Wednesday, 16 January 2019

O Sítio dos Sete Moinhos

É um alto entre o do Carvalhão e o Senhor dos Terremotos, onde existem sete moínhos, dos quais só cinco trabalham, achando-se desarmado o último de E.; serve de sinal o último de O., chamado o da ponta.


Lisboa possui dois casos do emprego toponímico do mesmo número redondo «sete»: Sete Rios, local onde, ao menos na época pluviosa, convergem vários cursos de água, e Alto dos Sete Moinhos, local onde se ergueram diversos moinhos de vento, de que ainda restam as ruínas.¹

O Sítio dos Sete Moinhos [1939]
Dois dos sete moinhos, ainda com os painéis de azulejos
Eduardo Portugal, in AML

O topónimo perpetua a memória do lugar dos Sete Moinhos, pelos moinhos que no sítio existiam e cujos vestígios eram ainda visíveis na última década do século XX. 

O Sítio dos Sete Moinhos [1939]
Rua e Calçada dos Sete Moinhos; ao fundo Alto dos Sete Moinhos e Serra de Monsanto
Eduardo Portugal, in AML

Bibliografia
¹ O número redondo «sete» na toponímia lisboeta. Papeis de José Maria António Nogueira in Anais das Bibliotecas, Museus e Arquivo Historico Municipais, p. 107, 1931.

Sunday, 13 January 2019

Palácio dos Távora

Aqui temos a Travessa da Nazaré — diz Norberto de Araújo — , que deve seu nome à Ermida de que te falei, demolida há muito, e que em cotovelo leva à Calçada do Monte.
Oferece-nos à vista um curioso prédio Solarengo, n.ºˢ 13 a 21, palácio grado que foi no século XVIII. É hoje na sua parte nobre a séde do Centro Escolar Dr. António José de Almeida, aqui instalado desde 1913, e que foi fundado em 1906 na Travessa do Borralho aos Anjos.

Palácio dos Távora [c. 1900]
Travessa da Nazaré, 13 a 21
Machado & Souza, in AML

O velho palácio em cujos baixos estão moradias pobres, cstenta dignidade nas suas dez varandas nobres, no seu alto e rasgado pórtico, e num conjunto severo de arquitectura civil. 
Possue três salas apaineladas, das quais uma pintada a claro escuro e outra com figuras e perspectivas interessantes, que talvez merecessem estudo. A Ermida da Nazaré nada sofreu com o Terramoto. Estou em crer que êste Palácio teve restauro no século XVIII, mas não em conseqüência de ruína ou desmoronamento; aquelas pinturas, pois, uma delas pelo menos, pedem bem recuar ao princípio de setecentos.
Os silhares de azulejos que revestem as salas são muito bons, e de variados tipos, azues e policromos, frescos, decorativos, exemplares de marca. 
Tinha capela privada, e possue um belo terraço com ampla vista sôbre a cidade, verdadeiro miradouro.
Pertenceu nos meados da século passado êste prédio ao Conselheiro Dr. Alfredo Dias Ascensão. Pertence agora [1938] a Artur Simões Faria, que do passado remoto da Casa nada sabe dizer. 

Dilecto: Lisboa está cheia dêstes mistérios, destas graças perdidas, dêstes romances vagos de famílias. 
Cada palácio morto é um Tombo-vazio. Dêles raras vezes fica papel, notícia ou documento quando se foi o último senhor, e a Casa entrou no «inquilinato público» Muito do que conseguimos, aqui e ali, desvendar- já estaria perdido dentro de uma dúzia de anos.¹






Palácio dos Távora [c. 1900]
Travessa da Nazaré, 13 a 21
Machado & Souza, in AML







N.B. O edifício é — desde 1973 — ocupado pelo Grupo Desportivo da Mouraria, que também se chamou os «Leões da Mouraria», associação desportiva local.

As suas antigas cocheiras, de linhas sóbrias e severas, são hoje ocupadas pelo ginásio. A antiga cozinha continua a manter os azulejos de padrão ou pombalinos da segunda metade do século XVIII que a revestem completamente. É difícil ultrapassar a extraordinária criatividade dos fabricantes de azulejos dessa época, bem como a dos técnicos que procediam à sua aplicação nas paredes.
A seguir ao grande terramoto que destruiu Lisboa em 1755, durante o Governo do Marquês de Pombal, 1.º Ministro do Rei D. José, houve necessidade de arranjar um material de revestimento barato e fácil de produzir, para ser usado nas novas construções que se erguiam rapidamente por toda a cidade. Assim, as oficinas de cerâmica começaram a produzir azulejo de padrão em grande escala para as novas casas e com as quais os compradores e os operários que os aplicavam, podiam fazer um sem número de combinações diferentes e muito imaginativas.

Palácio dos Távora,  azulejos [1968]
Travessa da Nazaré, 13 a 21
«Terraço com ampla vista sôbre a cidade, verdadeiro miradouro»
Vasco Gouveia de Figueiredo , in AML

O Palácio Távora também tinha uma sala decorada com pinturas a fresco do século XIX com vistas do Palácio da Pena de Sintra, mas foram apagadas por um qualquer desígnio misterioso partido da edilidade camarária lisboeta, actual proprietária do imóvel.²

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Bibliografia
¹ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XIII, p+. 22-23)
²ADRIÃO, Vítor Manuel Mistérios de Lisboa, lendas e factos.

Friday, 11 January 2019

Capela da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Campo Grande

O edifício remonta ao século XVIII, com reconstrução posterior ao terramoto de 1755. Existia aqui uma ermida dedicada a São Caetano dos Clérigos de Nossa Senhora da Divina Providência. No século XIX já pertencia aos irmãos da Ordem Terceira de S. Francisco que aqui tinham um hospício que deve ter sido encerrado em 1834. Actualmente, no edifício anexo à capela, funciona o Lar Santa Clara, fundado em 1936.

Capela da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Campo Grande [193-] 
Campo Grande, 362
Também conhecida como Ermida do Santíssimo Coração de Maria do Campo Grande
Eduardo Portugal, in AML
Capela da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Campo Grande [1941] 
Campo Grande, 362
Também conhecida como Ermida do Santíssimo Coração de Maria do Campo Grande
Eduardo Portugal, in AML

Bibliografia
forbis.pt.

Wednesday, 9 January 2019

Travessa da Trabuqueta

Nesta Rua do Arco [a Alcântara] que leva à Rua Vieira da Silva, —  recorda-nos o ilustre olisipógrafo Norberto de Araújo —  nasce, logo à direita, a Trabuqueta.  
Trabuqueta! Vê tu que bizarra designação. Deve ser antiga, talvez desde o princípio dêste dédalo arruado e insignificante. Aí tens uns casebres côr de rosa, ao lado de uns prédios de há meia dúzia de anos, mais senhores de si. 
A Trabuqueta e o Baluarte [Tv.] são vizinhos, cada um dêles com a sua travessa e com o seu ar compungido de quem suplica —  que não reparem neles.

Travessa da Trabuqueta [c. 1940]
À esq., a Rua do Arco a Alcântara
Eduardo Portugal, in AM
L

N.B. A Travessa da Trabuqueta, na freguesia dos Prazeres, foi fixada na memória de Lisboa em data que se desconhece e sobre ela apenas se conhece o que o olisipógrafo Norberto Araújo dela descreve.

Travessa da Trabuqueta [c. 1940]
À esq., a Rua do Arco a Alcântara
Eduardo Portugal, in AM
L
 
Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. IX, pp. 23-24, 1939.

Sunday, 6 January 2019

Mosteiro dos Jerónimos, Sala do Capítulo: Túmulo de Alexandre Herculano

A Sala do Capítulo tem esta denominação por servir às reuniões periódicas dos monges, as quais tinham o seu início com a leitura de um capítulo da Regra. Nessas reuniões, discutia-se a eleição dos priores, a recepção dos noviços e procedia-se à confissão pública das faltas.

Originalmente pensada para este efeito, a Sala do Capítulo nunca teve tal utilização pois a abóbada e decoração interior só foi completada no séc. XIX. A porta foi concluída nos anos de 1517-1518, tendo sido executada por Rodrigo de Pontezilha. Na sua decoração destacam-se duas imagens representando S. Bernardo e S. Jerónimo.


No centro da sala foi colocado, no século XIX, o túmulo de Alexandre Herculano delineado por Eduardo Augusto da Silva. Em 1940 é modificado, sendo deixada singelamente apenas a arca tumular. A Sala do Capítulo foi também utilizada como panteão de outros escritores e presidentes da República, até à finalização das obras na Igreja de Santa Engrácia. Convertida em Panteão Nacional, foram então para aí trasladadas as personalidades mais recentes da História de Portugal.
A trasladação do corpo de Herculano, que se encontrava no jazigo da Família Gorjão, em Santa Iria da Azóia, para a sala do capítulo nos Jerónimos ocorreu em 1888.

Túmulo de Alexandre Herculano [1934]
Sala do Capítulo, Mosteiro dos Jerónimos
Domingos Alvão, in A.M.L.

Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo, escritor e historiador, nasceu em Lisboa a 28/3/1810 e morreu em Vale de Lobos, a 13/9/1877.
Obras: A harpa do crente (1838); O bobo (1843); Eurico, o presbítero (1844); O monge de Cister (1848); Lendas e narrativas (1851); História de Portugal (em quatro volumes, o último publicado em 1853).
No túmulo está gravado um excerto do poema «A harpa do Crente» que reza assim: 
Dormir? Só dorme o frio
Cadáver que não sente
Alma voa e se abriga
Aos pés do Omnipotente.

Túmulo de Alexandre Herculano [c. 1910]
Sala do Capítulo, Mosteiro dos Jerónimos
Poema inscrito na arca tumular
Garcia Nunes, in A.M.L.

Friday, 4 January 2019

Travessa da Horta da Cera

Ainda existe o nome de travessa da Horta-da-cera —  recorda-nos mestre Castilho — ; era ha poucos annos uma viella quasi deserta, tortuosa, que levava desde a calçada [hoje Rua] do Salitre até á rua de S. José [vd. carta topográfica]. A Avenida [da Liberdade] cortou-a ao meio, como se corta uma cobra, por fórma que o principio occidental d'essa antiga serventia é a 5.ª travessa á esquerda no Salitre, para quem vai do Rato, e finda na Avenida; e o outro troço oriental da cobra é a 3.ª travessa á esquerda, na rua de S. José, indo da rua das Pretas, e finda na mesma Avenida.¹

Travessa da Horta da Cêra [1944]
Ao fundo, a
Avenida da Liberdade 
Eduardo Portugal, in AML

Espreita-me, à direita, em desnível o que resta da antiga Travessa da Horta da Cera —  diz, por seu lado, Norberto de Araújo. Olha quanto é curioso êsse prédio, n.ºˢ 3 a 13 [à esq. na 1ª foto e à dir. na 2ª], do lado norte da serventia quási a entrar na Avenida; é em tôda esta larga zona moderna o mais vetusto especime urbano do tempo velho.²

Travessa da Horta da Cêra [1944]
Ao fundo, a Rua do Salitre

Eduardo Portugal, in AML

N.B. Este topónimo deve a sua existência a um conjunto de hortas - denominadas «da Cera» no séc. XVIII - localizadas entre as antigas Rua de Santa Marta/Rua de S.José e a Calçada do Salitre, as quais resistiram no local até à abertura da Avenida da Liberdade em 1880-1886.

Travessa da Horta da Cera, extracto da Carta topográfica de Filipe Folque, 1857
Legenda: a Vermelho a antiga Travessa da Horta da Cera (antes de ser cortada pela Av. da Liberdade); a Verde a antiga Calçada do Salitre (hoje Rua); a Azul, a Rua de S. José.
(clicar para ampliar)

Bibliografia
¹ CASTILHO, Júlio de, Amores de Vieira Lusitano: apontamentos biographicos, p 215, 1901.
² ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. VII, p. 38, 1938.

Wednesday, 2 January 2019

Antiga Casa José Alexandre

Pelo brilho cintilante das suas montras — escreve Mário Costa — , somos atraídos ao magnificente recheio da Antiga Casa José Alexandre, Ld.", do «quinquilheiro José Alexandre», que Castilho apelidou de «protótipo do que havia de melhor melhor em Londres e Paris».
A Casa José Alexandre, que ainda em 1840«vendia ortaliça e flores em caixinhas» (Castilho, 1902), foi sempre ampliando o seu comércio, conforme se depreende dum reclamo datado de 1890, em que se proclamava a venda dos seguintes produtos, a juntar aos artigos caseiros a que desde sempre se dedicou:
«Genuíno e superior vinho do Porto da Quinta da Cachucha (Alto Douro), talheres e vários artigos de Chr. Christofle, perfumarias, esponjas, espanadores, de penas e de cerdas, escovas, cutelaria fina, tinta para escrever, medidas, artigos para engenharia e grande variedade de objectos para todos os usos».

Antiga Casa José Alexandre [194-]
Rua Garrett, 8-18;Calçada do Sacramento, 2-4
Garcia Nunes, in AML

Com o comércio de ferragens, entrou em 1833, nos números 10 e 12, João José Alexandre de Oliveira. Mais tarde, José Vicente de Oliveira tomou o número 8; e, em 1901, José Brás de Carvalho melhorou a casa, com a tomada das restantes portas, que para a Calçada do Sacramento têm os números 2 e 4. (....) Em Outubro de 1957, com o arrendamento do l.° andar, ligado directamente ao piso inferior, as instalações tomaram amplitude chique, atraente, de linhas modernas, que permitiram dar maior relevo aos variados artigos em exposição, em que predominam as porcelanas, os cristais, os Biscuits e os Crystofles.

Antiga Casa José Alexandre [post. 1957]
Rua Garrett, 8-18;Calçada do Sacramento, 2-4
Estúdio Mário Novais, in FCG

Noutras eras, estabeleceram-se em algumas destas cinco portas, uma livraria, uma retrosaria, uma capelista, a loja de modas de «Madame Fleury» e o afamado «Magalhães do Chiado» — loja de modas também — um dos mais celebrados centros de cavaco da capital. Entre os seus frequentadores aparecem mencionados muitíssimos nomes de destacadas figuras da época, sobressaindo: os conselheiros Fontes e Rodrigo da Fonseca, o 5.° marquês de Castelo-Melhor, os condes de Anadia, de Cabral, da Figueira e da Lapa, o poeta Eduardo Vidal, José Ribeiro da Cunha, Miguel Mac-Bride, Henrique Zenóglio, Fidié, Lopes Pastor, barão de Sabrosa e Costa Cabral.

Antiga Casa José Alexandre, montra com artigos Crystofle [post. 1957]
Rua Garrett, 8-18;Calçada do Sacramento, 2-4
Estúdio Mário Novais, in FCG

Bibliografia
COSTA, Mário, O Chiado pitoresco e elegante, pp. 259-262, 1987.

Sunday, 30 December 2018

Palácio Mesquitela

Neste Largo [do Doutor António de Sousa], n.° 1 a 15, — refere Norberto de Araújo —  se ergue ainda o palácio seiscentista onde se instalou há trinta e cinco anos [1903] a Escola Comercial de Rodrigues de Sampaio  —, que foi pertença da família Sousa Macedo, e depois Costas, Condes de Mesquitela


Com fachada para a Calçada do Combro, situado entre as Travessas do Alcaide e do Judeu, n.°s 1 a 15, a propriedade, relativamente extensa, com seu pátio, cocheiras, anexos e pedaço de terreno ajardinado- era um documento expressivo dêste sítio. O portal do pátio nobre, hoje recreio da Escola, e o umbral de esquina da Travessa do Judeu, são armoriados, no brazão daqueles fidalgos, que ascendem aos Albuquerques, e foram senhores da famosa Quinta da Bacalhôa, em Azeitão.

Palácio Mesquitela [1932]
Largo Dr. António de Sousa Macedo, 1; Travessa do Alcaide, 19-19B; Rua do Sol a Santa Catarina, n.º 30A-30C; Travessa dos Judeus, n.º 2-4
Antigo Largo do Poço Novo
Fotógrafo não identificado, in Arquivo do Jornal O Século

Ao tipo insonso exterior dos palácios do século XVII e XVIII, é todavia elegante na sua larga ordem de janelas rasgadas na fachada. Como notas, o prolongamento do casarão, pelas travessas que o ladeiam, é ainda da configuração antiga e deslavada. [...]

Palácio Mesquitela, portal armoriado [1959]
Largo Dr. António de Sousa Macedo, 1; Travessa do Alcaide, 19-19B; 
Rua do Sol a Santa Catarina, n.º 30A-30C; Travessa dos Judeus, n.º 2-4
O brasão é partido em pala: no 1º, metade do brasão dos Sousa do Prado; no 2º, brasão dos Macedos, 
metido num gracioso ornamento e encimado por uma coroa de conde, tendo por timbre 
um braço vestido segurando uma maça cravada de pontas
Armando Serôdio, in AML

Uma das figuras mais notáveis da familia a que pertenceu o palácio foi D. António de Sousa de Macedo, escritor, jurisconsulto e diplomata, secretário de Estado de D. Afonso VI, falecido em 1 de Novembro de 1682. A sua memória foi consagrada em Agôsto de 1937 pela Câmara Municipal no dístico que se apôs ao velho Largo do Poço Novo.

Palácio Mesquitela [1959]
Largo Dr. António de Sousa Macedo, 1; Travessa do Alcaide, 19-19B; Rua do Sol a Santa Catarina, n.º 30A-30C; Travessa dos Judeus, n.º 2-4
Escola Dona Maria IArmando Serôdio, in AML

N.B. A 30 de Novembro de 1993 o Palácio é finalmente Classificado Imóvel de Interesse Público. Em 2008 é adquirido pelo grupo Paço, que recupera e converte o antigo Palácio em apartamentos de luxo, com a premissa de um profundo respeito e valorização da obra original. Da fachada principal, totalmente restaurada, restaram intactas as pilastras que a delimitam, as 16 janelas de sacada e o imponente portal, com emolduramento de cantaria encimado por um frontão triangular que detém a pedra de armas da família Sousa de Macedo.
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Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. V, p. 38, 1938.
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