A apresentar mensagens correspondentes à consulta José de Almeida | ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta José de Almeida | ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Avenida de António José de Almeida: Jardim Gomes de Amorim

O Jardim Gomes de Amorim acompanha toda a lateral de um quarteirão da Avenida em frente à Imprensa Nacional Casa da Moeda.
Cerca de quinze dias após o falecimento de António José de Almeida (1866-1929) decidiu a edilidade, pelo edital de 12/11/1929 que a a Avenida 12 do Novo Bairro no seguimento da Avenida Almirante Reis (hoje, Avenida Guerra Junqueiro) se denominasse Avenida Dr. António José de Almeida. Mas em 1933, pelo edital de 18 de Julho passou a Avenida António José de Almeida a ser no prolongamento da Avenida Miguel Bombarda, entre a Avenida dos Defensores de Chaves e a Avenida de Manuel da Maia, onde ainda hoje a encontramos, sendo ao mesmo tempo Guerra Junqueiro colocado no arruamento que antes levava o nome do antigo Presidente da República. Acresce que conforme um parecer da Comissão de Toponímia na sua reunião de 13/04/1951, homologado pelo Vice-presidente da edilidade, foi acrescentada a partícula «de», sendo desde então Avenida de António José de Almeida. [1943-1974 - Actas da Comissão Municipal de Toponímia de Lisboa]

Avenida de António José de Almeida: Jardim Gomes de Amorim |1943-05-05|
Perspectiva tomada da Rua Dona Filipa de Vilhena na direcção da Av. Defensores de Chaves (e Av. Miguel Bombarda).
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

N.B. Francisco Gomes de Amorim nasceu em Avelomar a 13 de Agosto de 1827 e faleceu em Lisboa a 4 de Novembro de 1891. Escreveu muitas peças entre outras «Odio de Raças», «Ghigi», «0 Cedro Vermelho», etc. Publicou dois volumes de versos, «Cantos Matutinos» e «Ephemerus». Autor das «Memorias Biographicas de Garrett». Deixou vários romances e muitos outros escritos, em prosa e em verso, inéditos uns, outros já publicados.

Avenida de António José de Almeida: Jardim Gomes de Amorim |195-|
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

domingo, 21 de dezembro de 2025

Monumento ao Marquês de Pombal

Em 1910, poucos anos depois das comemorações das comemorações do Centenário da Índia, a Praça Marquês de Pombal estava edificada como hoje [em 1939].
Quedemo-nos uns momentos diante do monumento ao Marquês de Pombal. 


A ideia de se erguer um monumento ao estadista, reedificador de Lisboa, é antiga, mas só lhe foi dada expressão pública em 1882, ano em que o Parlamento autorizou o Estado a ceder o bronze necessário. Em Abril daquele ano — recorda o ilustre olisipógrafo Norberto de Araújo — constituiu-se uma comissão encarregada de promover a subscrição nacional, presidida por Rodrigues Sampaio.
Os trabalhos não tiveram sequência, e só em 1905 se voltou a um plano prático, constituindo-se nova comissão, presidida pelo Conselheiro Veiga Beirão, havendo a subscrição pública sido iniciada a 6 de Maio. Contudo, ainda desta vez a iniciativa não foi coroada de êxito, talvez porque logo em 1906 começou a agitação política que dominava todos os pensamentos.
Proclamada a República, a ideia de dar realização séria à iniciativa de havia quarenta anos, ressurgiu. Em 1913 realizou-se o concurso para o monumento, sendo apresentados catorze projectos, e aprovados quatro; destes, acabou por ser preferido (5 de Abril de 1914) aquele que sob a legenda «Gloria Progressus - Delenda reactio» era assinado por Adães Bermudes, António Couto e Francisco Santos. A escolha, feita por um júri idóneo, ao qual presidia o professor e director da Escola de Belas Artes, José Luiz Monteiro, provocou enorme celeuma, havendo muitas personalidades de categoria artística e intelectual que preferiam o projecto do arquitecto José Marques da Silva e do escultor António Alves de Sousa (ambos artistas portuenses).
A primeira pedra para o Monumento foi colocada em 15 de Agosto de 1917, mas em 13 de Maio de 1926 a cerimónia repetiu-se, havendo discursado o Dr. Bernardino Machado, Presidente da República, e D. Tomaz de Vilhena, descendente do «Grande Marquês» qualificativo tradicional da família — , e ao tempo deputado monárquico.

Monumento ao Marquês de Pombal
Fundações da estátua |1927|
Fotógrafo não identificado, in LdA

Monumento ao Marquês de Pombal
Obras de desaterro |1924|
Fotógrafo não identificado, in LdA




















As obras vinham-se arrastando, por falta de verba, desde 1914. Em Março de 1924 foi nomeada uma nova comissão, à qual presidia o Dr. Magalhães Lima, estando na vice-presidência o general Vieira da Rocha; o rendimento dos selos emitidos em Dezembro de 1924 não satisfez, mas as obras de 1925 para diante entraram na fase definitiva da sua actividade. Em 13 de Maio de 1930 o Presidente da República, general Oscar Carmona, visitou as obras, já em vulto neste local. A grande estátua foi completamente assente sobre o alto fuste em 2 de Dezembro de 1933.
Finalmente em 13 de Maio de 1934 foi inaugurado o monumento, sem a solenidade que parecia de supor; assistiram o Ministro das Obras Públicas, engenheiro Duarte Pacheco, o presidente da Câmara Municipal, tenente-coronel Linhares de Lima, o governador civil, tenente-coronel João Luiz de Moura, e o presidente da Comissão, general Vieira da Rocha.
Estas anotações cronológicas, apesar de deficientes, reputo-as necessárias, pois andavam dispersas. Dêmos volta ao monumento.
Vejamos primeiramente o pedestal. Essa figura de mulher, constituída por dois blocos de pedra que pesam 17.250 quilos, na frente do monumento, representa «Lisboa reedificada»; tem cinco metros de altura — não o dirias. Sob o plinto em que ela assenta, vemos a proa de uma nau simbolizando a libertação da marinha mercante. Em baixo, dos lados, representa-se o cataclismo que assolou Lisboa na terra e no mar; destacam-se as esculturas de Plutão e Poseidon, este simbolizado num cavalo-marinho.

Monumento ao Marquês de Pombal
Ao fundo nota.se o estaleiro de obra |1934|
Tomada da Braamcamp para a Av. Fontes.
Fotógrafo não identificado, in LdA
Monumento ao Marquês de Pombal
Cabeça da figura do Marquês |1934|
Ao fundo ve-se a R. Braamcamp.
Ferreira da Cunha, in LdA



























Analisemos agora os grupos escultóricos laterais do pedestal, em seu conjunto admiráveis, apesar de algum senão que lhes possas notar. No grupo da esquerda, lado nascente, simboliza-se a agricultura, com o trabalho da lavoura, através de uma junta de bois, e de figuras bem tratadas escultoricamente, e das quais sobressaem o homem que sustenta o arado e a mulher que transporta o cabaz com uvas. O grupo do lado oposto simboliza a indústria e a pesca: um cavalo arrasta as redes, e um operário sopra o vidro; eis um conjunto também de merecimento, não apenas pela disposição mas pelo lavor das várias figuras.
Os escultores, professor Simões de Almeida e Leopoldo Neves de Almeida, que já eram colaboradores do ilustre Francisco Santos, falecido em Abril de 1930, foram os realizadores destes trabalhos, como aliás de outros que valorizam o monumento.
Na face norte (posterior) do monumento construiu-se uma alegoria objectiva à reforma da Universidade de Coimbra [vd. imagem seguinte]. Destaca-se — nota — essa figura de Minerva, em bronze, sentada, adiante do pórtico da «Universitas Conimbricensis».


Monumento ao Marquês de Pombal, face norte (posterior) |1953|
Destaca com a presença, na fachada, de um edifício clássico que simboliza a Universidade de Coimbra, à frente do qual está uma estátua de Minerva, sentada, em bronze.
Em primeiro plano nota-se o Lago do Parque Eduardo VII.
Kurl Pinto, in Lisboa de Antigamente

No fuste, de grande superfície, vêem-se nas suas quatro faces legendas que exaltam o estadista e reformador; na face principal lês, comigo: «Ao genial estadista Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal — a Pátria reconhecida — MCMXXXIV».
O capitel do obelisco ostenta quatro medalhões, enlaçados nos cunhais por quatro águias; no medalhão da frente enquadra-se  a efigie de Machado de Castro, no do poente as de D. Luiz da Cunha, Eugénio dos Santos e Manuel da Maia, no posterior a de Ribeiro Sanches, e no do lado nascente as de Luiz Verney, Serra da Silva e Conde de Lipe. Foram estes os principais colaboradores de Pombal.
Finalmente, ao alto, está o grupo fulcro do monumento — que mede, de alto abaixo, 36 metros: o Marquês, de corpo inteiro, assenta o braço sobre o dorso de um leão, na simbólica da serenidade e da força. Este grupo, de grandes dimensões (basta dizer que tem a altura de cinco homens) é de realização primorosa, prejudicada contudo na visão perspectival à distância, quando tomada do Norte e do Poente.

Monumento ao Marquês de Pombal (em obra) |1934-04-05|
No topo do monumento, sobressaem quatro medalhões que retratam os principais colaboradores de Pombal, incluindo Manuel da Maia, Eugénio dos Santos e Machado de Castro.
Perspectiva tomada da Av. da Liberdade.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Também este grupo principal foi concluído por Simões de Almeida; a cabeça da figura do Marquês [vd. imagem acima], ainda em formação no barro, com 1,80 de altura , de enorme peso, ruíra no atelier de Francisco Santos no próprio dia em que o artista morrera (29 de Abril de 1930).
Quatro grandes colunas de mármore nobre , cada uma com quatro candelabros de braço, em bronze, decoradas com florões e laços — bom trabalho de «atelier» e de fábrica , mas de gosto discutível — guarnecem o monumento.
E aí tens num dos degraus da escadaria do sopé: «Autores: Adães Bermudes, arquitecto; António Couto, arquitecto; Francisco Santos, estatuário; colaboradores, Leopoldo de Almeida, estatuário; Simões de Almeida, estatuário».

 

Inauguração do monumento ao marquês de Pombal |1934-05-13|
 O Marquês, de corpo inteiro, assenta o braço sobre o dorso de um leão, na simbólica da serenidade e da força.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

E, Dilecto, com paz na consciência, e sem beliscadura de sectarismo, digamos adeus ao monumento a Pombal. Antes, porém, anota as legendas cronológicas da vida do Marquês, e que no empedrado à portuguesa ilustram as placas que compõem a Praça.

Monumento ao Marquês de Pombal |1938-10-06|
Na base, várias figuras alegóricas dão vida à cena, como uma figura feminina que simboliza Lisboa reconstruída e três grupos escultóricos que representam as reformas de Pombal na agricultura, indústria e ensino.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de Peregrinações em Lisboa», vol. XIV, pp. 44-48, 1939.
BRITO, Francisco Nogueira de, Roteiro ilustrado de Lisboa e arredores, 1935.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Avenida de Roma

A Avenida de Roma — espinha dorsal do Bairro de Alvalade — é um verdadeiro livro aberto da história da arquitectura e do urbanismo do século XX. Nela, encontramos edifícios de grande qualidade arquitectónica, projectados por alguns dos melhores arquitectos da época, como Cassiano Branco, Joaquim Bento de Almeida, José de Lima Franco, Licínio Cruz, Formosinho Sanches, Filipe Figueiredo e José Segurado.

Avenida de Roma |195-|
Perspectiva tomada da Praça Alvalade
Salvador de Almeida Fernandes, in Lisboa de Antigamente

A novíssima Avenida de Roma, topónimo que presta homenagem à capital da Itália, foi atribuído a 27 de Dezembro de 1930 à antiga Avenida nº 19 do plano de melhoramentos aprovado por deliberação camarária de 7 de Abril de 1928.

Avenida de Roma S→N |195-|
Perspectiva tomada junto ao extinto Cinema Roma (dir.) com a Av. Óscar Monteiro
Torres na primeira transversal á 
esquerda.
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Alto e Arco do Carvalhão

Carvalhão (arco do) fica na estrada do arco do Carvalhão, freguezia de Santa Izabel.
Carvalhão (estrada do arco do) primeira á esquerda na rua de S. João dos Bemcasados [R. Amoreiras], indo da rua do arco das Aguas Livres e finda na quinta da Cabrinha, freguezia de Santa Izabel. [Velloso: 1869]

Arco do Carvalhão situado sobre a Rua do Arco do Carvalhão, em Lisboa. Freguesia de Campolide, Classificado no conjunto do Aqueduto, como Monumento Nacional por Dec. de 16-6-1910. Estabelecidas Zonas Especiais de protecção pelas portarias 1092/95 (DR 206) de 6-9-1995, 1099/95 (DR 207) de 7-9-1995 е 512/98 ( DR 183) de 10-8-1998.

Ruas do Alto e do Arco do Carvalhão |1939|
Chafariz; Aqueduto das Águas Livres
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Trata-se de trecho do aqueduto que vence, com dois amplos vãos, os dois arruamentos em que, neste local, se subdivide a Rua do Arco do Carvalhão. Antes de ser chamada «do Arco do Carvalhão», a rua tinha o nome de «do Sargento-Mor», como recorda o ilustre Norberto de Araújo. [...] Agora estamos no Arco do Carvalhão, sob dois imponentes arcos do Aqueduto. Esses terrenos [...] estendiam-se além da actual Rua das Amoreiras, desde o trecho da Cruz das Almas até a actual Rua Marquês da Fronteira. [...] O «Carvalhão» era, na verdade, o futuro Marquês de Pombal, e do seu sobrenome vieram os nomes da rua actual. [...]

Ruas do Alto e do Arco do Carvalhão |1961|
Ao fundo nota-se o Viaduto da Avenida Duarte Pacheco ou do Arco do Carvalhão; Aqueduto das Águas Livres.
Artur Goulart, in Lisboa de Antigamente

Ainda de acordo com o insigne olisipógrafo Norberto Araújo «terrenos eram estes de Sebastião José de Carvalho e Melo, ainda antes de ser Marquês de Pombal e Conde de Oeiras e «Carvalhão» era o nome pelo qual era conhecido «e do apelido derivaram os nomes da Rua actual (Arco do Carvalhão) que leva à Cruz das Almas, e da ladeira (Alto do Carvalhão) só há poucos anos (1933) edificada em forma, e que leva a D. Carlos Mascarenhas».

Ruas do Alto e do Arco do Carvalhão |195-|
Fotografia aérea da Av. Eng. Duarte Pacheco, Aqueduto das Águas Livres. 
Rua do Alto do Carvalhão anotada com cor azul e Rua do Arco do Carvalhão a encarnado.
Mário de Oliveira, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
ALMEIDA, Álvaro Duarte de, Portugal património: Lisboa· 2007.
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XI, pp.77-78, 1939.

domingo, 9 de novembro de 2025

Igreja de Santa Isabel

A igreja de Santa. Isabel é uma edificação setecentista, cujas obas começaram em 1742 e se prolongaram durante alguns anos ainda depois do Terramoto, que não causou no templo, em construção, estrago algum. Pode dizer-se que Santa Isabel, à parte a frontaria, completada em 1875, e a despeito dos restauros daquele ano, se encontra sensivelmente como foi erguida.

Como vês, Dilecto, a fachada do templo não é trivial, embora não contenha beleza ou particularidade a assinalar; as duas torres sineiras, ilustradas de mostradores de relógio, dão-lhe uma certa imponência bairrista. No pórtico, sob a legenda da padroeira «Beatae Elisabeth Lusitaniae Reginae», marca-se a data citada (da reconstrução): MDCCCLXXV. Vejamos o interior da Igreja. 

Igreja de Santa Isabel, fachada principal |1959|
Rua. Saraiva de Carvalho 2A
Santa Izabel, do orago da Rainha Santa, recebeu benefícios em dois períodos do século
XIX, nomeadamente em 1875.
Armando Serôdio, in Lisboa de Antigamente

O tecto, simples, é de estuque com pintura representando a Assunção. de Santa Isabel. Onze capelas ou altares além da principal, tem esta Igreja. Notamos a começar pela direita: Senhor dos Passos, que ocupa o lugar de uma porta; Santa Terezinha, com retábulo de S. Gonçalo. pintura de Bernard Foit. Santa Rita, retábulo de S. Sebastião por Bruno José do Vale, cópia de Dominichino: Santo António, com retábulo deste padroeiro de Lisboa por Roque Vicente com toque de Pedro Alexandrino; Senhora das Graças e Santa Inês (antiga do Santíssimo), com retábulo «A Ceia», por Peregrino Parodi; e, no topo, N. Sr.ª da Conceição, com retábulo «Nascimento de Jesus», por Roque Vicente; pela esquerda vemos, a seguir ao baptistério, a capela de S. José, com retábulo de Sant'Ana, de Roque Vicente; S. Miguel e Almas com retábulo de Arcanjo, por Domingos Rosa; N. Sr.ª de Fátima com retábulo de N. Srª. do Carmo, cujo autor não identifiquei; e, no topo, o altar do Coração de Jesus, com retábulo de Joaquim Manuel da Rocha. 

Igreja de Santa Isabel |c. 1910|
Altar-mor cm imagem do orago
Alberto Carlos Lima, in Lisboa de Antigamente
Igreja de Santa Isabel |c. 1910|
N.S. Conceição com retábulo «Nascimento de Jesus»
Alberto Carlos Lima, in Lisboa de Antigamente

























Catorze janelas se rasgam nas paredes da nave onde predomina o estuque «fingido», pois apenas as colunas de apoio lateral são de mármore pobre.
Na Capela-mor, na qual se debruçam duas tribunas por lado, está, sobre o sacrário a imagem de Santa Isabel, padroeira do templo . E mais nada digno de registo possuí Santa Isabel.==

 

Igreja de Santa Isabel |1956|
Altar de S. Miguel com retábulo de Domingos Rosa e imagem pintada e estofada do Século XVIII.
Rosa Duarte, in Lisboa de Antigamente

N.B. Mandada construir em 1742, pelo primeiro cardeal-patriarca de Lisboa, D. Tomás de Almeida, a Igreja Paroquial de Santa Isabel é considerada um imóvel de elevado valor histórico e arquitectónico. [+ imagens aqui]

Igreja de Santa Isabel, frontaria |1970|
Rua. Saraiva de Carvalho 2A em perspectiva tomada da R. de Santa Isabel.
A Fachada, (1875), com um corpo central, levemente avançado dos dois corpos laterais, servido por um pequeno adro, acima do nível da rua, rodeado por cortina gradeada.
João Goulart, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Inventário de Lisboa: Monumentos histórico, 1956.
idem, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XI, pp. 64-65, 1939.

domingo, 5 de outubro de 2025

Alfândega de Lisboa, fachada sul

Este edifício, pouco atraente na sua simplicidade, merece, contudo, a nossa atenção e um ou dois reparos de ordem histórica. Por um lado, trata-se do antigo celeiro onde se armazenava o trigo (e por isso veio a dar o nome à rua que o ladeia); por outro lado, um olhar cuidadoso à fachada sul faz-nos reparar em elementos relacionados com o facto de se encontrar mesmo à beira do rio, com cais próprio e acesso directo. Como outros edifícios de Lisboa, contava com um espaço aberto no interior o que lhe dá uma estrutura arquitectónica sui generis.
(ADRAGÃO, José Victor & PINTO, Natália & RASQUILHO, Rui, Lisboa, 1985)

Alfândega de Lisboa, fachada sul |195-|
Av. Infante D. Henrique, 36
Salvador de Almeida Fernandes, in Lisboa de Antigamente

Fachada Sul do antigo e imponente edifício público pombalino da Alfândega de Lisboa. Situado na margem do Tejo foi construído entre 1765-68 para Celeiro Público. Possuía à época um cais privado, já desaparecido.

Vista aérea de Alfama |1953-02|
Em baixo observa-se o edifício da Alfândega de Lisboa na Av. Infante D. Henrique.
Manoel P. Carneiro, in Lisboa de Antigamente

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Rua Marquês de Sá da Bandeira

As chamadas Avenidas Novas são delimitadas pela Avenida Duque de Ávila, a sul, pela Rua do Arco do Cego, a oriente, pela linha férrea de cintura, a norte, e pela Rua Marquês Sá da Bandeira, a poente (..). Enfiemos agora por esta Travessa do Marquês de Sá da Bandeira, antiga e simpática estrada que levava da Rua das Cangalhas, ao Campo Pequeno.==
[ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XIV, p. 63, 1939)

Antiga Estr. que principia na Barreira do Rego e termina no Largo do Rego a S. Sebastião da Pedreira. Por deliberação da C.M.L. de Belém em 20/10/1881, a Rua Marquês de Sá da Bandeira passou a terminar no Campo Pequeno. Por deliberação da CML de 24/11/1888, edital de 01/12/1888, foi integrada na Rua Marquês de Sá da Bandeira a via pública que fica no seu prolongamento denominada Estr. do Rego. [cm-lisboa]

Rua Marquês de Sá da Bandeira | 1964|
Militar e Politico 1795-1876
Muro de cantaria do ntigo Parque «de José Maria Eugénio [de Almeida]» — tradição oral mais pró­xima — ou Santa Gertrudes e actual Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian.
Artur Goulart, in Lisboa de Antigamente

N.B. Bernardo de Sá Nogueira de Figueiredo, 1.º Barão, 1.º Visconde e 1.º Marquês de Sá da Bandeira, (1795-1876). Foi fidalgo da Casa Real, Par do Reino, Ministro de Estado, Marechal de campo, Director da Escola do Exército, entre outros cargos e actividades.
Destacou-se pela sua bravura no campo de batalha, primeiro durante as Invasões Napoleónicas e mais tarde durante as Guerras Liberais, onde tomou o partido dos liberais contra os miguelistas.

Rua Marquês Sá da Bandeira |c. 1940|
Chafariz, hoje demolido, localizado no actual Largo Azeredo Perdigão; ao fundo vê-se
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

domingo, 17 de agosto de 2025

Conservatório Nacional que foi Convento dos Caetanos da Divina Providência

Aqui temos o edifício, novo, do Conservatório Nacional (de Música e Teatro). Assenta, com transformação radical arquitectónica do exterior, e com alterações radicais do interior, no que foi o Convento de S. Caetano de Thiene, dos frades teatinos ou «caetanos» que deram o nome à Rua.
Os clérigos regulares de S. Caetano — recorda  Norberto de Araújo a quem vamos sempre seguindo — tinham a invocação da Divina Providência, e instalaram-se em Portugal em 1650, primeiramente num hospícios que existiu no local onde se ergueu a actual Igreja dos Mártires, e depois neste sítio, ainda como hospício, visto não terem obtido logo licença régia de D. João IV para erguerem Casa conventual; já «eram demais» os conventos em Lisboa, confessava o Rei.

Conservatório Nacional que foi Convento dos Caetanos |1918|
Rua dos Caetanos, 29
Perspectiva tomada da Travessa dos Inglesinhos.
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

A Igreja do Hospício, do Bairro Alto, foi inaugurada em 1653, havendo antes sido comprados para a Ordem casas, chãos e hortas que, pertencentes certo fidalgo (não sei quem ele tivesse sido) chegavam até à Rua Formosa [hoje R. de O Século]. Em 1661 os clérigos de qualidade e muito saber, obtiveram a almejada licença régia para converterem o Hospício em Convento, e vinte anos depois D. Pedro II mais terrenos lhes concedeu, para alargarem a Casa e a engrandecer; o novo Convento foi inaugurado em 1698. O Terramoto quási deu cabo do edifício, mas um Teatino ilustre, o Padre D. Manuel Caetano de Sousa, fê-lo reedificar à sua custa, voltando os religiosos, que se tinham ido albergar a uma casa que possuíam no Campo Grande, aos «Caetanos» em 1757.
Cabe aqui dizer que o introdutor desta Ordem em Portugal foi o padre napolitano António Ardizoni Spínola; neste Convento da Divina Providência viveram e floresceram clérigos caetanos notáveis, aos quais muito deveram as letras: D. António e D. Manuel Caetano de Sousa, D. José Barbosa, o insigne Rafael Bluteau, D. Tomás Caetano do Bem, para outros não citar.
O Real Conservatório não teve, em cultura, maus alicerces. Já em 1811 se instalava no Convento a Real Academia de Desenho e de Arquitectura Civil — talvez o germe da Escola das Belas Artes.
No tempo das guerras civis estiveram neste edifício aquarteladas as tropas miguelistas, e, depois, no inicio do regime liberal, uma companhia da Guarda Municipal.


Conservatório Nacional |1059|
Rua dos Caetanos, 29
Fernando Jesus Matias, in Lisboa de Antigamente
Conservatório Nacional |1929-04-10|
Rua dos Caetanos, 29
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente





















Ficaste, Dilecto, alguma cousa sabendo do «casco» material e cultural desta Casa. Como passou isto a Conservatório não fujo a recordar-te. 
Há um século [por volta de 1838], precisamente, o Teatro português caíra em profunda decadência, mas menor e menos grave do que a actual — desorientadora! — , porque em boa verdade o Teatro nos séculos anteriores ao Conservatório Real não passara de tentativas, e no nosso tempo — do século passado [XIX] para o actual — houve bom teatro ... e já não o há.
O insigne Visconde de Almeida Garrett num célebre relatório à Rainha D. Maria II pintou com sinceridade o lamentoso quadro «da decadência do teatro», e pela força da compreensão superior de Passos Manuel — criador de tanta instituição! — foi, em 15 de Novembro de 1836, fundado o Conservatório de Arte Dramática, no qual se incorporou o Conservatório de Música, estabelecido no ano anterior na Casa Pia; a Inspecção Geral dos Teatros foi fundada na mesma data.
Em 12 de Janeiro de 1837 o edifício dos Caetanos foi destinado a sede do Conservatório, pois a Ordem religiosa, como todas, fora extinta em 1834 (havia já então nos Caetanos apenas três velhos clérigos) . E desde então o Conservatório, no qual a arte musical gradualmente tomou natural predomínio sobre a arte dramática, nunca mais daqui saiu.

Conservatório Nacional que foi Convento dos Caetanos |1968|
Rua dos Caetanos com a  R. João Pereira da Rosa (antiga Cç. dos Caetanos).
Defronte do Conservatório levanta-se o Palácio Almeida Araújo, com seu portão armoriado e pátio nobre. [Araújo: 1938]
Armando Serôdio,  in Lisboa de Antigamente

Dilecto, podemos entrar. Observa, antes, o exterior arquitectónico do edifício, que faz ângulo na Rua e Calçada dos Caetanos [hoje  R. João Pereira da Rosa], muito ao gosto italiano, e com certa beleza, na exuberância de cantaria e dos lavores , nas suas janelas rasgadas e no seu pórtico principal sóbrio e elegante.
As obras de adaptação vieram do século passado, mas pode dizer-se que se intensificaram desde 1911; por essa época foi nomeado Inspector do Conservatório o Dr. Júlio Danta, que, com alguns pequenos interregnos, durante os quais ocupou o lugar de Director o professor Viana da Mota, aqui exerceu as suas funções até 1936. Extinto o lugar de Inspector, Viana da Mota ficou como Director único (secção de música e de teatro), e desde Agosto de 1938, pela circunstância daquele artista e professor haver atingido o limite de idade legal, passou a Director o professor Ivo Cruz que se afirmou, no acto da sua posse, capaz de levar a cabo uma reforma ajustada às exigências deste estabelecimento de ensino.

Conservatório Nacional, Salão Nobre |1926|
Rua dos Caetanos, 29
Ao longo dos seus mais de 180 anos de existência, a Escola de Música do Conservatório Nacional sempre formou músicos e apresentou em concerto os seus alunos. 
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Mas dêmos uns passos pelo edifício; como vês, o aspecto interior é o característico dos estabelecimentos de ensino: frio, simétrico, higiénico, claro. O que havia de representativo do antigo Convento — desapareceu; a Igreja foi demolida em 1912.
O Salão de concertos e conferências do Conservatório data de 1881; possuí um restrito interesse, com sua galeria, sua tribuna doirada, as pinturas do tecto ― uma alegoria e quatro medalhões ― do pincel de Columbano, obra que o excelso artista repudiava. As decorações são de Eugénio Cotrin.
Quanto a mim ―  e tu vais concordar ―  o mais interessante que possuí o interior do Conservatório novo (cujas obras foram durante muitos anos dirigidas pelo engenheiro Veiga da Cunha), são estes «Passos Perdidos» da parte da Secção de Teatro.
É uma iniciativa feliz, como tanta , do Dr. Júlio Dantas ( a quem o Conservatório bastante deve), obra começada a realizar em 1915 e só concluída em 1930.
Vamos ver com atenção. Neste corredor «nobre», onde se rasgam portas de aulas engrinaldadas e sobrepujadas de azulejos no estilo de setecentos num conjunto um pouco teatral mas que num Conservatório de Teatro não é defeito as paredes são guarnecidas a todo o longo de silhares de panos de azulejos, na cor clássica, com assuntos e figuras do teatro português, recortados nas cimeiras.
Vê tu, Dilecto, como isto é belo, apesar de moderno (quero dizer: sem a graça subjectiva da cerâmica), e pensa quantos amigos de Lisboa do teatro e da arte desconhecem estes « Passos Perdidos», como eu lhes chamo, e tu toleras.
E deixemos o Conservatório Nacional, que o tempo voa.==
 
Conservatório Nacional que foi Convento dos Caetanos |c. 1910|
Rua dos Caetanos, 29
O primeiro prédio à dir. é o primitivo Conservatório Nacional, fund. em 1836.
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

N.B. Passaram pelo Conservatório Nacional nomes incontornáveis do panorama literário e teatral português, como D. João da Câmara, Maria Matos, Lucinda do Carmo e Assis Pacheco no quadro dos docentes, e, enquanto alunos, o Conservatório deu à cena teatral portuguesa artistas como Maria Lalande, Irene Isidro, Eunice Muñoz, Maria Barroso, João Villaret e Ruy de Carvalho, entre muitos outros. [+ info]
_________________________________________________________________
Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. VI, pp. 36-40, 1938.

sexta-feira, 27 de junho de 2025

Palácio de São Bento: Estátua de José Estêvão Coelho de Magalhães

Inaugurada em 1878 no então designado Largo das Cortes — até à construção da escadaria monumental na década de 1930 — esteve posteriormente implantada no Vestíbulo do Palácio de São Bento, tendo sido reinaugurada, em 15 de Outubro de 1984, no jardim da Praça de São Bento. A estátua de corpo inteiro e cadeira fundidas em bronze e modeladas, em 1870, por Vítor Bastos, assentam sobre uma base de pedra.
  
Estátua de José Estêvão Coelho de Magalhães |Início séc. XX|
Palácio de São Bento, antigo Largo das Cortes
Paulo Guedes, in Lisboa de Antigamente

N.B. José Estêvão Coelho de Magalhães (1809-1862), destacou-se pela sua contínua luta a favor da liberdade, denominador comum que moveu tanto a sua carreira como a sua vida. Foi soldado, jornalista, professor da Escola Politécnica, advogado, político, parlamentar e grande orador, tendo ficado célebres os seus empolgantes discursos parlamentares, em particular as suas discussões com Almeida Garrett. Em sua homenagem, a Câmara Municipal de Lisboa consagrou-lhe uma rua com o nome de José Estêvão, pelo qual ele era mais conhecido.

Palácio de São Bento, galilé escadaria monumental |1938-11-08|
Rua de S. Bento
A fachada principal, remodelada durante a primeira metade do século XX, projecto do arqº Ventura Terra.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

domingo, 20 de abril de 2025

Cemitério dos Prazeres que foi «Cemiterio Occidental de Lisboa»

No lugar onde hoje existe este cemitério, foi a antiga casa de saúde (lazareto) que se estabeleceu nas terras da Quinta dos Prazeres em 1599, no ano chamado da peste grande. Havia aqui uma fonte, sobre a qual apareceu uma imagem da Virgem (pelo que se chamou Fonte Santa, e á imagem Nossa Senhora dos Prazeres).
Fez-se-lhe uma ermida dentro do cemitério [em 1860 foi substituída por uma capela].
Os paroquianos de Santos prometeram uma procissão annual a Nossa Senhora se desaparecesse o flagelo da peste; e como foram ouvidos, têm até hoje cumprido o seu voto. [vd, Feira das Amoreiras]


Temos à vista o Cemitério dos Prazeres — observa Norberto de Araújo. Os cemitérios, em algumas cidades da Europa, são verdadeiros campos santos de arte, ou parques floridos; neles em verdade não se sente a morte, mas a vida, até pelos horizontes que deles se desfruta. O Cemitério dos Prazeres, já limitado, é, com efeito, um recinto fechado onde se topa alguma cousa de arte, que não é apenas a dos canteiros lavrantes, mas que não consente atribuir-se ao Cemitério a classificação de recinto de Museu.

 

Cemitério dos Prazeres que foi «Cemiterio Occidental de Lisboa» |1939|
Perpectiva tomada do Largo de Alcântara (Ruas. Maria Pia e Prior do Crato).
Os primeiros enterramentos socorreram em 1590 junto à primitiva ermida dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres, resultantes de uma epidemia de peste.
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

Este Cemitério, construído, como te disse, em 1833, embora só organizado formalmente em 1835, é contemporâneo do do Alto de S. João. Tem 82 ruas que preenchem 1.100 hectares. 
O portão da entrada foi traça do arquitecto Domingos Parente da Silva.

Cemitério dos Prazeres que foi «Cemiterio Occidental de Lisboa» |séc. XIX|
 Entrada vista da Praça São João Bosco.
O pórtico monumental, em estilo neo-clássico, com colunas que sustentam frontões triangulares de mármore e portões de ferro fundido é da autoria de Domingos Parente [da Silva].
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
Cemitério dos Prazeres que foi «Cemiterio Occidental de Lisboa» |c. 1900|
 Entrada vista da Alameda Central — que se estende até à capela do lugar — para Praça São João Bosco. 
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Entre os monumentos funerários cumpre-me apontar-te o de Oliveira Martins arquitectura de José Teixeira Lopes, no qual se admira a formosa figura «A História», do escultor António Teixeira Lopes; merecem-nos também referência o jazigo dos Bombeiros Municipais, por Simões de Almeida, tio, o dos Duques de Palmela, por Cinatt, com escultura de Calmels, o do Conde das Antas, também de Cinatti, o do Marquês de Valflor, o de Carvalho Monteiro, o de Guilherme Cossoul, além de muitos outros mausoléus destacados, ou simples colunas funerárias, que quebram a monotonia das alamedas .

Cemitério dos Prazeres que foi «Cemiterio Occidental de Lisboa» |195-|
Mausoléu dos marqueses de Valle Flor, no cemitério dos Prazeres.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
Cemitério dos Prazeres que foi «Cemiterio Occidental de Lisboa»
Jazigo de Oliveira Martins «A História» c. 1910; Mausoléu da família Carvalho Monteiro, 195-: Jazigo do Batalhão de Sapadores Bombeiros, 19--.  
in Lisboa de Antigamente

A Quinta dos Prazeres foi mais tarde dividida — recorda o ilustre Norberto de Araújo — e na parte que pertencia ao Conde de Lumiares, descendente dos Condes da Ilha, e que incluía a ermida e uma casa nobre, é que se construiu o Cemitério.
Eis-nos diante da «Taberna do João da Ermida». É o resto material da Ermida da Quinta dos Prazeres, que, quando se construiu o Cemitério, algum tempo serviu, ou se destinou para servir, a actos fúnebres. (A Capela do Cemitério data de 1869).

Cemitério dos Prazeres que foi «Cemiterio Occidental de Lisboa» |1866|
 Perpectiva tomada da Praça do Príncipe Real.
Francesco Rocchini, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
PINHO LEAL, (Augusto) Portugal Antigo e Moderno, vol. 4,p- 200, 1874.
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa», vol. XI, p. 60, 1939.
Web Analytics