores da Alfama, em irmandade, tinham neste sítio um pequeno hospital para os irmãos, com capela própria, que é aquela á que estamos fazendo referência. A Irmandade, porém, era mais antiga, havendo sido instituída na paroquial de S. Miguel, antes mesmo de se criar a Misericórdia; neste local foi erigida depois a Ermida privativa, porque os empertigados homens do mar, cujo juiz era o corregedor do crime no bairro, não se quiseram sujeitar ao prior de S. Miguel, proclamando deste modo a sua independência, e obtendo mesmo da cúria romana várias bulas de privilégios. [...]

Ermida do Espírito Santo ou dos Remédios de Alfama  [1899]
Rua dos Remédios; Rua da Regueira; Beco do Espírito Santo
Machado & Souza, in Lisboa de Antigamente

Agora cabe perguntar, e a curiosidade admite-se: como se transmudou o orago, de Espírito Santo, em Nossa Senhora dos Remédios? Parece que foi como passo a dizer; a lenda é um subsidio irresistível.
Nesta Ermida do Espírito Santo havia um poço, onde certo dia apareceu uma imagem de Nossa Senhora, a qual, a-pesar-de ser tirada da água, vinha enxuta em sua pintura e tecido. Milagre foi! E acorriam os pescadores e famílias a implorar à Virgem remédio a seus males, e Nossa Senhora os curava. Daí a receber a imagem a invocação de Nossa Senhora dos Remédios foi um salto de barca atracada ao cais da Ribeira.
E nunca mais se falou no Espírito Santo. Ninguém como os pescadores e mareantes para realizar estes milagres. [...]

Ermida do Espírito Santo ou dos Remédios de Alfama  [1899]
Rua dos Remédios; Rua da Regueira; Beco do Espírito Santo
Machado & Souza,
in Lisboa de Antigamente

O Pórtico desta Ermida [3ª foto], considerado monumento nacional, esculpiu-se em estilo manuelino, sobrepujado por cartel onde se vê a pomba simbólica do Espírito Santo. Sobre a porta travessa da Ermida aí tens uma data: 1757, a do restauro [foi quase totalmente destruída pelo Terramoto]. A Ermida dos Remédios é agora pobre, mas simpática; casa onde os pescadores iam orar de muito não precisava. De que precisará hoje? Uma vista de olhos nos basta.

Ermida do Espírito Santo ou dos Remédios de Alfama  [c. 1900]
Rua dos Remédios; Rua da Regueira; Beco do Espírito Santo
Portal manuelino, classificado como Monumento Nacional.
José A. Bárcia,
in Lisboa de Antigamente

O corpo da Ermida [4ª foto] ostenta dois altares apenas, o de Nossa Senhora da Conceição. com Santo António e S. José, e o de S. Joaquim, com Nossa Senhora da Piedade e S. Sebastião. No altar-mór vê-se Nossa Senhora dos Remédios, ingénua imagem de agradável semblante — pequenina, de andor de aldeia —, e ao lado S. Pedro e S. Pedro Gonçalo. A Capela-mór é de boa pedra, mas a sua modesta figuração não desdiz do abandono a que o pequeno templo tem sido votado, a-pesar-de nele, uma vez ou outra, se fazer o culto.

Ermida do Espírito Santo ou dos Remédios de Alfama, interior  [1963]
Rua dos Remédios; Rua da Regueira; Beco do Espírito Santo
Armando Serôdio,
in Lisboa de Antigamente

Bibliografia 
[1] ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. X, pp. 95 a 97, 1939.

sexta-feira, 2 de maio de 2025

Escadinhas dos Remédios (arco das)

A Rua dos Remédios segue no seu último troço, à esquerda, até à confluência do Paraíso; nós enfiamos — na companhia de Mestre Araújo  — por este pitoresco arco das Escadinhas dos Remédios – tão pintado por artistas poetas – com a nesga do Tejo ao fundo.
O arruamento faz referência à ermida de Nossa Senhora dos Remédios. Esta ermida chamou-se do Espírito Santo. Como se passou de um orago a outro: “Nesta Ermida do Espírito Santo havia um poço, onde certo dia apareceu uma imagem de Nossa Senhora, a qual apesar de ser tirada da água, vinha enxuta em sua pintura e tecido. Milagre foi! E acorriam os pescadores e famílias a implorar à Virgem remédio a seus males, e Nossa Senhora os curava. Daí a receber a imagem a invocação de Nossa Senhora dos Remédios foi um salto.” [Araújo: X, 1939]

Escadinhas dos Remédios |c. 1945|
(Dístico de 1879)
Perspectiva tirada do Beco da Lapa.
Fernando Martinez Pozal,  in Lisboa de Antigamente

N.B. No Itinerário lisbonense, de 1818, figuram duas Ruas dos Remédios: uma que principia no Largo do Terreiro do Trigo e termina na Rua das Portas da Cruz, e outra que é a quarta à esquerda , entrando pela Rua da Lapa, vindo dos Navegantes e termina na Rua da Santíssima Trindade (actual Garcia de Orta).

Escadinhas dos Remédios |meado séc. XX|
(Dístico de 1879)
Perspectiva tomada da Rua dos Remédios.
Artur Pastor, in Lisboa de Antigamente
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