sexta-feira, 27 de abril de 2018

Lojas de Antanho: Papelaria Fernandes

A génese da Papelaria Fernandes remonta a 1891, ano em que Joaquim Lourenço e o seu sobrinho Artur Lourenço fazem uma sociedade tomando de trespasse uma loja na então Rua do Rato, onde hoje encontramos o Largo do Rato, em Lisboa.

Papelaria Fernandes |1932|
Rua Áurea, 145
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

O nome «Fernandes» foi herdado do anterior proprietário da loja, mas o facto de os clientes assim tratarem Artur Lourenço, levou os dois sócios a adoptar oficialmente a designação de "Fernandes & Companhia, Lda" em 1919. 

Papelaria Fernandes [Início séc. XX]
Antiga Rua do Rato hoje Largo do Rato, 13
DN, in Lisboa de Antigamente

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Palácio de Sant'Anna

O Palácio de Sant'Anna — situado no cimo da Calçada de Sant'Ana tornejando para a antiga Rua do Convento de Sant'Anna, hoje Rua do Instituto Bacteriológico  — é um exemplar puro da Arquitectura Neoclássica portuguesa do século XVIII.


No Palácio de Sant'Anna funcionou a Embaixada do Império Austro-Húngaro entre 1867 e 1918. O 4º Conde de Mafra, D. Tomáz de Mello Breyner, médico pessoal e amigo do Rei D. Carlos, refere no seu livro «Memórias do Conde de Mafra» que tendo ido almoçar ao Palácio de Sant'Anna a convite do Embaixador, ficou encantado com a beleza da Casa.
Foi adquirido no início do século XX, para sua residência familiar, pelo Prof. Dr. António Lino Netto — eminente Advogado no seu tempo, Professor e Reitor do Instituto Superior de Economia, Vice-Reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Presidente do Centro Católico Português e Presidente da Assembleia Nacional no tempo de Sidónio Pais.
 
Palácio de Sant'Anna [1901]
Calçada de Santana, 214
Machado & Souza, in Lisboa de Antigamente

Entre 1930-90, foi arrendado à Direcção Geral de Viação, tendo sido posteriormente, já no final do século, adquirido por uma neta do proprietário aos restantes herdeiros. O restauro do edifício iniciado em 10 de Abril de 2000 foi concluído em 2 de Novembro de 2002 e teve como preocupação sempre presente a conservação e respeito pelos elementos construtivos, arquitectónicos e decorativos que constituem e caracterizam o Palácio, assim como pelas intervenções ao longo dos séculos que completam e enriquecem a sua personalidade.

Palácio de Sant'Anna [1961]
Frente virad
a à Rua do Instituto Bacteriológico; torre sineira da Igreja da Pena (dir.).
Arnaldo Madureira, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
palaciodesantanna.com.

domingo, 22 de abril de 2018

Igreja de São Roque: da Patriarcal à Capela Real de S. João Batista — a Encomenda Prodigiosa

Último passo da jornada de hoje — o lanço monumental e artístico desta Peregrinação: a Igreja de S. Roque, e o Museu de Arte Sacra, seu anexo. A influência da Casa professa dos jesuítas neste bairro, como ainda hoje a projecção da Misericórdia, foi grande, e disso te pudeste aperceber no passo anterior mais por tua atenção e bom aviso do que por minhas letras.

Toque! Toque! Toque!
Vamos a S. Roque.

Igreja de São Roque [Início séc. XX]
Largo Trindade Coelho antigo de S. Roque; Rua S. Pedro de Alcântara
Garcia Nunes, in Lisboa de Antigamente

Ouviste já como de uma ermida, erguida em 1506, nasceu a Casa dos jesuítas e o seu formoso templo começado a erguer, em 1555. Não desejo forçar a nota, mas não quero privar-te de alguns elementos retrospectivos, resumidos ao máximo, segundo o nosso plano. 
Quando neste sítio se erguia apenas a pequenina Ermida de S. Roque, princípios do século XVI, assentou aqui o «Adro da Peste» (fôra a peste que originara a construção do templozito, como te disse), Adro «consagrado por mandado de El-Rei Nosso Senhor (D. João III) em 24 de Maio de 1527 pelo Bispo D. Ambrosío», — o que tudo se interpreta de uma lápide que no local existiu, e se encontra hoje colocada na parede do corredor do edifício da Misericórdia. Vieram os jesuítas; planeou-se o novo templo grandioso (cuja primeira pedra foi lançada pelo Padre jesuíta Nunes Barreto,  Patriarca da Etiópia, e do qual o risco inicial não sabemos ao certo de quem foi-talvez do Padre Diogo Miron —, conhecendo-se apenas que concebia cinco naves. Os trabalhos foram arrastados, até porque voltou a peste a Lisboa, mas em 1573 as paredes estavam de pé. A construção da abóbada constituiu um problema, que afinal Felipe Terzi, já depois de 1580, resolveu, fazendo-a construir em madeira. A fachada, pobre de linhas, austera, quási de construção civil, não diferia muito do que hoje é; tinha a mais uma varanda sôbre a cimalha, e um nicho de S. Roque no tímpano.
O adro era avançado, quási até ao meio da praça, e no ângulo, próximo da entrada da Misericórdia de hoje, abria-se a portaria conventual.  
A Igreja era rica, adornada de boas obras de arte, e constantemente objecto de generosidades régias, especialmente no tempo de D. João V, que fêz construir a opulenta Capela de S. João Baptista. 
O Terramoto causou em S. Roque bastantes estragos-principalmente na fachada, que caiu e arrastou uma parte extrema do tecto —, mas não arruinou sensivelmente o templo; as obras de restauro que se seguiram foram importantes, e, depois, em vários períodos, benefícios e melhoramentos têm sido levados a efeito, mormente em 1862 e 1892. Limpezas e arranjos têm continuado sempre, de resto, e ainda agora S. Roque está recebendo pequenas obras. 

Igreja de São Roque [ant. 1900]
Largo Trindade Coelho antigo de S. Roque
Coluna mandada erguer pela colónia italiana, comemorando o casamento do 

Rei Dom Luís I com Dona Maria Pia de Sabóia em 1862
Garcia Nunes, in Lisboa de Antigamente

A Casa de S. Roque deixou de pertencer à Companhia de Jesus desde a confiscação dos bens dos jesuítas — 19 de Janeiro de 1759 — após a sua expulsão de Portugal. Em 1768, como atrás te disse, todo o edifício, seus bens e terrenos, passaram à Misericórdia, excepto uma parte da cerca arborizada, que chegava aos Restauradores de hoje, e que foi doada em 1765 ao 4.° Conde, l.° Marquês de Castelo Melhor. 
E apesar de os Padres de Santo Inácio terem sido autorizados a regressar em 1830 (D. Miguel), para serem novamente expulsos em 1833 (D. Pedro IV) — a verdade é que a Casa de S. Roque acabara para a Companhia de Jesus.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Quiosque dos Libertários

As primeiras dessas popularíssimas quitandas, que são de origem oriental, e se destinam normalmente à venda de tabacos, refrescos, jornais, revistas e lotarias, foi em Janeiro de 1869 que tiveram a aprovação do Município, a instâncias de Tomás de Melo, uma curiosa figura da Lisboa de ontem, associado com Porto Miguéis.  

 
De entre todos os Kioskes alfacinhas, teve um sombrio destaque o que se situou em freme à Calçada do Carmo, ponto preferido para a reunião de anarquistas e outros políticos avançados, em combinações revolucionárias.¹

Quiosque dos Libertários [entre 1908 e 1914]
Praça D. Pedro IV (vulgo Rossio)
Charles Chusseau-Flaviens, in Lisboa de Antigamente

Segundo parece, foi o primeiro Quiosque a aparecer em Lisboa. Chamavam-lhe o «Elegante». O povo conhecia-o com o nome de «A Bóia». Era um ponto de encontro e reunião de progressistas, cujo movimento sindicalista se radicalizava, e por isso mesmo era também conhecido por «Quiosque dos Libertários». 
O povo incendiou-o em 1913, aquando de um cortejo em honra de Camões integrado nas «Festas da Cidade», após o rebentamento de uma bomba lançada da ponte do Elevador do Carmo sobre a turba incorporada no cortejo. O atentado, imputado aos anarquistas, serviu de pretexto para a detenção de militantes sindicalistas e para o encerramento da Casa Sindical.²
 
Incendio do quiosque dos Libertários [1913-06-10]
Praça D. Pedro IV (vulgo Rossio)
António Novais, in Lisboa de Antigamente
 
Foi reconstruido e explorado por novo dono, João Dionísio da Silva Gama, que foi sócio da firma Gama & Silva, estabelecida como tabacaria na Praça de D. Pedro, n.° 36, que ficava quase em frente do quiosque, na antiga escada do prédio que foi adquirido pela sociedade do Café Chave de Ouro. ¹

Estrutura 
Base de alvenaria. Secção hexagonal. Corpo de madeira, com janelas para todos os lados, envidraçadas. Cúpula hexagonal muito baixa. Toldo de lona.
 
Particularidades 
Particular.

Quiosque dos Libertários [entre 1908 e 1911]
Praça D. Pedro IV (vulgo Rossio)
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
¹ Revista municipal Lisboa, 1959.
² CAEIRO, Baltazar Mexia de Matos, Os quiosques de Lisboa, p. 51, 1987.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Um eléctrico na Rua do Amparo

Como já te acentuei — diz Norberto de Araújo —, o Rossio do lado oriental tem uma fisionomia, e até um movimento, em tudo diverso da do lado oposto. Forçando um pedaço a nota — confesso — dir-se-á que persiste aqui a tradição das tendas e lojas das arcarias sob o Hospital de Todos-os-Santos, e isto mais se acentua no último quarteirão que vamos percorrer, passada que seja a embocadura da Rua do Amparo.
Quero dizer-te já que nesta Rua do Amparo, precisamente no cruzamento com a Rua dos Correeiros (troço antigo da Rua das Galinheiras), e no eixo da rua, existiu a Ermida de N. Senhora do Amparo, dependente do Hospital de Todos-os-Santos, e desaparecida em 1755; dela adveio o nome a esta artéria. (...)

Rua do Amparo [entre 1910 e 1920]
À esquerda, a antiga loja de ferragens Viúva Thiago da Silva (1850) e o Hotel Continental; à direita a Casa Suissa, nome de 1910, à data da foto um estabelecimento de fazendas e retrosaria.
 Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

N.B. Amparo (Rua Nova do) – Em 1800 a 1834 chamada: Travessa do Amparo, ou dos Doudos em razão da vizinhança das enfermarias de alienados do Hospital de Todos os Santos, que, depois do incêndio de 1750, se estenderam para a banda dos Camilos [refere-se ao convento de S. Camilo de Lélis], em casas do marquês de Cascaes. Directório do Correio 1802. Sinopse de 1834.[Brito: 1935]
 
Rua do Amparo [c. 1920]
Vista tomada da actual Pç. da Figueira para a Pç. D. Pedro IV.
 Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
¹ ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XII, pp. 77-78, 1939.

domingo, 15 de abril de 2018

Bairro Azul

Começou por escolher o bairro onde mais gostaria de morar. Pensou em vários, e às suas preferências nunca era alheia a recordação dos tempos, ainda tão próximos, em que fora criada de servir. Gostaria, por exemplo, de ir pôr casa no Bairro Azul, só para «fazer ver» [...]¹


Estando embora em presença de uma Arquitectura civil, o Bairro Azul — Ruas Fialho de Almeida, Ramalho Ortigão e Avenida Ressano Garcia — constitui um conjunto arquitectónico que se reveste de uma homogeneidade ímpar, datado da década de 30 do Século XX com prédios dotados de esquerdo-direito ao gosto Art Deco e burguês, destinado a servir uma classe média que culminaria a sua ascensão no período salazarista, e que se procurava rodear de algum luxo e dignidade.

Rua Marquês de Fronteira |1967|
Edifícios do Bairro Azul; esta designação devia-se à aparente  «mancha azul» formada pela cor das persianas, das portas e das caixilharias.
Artur Bastos, in Lisboa de Antigamente

O ângulo estranho do plano do bairro resultava do desenho de Cristino da Silva para uma vasta urbanização inicial que, cerca de 1930, deveria ter sido o remate do prolongamento da Avenida da Liberdade. Devia apresentar-se com arruamentos em simetria, nos dois lados do Parque Eduardo VII. Contudo, o bairro ficou isolado, pois o restante projecto não se realizou, repetindo-se a vocação lisboeta para os tecidos incompletos e para a justaposição de bairros de origens diversas, característicos do início do Séc. XX. Trata-se, ainda assim, de um projecto e de uma ideia subjacente de Cidade.

Panorâmica sobre o Bairro Azul e zonas circundantes |c. 1950|
Av. António Augusto de Aguiar
Edifícios do Bairro Azul; esta designação devia-se à aparente ‘mancha azul’ formada pela cor das persianas, das portas e das caixilharias.
Mário de Oliveira, in Lisboa de Antigamente

Apresenta-se com uma hierarquia estabelecida e está dotado de aparatosos pórticos de entrada no Bairro. O seu isolamento apenas lhe veio confirmar a sua integridade e a sua autenticidade, patente no grande enriquecimento formal de fachadas e átrios de entrada, ganhando simplicidade formal ou opulência consoante a categoria social dos espaços o ditava. Baixos-relevos em estuque ou cimento, painéis policromados de mosaico cerâmico, ornatos salientes, pilastras e frisos, balaustradas, frontões e alpendres são motivos que aparecem com abundância neste vocabulário decorativo, de leitura complexa.

Avenida Ressano Garcia |1935|
Ressano Garcia (1847–1911) que enquanto engenheiro da CML foi responsável pela expansão de Lisboa para norte, a partir do eixo da Avenida da Liberdade com o projecto das Avenidas Novas integrou a toponímia de Lisboa ainda em vida, no ano de 1897, na artéria que hoje conhecemos como Avenida da República e, depois, no ano de 1929, regressou para uma Avenida no Bairro Azul.
Eduardo Portugal, 
in Lisboa de Antigamente

Tratando-se de um conjunto particularmente notável quanto à sua Arquitectura e aos motivos decorativos nela integrados, faz sentido classificar o conjunto com estas características estilísticas, pois manteve uma relação de sentido com os seus moradores, uma relação de autenticidade e integridade, o que se veio a verificar até à actualidade. É de realçar a autenticidade que o conjunto manteve ao longo dos tempos, pois é o conjunto, patente nas suas íntimas relações estilísticas que se mantiveram intactas e podem ser observadas.²

Bairro Azul |194-|
Perspectiva tomada da Rua Marquês de Fronteira vendo-se Avenida Ressano Garcia, ao centro, e a Av. António Augusto de Aguiar à dir..
Amadeu Ferrari, 
in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
¹ ANÍBAL Nazaré, Maria, uma Sua Criada. capa e ilust. Stuart. Lisboa, 1958.
² Carlos Cabaço e João Reis, lisboapatrimoniocultural.pt

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Rua (da) Augusta (Figura do Rei)

O olisipógrafo Norberto Araújo caracteriza da seguinte forma este arruamento da Baixa de Lisboa:
A Rua Augusta foi destinada, de seu começo, aos mercadores de tecidos de seda e de lanifícios, e cinco anos depois do Terramoto era já citada; foi das mais apressadas em fazer-se «cidade», pois onze anos depois do cataclismo já possuía trinta e um prédios, e dez anos acrescentados as suas edificações perfaziam o número de cinquenta e três.
Este pormenor — que devemos a Luiz Pastor de Macedo, investigador conscienciosíssimo, e especialista na complexa matéria da história das ruas de Lisboa — dá-nos bem a impressão do quadro evolutivo da nova Baixa, terraplanada que foi a ruína imensa que o Terramoto provocou.

Rua (da) Augusta (Figura do Rei) [1930]
A Rua da Augusta Figura do Rei leva-nos a direito para a estátua do monarca
que homenageia: D. José I, o soberano que inaugurou em Lisboa a prática
da atribuição de nomes de ruas por decreto de 5 de Novembro de 1760.
Fotógrafo não identificado, 
in Lisboa de Antigamente

Esta Rua Augusta — menos do que a Rua do Ouro se tem modernizado; menos pombalina que a Rua da Prata, e sobretudo do que as dos Douradores e Fanqueiros, a sua fisionomia transpira o jeito da transição de setecentos para oitocentos. Se a olhares, em perspectiva, aos domingos ao fim da tarde, quando ela vai deserta, e se pelo poder da imaginação lhe puseres no meio uma traquitana e suspensos das paredes dois candeeiros de cegonha — terás Lisboa do tempo dos franceses.==

Rua (da) Augusta (Figura do Rei) [1911]
Cortejo comemorativo da proclamação da República.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XII, pp. 47-48, 1939.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Rua da Penha de França

A Rua da Penha de França — recorda-nos  Norberto de Araújo — antiga Estrada, mantém ainda a linha levemente sinuosa do século XVII; sua rectificação, aqui e ali iniciada, não se fará demorar. 

Rua da Penha de França, norte |1952|
Junto aon.º 23 e ao  actual Mercado de Sapadores (dir.)
Antiga Estrada da Penha de França. A origem do topónimo advém da imagem de N. S. da Penha de França (uma invocação de um santuário de Salamanca) criada por António Simões (c. 1600).
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

Também por aqui alguns prédios modernos acotovelam outros, nobres de tipo de casa do campo, de há trezentos anos. (...) Há oitenta anos [c. 1860], nem talvez tanto, as edificações por esta Estrada eram poucas; foi depois de 1875 que se começaram a erguer esses prédios pelos quais vamos passando, indiferentemente. Olha: aqui temos um pedaço de Estrada antiga, com uma série de de casebres simpáticos, que já saem fora do alinhamento rectificado. Diz-lhes adeus...¹

Rua da Penha de França, nascente |195-|
[Junto ao n.º 121 onde estaciona o automóvel]
Antiga Estrada da Penha de França. A origem do topónimo advém da imagem de N. S. da Penha de França (uma invocação de um santuário de Salamanca) criada por António Simões (c. 1600)
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
¹ ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa», vol. VII, pp. 22-24, 1938.
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