Sunday, 10 July 2016

Lançamento da primeira pedra do monumento ao Marquês de Pombal

A Rotunda da Avenida, designada de Praça Marquês de Pombal desde 1882 — ano das comemorações do centenário do Marquês de Pombal — , data em que se procedeu ao lançamento da primeira pedra do monumento ao Marquês, era ainda — e foi durante largos anos — um vasto espaço aberto. O lançamento da primeira pedra, no dia 8 de Maio de 1882, «declarado por lei de grande gala», foi inaugurado pelo rei D. Luís. Ramalho Ortigão conta a imponência da cerimónia: «Junto ao pavilhão, erguido para esse fim, uma banda de música trombeteia o hino da Carta (...). Esta cerimónia, única destas festas a que o soberano se dignou assistir, verificou-se gravemente, com todo o grotesco destas praxes». Acompanhavam o rei, os membros da comissão do centenário, Rodrigues Sampaio, Moita e Vasconcelos, Emídio Navarro e Luciano Cordeiro, e «Chegado que foi o real préstito ao lugar em que tem de se erguer o monumento e onde por enquanto existe apenas um buraco» (Ortigão: 1943), colocada a primeira pedra, consumava-se a cerimónia. O concurso para o monumento só seria aberto em 1913, já com a a República, recaindo a escolha para o projecto de Adães Bermudes, António Couto e Francisco Santos. 

Lançamento da primeira pedra do monumento ao Marquês de Pombal [15 Agosto de 1917]
Panorâmica tirada da cobertura do Palacete Seixas [Instituto Camões]; à esq., por detrás do prédio de gaveto com a futura Rua Joaquim António de Aguiar, vislunbram-se as chaminés cónicas da Quinta e Pátio dos Geraldes; em último plano, a Rua de Artilharia Um e o Palácio dos Viscondes de Abrançalha; ao cimo do Parque a Rua Marquês de Fronteira e Cadeia Penitenciária de Lisboa.
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Nova cerimónia de colocação da primeira pedra, em 15 de Agosto de 1917, repetindo-se a 13 de Maio de 1926. As obras arrastaram-se, por falta de verbas, e o monumento só seria inaugurado a 13 de Maio de 1934, numa cerimónia «sem a solenidade que parecia supor» (Araújo: 1993).

Friday, 8 July 2016

Rua da Palma

(...) deslizavam carros eléctricos pintados dum amarelo ovo magnificente. E a tilintada surpreendia o meu ouvido...

(AQUILINO, Aquilino, Lápides Partidas)

 

Os bancos do eléctrico, de um entretecido de palha forte e pequena, levam-me a regiões distantes, multiplicam-se em indústrias, operários, vidas, realidades, tudo. Saio do carro exausto e sonâmbulo. Vivi a vida inteira.

(Bernardo Soares/Fernando Pessoa. (1888-1935). Livro do Desassossego)

Panorâmica da encosta do Castelo, a partir da Rua da Palma [1949]
Antes das demolições da Mouraria; cruzamento com a Rua Fernando da Fonseca; antigo Teatro Apolo.
Paulo Guedes, in Lisboa de Antigamente
Rua da Palma [1949]
Antes das demolições da Mouraria; cruzamento com a antiga Rua Martim Moniz [Guia]
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente
 
Norberto de Araújo recorda-nos a origem do topónimo Palma: «Esta Rua, desafogada, hoje constituindo uma única artéria, das traseiras de S. Domingos ao Intendente, divide-se em dois troços. O primeiro chega só à Guia [actual Pç. de Martim Moniz, vd. foto abaixo] e é muito antigo, havendo sido nos séculos velhos arruamento dos comerciantes alemães que cultivavam religiosamente a lenda da palma que florira na sepultura do cavaleiro cruzado Henrique, sacrificado na Tomada de Lisboa, em 1147; foi rua sempre estreita, muito mais do que hoje é, bastante mercantil, caracterizada pelos negócios de ourives e prateiros. »
(ARAÚJO, Norberto de, «Peregrinações em Lisboa», vol. IV, pp. 24-25)
 
Rua da Palma [1921-12-25]
Antes das demolições da Mouraria; trânsito caótico em Domingo de Natal.
C. Salgado, in Lisboa de Antigamente
Rua da Palma [finais da década de 1950]
Depois das demolições da Mouraria; Av. Almirante Reis.
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

Wednesday, 6 July 2016

Beco do Mexia(s)

Que lhe havemos de fazer, se toda a Alfama é assim. Se a deitassem abaixo, até as picaretas haviam de chorar.

Gonçalo Mexia, que pela sua muita sabedoria foi chamado o mestra Gonçalo. Em memoria d'este sabio se deu o seu nome a uma rua de Lisboa, que ainda se chama Béco do Mexia. 1
A propósito date «estreitíssimo e sombrio» beco — do Mexias ou do Mexiaescreve Gomes de Brito no seu livro Ruas de Lisboa:« Não duvido que assim esteja nos dísticos, mas devem emendar-se, tirando-se-lhe o S final; Mexia é apelido de família antiga e desta forma se encontra no Itinerário lisbonense, de 1818: é o primeiro à esquerda na rua de S. Miguel de Alfama, vindo do nascente e termina no chafariz de Dentro

Beco do Mexia(s) |1940|
Antigo Beco dos Aguadeiros. Perspectiva tirada do Largo do Chafariz de Dentro
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

Sobre o acima mencionado Gonçalo Mexia
e que terá estado  na origem deste topónimo — refere o olisipógrafo Júlio de Castilho que foi  «Físico do séc. XVI», e «cirurgião-mor do reino em tempos de D. Manuel e D. João III. Viveu na rua de Lisboa abaixo do mosteiro do Carmo, e que dele se chamou Rua de Mestre Gonçalo. É a actual Calcada do Carmo». 2
 
Beco do Mexia(s) |c. 1900|
Antigo Beco dos Aguadeiros. Perspectiva tirada do Largo do Chafariz de Dentro
José Artur Bárcia in Lisboa de Antigamente

Por seu lado, Norberto Araújo, que de igual modo o denomina de Beco do Mexia, caracteriza da seguinte forma esta serventia do Bairro de Alfama, o mais antigo e um dos mais típicos bairros da cidade de Lisboa: «Aí tens o enfiamento do estreitíssimo e sombrio Beco do Mexia; nele merece a pena reparares nessa Casa, n.° 2-2-A [à dir.], uma das que dão fundo ao velho Chafariz dos Cavalos [de Dentro], e que vale uma página de poema de humildade no seu ângulo, tão diferente de todos os outros (nenhuma casa de Alfama é igual a outra: parece um museu desordenado e caprichoso). 
Esta casa, também de ressalto, tem entrada por uma escadinha, n.° 21 do Beco, com sua cortina, um bom portal de pedra, um ar resignado no dia da amanhã.  
Que lhe havemos de fazer, se toda a Alfama é assim .Se a deitassem abaixo, até as picaretas haviam de chorar.» [3]
_______________________________________________________________
[1 PINHO LEAL, Augusto Soares de Azevedo Barbosa de, Portugal antigo e moderno; diccionario ... de todas
as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias, vol. II, p. 73, 1874.
2 CASTILHO, Júlio de, Lisboa Antiga, vol. IV, p. 247.
3 ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol.X, 1939.

Monday, 4 July 2016

Casa Havaneza

Depois, vinha de novo estacionar a porta da Casa Havaneza; e sentia um deleite indefinido em estar alli, imrnovel, vendo em redor grupos de deputados, de janotas, de empregados, dílatando-se as emanações intelectuaes e sociaes que lhe pareciam sahir das conversações, dos perfis, das attitudes. 
(QUEIROZ, Eça de, A capital, 1926 ed.póst.)


Casa Havaneza e no 1º andar o Hotel Alliance [1911]
Rua Garrett, 124-134
A Havaneza acumulou propriedades, precisamente na altura em que era chique mostrar os mais vistosos charutos, que só à alta roda era permitido fumar. «Flor del Chiado» foi das marcas preferidas, entre os que não fugiam à moda.
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Num anúncio de 1905, que a garante como “grande depósito de tabacos nacionaes e estrangeiros” sito na Rua Garrett 124.134, a data de fundação surge como 1865; num outro de 1933 recua para 1861, havendo quem tenha encontrado noutros 1855. No momento da sua abertura, a Casa Havaneza agia como uma parte extra do Banco Burnay. O cliente entrava no banco no Largo do Chiado, pedia um empréstimo e, à saída, podia comprar um charuto cubano. Durante a crise financeira de 1876, quando o Banco de Portugal esgotou o ouro, chegou a anunciar que seria possível trocar notas e moedas por ouro na Casa Havaneza.

Casa Havaneza, Diário de Noticias, 1905

Em 1940, a loja foi toda remodelada, separando a loja e o Banco. Ao longo dos anos, as lojas Casa Havaneza encontram-se nalguns dos maiores centros comerciais de Lisboa, mas a loja do Chiado ainda é uma das relíquias do centro da cidade. Esta loja tem marcado o estilo de vida desta zona; de tal forma que muitos escritores famosos referem a Casa Havaneza nas suas obras, nomeadamente, Eça de Queirós e Ramalho Ortigão.

Casa Havaneza [1959]
Rua Garrett, 124-134
A Casa Havaneza, como grande ornamento do Chiado e esmerado posto de falácia, teve a preferência dos elegantes do romantismo, marialvas e boémios, acolhendo os melhores elementos da crítica, actores, jornalistas e escritores.
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Á porta do Magalhães, do Nunes, da Casa Havaneza, estacionavam os grupos:
O gaiato velho, gordo, com cravos na pelle, o cigarro ao canto da bôca, sem camisa, a quinzena de gola levantada para as orelhas, presa no pescoço com um alfinete, o chapéu de abas carcomidas, as calças lustrosas e encebadas, as botas enfrestadas, com seteiras, por onde as pontas dos charutos que jazem nos passeios são vistas de dentro pelos olhos dos calos.
Os deputados, de pés gordos, curtos, caprinos, joelhos reentrantes, calças ordinarias, camisas de provincia, mal talhadas, — faziam discursos, experimentando a prosa official in anima vili, sobre o espirito uns dos outros.
Nos bancos da Casa Havaneza, por dentro dos vidros, sujeitos pacificos, cambistas, homens de descontar lettras, com as suas suissas em forma de costelletas, dormiam ou liam o movimento da Bolsa no Jornal do Commercio.

(ORTIGÃO, Ramalho, As Farpas, 1876)

Largo do Chiado engalanado aquando da visita a Portugal do rei Eduardo VII de Inglaterra [1903-04-02]
Ao fundo a Casa Havaneza na Rua Garrett, 124-134.
António Novais, in Lisboa de Antigamente

Saturday, 2 July 2016

Os alfacinhas vão a banhos: praia da Cruz Quebrada

No Verão Lisboa despovoava-se. «De resto, Lisboa no verão era tão secante!...» (Queirós: 1928). A Mala da Europa de 18 de Agosto de 1898 noticiava «uma grande e alegre debandada, por terras de aguas, de praias e consagradas estancias estivaes»; mas os que ficavam iam a banhos a Belém, a Pedrouços, Algés ou Cruz Quebrada.
No Cais do Sodré tomava-se o vapor até Belém e aí, na praia da Torre, «as barracas dos banhistas, brancas, pontiagudas» davam ao sítio um «ar de um acampamento de ópera cómica» (Ortigão: 2001). Torneios de natação e regatas no Tejo animavam a estação estival e, em Pedrouços, em Alcântara ou em Algés, os cais e as praias «com barracas de pinho cru, pintadas às listas por fora» (Miguéis: 1960) a cheirarem «a sal e a urina» animavam-se e enchiam-se de gente. [1]

Praia da Cruz Quebrada |1931-09-07|
Domingo de praia
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Setembro entrou e com elle a grande lufa-lufa dos banhos do mar.
Lisboa e o paiz inteiro não pensam agora senão em banhar-se! Os lisboetas molham se nos poços das barcassas, alastram-se em colonias numerosas e ruidosas pelas praias do Tejo, as praias ao pé da porta, Pedrouços, Algés, Cruz Quebrada, Caxias, Paço d'Arcos, Oeiras, os mais elegantes vão até ao Estoril e Cascaes, os mais pacatos até á Ericeira, os mais misanthropos até Santa Cruz: os provincianos esses emigram em grandes caravanas para as praias de mais luxo, as praias afamadas de banho d'onda e de roleta permanente, Espinho, Figueira, Povoa, e a preoccupação de todos os bons portuguezes, desde Monsão até Tavira, é apenas uma só — o mergulho! [2]

Praia da Cruz Quebrada |1931-09-07|
Depois do almoço
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
 
Bibliografia
[1] JANEIRO, Maria João, Lisboa: histórias e memórias, p. 23.
[2] O OCCIDENTE: revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, 11 Set. 1893.

Friday, 1 July 2016

As Ondas do Rocio Velho

« O Rossio foi empedrado, em xadrêz, em 1837; o empedrado — que todos conhecemos — às ondas negras e brancas, do risco do general Pinheiro Furtado, e executado em parte por presos do Castelo de S. Jorge, datava de 1848-1849, e subsistiu até 1 de Setembro de 1919, dia em que começou, com inúmeros protestos, a transformação da grande placa central, sendo poucos dias depois retirados 16 bancos, e arrancadas 32 árvores.» 1

Praça D. Pedro IV, vulgo Rossio, ainda sem as fontes monumentais [1866]
Teatro Nacional Almeida Garrett, desde 1910 «de D. Maria II»
 Francesco Rocchini, in Lisboa de Antigamente

« As grandes praças da tua cidade, com mosaicos negros ondulados, pareciam regadas a tinta fresca.»
(Jean Giraudoux (1882-1844), A jornada Portuguesa, 1916)3

« Em baixo, densa população enxameava uma larga praça. Patarroxa, que não perdia pitada quanto a sobrancear-me, com mais envaidecimento do que se tivesse sido ele o calceteiro, chamou-me a atenção para a maneira como era aquele precioso Rossio: ondas pretas e brancas, representadas por meias-luas alternantes de calcário e basalto, que iam rolando, rolando umas sobre outras em ritmado galão. E eu, com a ufana ousadia dum ocupante, fui pisando esse interminável mosaico de curvas e contracurvas, de modo a produzir a imagem, inocente imagem, do mar alto.

Praça D. Pedro IV, Rossio, ainda sem as fontes monumentais [1880]
Teatro Nacional Almeida Garret, desde 1910 «de D. Maria II»; Convento da Encarnação (dir.)
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Ociosos de grande gaforina e lavallière ao vento, e pobres com ar de vates mal repastados repimpavam-se nos bancos de pedra. E a priori dei por confirmado um velho juízo meu, juízo verdade se diga, que podia prevalecer-se da benditosa largueza com que a Santa Madre Igreja marchetou o calendário de dias santos, de que na capital para muita gente boa a maior parte da semana era domingo. »  2-3
____________________________________________
Bibliografia: 
1 ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XII, p. 68, 1939. 
2 AQUILINO, Ribeiro. Lápides Partidas, [Início do século XX]. 
3 JANEIRO, Maria João , Lisboa: histórias e memórias, p. 275.

Wednesday, 29 June 2016

Rua Braamcamp

Saem-nos, a poente, a Rua Braamcamp que por Alexandre Herculano leva ao Rato, e a Rua Joaquim António de Aguiar. (...) São artérias novas, com menos de trinta anos [c. 1910] de edificadas, desafogadas, mas nas quais nada encontramos que mereça especial referência.»
(ARAÚJO. Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XIV, p. 51, 1939)

Rua Braamcamp, junto da Rua Rodrigo da Fonseca |1950|
Em primeiro plano, a Rua Alexandre Herculano.
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Este arruamento com início na Praça Marquês de Pombal e fim na Rua Alexandre Herculano, homenageia Anselmo José Braamcamp que nasceu em Lisboa em 23/10/1819 onde faleceu em 13/11/1885.
Político alfacinha, licenciou-se em Direito em 1840 na Universidade de Coimbra e foi nomeado delegado do procurador régio em Almada, cargo que exerceu até 1845, ano em que foi nomeado para idêntico lugar em Lisboa vindo a exercer as funções de secretário geral. Quando o Marquês de Sá da Bandeira desembarcou no Algarve, já Anselmo Braamcamp lá estava ao lado da divisão militar como governador civil dos distritos do Sul.

Rua Braamcamp no cruzamento com a Rua Rodrigo da Fonseca |1943|
À esquerda vê-se o edifício Heron Castilho.
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

Acabadas as lutas com a entrada de Saldanha em Lisboa, foi eleito Deputado por um dos círculos desta cidade, ocupando o lugar por vários círculos até 1884. Foi ministro da Fazenda (1862), da Marinha e Ultramar (1866) e da Marinha (1868). Foi ainda líder do Partido Progressista (1875), ministro dos Negócios Estrangeiros (1879), para além ter orientado com Oliveira Martins, em 1885, o movimento político Vida Nova, de oposição a Fontes Pereira de Melo.
Tinha as grã-cruzes das Ordens da Torre e Espada e Nª Srª da Conceição, várias condecorações estrangeiras e a Grã-cruz da Legião de Honra.
A família Braamcamp é de origem holandesa. O primeiro a exercer cargos políticos em Portugal foi Hermano José Braamcamp, embaixador prussiano em Lisboa, no reinado de D. José. (cm-lisboa.pt)

Monday, 27 June 2016

Chafariz do Arco do Carvalhão ou da Cruz das Almas

Modelo semelhante ao dos chafarizes do Arco de São Mamede e da Cruz de Taboado. Data de 1823. É em espaldar e está encostado à parede de um dos arcos do Aqueduto das Águas Livres. Era alimentado pela Galeria de Sant'Ana. Custou a sua construção 670$975 réis (cerca de 3,50€).
Os seus sobejos iam para o Visconde de Anadia. Este chafariz é também chamado Chafariz da Cruz das Almas, isto porque inicialmente se encontrava situado no centro de uma praceta na Cruz das Almas (confluência das Ruas do Alto e do Arco do Carvalhão).

Chafariz do Arco do Carvalhão [séc. XIX]
Rua do Arco do Carvalhão
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

A designação de Chafariz do Arco do Carvalhão tem a sua origem no facto desses terrenos terem pertencido a Sebastião José de Carvalho e Melo, conhecido como o «Carvalhão», por possuir nesta zona da cidade grande quantidade de património.
Tem a inscrição «CML / 1890 Agoas Livres / Outubro 12 de / 1823 / Chafariz n.º 26». Sob esta, surgem duas bicas [em 1823 possuiria 1 bica] de formato quadrangular, que jorram para tanque rectangular, pouco profundo e de bordos lisos, parcialmente percorridos por chapa de ferro, que consolida a estrutura, tendo, no lado direito, laje de cantaria para apoio do vasilhame.

Chafariz da Cruz das Almas, gravura
Web Analytics