– Aazêêite dôôôce! Óh-pritróliine!
– Azêite dôôc´i bom vináágre!
Grande parte dos produtos de consumo normal continuavam nas mãos dos vendedores ambulantes que os iam apregoando pelas ruas ou ofereciam-nos de porta em porta. Constituíam os vendilhões, com os seus trajes próprios, os seus pregões, e até a variedade dos seus produtos, uma das notas mais castiças e mais vivas do folclore lisboeta. Eram numerosos, cruzando as ruas em todas as direcções, parando nas praças, de giga à cabeça ou trazendo um burro pela arreata, sucedendo-se uns aos outros durante o dia, em cumprimento dos horários mais favoráveis à venda dos produtos de cada um, ou reaparecendo com as estações do ano.
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Mouraria [Início séc. XX] Vendedor ambulante de azeite Fotógrafo não identificado, in AML |
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Rua da Imprensa Nacional [entre 1903-1908] (Antiga Travessa do Pombal; ao fundo o Instituto Politécnico) Vendedor ambulante de azeite Charles Chusseau-Flaviens, in George Eastman House Obs: o local não se encontra identificado pelo fotógrafo |
O Azeiteiro que também vendia vinagre e petroline, com o fato cheio de manchas de óleo, transportava as grandes almotolias de folha, às duas e três, suspensas dos braços, e outras às costas. Se tinha carroça, podia trazer um maior número de unidades. Era um tipo geralmente pacato, sério no seu negócio que reclamava com um pregão banal:
– Aazêêite dôôôce! Óh-pritróliine!
– Azêite dôôc´i bom vináágre!
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Rua da Prata com a Rua de Santa Justa [entre 1903-1908] Vendedor ambulante de azeite Charles Chusseau-Flaviens, in George Eastman House Obs: o local não se encontra identificado pelo fotógrafo |
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Campo de Santa Clara [Início séc. XX] Vendedor ambulante de azeite na Feira da Ladra, Campo de Santa Clara. Fotógrafo não identificado, in AML |
Bibliografia
(O povo de Lisboa: tipos, ambiente, modos de vida, mercados e feiras, divertimentos, CML, 1978)
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