Sunday, 21 March 2021

Chafariz Alcolena ou da Boa Memória

Obra do arq. régio Possidónio da Silva, este chafariz foi inaugurado em 13 de Junho de 1850, em frente à Igreja da Memória. A necessidade da sua construção prendeu-se com o facto do habitual ponto de abastecimento de água localizado no Palácio das Secretarias, na Calçada da Ajuda, ter sido adaptado para residência do rei consorte D. Fernando de Sax-Coburgo. Sugerindo os chafarizes de obelisco, traduz, apesar da sua simplicidade, uma elegância de formas, que concilia superfícies ondulantes e rectilíneas

Chafariz Alcolena ou da Boa Memória [1932]
Calçada do Galvão
A falta de água em Lisboa e o assalto ao chafariz, sob o o olhar atento do policia, assim que aquela aparece.
Fotógrafo não identificado, in Arquivo do Jornal O Século

Do seu tanque de recepção de águas rectangular eleva-se ao centro, sobre uma base quadrangular, uma pirâmide alongada, como se fosse um jarro bojudo, de secção quadrangular com o colo alto e arestas curvas. Este conjunto surge rematado por uma espécie de vaso ou urna, coroado por uma esfera. Numa das faces da sua base exibe as armas camarárias. [cm-lisboa.pt]

Chafariz da Memória [1939]
Calçada do Galvão [antiga Estrada do Penedo]
Eduardo Portugal, in AML

N.B. Este topónimo homenageia António José Galvão, oficial-mor do Corpo de Sua Magestade (Intendente das Polícias). No nº 25-28 deste arruamento encontra-se a «Casa do Galvão», casa nobre de gosto barroco, construída numa quinta doada, em 1758, pelo rei D.José I a António José Galvão.

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