O olisipógrafo Norberto Araújo caracteriza da seguinte forma este arruamento do vetusto Bairro da Mouraria, onde, até aos fins do séc. XIII chegavam as águas do Tejo:
A Rua da Mouraria é o troço — a Avenida bairrista — que começa no Arco Marquês do Alegrete e termina na Rua Fernandes da Fonseca, no ponto de convergência da Rua do Bemformoso, Rua dos Cavaleiros e Calçada da Mouraria. (...) Os grandes edifícios urbanos da Rua são quási todos do segundo e terceiro quartéis do século passado. (...)
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Rua da Mouraria |1918|
Embocadura
da Rua do Capelão (dir.), vendo-se ao fundo a Calçada da Mouraria. Os
edifícios do lado esquerdo foram demolidos para construção do ominoso Centro Comercial da Mouraria
Legenda da fotografia: «A
Obra da Assistência 5 de Dezembro, o Presidente Sidónio Pais agradece
as manifestações que lhe são feitas no largo da Guia, onde foi inaugurar
a distribuição da sopa aos pobres».
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente
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Repara, Dilecto, no conjunto desta Rua, de fachadas que não oferecem
antiguidade e desenho bizarro, mas que, exactamente pelo conjunto, são o
mais típico possível de post-Terramoto: os prédios são altos e estreitissimos (alguns pouco mais têm do que quatro metros), como por exemplo, defronte do Capelão, os dos n.°” 39-41, 53-55, 57-59. Vê-se' que as construções ganhavam na vertical o que perdiam na largueza.==
(ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. III, pp. 71-74, 1938)
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Rua da Mouraria (S→N) |1949|
Ao fundo, o antigo Arco do Marquês do Alegrete, demolido
em meados de 1950 para dar lugar à actual Praça do Martim Moniz.
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente
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