Friday, 7 December 2018

Rua Antero de Quental

Nove anos após o suicídio do poeta Antero de Quental, a Câmara Municipal de Lisboa perpetuou-o na toponímia citadina, no arruamento que liga o Largo do Intendente com o Largo do Conde de Pombeiro, como Antero do Quental, designação que foi rectificada para “de Quental” em virtude de uma parecer da Comissão Municipal de Toponímia de 18 de Junho de 1948.

Rua Antero de Quental [1970]
Esquina com a Avenida Almirante Reis
João Goulart, in A.M.L.

Antero Tarquíneo de Quental (1842–1891) foi uma personalidade que se notabilizou pelo seu envolvimento na agitação académica de Coimbra (de 1859 a 1864), enquanto estudante e presidente da organização secreta Sociedade do Raio; por suscitar a Questão Coimbrã em 1865; por ter formado o Cenáculo em Lisboa, em 1867, com outros como Eça de Queirós e Ramalho Ortigão; por passar a uma intervenção activa no movimento socialista após conhecer Oliveira Martins em 1869; por ter organizado as Conferências do Casino em 1871; por ter aceite a presidência da Liga Patriótica do Norte quando do Ultimato de 1890. Da sua obra, destacam-se os títulos de poesia Sonetos (1861), Odes Modernas (1865) e Raios de Extinta Luz (1892), uma obra em prosa reunida em 3 volumes publicados de 1923 a 1931 (Prosas) e nos quais se inclui o ensaio Tendências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Século XIX (1890). [cm-lisboa.pt]

Rua Antero de Quental [1905]
Machado & Sousa, in A.M.L.

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