quarta-feira, 18 de abril de 2018

Um eléctrico na Rua do Amparo

Como já te acentuei — diz Norberto de Araújo —, o Rossio do lado oriental tem uma fisionomia, e até um movimento, em tudo diverso da do lado oposto. Forçando um pedaço a nota — confesso — dir-se-á que persiste aqui a tradição das tendas e lojas das arcarias sob o Hospital de Todos-os-Santos, e isto mais se acentua no último quarteirão que vamos percorrer, passada que seja a embocadura da Rua do Amparo.
Quero dizer-te já que nesta Rua do Amparo, precisamente no cruzamento com a Rua dos Correeiros (troço antigo da Rua das Galinheiras), e no eixo da rua, existiu a Ermida de N. Senhora do Amparo, dependente do Hospital de Todos-os-Santos, e desaparecida em 1755; dela adveio o nome a esta artéria. (...)

Rua do Amparo [entre 1910 e 1920]
À esquerda, a antiga loja de ferragens Viúva Thiago da Silva (1850) e o Hotel Continental; à direita a Casa Suissa, nome de 1910, à data da foto um estabelecimento de fazendas e retrosaria.
 Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

N.B. Amparo (Rua Nova do) – Em 1800 a 1834 chamada: Travessa do Amparo, ou dos Doudos em razão da vizinhança das enfermarias de alienados do Hospital de Todos os Santos, que, depois do incêndio de 1750, se estenderam para a banda dos Camilos [refere-se ao convento de S. Camilo de Lélis], em casas do marquês de Cascaes. Directório do Correio 1802. Sinopse de 1834.[Brito: 1935]
 
Rua do Amparo [c. 1920]
Vista tomada da actual Pç. da Figueira para a Pç. D. Pedro IV.
 Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
¹ ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XII, pp. 77-78, 1939.

domingo, 15 de abril de 2018

Bairro Azul

Começou por escolher o bairro onde mais gostaria de morar. Pensou em vários, e às suas preferências nunca era alheia a recordação dos tempos, ainda tão próximos, em que fora criada de servir. Gostaria, por exemplo, de ir pôr casa no Bairro Azul, só para «fazer ver» [...]¹


Estando embora em presença de uma Arquitectura civil, o Bairro Azul — Ruas Fialho de Almeida, Ramalho Ortigão e Avenida Ressano Garcia — constitui um conjunto arquitectónico que se reveste de uma homogeneidade ímpar, datado da década de 30 do Século XX com prédios dotados de esquerdo-direito ao gosto Art Deco e burguês, destinado a servir uma classe média que culminaria a sua ascensão no período salazarista, e que se procurava rodear de algum luxo e dignidade.

Rua Marquês de Fronteira |1967|
Edifícios do Bairro Azul; esta designação devia-se à aparente  «mancha azul» formada pela cor das persianas, das portas e das caixilharias.
Artur Bastos, in Lisboa de Antigamente

O ângulo estranho do plano do bairro resultava do desenho de Cristino da Silva para uma vasta urbanização inicial que, cerca de 1930, deveria ter sido o remate do prolongamento da Avenida da Liberdade. Devia apresentar-se com arruamentos em simetria, nos dois lados do Parque Eduardo VII. Contudo, o bairro ficou isolado, pois o restante projecto não se realizou, repetindo-se a vocação lisboeta para os tecidos incompletos e para a justaposição de bairros de origens diversas, característicos do início do Séc. XX. Trata-se, ainda assim, de um projecto e de uma ideia subjacente de Cidade.

Panorâmica sobre o Bairro Azul e zonas circundantes |c. 1950|
Av. António Augusto de Aguiar
Edifícios do Bairro Azul; esta designação devia-se à aparente ‘mancha azul’ formada pela cor das persianas, das portas e das caixilharias.
Mário de Oliveira, in Lisboa de Antigamente

Apresenta-se com uma hierarquia estabelecida e está dotado de aparatosos pórticos de entrada no Bairro. O seu isolamento apenas lhe veio confirmar a sua integridade e a sua autenticidade, patente no grande enriquecimento formal de fachadas e átrios de entrada, ganhando simplicidade formal ou opulência consoante a categoria social dos espaços o ditava. Baixos-relevos em estuque ou cimento, painéis policromados de mosaico cerâmico, ornatos salientes, pilastras e frisos, balaustradas, frontões e alpendres são motivos que aparecem com abundância neste vocabulário decorativo, de leitura complexa.

Avenida Ressano Garcia |1935|
Ressano Garcia (1847–1911) que enquanto engenheiro da CML foi responsável pela expansão de Lisboa para norte, a partir do eixo da Avenida da Liberdade com o projecto das Avenidas Novas integrou a toponímia de Lisboa ainda em vida, no ano de 1897, na artéria que hoje conhecemos como Avenida da República e, depois, no ano de 1929, regressou para uma Avenida no Bairro Azul.
Eduardo Portugal, 
in Lisboa de Antigamente

Tratando-se de um conjunto particularmente notável quanto à sua Arquitectura e aos motivos decorativos nela integrados, faz sentido classificar o conjunto com estas características estilísticas, pois manteve uma relação de sentido com os seus moradores, uma relação de autenticidade e integridade, o que se veio a verificar até à actualidade. É de realçar a autenticidade que o conjunto manteve ao longo dos tempos, pois é o conjunto, patente nas suas íntimas relações estilísticas que se mantiveram intactas e podem ser observadas.²

Bairro Azul |194-|
Perspectiva tomada da Rua Marquês de Fronteira vendo-se Avenida Ressano Garcia, ao centro, e a Av. António Augusto de Aguiar à dir..
Amadeu Ferrari, 
in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
¹ ANÍBAL Nazaré, Maria, uma Sua Criada. capa e ilust. Stuart. Lisboa, 1958.
² Carlos Cabaço e João Reis, lisboapatrimoniocultural.pt

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Rua (da) Augusta (Figura do Rei)

O olisipógrafo Norberto Araújo caracteriza da seguinte forma este arruamento da Baixa de Lisboa:
A Rua Augusta foi destinada, de seu começo, aos mercadores de tecidos de seda e de lanifícios, e cinco anos depois do Terramoto era já citada; foi das mais apressadas em fazer-se «cidade», pois onze anos depois do cataclismo já possuía trinta e um prédios, e dez anos acrescentados as suas edificações perfaziam o número de cinquenta e três.
Este pormenor — que devemos a Luiz Pastor de Macedo, investigador conscienciosíssimo, e especialista na complexa matéria da história das ruas de Lisboa — dá-nos bem a impressão do quadro evolutivo da nova Baixa, terraplanada que foi a ruína imensa que o Terramoto provocou.

Rua (da) Augusta (Figura do Rei) [1930]
A Rua da Augusta Figura do Rei leva-nos a direito para a estátua do monarca
que homenageia: D. José I, o soberano que inaugurou em Lisboa a prática
da atribuição de nomes de ruas por decreto de 5 de Novembro de 1760.
Fotógrafo não identificado, 
in Lisboa de Antigamente

Esta Rua Augusta — menos do que a Rua do Ouro se tem modernizado; menos pombalina que a Rua da Prata, e sobretudo do que as dos Douradores e Fanqueiros, a sua fisionomia transpira o jeito da transição de setecentos para oitocentos. Se a olhares, em perspectiva, aos domingos ao fim da tarde, quando ela vai deserta, e se pelo poder da imaginação lhe puseres no meio uma traquitana e suspensos das paredes dois candeeiros de cegonha — terás Lisboa do tempo dos franceses.==

Rua (da) Augusta (Figura do Rei) [1911]
Cortejo comemorativo da proclamação da República.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XII, pp. 47-48, 1939.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Rua da Penha de França

A Rua da Penha de França — recorda-nos  Norberto de Araújo — antiga Estrada, mantém ainda a linha levemente sinuosa do século XVII; sua rectificação, aqui e ali iniciada, não se fará demorar. 

Rua da Penha de França, norte |1952|
Junto aon.º 23 e ao  actual Mercado de Sapadores (dir.)
Antiga Estrada da Penha de França. A origem do topónimo advém da imagem de N. S. da Penha de França (uma invocação de um santuário de Salamanca) criada por António Simões (c. 1600).
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

Também por aqui alguns prédios modernos acotovelam outros, nobres de tipo de casa do campo, de há trezentos anos. (...) Há oitenta anos [c. 1860], nem talvez tanto, as edificações por esta Estrada eram poucas; foi depois de 1875 que se começaram a erguer esses prédios pelos quais vamos passando, indiferentemente. Olha: aqui temos um pedaço de Estrada antiga, com uma série de de casebres simpáticos, que já saem fora do alinhamento rectificado. Diz-lhes adeus...¹

Rua da Penha de França, nascente |195-|
[Junto ao n.º 121 onde estaciona o automóvel]
Antiga Estrada da Penha de França. A origem do topónimo advém da imagem de N. S. da Penha de França (uma invocação de um santuário de Salamanca) criada por António Simões (c. 1600)
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
¹ ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa», vol. VII, pp. 22-24, 1938.

domingo, 8 de abril de 2018

Edifício Heron Castilho

Projectado em 1921 pelo arq. Norte Júnior, este edifício de gaveto e planta em L, com uma feição marcadamente ecléctica, associa elementos decorativos tardios ao gosto Arte Nova, patentes nas mísulas talhadas de carácter antropomórfico (figurando cabeças femininas), que suportam as varandas de grandes dimensões da fachada principal, a uma linguagem classicizante, patente nas balaustradas e no monumental arco de volta perfeita, que remata o corpo do gaveto, assim como nas pilastras, que marcam o ritmo e definem a espacialidade exterior do imóvel. Os planos das fachadas surgem rasgados por fenestrações, isoladas ou agrupadas pelos emolduramentos de cantaria e reboco, cuja verticalidade e grande dimensão acentuam a sua monumentalidade e volumetria. 

Edifício Heron Castilho [c. 1930]
Rua Braamcamp, 40-40D; Rua Castilho, 42-42B
F.S. Cordeiro, in Lisboa de Antigamente

Após um processo crescente de abandono e obsolescência, que culminou na sua quase total demolição, este edifício foi objecto de um projecto de reconstrução a partir de 1985, segundo o risco dos arquitectos Henrique Tavares Chicó, João Pedro Conceição Silva e Francisco Manuel Conceição Silva. Reabriu, em 1992, como centro de serviços terciários, conservando apenas os muros exteriores do primitivo imóvel, sendo que as características técnicas e formais de todo o edifício, incluindo dos 4 pisos novos, nada têm a ver com a construção inicial. Fenómeno bem visível nos alçados completamente envidraçados dos últimos pisos, com terraço de cobertura, que foram erguidos acima do remate da fachada, num plano ligeiramente recuado. [cm-lisboa.pt]

Edifício Heron Castilho [1960]
Rua Braamcamp, 40-40D; Rua Castilho, 42-42B
Arnaldo Madureira, in Lisboa de Antigamente

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Rua Ferreira Borges

Entramos agora no Bairro (novo) de Campo de Ourique — diz Norberto de Araújo — pela sua Rua mais representativa, a de Ferreira Borges, e que é a Avenida do sítio. Fica-nos à [direita] o muro da parada do Quartel de Sapadores de Caminhos de Ferro, cujo portão principal de ingresso se rasga, ao fundo de uma passagem entre muretes, na extrema nascente da Rua de Infantaria 16.¹

Rua Ferreira Borges  [c. 1940]
Antiga Avenida do Campo de Ourique, antes Rua do Campo da Parada
À direita, o antigo lanço do Aqueduto das Águas Livres, ramal da Estrela e, acima deste, o Quartel de Campo de Ourique, mandando construir em 1762 pelo Conde de Lippe, a pedido do Marquês de Pombal; ao fundo, as Amoreiras.
Eduardo Portugal. in Lisboa de Antigamente

Neste arruamento (1880) consagra-se José Ferreira Borges (1786-1838), jurisconsulto e político, formado em Cânones pela Universidade de Coimbra que foi o autor do primeiro Código Comercial Português.²

Rua Ferreira Borges  [post. 1952]
Antiga Avenida do Campo de Ourique, antes Rua do Campo da Parada
À direita, a Rua de Campo de Ourique; ao fundo, à esquerda, o «Lycée Français Charles Lepierre» (1952). À sua direita, a Estação da Carris, inaugurada em 1938 e demolida em 1981 para dar lugar ao Complexo das Amoreiras, inaugurado em 1985. Em frente, os terrenos da EPAL onde, em 1998, começou a ser construído o Clube de Golfe das Amoreiras, nunca utilizado e desde então ao abandono.
Judah Benoliel. in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
¹ ARAÚJO, Norberto de, «Peregrinações em Lisboa», vol. XI, p. 74, 1939.
² cm-lisboa.pt.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Lojas de Antanho: fábrica de chapéus Jayme Pinto, Rua Áurea, 255

Com entrada pela escada n.º 259 — lê-se em A Capital de 1916 (mantida a ortografia da época) — cujo átrio foi há pouco transformado em montra, existe um prédio que essa escada serve a primeira fabrica de chapeus para senhora. que até hoje se tem fundado em Lisboa. O Jayme Pinto tem a gloria de ter sido, senão o iniciador d'essa nova industria, pelos menos o seu transformador. Todo o seu empenho intelligente tem consistido em radicar no espírito da sua clientela o principio de que nenhuma senhora deve contentar-se com os modelos que lhe apresentam quando pretende adquirir um chapeu. Compete-lhe crear uma moda para seu uso, dentro da moda geral. 

Fábrica de chapéus Jayme Pinto |c. 1920|
Rua Áurea, 255-259: Rua de Santa Justa (actual Torres Joalheiros)
Postal ilustrado, in Lisboa de Antigamente

E assim, quando se encontrar diante do fornecedor, ella deve levar já traçado na sua mente o feitio do chapeu que lhe serve e fazel-o executar. Comprehendendo-se, facilmente, quanto esta doutrina estética contribue para apurar o gosto das senhoras e para dar uma maior expansão à industria da especialidade. A exportação de chapeus que o Jayme Pinto faz para todo o Paiz, é já importantíssima, sendo manifesta a tendencia que ella acusa para se desenvolver. Com cerca de 100 operarias, trabalha só mechaanicamente por electricidade.==

Fábrica de chapéus Jayme Pinto |s.d.|
Rua Áurea, 255-259: Rua de Santa Justa (actual Torres Joalheiros)
Fotografia anónima

N.B. O Marco Postal que se observa na 1ª imagem  — um dos primeiros a ser colocado nas ruas da capital — é um modelo de 1895. Cilíndrico, em ferro fundido e fabricado em Portugal, era semelhante ao dos marcos que foram instalados em Lisboa, em 1882, e que mereceram um artigo na Revista “O Occidente”, no seu número do mês de Novembro. Nesse artigo relata-se a existência em algumas praças de “...Marcos de ferro, pintados de vermelho, muito vistosos com uma uma fenda horizontal na parte superior, por baixo da fenda uma porta fechando com segurança e por meio de chave, e um pequeno quadro indicando as horas das tiragens das correpondencias.”
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Bibliografia
A Capital  diário republicano da noite, 1916

domingo, 1 de abril de 2018

Chalet e Jardim da Condessa d'Edla

De vez em quando aparecia um bocado da serra, com a sua muralha de ameias correndo sobre as penedias, ou via-se o castelo da Pena, solitário, lá no alto.¹


Na segunda metade do século XIX, D. Fernando II e a sua futura segunda mulher, Elise Hensler, Condessa d’Edla, criaram no Parque da Pena um Chalet e um Jardim de carácter privado e sensibilidade romântica, espaço de refúgio e recreio do casal. Localizado de forma estratégica a poente do Palácio da Pena, o edifício segue o modelo dos Chalets Alpinos, então em voga na Europa. Da ecléctica decoração sobressaem as pinturas murais, os estuques, os azulejos e o uso exaustivo da cortiça como elemento ornamental. No exterior, o jardim que envolve o Chalet reúne vegetação autóctone e espécies botânicas provenientes dos quatro cantos do mundo, conformando uma paisagem exótica em que se destacam a Feteira da Condessa, o Jardim da Joina, o Caramanchão e os lagos. 

Chalet e Jardim da Condessa d'Edla [1869]
No alto da serra vê-se o Palácio da Pena

J. Laurent, in Lisboa de Antigamente

Entre 1864 e 1869 foi construído o denominado Chalet da Condessa d’Edla e desenvolvida uma forte intervenção paisagista na área envolvente. Influenciados pelo espírito romântico da época, D. Fernando e Elise Hensler, futura Condessa d’Edla, idealizaram uma das zonas mais idílicas e pitorescas dentro de aquele que é considerado o maior e mais emblemático parque romântico alguma vez concebido em Portugal.
O Chalet é um pequeno edifício de forte carga cénica, caracterizado no exterior pela marcação horizontal da pintura do reboco exterior, a simular pranchas de madeira, e pela cortiça que reveste balaústres, perfila beirados, emoldura vãos e finge trepadeiras.
A proximidade de um grupo de pedras de granito monumentais, inserido no jardim, e as vistas para o vale, o mar, o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros e a Cruz Alta, acentuam o dramatismo, quer da construção, quer do conjunto paisagístico.

Chalet e Jardim da Condessa d'Edla [1869]
No alto da serra vê-se o Palácio da Pena

J. Laurent, in Lisboa de Antigamente

O Jardim integra uma colorida zona formal com camélias, rododendros e azáleas, e uma exótica intervenção na paisagem – composta por mais de duzentas espécies botânicas e repleta de recantos, caminhos, bancos e miradouros – que permite um passeio entre o Chalet e o Palácio da Pena. Os elementos ornamentais e de fruição da ambiência, presentes de forma quase inesperada, integram-se neste percurso ao longo da descida até à Feteira da Condessa. O vale situado a nascente foi o local escolhido para a criação da Feteira, primeira colecção de fetos no Parque da Pena, de que são especial exemplo os fetos arbóreos da Austrália e Nova Zelândia.
Adjacentes ao Jardim da Condessa encontram-se as estruturas da Quinta da Pena, que inclui a Abegoaria, novas cavalariças e um espaço para as charretes que realizam passeios no Parque da Pena.²
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Bibliografia
¹ QUEIROZ, Eça de,  Os Maias, p. 190, 1888.
² parquesdesintra.pt.
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