quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Rua da Beneficência

Chegamos assim ao velho Largo do Rêgo, que a urbanização trivializou, junto do qual correu a pitoresca Rua das Cangalhas [actual Avenida Conde de Valbom] de que há meses restavam quatro paredes. Já agora enfiemos pela antiga Estrada do Rêgo, depois Rua de Sousa Holstein, modernamente Rua da Beneficência. [1]

Rua da Beneficência [c. 1950]
Passagem de nível do Rego
Judah Benoliel, in AML

A Rua da Beneficência foi atribuída por Edital de 18/12/1903 ao arruamento que vai ao Largo do Rego a Palma de Cima, em homenagem à Duquesa de Palmela, e às preocupações beneméritas que sempre teve ao longo da sua vida. 
Refere-se à 3ª Duquesa de Palmela, de seu nome D. Maria Luísa Domingas de Sales de Borja de Assis de Paula de Sousa Holstein (1841-11909) cuja filantropia lhe marcaram um lugar único, nomeadamente, na Assistência Nacional aos Tuberculosos, nos Socorros a Náufragos, em asilos, missões ultramarinas, institutos de proteção à infância e na fundação das Cozinhas Económicas, com sua prima Maria Isabel Saint-Lèger, tendo sido também a sua primeira presidente.
Foi também dama da Rainha D. Amélia e dedicou-se à escultura, havendo trabalhos seus no Museu do Chiado e na Sociedade de Geografia de Lisboa, assim como se interessou pela cerâmica e juntamente com a Condessa de Ficalho fundou a Fábrica do Ratinho no seu próprio palácio. Foi distinguida com a Ordem de Santiago, a Ordem de Santa Isabel, Ordem de Maria Luísa (Espanha) e Académica de Mérito da Academia Nacional de Belas-Artes. [2]

Rua da Beneficência [c. 1950]
Passagem de nível do Rego
Judah Benoliel, in AML

Bibliografia
[1] (ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XIV, p. 58)
[2] (cm-lisboa.pt)

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