Sunday, 24 June 2018

Rua Correia Garção: o «Quarteirão dos padres Bentos»

Ocupando o espaço todo dêsse grande quarteirão, desde a moderna Rua Correia Garção [rasgada por volta de 1912] —  diz Norberto de Araújo — até à confluência dos Poiais, era a chamada «Frontaria de S. Bento», terrenos do Convento nos quais os frades nos meados do século XVII já haviam consentido a construção de casas, à margem do caminho rústico; êles próprios, depois do Terramoto (1760), fizeram erguer uma grande correnteza de prédios que foram a base dos que depois se reedificaram, e aí tens à vista. Eram as «Casas» ou «Quarteirão dos padres Bentos», representadas hoje por êste enorme renque de quatro prédios contíguos, n.°” 53 a 107 [hoje n.°” 1 a 17], com 112 janelas, e o seu ar sólido de rendimento.¹

Rua Correia Garção [ant. 1938]
«Poeta Arcádico do século XVIII»
Perspectiva tomada da Rua das Francesinha e, à direita a Calçada da Estrela; ao fundo, a Rua  de São Bento vendo-se o antigo Arco
Eduardo Portugal, in AML

O topónimo Rua Correia Garção foi atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa através de Edital de 20/09/1912 ao arruamento que «liga a Calçada da Estrela com a Rua de S. Bento no ponto da muralha de suporte de terraplano do Parlamento».
Foi suprimida a legenda «Poeta Arcádico do século XVIII» por parecer da Comissão de Toponímia em 16/12/1946.

Rua Correia Garção [ant. 1938]
«Poeta Arcádico do século XVIII»
Ao fundo, Rua e o antigo Arco de São Bento; por esta altura estava em construção a escadaria do Palácio de S. Bento
Eduardo Portugal, in AML

Poeta português do Neoclassicismo, de nome completo Pedro António Correia Garção (1724-1772), nasceu na Rua do Benformoso em Lisboa. Frequentou o curso de Direito da Universidade de Coimbra, não chegando, contudo, a terminá-lo. Em 1756, juntamente com Cruz e Silva, Teotónio Gomes de Carvalho e Manuel Nicolau Esteves Negrão, fundou a Arcádia Lusitana, utilizando como pseudónimo arcádico Coridon Erimanteu. Foi escrivão na Casa da Índia e dirigiu a Gazeta de Lisboa de 1760 a 1762. Em 1771 foi detido no Limoeiro (onde veio a falecer) por ordem do Marquês de Pombal, por razões não esclarecidas. É considerado um dos mais importantes poetas neoclássicos da literatura portuguesa.²

Rua Correia Garção [1938]
«Poeta Arcádico do século XVIII»
Perspectiva tomada do Palácio de S. Bento da «correnteza de prédios que foram a base dos que depois se reedificaram, e aí tens à vista. Eram as «Casas» ou «Quarteirão dos padres Bentos». [Araújo:1939] 
Eduardo Portugal, in AML

Bibliografia
¹ ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XI, p. 40, 1939.
² cm-lisboa.pt.

Friday, 22 June 2018

Lojas de antanho: Drogaria Ferreira, casa fundada em 1755

De acordo com o olisipógrafo Norberto de Araújo, o topónimo "Rua dos Condes" radica nos diversos palácios de vários condes existentes naquela zona:
Neste quarteirão ocupado por vários vários prédios — diz o referido autor —, entre a Rua dos Condes e a Travessa de Santo Antão, é que se erguia, até 1755, o Palácio primitivo dos Condes de Castelo Melhor. No chão do quarteirão seguinte até à Anunciada, levantava-se o Palácio dos Condes da Ericeira, também destruído e incendiado por ocasião do Terramoto. E na. Rua das Portas de Santo Antão, onde está o Ateneu Comercial, ficava o Palácio dos Condes de Povolide. Deriva destas circunstâncias o dar-se o nome de Rua dos Condes à serventia que intersectava estas propriedades.¹

Drogaria Ferreira [c. 1910]
Casa fundada em 1755, segundo se lê sobre a porta; neste local é naugurado, em 21 de Setembro de 1927, o Cinema Odeon
Rua dos Condes, 2-20, com a Rua das Portas de Santo Antão, 145-149
Alberto Carlos Lima, in AML

A Rua dos Condes aparece já referida nos registos paroquiais da freguesia de S. José anteriores ao Terramoto de 1755.  No entanto, sobre a origem do topónimo os olisipógrafos divergem, já que, fe acordo com Gomes de Brito, tal topónimo é a evocação do 2º e do 3º condes da Ericeira, respetivamente D. Fernando (1614–1699) e D. Luís de Menezes (1632–1690), ambos militares e historiadores que ali moraram no palácio dos Condes da Ericeira, construído em 1539.²

Drogaria Ferreira [c. 1910]
Casa fundada em 1755, segundo se lê sobre a porta; neste local é naugurado, em 21 de Setembro de 1927, o Cinema Odeon
Fachada sobre a Rua dos Condes, 2-20
Alberto Carlos Lima, in AML

Bibliografia

¹ ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XIV, pp. 23-24, 1939.
² cm-lisboa.pt.

Wednesday, 20 June 2018

Prisões da Junqueira: Forte de S. João

Observemos agora — convida-nos Norberto de Araújo — já no areal da Junqueira, onde tem sua frente para a Avenida da índia, este casarão de feitio original, atarracado e misterioso, que serve hoje [1939] de Posto [do Porto Franco, vd. 3ª imagem] da Guarda Fiscal, e cujo semblante não desdiz da função odiosa que teve um dia o Forte da Junqueira, que mais assinalado foi pelo apodo de «Prisões da Junqueira». 


Forte de S. João da Junqueira [1931]
Rua da Junqueira, antigo areal da Junqueira; Avenida da Índia;
terrenos da antiga F.I.L; demolido c. 1940
Posto do Porto Franco da Guarda Fiscal
Fotógrafo não identificado, in Arquivo do Jornal O Século

Era o Forte de S. João irmão do Forte de S. Pedro, êste mais a poente, ambos incluídos no sistema de fortificações da segunda metade do século XVII. Mais tarde, em tempo de D. José, foi convertido em prisão de Estado, tenebroso cárcere, com suas casas subterrâneas, suas lendas tristes, horríveis narrações que por muito exageradas que tivessem sido pelo desespêro das vítimas e pela «piedade», sempre presente, dos inimigos do Marquês de Pombal, bastante têm de verdadeiro e execrando. Cadeia severa dos presos políticos, tantos dêles inocentes  — túmulo em vida de grande parte dos encarcerados nunca mais saiu para ver o sol — ela está ligada à história do século XVIII; encheu-se de nobres e de plebeus, réus confessos e simples suspeitos, principalmente quando da «conspiração dos Távoras».

Forte de S. João da Junqueira [séc. XIX]
Rua da Junqueira, antigo areal da Junqueira
; Posto do Porto Franco da Guarda Fiscal 
Batalhão Nº 1, 2ª Companhia, Secção de Belém, lê-se na placa afixada na frontaria virada à actual Avenida da Índia
Fotógrafo não identificado, in AML

Êste forte-prisão tem três pavimentos abaixo do nível do solo; o mais fundo era o «cemitério», pois nele se enterravam os que morriam durante o cativeiro, e os outros dois constituíam própriamente as prisões. Estão entulhados de areia, supõe-se que por ordem de D. Maria I, no propósito de que mais se não falasse do sinistro local.¹

Forte de S. João da Junqueira, Posto do Porto Franco da Guarda Fiscal [vermelho] 
Verde:  Avenida da Índia
Laranja: Rua da Junqueira

Levantamento da Planta de Lisboa, 1911 por  Júlio António Vieira da Silva Pinto, in AML

Outrora  — refere o jornalista e historiador Rocha Martins a água marulhava contra as suas paredes enverdecidas e limosas, estalava com fúria nas noites tempestuosas a acordar os prisioneiros que, após o atentado contra D. José I, ali desembarcaram dos botes, entre armas, e foram, espantados e de algemas nos pulsos habituados às rendas caras das vestes, ocupar as prisões que ficavam debaixo das casas do desembargador, do escrivão, dos carcereiros e da capela e por cima dos subterrâneos onde eram os antros de tortura e o cemitério, para o qual se arrojaram algumas ossadas com seus entroncamentos de nobres espinhas de reis gôdos. 
Os que ali entraram arrancados dos seus palácios, dos saraus, das recâmaras dos paços, das salas nobres de Belém, do Calvário e de Azeitão, eram os Óbidos e os S. Lourenço, os Alorna e os Ribeira, alguns jesuítas confessores da fidalguia, os magistrados afectos à nobreza e o marquesinho de Gouveia, filho do duque de Aveiro. Os senhores da véspera eram agora os escravos e por isso no sigilo do Estado, no negrume misterioso da noite, aqueles dezanove cárceres se encheram de fidalgos e de padres, aquelas prisões bafientas, que atravessámos, se pejaram de condes, de marqueses e de jesuítas.²

Forte de S. João da Junqueira:  pátio das prisões e capela [1906]
in Illustracão Portugueza
Forte de S. João da Junqueira:  pátio. poço e capela [1906]
in Illustracão Portugueza
Forte de S. João da Junqueira: terraço clarabóia da capela [1906]
in Illustracão Portugueza

Bibliografia
¹ ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. IX, pp. 56-57, 1939.
² MARTINS, Rocha, O Marquês de Pombal Pupilo dos Jesuítas, pp. 241-242, 1924.

Sunday, 17 June 2018

Arco de S. Vicente

O Arco é, só por si, — recorda-nos Norberto de Araújo meia freguesia deste bairro fidalgo e popular, que se fez e cresceu à sombra do velho mosteiro dos cónegos regrantes de Santo Agostinho [refere-se Mosteiro de S. Vicente de Fora] — a mais contemplativa e arrogante das vivendas conventuais da freirática Lisboa. (...) O Arco de S. Vicente inspira uma novela de costumes, na perspectiva das vidas e das cousas que foram um dia, quadro de poesia melancólica bairrista.
Para lá do Arco, tomado desde o Largo de S. Vicente, fica o Campo de Santa Clara, com a sua largueza e a sua evocação das freiras claristas. Fica a Feira da Ladra, que remonta ao século XIII, ali desde 1882, saborosa e pitoresca, das terças-feiras e dos sábados.»¹

Arco de S. Vicente [1931]
Campo de Santa Clara (Feira da Ladra);
Mosteiro de S. Vicente de Fora; Arco Grande de Cima
Fotógrafo não identificado, in Arquivo do Jornal O Século

Ora retomemos o caminho do Arco Grande. Êste Arco foi erguido em 180[7], um pouco adiante do sitio onde se rasgava desde 1373-1375 a Porta ou Postigo de S. Vicente, da Cêrca (nova) de D. Fernando. Ligava êsse Arco o Convento às suas quintas e jardins, e hoje faz ligação do Liceu [de Gil Vicente], (antigos Paços Patriarcais) à cêrca-recreio dos alunos e que atrás vimos. Decorativo, com uma graciosa perspectiva tomada desde o Largo de S. Vicente, êste Arco Grande é, sem dúvida, o mais romântico de Lisboa, pelo seu pitoresco natural.»²

Arco de S. Vicente, tomado desde o Largo de S. Vicente [194-]
Arco Grande de Cima
Eduardo Portugal, in AML
_________________
Bibliografia
¹ ARAÚJO, Norberto de, Legendas de Lisboa, PP- 180-181, 1943.
² id. Peregrinações em Lisboa, vol. VIII, p. 72, 1939.

Friday, 15 June 2018

Largo de São Domingos (em dia de Portugal-Espanha)

Recorda mestre Norberto Araújo que « (...) não podemos negar certo carácter alfacinha a êste Largo de S. Domingos (...) é uma crónica viva de Lisboa, com as suas imediações da Praça da Figueira, com o seu trânsito obrigatório, pela Rua Barros Queiroz e Calçada do Garcia, formigueiros de gente, que desce dos Anjos, dos bairros novos, ou de Sant'Ana velha.». ¹



Tinha este Largo de São Domingos, às Portas de Santo Antão, «uma atmosfera decadente e boémia, estritamente lisboeta, impregnada dos aromas das iscas e do álcool que os clientes da Ginjinha cuspinhavam no chão e no passeio, juntamente com os caroços dos frutos», recorda Rodrigues Miguéis que, durante alguns tempos, por ali andou num escritório situado em frente ao Palácio dos Almadas ou da Independência. As «casas das iscas» eram, por norma, manhosas e acanhadas: bancos corridos e mesas de madeira, com os garfos atados por correntes de ferro, e o cozinheiro quase sempre com o fogão cerca da porta da rua; e, apesar da pouca comodidade dos estabelecimentos e da falta de higiene, as iscas, com elas ou sem elas, atraíam fregueses, pois «só os galegos lhes davam precioso tique saboroso, que apenas tinham como rival o cheiro particular do petisco» um «mágico odor a que ninguém resistia» (Fernandes: 1995).
Neste largo «estritamente lisboeta», espaço de trânsito obrigatório e «formigueiro de gente», dois monumentos merecem especial atenção: a Igreja de S. Domingos e o palácio dos Condes de Almada ou da Independência.²

Largo de São Domingos [2 de Abril de 1933]
Legenda no arquivo: «No Largo de São Domingos, a multidão ouvindo o relato do desafio Portugal-Espanha»
Fotógrafo não identificado, in Arquivo do Jornal O Século

Bibliografia:
¹ ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XII, p. 79, 1939.
² J ANEIRO, Maria João , Lisboa: histórias e memórias, p. 250-266.

Wednesday, 13 June 2018

Palacete Marçal Pacheco

Dentro de poucos anos, Dilecto, — preconizava  o ilustre Norberto de Araújo em 1939 — esta Rua das Amoreiras estará desfigurada no seu traçado; as transformações das cidades, riscadas em plantas, quando chega a hora das realizações fazem sempre vítimas: alguns prédios desta artéria, de um lado e outro, desaparecerão.


Pois bem, foi exactamente o que veio a suceder com o Palacete Marçal Pacheco demolido na década de 1960 para lá se erguer o edifício ocupado pela Philips, hoje Hotel Dom Pedro situado no antigo troço da velhinha Rua das Amoreiras [antiga Rua direita de S. João dos Bem Casados], antes daquela ser cortada pela actual Avenida Engenheiro Duarte Pacheco e ter mudado a denominação para Rua Prof. Sousa da Câmara (1971) [vd. carta topográfica mais abaixo].

Palacete Marçal Pacheco [1932]
Rua das Amoreiras [1874], antes Rua direita de S. João dos Bem Casados
Legenda da foto no arquivo:«Legação da Argentina»
Fotógrafo não identificado, in Arquivo do Jornal O Século

O palacete mais vistoso desta Rua [das Amoreiras]prossegue Norberto de Araújo — é aquele que se situa do lado oriental, construção do século passado [XIX], entre uma faixa de mata arborizada ainda. Pertencente a umas senhoras Pachecos, por transmissão de Marçal Pacheco, e foi antes de José António de Carvalho. Em 1916 esteve nele instalada a Legação de Espanha, e era em 1919 moradia de Carlos Bleck, voltando depois a servir de Legação, do Uruguai [e/ou Argentina?]. Esteve depois alguns anos ao abandono, e em 1937 instalou-se neste palacete a Direcção Geral dos Serviços Florestais e Agrícolas, vinda do edifício do Terreiro do Trigo. Possue algumas salas interessantes mas sem pormenores de arte pura. Do lado oposto existiu o Horto de Marcolino Teixeira Marques, que ocupava a faixa da rua, onde se ergueram (1935-36) aqueles prédios modernos e altivos que vês, e se estendia pelos terrenos da Casa Anadia.¹

Palacete Marçal Pacheco, entrada [entre 1903-1908] 
Rua das Amoreiras [1874], antes Rua direita de S. João dos Bem Casados
Legenda da foto no arquivo:«Legation d'Espagne»
Charles Chusseau-Flaviens, in GEH
Palacete Marçal Pacheco [c. 1966] 
Esquina da Avenida Engenheiro Duarte Pacheco com a Rua das Amoreiras [hoje Rua Prof. Sousa da Câmara]
Artur Bastos, in AML

A propósito do historial toponímico da Rua das Amoreiras, vale a pena ler o que diz o livro Chorographia Moderna Do Reino De Portugal publicado em 1876. Reza assim:  
«Por baixo do dito arco [das Amoreiras] passa uma larga rua a que dava nome, a qual do Largo do Rato, e quasi parallela á da Fabrica da Loiça e ao longo da dita Praça das Amoreiras, conduz para as alturas de Campolide, tomando mais acima o nome de Rua [direita] de S. João dos Bem Casados. Hoje uma e outra tem o nome de Rua das Amoreiras, a qual começa no Largo do Rato e acaba na porta da cidade chamada do Alto do Carvalhão [actual Rua D. Carlos de Mascarenhas].²

Palacete Marçal Pacheco [vermelho] 
Verde:  troço da antiga Rua das Amoreiras,  antes Rua direita de S. João dos Bem Casados, que corresponde actualmente à Rua Prof. Sousa da Câmara
Laranja: Rua Silva Carvalho, antes
Rua de S. João dos Bem Casados 
Levantamento da Planta de Lisboa, 1911 por  Júlio António Vieira da Silva Pinto, in AML

Bibliografia
¹ ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XI, pp. 80-81, 1939.
² BAPTISTA, João Maria, Chorographia Moderna Do Reino De Portugal, vol. 4, 1876.

Sunday, 10 June 2018

Palácio Sinel de Cordes

Poucos sitios se adornam, como este, de tantos palácios nobres — diz mestre Castilho — : o dos Marquezes do Lavradio, erigido pelo Cardeal D. Thomás de Almeida, o da familia Sinel de Cordes, o dos Viscondes e Condes de Barbacena, o dos Condes de Rezende, o do Cardeal Mendoça, etc.


O Palácio Sinel de Cordes é uma construção palaciana de meados de setecentos mandada construir pela família Sinel de Cordes, que segundo os genealogistas consultados provém de uma nobreza flamenga chegada a Portugal no início do século XVII.
Em meados do século XIX o imóvel é adquirido pelo Visconde de Correia Godinho, Juiz do Supremo Tribunal Militar que foi quem lhe fez acrescentar a balaustrada na platibannda, adornando-a de quatro estátuas.

Palácio Sinel de Cordes [c. 1940]
Campo de Santa Clara; Travessa do Conde de Avintes
Eduardo Portugal, in A.M.L.

No início do século XX funcionava no Palácio a Legação de Itália, época em que ocorreu um violento incêndio que destruiu grande parte do seu interior, posteriormente reconstruido. Em 1939, de acordo com o olisipógrafo Norberto de Araújo, a propriedade pertencia aos descendentes de Carlos Ribeiro Ferreira, «que foi conhecido na gíria bairrista e da Rua dos Capelistas por «Ribeiro do Campo Grande».
A partir dos anos 30 passaria a funcionar no palácio uma escola primária, ocupação que se prolongou até 2006. Fechado desde então, o Palácio Sinel de Cordes veio a ser redescoberto no início de 2012 com a chegada da Trienal de Arquitectura.

Palácio Sinel de Cordes [1900]
Campo de Santa Clara; Travessa do Conde de Avintes
Machado & Souza, in A.M.L.

Bibliografia
Castilho, Júlio de, A ribeira de Lisboa, 1893.
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. VII, 1939.

Friday, 8 June 2018

Rua de Alcântara: «Sociedade Promotora de Educação Popular»

Associação educativa fundada em Lisboa a 30 de Setembro de 1904, por influência maçónica. Estava sedeada, na Rua de Alcântara, nº 6, 2º. A Sociedade tinha como objectivo promover a assistência e a formação de crianças e adultos. Para tal criou cursos diurnos e nocturnos.

Rua de Alcântara  [c. 1910]
Prédios demolidos para abertura da Praça Gen. Domingos de Oliveira na década de 1960
«Sociedade Promotora de Educação Popular»
Joshua Benoliel, in AML
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