Sunday, 26 July 2020

Estação do Rossio: rampa para o Largo do Duque do Cadaval

Na noite de sete de Março de 1914, Fernando Pessoa, poeta e fingidor, sonhou que acordava. Tomou o café no seu pequeno quarto alugado, fez a barba e vestiu-se com esmero. Enfiou a gabardina, porque lá fora chovia. Quando saiu faltavam vinte minutos para as oito, e às oito em ponto estava na estação do Rossio, na plataforma de comboios com destino a Santarém.
(Antonio Tabucchi. «Sonho de Fernando Pessoa, poeta e fingidor». Sonho de Sonhos, 1914)

Estação do Rossio:  rampa para o Largo do Duque do Cadaval  [c. 1900]
A Estação Central da C. P. do Rossio — traço do arq.º Luis Monteiro — começada a construir em 1887 é inaugurada em 1888.
Fotógrafo não identificado, in A.M.L.

Palmilhei a rampa que leva à Estação. Por entre o tropel de passageiros golfados do último comboio, proveniente lá do calcanhar de Judas, enxerguei ao alto, para as Escadinhas do Duque, uma lanterna vermelha que me acenava com quartos de pernoitar.
(RIBEIRO, Aquilino, Lápidees Partidas, 1969)

Estação do Rossio: acesso superior virado ao Largo do Duque de Cadaval  [1928]
A Estação Central da C. P. do Rossio — traço do arq.º Luis Monteiro — começada a construir em 1887 é inaugurada em 1888.
Legenda da foto no arquivo: «Romenos vindos do Brasil, acampados na estação do Rossio»
Fotógrafo não identificado, in Arquivo do Jornal O Século

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