Há quem suponha que este Camões é o nosso épico Luiz de Camões. Errada suposição. João Paulo Freire — jornalista, poeta, ensaísta, novelista — esclarece o motivo das trocas e baldrocas com este topónimo:
O Camões do Rossio nada tem que ver com o Camões das Duas Igrejas [actual Praça de Luís de Camões]. Este é o épico. Aquele é apenas o seu homónimo por antonomásia — Caetano José da Silva Souto Mayor, poeta epigramático, muito espirituoso, e que foi corregedor da corte de D. João V, juiz do Crime do Bairro da Mouraria, e corregedor do Bairro do Rossio, onde morava, pois residiu sempre no prédio onde mais tarde se construiu o actual que é ocupado pela Brasileira.
(FREIRE, João Paulo, Lisboa do meu tempo e do passado, Lisboa, 1931-1939)
N.B. Esta artéria, até 1924, era o Largo de Camões, já assim denominado em 1858 no Atlas da Carta Topográfica de Lisboa de Filipe Folque.


Que bom poder viajar no tempo sem sair de casa...
ReplyDeleteQuando Lisboa era verdadeiramente dos lisbonenses...
ReplyDeleteBeautiful.👍
ReplyDeleteSuch a beautiful city. Lovely people. Hope to visit again some day.
ReplyDeleteQue saudades. Lindo passeio que fiz com minha família !
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