sexta-feira, 7 de julho de 2017

Museu Nacional dos Coches Reaes

O edifício do Museu dos Coches, desintegrado do palácio, do qual fez parte, é também uma construção do começo do século actual, ampliado para Norte, sobre a Calçada da Ajuda, nos últimos meses de 1942 e em 1943.


O Museu reúne uma colecção de viaturas de gala e passeio dos séculos XVII a XIX, única no mundo. O seu espólio inclui: coches, berlindas, carruagens, seges, liteiras, carrinhos de passeio e carrinhos de crianças. Completam a colecção, arreios de tiro e cavalaria, acessórios de viatura, fardamentos, instrumentos musicais, um núcleo de armaria e uma colecção de retratos a óleo dos monarcas da Dinastia de Bragança

Museu Nacional dos Coches |c. 1909|
Praça Afonso de Albuquerque
Paulo Guedes, in Lisboa de Antigamente

Anexo ao Palácio [de Belém] — recorda-nos Norberto de Araújo —, temos o Museu Nacional dos Coches, superior aos seus similares, o Trianon, de Versailles, e o de Madrid. Também merece duas palavras, antes de o visitarmos, o que não pudemos fazer ao Palácio. Onde está o Museu dos Coches foi, primitivamente, o Picadeiro do Paço de Belém, mandado construir por D. José, mas cuja obra, do risco de Jacomo Azzolini, só se concluiu em tempo de D. João VI.

Museu Nacional dos Coches [post. 1901]
Praça Afonso de Albuquerque esquina com a Cç. da Ajuda
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Foi a Rainha D. Amélia quem, em 1905, teve a iniciativa de construir o Museu dos Coches, a despeito da relutância de D. Carlos, em consentir a destruição do Picadeiro, um dos melhores da Europa; o Rei acabou por deferir a pretensão da Rainha, e logo o estribeiro-menor, coronel Alfredo de Albuquerque, se lançou à realização da obra.
A Rainha tinha razão; se o Picadeiro era, no seu género, cousa de manter-se e admirar-se, o Museu vale infinitamente muito mais.

Museu Nacional dos Coches |c. 1950|
Praça Afonso de Albuquerque
António Castelo Branco,  in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Inventário de Lisboa: Monumentos históricos, p. 154, 1944.
idem, Peregrinações em Lisboa, vol. IX, p. 71, 1939.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Convento da Anunciada

Eis-nos no Largo da Anunciada — outra invocação de ressonância lisboeta, que deriva do nome do Convento que neste sítio existiu. De tudo te vou dar breves notícias. 
No local, onde está a paroquial de S. Josérelembra-nos Norberto de Araújo, para norte e para nascente, caindo sobre as hortas, onde hoje passa a Avenida, levantava-se o Mosteiro, com sua Igreja e Cerca, das religiosas dominicanas; a Casa fora reedificada, senão edificada, por D. Manuel, em 1539, sobre um anterior Convento de frades Agostinhos descalços de Santo Antão que datava de 1400, e foi dele que derivou o nome à Rua das Portas de Santo Antão. As religiosas da Anunciada já tinham desde 1519 a sua casa conventual, na Mouraria (Coleginho)em local que fora de uma mesquita moura.
No citado ano de 1539 os frades e as freiras trocaram a sede das suas casas: assim os Agostinhos de Santo Antão foram para o Coleginho, e as religiosas da Anunciada vieram para este sitio, que passou por isso a ser chamado Anunciada; a Rua é que se manteve fiel a Santo Antão.
Igreja Paroquial de São José da Anunciada [c. 1902]
Largo da Anunciada
Emilio Biel, in Lisboa de Antigamente

O Convento da Anunciada, muito ligado à nobreza, foi dos mais importantes de Lisboa, até pela austeridade de que gozava fama, e pelo bom nome de suas religiosas, algumas delas escritoras e artistas.
O Terramoto destruiu quasi inteiramente o Convento e Igreja, rompendo-se a abóbada, e morrendo dez religiosas, entre elas uma filha do Marquês de Távora. As freiras passaram para Santa Joana — e acabou-se o Convento da Anunciada. Dele fora grande protector Fernão Alvares de Andrade, o fundador de um palácio vizinho, pelo sul, e que veio a ser o dos Condes da Ericeira  [ocupava o actual quarteirão que se estende da Rua dos Condes ao Largo da Anunciada]
Nada existe do velho Convento, neste sitio em que se ergueu a paroquial de S. José. Esta porta da igreja, no Largo da Anunciada, que leva a um pátio de ingresso ao templo, não corresponde a ruína alguma, ou a vestígio do Mosteiro; equivale a obras da frontaria da Igreja, e que não prosseguiram.  
Não deixa de ser curiosa esta troca de Casas dos frades e freiras de Santo Antão e da Anunciada; quem ganhou foram as dominicanas, ou melhor: a nobreza de que elas faziam parte. 

Igreja Paroquial de São José da Anunciada [1929]
Vista tomada do miradouro do Torel; no primeiro plano vê-se a cúpula e a torre sineira da Igreja Paroquial de São José da Anunciada; logo acima. a Avenida da Liberdade
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Edificada pela irmandade do Santíssimo Sacramento para sede da paróquia, que desde 1567 estivera na Igreja de São José dos Carpinteiros, a construção da Igreja Paroquial de São José da Anunciada teve início em 1863, prolongando-se até 1883, altura em que foi benzida no mês de Agosto, embora os trabalhos não estivessem concluídos na sua totalidade. O projecto inicial, riscado por Tomás da Fonseca, foi objecto de alterações, em 1868, por Domingos Parente, traduzindo uma igreja sem nave. Este último foi responsável pela fachada lateral de três corpos sobre a Rua de São José. A obra passou para a direcção de José Monteiro entre 1881 e a sua conclusão. O resultado final do templo pouco tem a ver com o projecto original.

Igreja Paroquial de São José da Anunciada [1953?]
Largo da Anunciada
Armando Maia Serôdio,
in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XIV, p. 95, 1939.
cm-lisboa.pt.

domingo, 2 de julho de 2017

Profissões de Antanho: o rendeiro

É  considerado vendedor ambulante, o indivíduo que por conta própria ou alheia, vende pelos lugares do seu trânsito os objectos do comércio que exerce, a quem .aparece a comprá-los, e não um indivíduo que, por conta própria ou alheia, distribui os objectos do seu comércio por clientes certos e determinados, conforme instruções recebidas do respectivo estabelecimento comercial. 

(Portaria n.º 4.887 de 6 de Maio de 1927)


A classe de mais valor, era noutro tempo, a dos profissionais, da qual faziam parte: vendedores, que numa giga traziam vários cestos pequenos, com boa fruta., e na outra, boa. hortaliça, isto é, tudo o que traziam, era bom, pelo que, vendiam mais caro.

Profissões de Antanho: o rendeiro |1907|
Rua dos Caetanos
Largando para o negócio
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Uma outra, a dos rendeiros (espanhóis de origem) — que eram o encanto das noivas e das donas de casa — que também se dividia em duas partes. A primeira composta por vendedores de bordados, rendas, mantilhas, écharpes, sedas, etc., que eram transportadas em fardo, a dorso, e a segunda, composta por vendedores (homens ou rapazes) portugueses que apenas vendiam, uma ou duas qualidades de rendas ou fitas, que traziam estendidas em um dos braços, apregoando o preço de cada metro, acompanhando sempre o ·pregão, da frase: «é p'rácabar, ou «é mais barato que na «loje»

Profissões de Antanho: o rendeiro [|907|
— A vintém o metro, mais barato não há!
— Que tentação...
— Quantos metros vão ser, freguesa?

Joshua Benoliel, 
in Lisboa de Antigamente
Profissões de Antanho: o rendeiro |1907|
Travessa dos Inglesinhos com a  Rua Luz Soriano; ao fundo a Rua da Atalaia
— Então? Vendeste muito?
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

O espanholito passa, curvado, sob o fardo coberto de riscado azul e enfiado no metro. Aos bandos pelas ruas, os pequenos espanhóis da Extremadura, com a mão espalmada ao canto da boca, atiravam o pregão "Saiotes, manas, saiotes!", "a vintém o metro não há nada mais barato". É um delírio cor-de-rosa afogado num oceano de rendas. "Rendas! Rendas! Rendas baratas!".

Profissões de Antanho: o rendeiro |1907|
Rua dos Caetanos
Já se pode descansar «un rato!»
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
Illustração Portugueza, 1907.
LOPES, Alfredo  Augusto,  Boletim do Grupo «Amigos de Lisboa», 1943.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Paço de Xabregas / Palácio Niza / Asilo de D. Maria Pia

No local onde se ergue o edifício da antiga Escola-Asilo de D. Maria Pia (1867), que sucedeu ao Palacio Niza,  existia no século XVI, seguramente depois de 1510, o Paço Real de D. Leonor, viúva de D, João II.  Era este o Paço arrabaldino de Xabregas — o segundo, pois outro houve anteriormente, mais a Nascente, e que durou no século XII e XIV —, e nele residiram eventualmente os reis de Portugal, até D. João IV (com excepção dos Filipes).  D. João IV, a pedido da Rainha D. Luisa de Gusmão, doou o Paço ou Palácio a sua camareira-mor, a Condessa de Unhão, D. Juliana de Faro (...)


No meado do século passado, pela morte do 5.° Conde de Unhão, D. João Xavier Teles de Menezes e Castro, casado corm a Marquesa de Niza, D. Maria José da Gama — a casa de Unhão reuniu-se às de Niza e de Vidigueira, e o Palácio de Xabregas entrou a ser «Niza», e assim continuou até que o último Marquês, D. Domingos da Gama — o famoso e elegante boémio, largo de mãos, fidalgo sempre, mas caído afinal em pobreza, se viu obrigado a desfazer-se desta sua e adaptação, concluídas nos primeiros dias de Julho. casa (1862), vendendo-a a um particular — cujo nome ignoro — ao qual em 1867 o Estado a comprou para nela instalar o Asilo de D. Maria Pia, criado por decreto de 14 de Março de 1867, deterrninando-se logo obras sumárias de reparação 

Palácio dos Marqueses de Niza / Asilo de D. Maria Pia [ant. 1895]
Rua da Madre de Deus
Augusto Bobone, in Lisboa de Antigamente

Destinara-se o Asilo a recolhimento e casa de correcção de menores, tendo assim duas funções, a segunda das quais é aquela que compete hoje [1939] aos estabelecimentos da Tutoria de Infância.
Não andou com fortuna o novo estabelecimento, pois logo a 19 do mês e do ano em que começou a funcionar, já com as obras concluídas, ardeu quási totalmente, com excepção da Capela, que tinha a invocação de N. Senhora da Conceição.
O edifício, a esforços do Infante D. Augusto e do Cardeal Patriarca, que era então D. Manuel Bento Rodrigues, foi rapidamente reedificado, muito melhorado em relação à primeira traça do corpo que se incendiara. 

Palácio dos Marqueses de Niza / Asilo de D. Maria Pia,  pátio central [ant. 1895]
Rua da Madre de Deus
Augusto Bobone, in Lisboa de Antigamente

Em 1869 morreu a última freira clarista, já muito velhinha, do Mosteiro da. Madre de Deus, e logo esta casa foi anexada ao Asilo com sua formosa Igreja, salas e claustros. Em 4 de Outubro de 1871 determinaram-se novas obras de restauro, reintegração e adaptação (nem todas felizes), executadas sob a direcção do arquitecto João Maria Nepomuceno, continuadas depois pelo condutor de obras públicas Liberato Teles. E posteriormente alguns outros benefícios o Asilo mereceu.

Asilo de D. Maria Pia / Palácio dos Marqueses de Nisa [ant. 1895]
Claustro de D. João II
Augusto Bobone, in Lisboa de Antigamente
Asilo de D. Maria Pia / Palácio dos Marqueses de Nisa [ant. 1895]
Cozinha
Augusto Bobone, in Lisboa de Antigamente
Asilo de D. Maria Pia / Palácio dos Marqueses de Niza [ant. 1895]
Oficina de sapateiro
Augusto Bobone, in Lisboa de Antigamente

Assim se compreende que a Casa não corresponda, em aspecto interior, aos títulos do seu passado; beleza, se a teve, foi sacrificada à comodidade dos alunos, em benefício da orientação técnica, pedagógica e educativa, que a determinara. Existem, contudo, ainda alguns vestígios de arte, sobretudo em cerâmica de azulejo, e num ou noutro pormenor, mas que não vão além do século XVIII.

Palácio dos Marqueses de Nisa [1938]
Rua da Madre de Deus: ao fundo o  viaduto de Xabregas
Henrique Cayolla, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
(ARAÚJO, Norberto de, Inventário de Lisboa: Monumentos históricos, p. 227, 1944)
(ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XV, pp. 44-45, 1939)

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Calçada do Marquês de Tancos (Costa do Castelo)

A Calçada do Marquês de Tancos vem da Costa do Castelo para o Largo de S. Cristóvão; deriva o nome do Palácio do Marquês de Tancos.


Estamos na confluência da Costa do Castelo e da Calçada do Marquês de Tancos. Este edifício enorme da esquina [à dir. na 2ª foto], e que se vê de quási toda a cidade, é o antigo Palácio daqueles titulares; data do século XVII, e é hoje [1938] propriedade de Alves Denis. (...)

Calçada Marquês de Tancos [c. 1900]
Casa da Srª Rita e do Sr. Januário que serviu de cenário para o filme "O Costa do Castelo" de 1943.

Machado & Souza, in Lisboa de Antigamente

Esses renques de casas defronte do Palácio, na rua que desce a S. Cristóvão, presentemente melhoradas de aspecto, acusam construção antiga e oferecem um aspecto de certo modo gracioso; foram em tempos moradias de criados da casa Tancos. Debruçado sobre o Caldas, este sítio de reduzida área tem, como vês, ainda algum traçozito de pitoresco.
Este renque de casas de traçozito de pitoresco — como as apelida Norberto de Araújo — foi demolido nos finais da década de 1940 aquando da edificação do Mercado do Chão do Loureiro inaugurado em 1951.

Calçada Marquês de Tancos [1945]
Ao fundo, a torre sineira da Igreja de São Cristóvão e São Lourenço
Casa da Srª Rita e do Sr. Januário que serviu de cenário para o filme "O Costa do Castelo" de 1943.
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. III, p. 16, 1938.

domingo, 25 de junho de 2017

Loja da América: Rua Áurea, 206-208

A Loja da América  — noticiava o periódico A Capital: diário republicano da noite corria o ano de 1916  — é a casa que melhor se especialisou em artigos de rouparia. Occupa os nº" 206-208 da Rua do Ouro e os nº" 92, 94 e 96 da Rua da Assumpção. Os seus enxovais adquiriram, de há muito, a mais justa fama. São, realmente, verdadeiros  modelos de bom gosto, e impõem-se pelo seu acabamento primoroso e pela sua inexcedível qualidade. Os seus modelos de Paris, Berlim e Londres são sempre dos melhores. Os seus artigos de camisaria são finíssimos e de uma inigualavel perfeição.  

Loja da América [c. 1908]
Rua Áurea, 206-208 tornejando para a Rua da Assunção
Este espaço  é actualmente  ocupado pela Zeva (pronto-a-vestir cujo nome já foi New York)
Ao fundo, na esquina com a Rua dos Sapateiros, vê-se o Café Montanha
Joshua Benoliel, in AML

Bibliografia
(A Capital: diário republicano da noite, 1916)

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Avenida Luís Bivar, 2-6

O Prémio Valmor em 1916 foi para o edifício de habitação na Rua Tomás Ribeiro, 58-60, mandado construir por D. Rita Isabel Ferreira de Matos e Dias, risco do arqº Miguel Nogueira Júnior.


Prédio de gaveto, com planta em forma de “L”, projecto da autoria de Miguel José Nogueira Júnior [vd. 2ª foto] datado de 1916 e agraciado com o Prémio Valmor do mesmo ano. O edifício apresenta quatro pisos em gaveto e o alçado principal orientado parcialmente a Oeste e a Sul. Implantado de forma a perfazer um dos extremos do quarteirão em que se integra, a fachada apresenta o ângulo de gaveto boleado, encimada  por remate em platibanda curva em reboco pintado e com frontão ornado por elementos vegetalistas (volutas de acanto) e com piso térreo com embasamento de cantaria de aparelho rusticado. Os vãos apresentam-se em ritmo regular, vãos em verga recta destacada por emolduramento. A Oeste a presença da porta principal está ladeada por pilastras e rematada por alpendre que se articula com varanda em cantaria da janela de sacada do primeiro piso. O paramento orientado a Oeste é animado por fenestrações de peito com guarda metálica, excepto no primeiro piso, que possui janelas de sacada com varanda comum. No nível do gaveto identifica-se uma estrutura tripartida, com piso térreo comercial, e os pisos superiores vazados por janelas de sacada com varandas assentes em mísulas e protegidas com guardas em ferro fundido, que acompanham a forma boleada e acentuam a mesma. Superiormente o edifício é rematado por platibanda.

Rua Tomás Ribeiro, 58-60 tornejando para Avenida Luís Bivar, 2-6  [c. 1952]
«Prémio Valmor em 1916»
Gustavo de Matos Sequeira, in Lisboa de Antigamente

Luís Frederico de Bívar Gomes da Costa (1827-1904), filiado no Partido Regenerador, começou por ser delegado do Ministério Público (1853) e, sucessivamente, juiz de Direito (1862), juiz do Tribunal da Relação de Lisboa (1882), do qual veio a ser presidente em 1894, e juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça (1900). Foi eleito Deputado em 1865 e presidente da Câmara dos Deputados entre 1882 e 1885. Toma assento na Câmara dos Dignos Pares em 1886. É nomeado Par do Reino com carácter vitalício em 1890. Ao longo da sua carreira política integrou mais de três dezenas de comissões parlamentares e, em 1902, foi designado Conselheiro de Estado.  [cm-lisboa.pt]

Rua Tomás Ribeiro, 58-60 tornejando para Avenida Luís Bivar, 2-6  [c. 1952]
«Prémio Valmor em 1916»

quarta-feira, 21 de junho de 2017

O Mergulhão dos Cordões d'Ouro

Os ourives, ainda há cinquenta anos coravam, em fogareiros apropriados, à porta dos seus estabelecimentos, o oiro de que se serviam para os seus trabalhos. (in A capital: diário republicano da noite, 29 de Junho de 1916) 


Ourivesaria e relojoaria Mergulhão [Início séc. XX, ant. 1915]
Rua de S. Paulo, 162-162B
Alberto Carlos Lima, in Lisboa de Antigamente

A antiga ourivesaria e relojoaria Mergulhão, do célebre ourives Manoel Carlos Mergulhão — o «Mergulhão dos Cordões d'Ouro» — depois deste ter trespassado a loja sita na Rua Áurea, 53-55 [vd. 2ª foto] à «Chapelaria High-Life» no início do século XX, levou o seu negócio para a Rua de S, Paulo, 162  [vd. 1ªoto]

Na 1ª  foto, no letreiro do lado esquerdo da loja, pode ler-se este curioso texto:
           COMPRA-SE
          POR ALTO PREÇO
       OURO, PRATA, PLATINA, JOIAS,
       MOEDAS, ANTIGUIDADES,
       CAUTELAS DOS MONTE-PIOS,
     GALÕES E DENTADURAS VELHAS

Ourivesaria e relojoaria Mergulhão [c. 1910]
Rua Áurea, 53-55;  no local encontra.se hoje uma dependência dda  C.G.D.
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Anúncio da Ourivesaria e relojoaria Mergulhão, [s.d.]
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