Sunday, 5 March 2017

Quiosque do Jardim de S. Pedro de Alcântara

Se quisermos compreender facilmente o seu nascimento, teremos de analisar primeiro a proveniência do termo quiosque. Originado do francês kiosque, derivou por sua vez do turco kiouchk, que quer significar "nádegas", talvez pela posição que as pessoas adquirem em redor dele. É provalvelmente por isso que, em gíria, quando pretendemos que alguém se afaste de nós, ainda ouvimos dizer: "chega-me para lá esse quiosque!”.

As causas reais que levaram à demolição de muitos dos Quiosques que existiram em Lisboa são praticamente desconhecidas. Ou porque o seu estado de degradação a isso obrigasse sem que, no entanto, "merecessem" restauração, ou porque a modificação do traçado das ruas e avenidas e os melhoramentos dos passeios o tornasse imprescindível, o certo é que eles lá foram desaparecendo. E foram 45.

Quiosque do Jardim de S. Pedro de Alcântara [1908]
[Situava-se em frente ao Convento de S. Pedro de Alcântara]
Joshua Benoliel, in AML

Estrutura - Base de alvenaria, de secção hexagonal. Balcão de pedra, com corpo de madeira e com janelas de todos os lados. Cúpula hexagonal aos gomos, com toldo muito largo suportado por ferros, para esplanada, de bordos muito trabalhados e mísulas de ferro artisticamente decoradas.
Particularidades - Particular. Muito concorrido. Por cima de uma das janelas pode ler-se: «Pavillon Royal».

Bibliografia
(CAEIRO, Baltazar Mexia de Matos, Os quiosques de Lisboa, , p. 41, 1987)

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