No Largo dos Jerónimos, silencioso, e a escaldar na luz, um ónibus esperava, desatrelado, junto ao portal da igreja. Um trabalhador com o filho ao colo, e a mulher ao lado no seu xale de ramagens, andava ali, pasmando para estrada, pasmando para o rio, a gozar ociosamente o seu domingo.[QUEIROZ, Os Maias, 1888]
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Largo dos Jerónimos e Rua de Belém |1966| O troço ainda existente do antigo Largo Frei Heitor Pinto passou a denominar-se Largo dos Jerónimos (1948); a primeira serventia depois do Largo é o Beco do Chão Salgado seguido pela Tv. das Galinheiras. Ao fundo nota-se a Calçada do Galvão e o Jardim Tropical. Em último plano adivinha-se o zimbório da Igreja da Memória. Casa Fotográfica Garcia Nunes, in Lisboa de Antigamente |
Estamos ainda em Belém, à direita do templo, e exactamente no Largo dos Jerónimos — diz Norberto de Araújo — , cujo quarteirão de casas contido entre essa artéria em ângulo e o Largo de Frei Heitor Pinto vai entrar (se não entrou já, Março), em demolição para desafogo da entrada do Jardim Colonial, que será integrado na Exposição do Mundo Português, de 1940. [ARAÚJO, 1939]
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Rua e Chafariz de Belém |1939| A casa de gaveto, considerada a mais antiga do bairro de Belém, assim como o prédio seguinte, foram demolidos aquando da Exposição do Mundo Português, de 1940. À esquerda o antigo Chafariz de Belém transferido para o Largo do Mastro; mais adiante, no prédio com toldos junto ao poste de catenária, a fábrica dos Pastéis de Belém (antiga Confeitaria de Belém). Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente |


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