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Friday, 6 November 2020

Igreja Paroquial N. S. do Amparo, de Benfica

A igr. paroquial de Nossa Senhora do Amparo, de Benfica, é uma edificação do século passado [XIX], embora começada no meado do século XVIII. Com efeito por ocasião do Terramoto já se andava levantando «a igreja nova», cujos trabalhos realizados o cataclismo quase inteiramente destroçou. A edificação ficou então suspensa, não se cuidando da conclusão dos trabalhos senão em 1802, o que se compreende, pois os encargos eram cobertos por esmolas, as quais na segunda metade do século XVIII deviam ser muito escassas.

Igreja Paroquial Nossa Senhora do Amparo, de Benfica [1970]
Fica situada no fim da antiga Estr. de Benfica, em plano elevado e voltada a Poente.
João Brito Geraldes, in Lisboa de Antigamente

A paróquia é, pelo menos, seiscentista, pois consta. que existia em 1620, instalada em ermida ou igr. situada no local onde se ergueu o templo actual, a Sul da capela-mor, sobre o chamado «Adro da Igreja», e a qual se conservava de pé, como relíquia, ainda em 1868. Esse templo, se não outro mais antigo ainda, vinha pelo menos do final do século XIV, com a mesma invocação de Nossa Senhora do Amparo pois foi então doado ao mosteiro do Salvador, de Lisboa, pelo bispo do Porto D. João Esteves.

Igreja Paroquial Nossa Senhora do Amparo, de Benfica [195-]
Estr. de Benfica
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Em 1881 a igreja paroquial de Benfica foi objecto de largos restauros, e são dessa época as pinturas que· o templo ostenta. O território da freguesia de Benfica foi incorporado no da cidade de Lisboa em Julho de 1881, mas a parte para além da estrada da Circunvalação passou para o Concelho de Oeiras, em 1895 foi anexada à freguesia de Belas e em 1898 à de Carnaxide.

Igreja Paroquial Nossa Senhora do Amparo, de Benfica [195-]
Estr. de Benfica
Adro e Cruzeiro da Igreja de Benfica.
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

N.B. À ilharga do templo, no antigo «Adro da Igreja», ergue-se um Cruzeiro, composto de cruz sobre coluna redonda de mármore, assente sobre uma base escultórica de pedra, com elementos simbólicos da Paixão e alegorias animais desgas­tadas pelo tempo, servido por dois degraus cir­culares; na base vê-se uma data (1911), corres­pondente a um restauro.
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Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Inventário de Lisboa, 1956.

Sunday, 13 September 2015

Igreja de Benfica — ou de Nossa Senhora do Amparo

Antes da existência da actual Igreja de Benfica — ou de Nossa Senhora do Amparo — inaugurada em 1809, existiam duas outras igrejas, situadas sensivelmente no mesmo sítio, constituindo o lugar de culto da Paróquia de Benfica. As obras para a construção da Igreja iniciaram-se em Agosto de 1750, com um projecto do Mestre João Frederico Ludovice, arquitecto do Convento de Mafra. Os donativos para a realização desta obra foram reais e populares. 

 Igreja Paroquial Nossa Senhora do Amparo de Benfica |Início séc. XX|
Estrada de Benfica; Rua Ernesto Silva; ao fundo nota-se o Palácio Baldaya.
Paulo Guedes, in Lisboa de Antigamente

Igreja de Nossa Senhora do Amparo apresenta uma fachada de três corpos e uma torre. A planta é de uma só nave, possuindo quatro capelas laterais com telas de Pedro Alexandrino. O adro do lado nascente é enobrecido por um belo cruzeiro, que já lá estava no tempo da Igreja velha. 

Igreja Paroquial Nossa Senhora do Amparo de Benfica |c. 1940|
Estr. de Benfica
Eduardo Portuga, in Lisboa de Antigamente

O adro do lado poente, onde no princípio deste século XX se construiu um inestético coreto, cedeu parte do seu espaço, a norte e poente, para a construção do Centro Paroquial, entre 1959 e 1964.

Igreja de Nossa Senhora do Amparo, no século XIX, mais tarde denominada de igreja de Benfica
  
Desenho de Barbosa Lima e gravação em madeira de Coelho e Pedroso
in Arquivo Pitoresco, vol VI, 1863, p.105

Sunday, 5 November 2023

Chafariz de Benfica

Inaugurado em 1788, foram responsáveis pela obra Reinaldo Manuel dos Santos e Francisco António Ferreira Cangalhas, que o conceberam segundo o programa neoclássico. Chafariz de espaldar, insere-se num pano de parede côncavo com embasamento cal- cário com bancos. O corpo do chafariz apresenta-se enquadrado por duas portas de emolduramento simples, e pano de muro em cantaria de calcário dividido em três módulos.

Chafariz de Benfica |c. 1900|
Estr. de Benfica
Amplo chafariz implantado num recinto elíptico, pavimentado a calçada à portuguesa, aberto frontalmente composto pelo chafariz, ao centro, integrando arca de água, rodeado por dois panos laterais, curvos.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

O central, mais alto, exibe tabela com o brasão de D. Maria I encimado por frontão. Adossado à zona inferior da fachada principal encontra-se o tanque com duas bicas. No alçado posterior observa-se a caixa cúbica do depósito, com cobertura piramidal.
Pela Resolução de 29 de Dezembro de 1779, e Alvará de 19 de Julho de 1786, se concederam os sobejos
para a Quinta do Desembargador Manuel Ignacio de Moura.

Chafariz de Benfica |1963|
Estr. de Benfica
Ao centro ostenta grande cartela rectangular, disposta na vertical, inferiormente formando arco de volta perfeita e, superiormente recortada para enquadrar brasão com as armas de D. Maria I, recortado e envolvido por motivos volutados e paquife, encimado por coroa. 
Armando Serôdio,  in Lisboa de Antigamente

N.B. Junto à extremidade da ala lateral direita, encontra-se um marco quilométrico tendo inscrito "LISBOA 8 Km". Na proximidade ergue-se a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, com cruzeiro no adro.

Chafariz de Benfica |1963|
Estr. de Benfica; ao fundo nota-se a Igreja de N. S. do Amparo
Chafariz com duas bicas circulares; tanque de planta rectangular, de ângulos
recortados e perfil galbado, com bordo achatado, tendo dois pilares e réguas metálicas
para apoio de vasilhame. 
Armando Serôdio,  in Lisboa de Antigamente

Nota(a): Em 1758, Benfica tinha 805 vizinhos e 3960 pessoas; todos os domingos do mês de Maio realizava-se, junto do Convento de São Domingos de Benfica, uma feira livre; tinha duas fontes, uma no Convento de São Domingos e outra na Quinta de Santo Eloy; Em 1778, a Junta das Águas Livres mandou construir um sistema de canalização para abastecer o futuro chafariz de Benfica.

Chafariz de Bemfica |s.d.|
Estr. de Benfica
Os panos laterais, em alvenaria rebocada e pintada, terminados em friso e com cobertura em meia cana, têm frontalmente embasamento com bancos adossados e dois portais de verga recta de acesso à casa de água.
Gravura, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
ALMEIDA, Álvaro Duarte de, Portugal património, 2007.
VELOSO DE ANDRADE, José Sérgio , Memória sobre Chafarizes, Bicas, Fontes e Poços Públicos de Lisboa, Belém e muitos lugares do Termo., 1851.

Friday, 23 November 2018

Estr. de Benfica

Chalet do conselheiro Figueiredo sito no gaveto com a Rua Cláudio Nunes [vd. 2ª imagem] defronte ao Chafariz de Benfica; para poente, a cerca da 100 mt. do chalet — hoje demolido — fica a Igreja de Nossa Senhora do Amparo de Benfica.

Estr. de Benfica [Início séc. XX]
Paulo Guedes, in Lisboa de Antigamente
Nota(s): esta fotografia não está identificada no arquivo

A Igreja de Benfica — ou de Nossa Senhora do Amparo — segundo projecto do arquitecto João Frederico Ludovice foi inaugurada em 1809.

A toponímia consagra Cláudio José Nunes, nascido e falecido em Lisboa, na freguesia de Benfica, que foi escritor e deputado, eleito em 1862 pelo Partido Progressista Histórico. Publicou «Verdades Amargas», um opúsculo de considerações políticas e o livro de poesia «Cenas Contemporâneas». [cm-lisboa.pt]

Estr. de Benfica [post. 1901] 
Chalet do conselheiro Figueiredo e Igreja de Nossa Senhora do Amparo de Benfica

Wednesday, 30 December 2015

Estr. de Benfica que foi de Palhavã

Estr. de Benfica, ou de Palhavã, como se pode constatar na placa toponímica no muro do Parque José Maria Eugénio, hoje Fundação Calouste Gulbenkian na Rua Doutor Nicolau de Bettencourt, que era um troço da Estr. de Benfica, compreendido entre o Largo de S. Sebastião da Pedreira e a Praça de Espanha.

Estr. de Benfica, ou de Palhavã [1946]
Actual Rua Doutor Nicolau de Bettencourt, junto à Gulbenkian [Inundações de 1946]

Ferreira da Cunha,
in Lisboa de Antigamente
Estr. de Benfica, ou de Palhavã [1946]
Actual Rua Doutor Nicolau de Bettencourt; Av. António Augusto de Aguiar e Palácio Palhavã. Os muros do parque José Maria Eugénio [de Almeida] (dir.) que foram demolidos para prolongamento da Praça de Espanha.

Ferreira da Cunha, in Lisboa de Antigamente

De acordo com a entrada BENFICA (Sítio de ), no Dicionário de História de Lisboa (Lisboa: Carlos Quintas & Associados - Consultores, Lda., 1994), « Benfica surge como aldeia desde o séc. XIII, em redor da igreja primitiva de N. S. do Amparo. Próximo do actual Sete Rios, instalaram-se em 1399 os dominicanos, nos paços reais doados pelo Rei D. João I. Havia, assim, como que dois pólos na freguesia de Benfica e, para distinguir a zona dos paços reais e depois do convento dominicano, esta vai surgir referida como Benfica-a-Nova, ou Benfica de Baixo. O crescente povoamento da região ao longo dos tempos deu origem ao aparecimento de novos lugares: Calhariz no séc. XIV, Cruz da Pedra no séc. XVI e, entre estes dois pontos da espinha dorsal que era a Estrada de Benfica, surgiram mais tarde outros núcleos». (cml-lisboa.pt)

Rua Doutor Nicolau de Bettencourt, antiga Estr. de Benfica, ou de Palhavã [1957]
À direita, o muro do parque da Fundação Calouste Gulbenkian; ao fundo, a Praça de Espanha.
Judah Benoliel,
in Lisboa de Antigamente

Sunday, 19 July 2026

Campos de Futebol de Antanho: Campo da Feiteira

A primeira grande surpresa de Afonso, ao chegar ao campo [da Feiteira] e ao ver as equipas no aquecimento, foi a de que nada parecia ter mudado. O Sport Lisboa e Benfica alinhava com o antigo equipamento do Grupo Sport Lisboa, camisolas vermelhas e calções brancos, e o próprio emblema da águia se mantinha ao peito, acrescentando-se-lhe agora uma roda de bicicleta, o símbolo do Bemfica[SANTOS, 2004]

Campo da Feiteira |c. 1909|
Inaugurado em 1907, tinha capacidade para 8 mil espectadores, e o campo media 120 metros por 79.
Quinta da Feiteira junto à Estr. de Benfica, e nela: Chalet Ribeiro, Villa Ana (1890) e igr. de Benfica.
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

O major Faria Leal, antigo dirigente do Sport Benfica (fund. 1906), revelaria mais tarde: «O futebol tomou logo de princípio enorme incremento e adquiriu-se, por arrendamento, na Quinta da Feiteira”, de que era proprietário o brasileiro comendador César José de Figueiredo, um campo. Este campo, hoje ocupado pelo grande bairro fronteiro à igreja de Benfica, e que foi arrendado por uma ridicularia, fora um extenso faval sulcado de regos, que foi convenientemente trabalhado à enxada pelos próprios sócios, para que pudesse ser adaptado ao jogo. O facto de sermos o primeiro clube que possuía campo próprio atraiu à nossa convivência os jogadores de outros clubes, principalmente os do Sport Lisboa (fund. 1904) que como todos eles, se treinavam e jogavam nos areais de Alcântara e Belém, ou no Largo da Luz. Desta convivência resultou, mais tarde, a união Sport Lisboa e Benfica (1908), que subsistiu até hoje.» [Dias: 2000]

Campo da Feiteira |entre 1907 e 1910|
O terreno na Quinta da Feiteira foi oficialmente adquirido pelo clube em 26 de Maio de 1907, e o campo foi inaugurado em 14 de Julho do mesmo ano.
Quinta da Feiteira junto à Estr. de Benfica vendo-se o Chalet Ribeiro e a Villa Ana
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

N.B. Foi no seio de um grupo de antigos alunos da Real Casa Pia que surgiu a ideia de fundar um clube, o Grupo Sport Lisboa. Em 1904,  realizou-se uma reunião histórica nas instalações da Farmácia Franco, sita na velhinha Rua Direita de Belém.  Nela estiveram presentes dezoito elementos, entre eles, Cosme Damião, que contava apenas dezoito anos e era jogador da equipa, assumindo mais tarde o posto de capitão do grupo e um jogador importantíssimo, vindo a ser, no entanto, como dirigente que mais se destacou, mesmo nunca chegando a presidente. [C.F. Casa: 2013]

Campo da Feiteira |1910-01-23|
Equipa do Sport Lisboa e Benfica, no campo da Feiteira. Cosme Damião é o capitão da equipa (com a bola). Jogo entre o Sport Lisboa e Benfica e o Clube de Carcavelos arbitrado por Eduardo Pinto Basto.
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Friday, 15 April 2022

Semana Santa em Lisboa

Na quarta-feira de Cinzas, os católicos, arrependidos por tantos disparates que teriam cometido durante o Entrudo, iam penitenciar-se às igrejas e saíam à rua, refeitos, com cinza na testa, aplicada pelos sacerdotes. Os agnósticos, ou os mais esquecidos das obrigações, partiam para «fora de portas» a deglutir famosas ementas que faziam parte das cozinhas das casas de pasto dos arredores e onde, naturalmente, havia vinho afamado.

Semana Santa em Lisboa |1907|
Igreja de Nossa Senhora do Loreto no Largo do Chiado
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente
Semana Santa, à saída da Igreja do Loreto |1907|
Largo do Chiado
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

As tipóias carreavam, por estradas hoje desaparecidas debaixo dos arranha-céus, toda uma malta de pândegos que ia afundar em bebedeiras os restos histriónicos dos dias do Carnaval. No António das Caldeiradas, em Belém; no Ferro-de-Engomar e nas Pedralvas, por Benfica, no Perna-de-Pau, ao Areeiro, o Caliça, o Quebra-Bilhas e outros que não nos ocorre, fazia-se o rescaldo da paródia! Acabaria a estúrdia noite alta com fados cantados por gargantas privilegiadas.
Depois do Carnaval, a Quaresma. São cinco semanas de encontro com Deus. Depois a Semana Santa!
Para a canalha miúda eram mais uns dias de férias. Depois da licença, as amêndoas e o folar cheio de ovos. Mas a Semana Santa era algo de solene. Podia-se não ser crente, que família católica impunha já na quarta-feira de Endoenças a gravata preta. Não se discutia. Havia sermões nas igrejas e vasta audiência aos pregadores de maior fama. — Que belo sermão ouvimos hoje! — Os padres, Governo, Farinha e Fernandes de Castro, entre outros, atraíam um público de qualidade. la-se de igreja em igreja para os ouvir!

Semana Santa, à saída da Igreja da Encarnação |1912|
Largo do Chiado
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente
Semana Santa, à saída da Igreja da Encarnação [|22-4-1922|
Largo do Chiado
 Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
Senhoras durante a Semana Santa |1912|
Rua António Maria Cardoso; ao fundo, o Largo do Chiado
Pela Páscoa, na altura da Semana Santa, era tradição o luto carregado, as pessoas vestiam-se de escuro e com discrição.
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Quinta-feira Santa era o dia de maior respeito, havia silêncio nas ruas, apesar da multidão que, de luto, visitava as sete igrejas da obrigação. O ar cheirava a rosmaninho que atapetava as entradas dos templos, onde mulheres vendiam raminhos com alfazema e alecrim. Nas pastelarias, cheias de gente, os caixeiros não tinham mãos a medir para aviar as guloseimas.
Naquele tempo, o sábado de Aleluia era uma festa! Desapareciam dos altares os reposteiros roxos, reboavam os sinos no entusiasmo da vida nova! Colaborando no festival de Deus, bandos de pombos eram libertos nas naves das igrejas.
Depois do Concílio foram alteradas algumas normas, mas o Domingo de Páscoa continua a ser a alvorada cheia de luz que a todos enternece e enche de alegria. É o grande dia litúrgico; desapareceram os lutos, desejam-se reciprocamente as Boas-Festas!


Largo do Chiado
Venda do rosmaninho em Quinta-feira Maior [22-4-1922]


Largo do Chiado
Venda do rosmaninho em Quinta-feira Maior
 [18-04-1935]
in Lisboa de Antigamente



Bibliografia
DINIS, Calderon, Tipos e factos da Lisboa do meu tempo: 1970-1974, 1986.

Friday, 16 January 2026

Clube de Futebol Benfica: Estádio Francisco Lázaro

O Clube Futebol Benfica é uma associação desportiva da cidade de Lisboa cuja origem remonta ao ano de 1895, com a designação Grupo Foot-ball Benfica.
A 23 de Março de 1933 — data assinalada como aniversário — dá-se a reorganização do Clube que, por força da Constituição da República Portuguesa então vigente, altera o seu nome para o actual Clube Futebol Benfica, através de um manifesto distribuído à população do Bairro de Benfica.

Clube de Futebol Benfica: Estádio Francisco Lázaro |1960|
Rua Olivério Serpa, 9; Igreja de Benfica (Nª Sª do Amparo)
João Goulart, in Lisboa de Antigamente
Clube de Futebol Benfica: Estádio Francisco Lázaro |1960|
Rua Olivério Serpa, 9
João Goulart, in Lisboa de Antigamente

Friday, 27 December 2024

Avenida Grão Vasco

A artéria homenageia, desde 1911, Vasco Fernandes, pintor que ficou conhecido como Grão-Vasco, nascido na zona de Viseu antes de 1480, tendo feito obra para as igrejas de Viseu, Coimbra e Tarouca, e na sua vasta pintura com motivos sacros destaca-se o seu quadro «S.Pedro» como o mais conhecido.

Avenida Grão Vasco |1960|
Pintor Século XVI
Em fundo nota-se a Igreja de N. S. Amparo sita na Estr. de Benfica [vd. 2ª imagem]
Augusto de Jesus Fernandes, in Lisboa de Antigamente

Vasco Fernandes – o artista excelente, a mais forte personalidade da pintura regional portuguesa e o primeiro grande mestre da escola portuguesa no período do renascimento quinhentista, cujo nome glorioso – Grão Vasco – jamais se apagaria da memória dos Viseenses. (ALVES, 1991)

Estr. de Benfica com a Avenida Grão Vasco |1916|
À esq. observam-se os prédios da Rua Emília das Neves — Actriz 1820-1883 — que corre paralela à Estr. de Benfica.
 «Preparativos para o embarque das tropas que vão combater na Primeira Guerra Mundial»
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Monday, 27 July 2015

Chafariz da Estr. das Garridas

A Estr. das Garridas — encravada entre a rua República Peruana e a Estrada de Benfica — ainda existe,  perdida no meio da densa floresta de betão que brotou da terra naquele antigo bairro de Lisboa. O chafariz localizar-se-ia aqui a escassas centenas de metros da igreja de Nossa Senhora do Amparo.

Estr. das Garridas [Início séc. XX]
Sabendo-se que existiu no local uma Quinta das Garridas pode-se colocar a hipótese de derivar desta a origem do topónimo.
Paulo Guedes, in Lisboa de Antigamente


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