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domingo, 12 de abril de 2026

Divertimentos no Parque Mayer

O Parque Mayer foi inaugurado em 15/6/1922, substituindo e incorporando a função lúdica da Feira de Agosto (criada em 1908, na Rotunda), uma das últimas "feiras típicas" da capital, com petiscos, comércio e diversões. Inicialmente, apresentou-se em instalações precárias de madeira (“barracas”), mas situava-se numa zona mais central e frequentada. Com o tempo, transformar-se-ia num moderno e popular recinto de diversões ao ar livre, pretendendo emular o que se fazia em Paris (Luna-Park, Magic-City), Madrid (Retiro), Barcelona (Grande Parque), Sevilha, etc. (...). Mais tarde, esta componente seria ampliada e aperfeiçoada pela Feira Popular de Lisboa (1943).

— Não deixem de ver a célebre Cadeira Eléctrica: Uma grande atracção internacional!..

Divertimentos no Parque Mayer |1943-05-02|
Começou por funcionar com  atracções várias, como a "Cadeira Eléctrica", o circo do El Dorado, e combates de boxe e luta-livre.”,
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Situado junto à Avenida da Liberdade, do lado ocidental — num espaço que pertenceu aos jardins e espaços adjacentes do Palácio Mayer — entre a Rua do Salitre e a Praça da Alegria, este recinto viveu o seu apogeu entre as décadas de 30 e de 70 do séc. XX.
Sobre o novel Avenida Parque, ou feira do Parque Mayer como também era designado, lia-se no Diário de Notícias: “Quando ontem entrámos na feira, lembraram-nos imediatamente alguns detalhes pitorescos das antigas feiras do Campo Grande e das Amoreiras, dos nossos melhores bons tempos. E lembrou-nos isso no meio daquele ruído moderno e caprichoso, num recinto onde as barracas têm todas, pelo menos, limpeza, algumas bom-gosto e muitas, se não a totalidade, um ar de sedução irresistível.” (15/6/1922)
 
Divertimentos no Parque Mayer |1943-05-02|
 Os cavalinhos ou carrossel.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
Divertimentos no Parque Mayer |194-|
Tômbola dos cigarros, onde o objectivo era atirar argolas para que caíssem sobre os maços de cigarros expostos. À esq., ao fundo, ficava o chamado Estádio Mayer. [Dias; 2007]
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Entre as diversões que passaram no Parque Mayer, destacam-se as "barracas dos tirinhos", os bailes (de fim-de-semana, ou de carnaval), os circos Royal, El Dorado e Luftman, as "barracas” do "Porto de Lisboa" (miniatura animada da Ribeira) ou de "fenómenos” como a "mulher transparente” e a "mulher-sereia" e as pulgas amestradas, o labirinto e a roleta diabólica, a laranjinha, a "Cadeira Eléctrica", as “variedades”, o jogo do quino, o jogo clandestino (para os mais aventureiros), os carrosséis e os fantoches, o Pavilhão Infantil, os "carrinhos de choque", a patinagem, os combates de boxe (Belarmino engraxava sapatos na Rua do Salitre), a luta greco-romana e a luta livre. 
[Expressões Artísticas Urbanas.Ferro,Lígia, ‎Raposo,Otávio, ‎Sá Gonçalves,Renata de, 2017]

Divertimentos no Parque Mayer |1943-05-02|
 Engenho de experimentar forças.
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Parque Mayer: — Vai um tirinho, freguês?!

Barraca de tiro ao alvo no Parque Mayer


Situado junto à Avenida da Liberdade, do lado ocidental, entre a Rua do Salitre e a Praça da Alegria, este recinto viveu o seu apogeu entre as décadas de 30 e de 70 do séc. XX. Começou por funcionar com divertimentos como barracas «dos tirinhos», carrinhos de choque, carrosséis de feira, “roleta diabólica” e a "cadeira eléctrica", atracções várias, como o circo do El Dorado, e combates de boxe e luta-livre.
Deste modo, o Parque Mayer rapidamente se tornou um recinto de convívio e de feira ao ar livre, onde não faltavam restaurantes, bares, cabarets, retiros e tascas, atraindo um público aficionado. 

Barraca de tiro ao alvo no Parque Mayer |c. 1940|
Ferreira da Cunha, 
in Lisboa de Antigamente

Uma noite encontram-se na Avenida e foram ate ao Parque Mayer em amena conversa. Deambularam pelo recinto. Pararam junto das barracas de tiro ao alvo, distraídos com a exuberância de gestos e de palavras com que as empregadas disputavam umas às outras a atenção dos possíveis atiradores, dos frequentadores ociosos, em busca de emoções baratas. [Crespo: 1971]

Barraca de tiro ao alvo no Parque Mayer |1943-05|
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Em 1932, por sugestão de Leitão de Barros, realizou-se aí o primeiro desfile de grupos representantes dos bairros lisboetas que, posteriormente, dará origem às Marchas Populares.

Barraca de tiro ao alvo no Parque Mayer |1930-05|
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Pavilhão Portuguez, Parque Mayer

A casa de espectáculos Pavilhão Portuguez,  de Artur Aires, foi fundada cerca de 1922, idealizado por Luíz Galhardo (Teatro Variedades, 1924/, mentor da sociedade que edificou este recinto no início dos “loucos anos 20”. Tinha a particularidade de oferecer cinema ao ar livre (Cinema Parque) a preços populares. 

Pavilhão Portuguez, Parque Mayer, 1925
Travessa do Salitre
Estúdio de fotografia Lusitan, in Lisboa de Antigamente

PAVILHÃO PORTUGUEZ
PARQUE MAYER
 
O melhor espectáculo de cinema e variedades ao ar livre Hoje — Exibição do filme sensacional «Uma aventura em Paris», e a super produção «Uma família ambulante». — No palco numeros sensacionaes de bailados . Amanhã A comedia de aventuras «Por causa de uma menina»

Pavilhão Portuguez, Parque Mayer, cinema ao ar livre (Cinema Parque) 1927
Travessa do Salitre
Mário Novais, in Lisboa de Antigamente

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Palácio Mayer

Neste local exacto do Palácio Mayer — recorda-nos Norberto de Araújo — existia no princípio de seiscentos uma Quinta da Legacia, ao fundo da Cerca arborizada dos Padres do Noviciado (Jardim Botânico). Estiveram nela (1639) num pequeno Hospício, os frades dominicanos irlandeses, que mais tarde, depois de correrem vários pousos de empréstimo, se instalaram no Corpo Santo. O Colégio dos Nobres (depois Escola Politécnica), como herdeiro dos bens da Companhia de Jesus, vendeu os terrenos e casas ao Arcebispo da Lacedemónia, que certamente os restaurou; um herdeiro do Arcebispo alugou sucessivamente o já então palácio ao 7.º Conde de Valadares (1822), e depois à famosa Marquesa de Aloma, D. Leonor de Almeida Lorena e Lencastre, a «Alcipe» da história da literatura, que logo aos oito anos fora feita prisioneira no Convento de Chelas, onde permaneceu até aos 26 anos de idade. A Marquesa de Aloma morreu aqui em 11 de Outubro de 1839, à beira dos 90 anos.

Palácio Mayer |190-|
Rua do Salitre, 1-3; Travessa do Salitre, 37
De planta rectangular e volumetria paralelepipédica encontra-se implantado em gaveto cujo pano murário no ângulo se apresenta curvo.
Paulo Guedes, 
in Lisboa de Antigamente

O Palacete que aqui vês foi edificado em 1900 por Adolfo Mayer [o arqº. foi Nicola Bigaglia (1841-1908), italiano radicado em Portugal], que adquiriu o velho palácio creio que aos descendentes da família Krus, a sua possuidora no tempo da Marquesa de Alorna.
Em 1920, por motivo de partilhas entre a família Mayer, herdeiros, o Palácio foi à Praça, adquirindo-o, com todos os seus jardins e dependências, Artur Brandão, que, pouco depois, o vendeu a uma. sociedade «Avenida Parque», como já veremos [vd. N.B.].
Entre 1918 e 1920 funcionou no Palácio um «Club Mayer», ao tipo dos clubes nocturnos de recreio e jogo dos da Rua de Santo Antão (Palace, Monumental, Bristol).

Palácio Mayer |c. 1920|
Rua do Salitre, 1-3; Travessa do Salitre, 37
Desenvolve-se em dois pisos sobrepujados por cornija suportada por mísulas ornamentadas com folhas de acanto, que precede remate em platibanda simples articulada com balaustrada, evidenciando-se, ainda, plintos com bola nos eixos correspondentes às pilastras de compartimentação da fachada
Chaves Cruz, in Lisboa de Antigamente

Finalmente em Março de 1930 o Govemo de Espanha (Primo de Rivera), comprou, com dispensa de pagamento de sisa, e por intermédio de Mateo Benito Garcia (que fez o seu negócio, muito discutido, o que o levou ao «carcel», em Espanha), o Palácio Mayer, era então Embaixador em Lisboa D. Cris tobal de Valin. Funcionam na Casa de Espanha o Consulado Geral, a Câmara do Comércio, e outros serviços.
Sem desfigurar a arquitectura exterior fêz-se depois uma ampliação no edifício, aproveitando a antiga garagem, hoje entrada para o Consulado.

Palácio Mayer |1929|
Rua do Salitre, 1-3; Travessa do Salitre, 37
 Propriedade do Estado Espanhol, funcionando aí serviços da respectiva E
mbaixada/Consulado
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

N.B. Contrariando a legislação do Prémio Valmor, por não haver outro que justificasse a atribuição do Prémio no ano de 1902, este foi atribuído ao edifício em questão construído no ano anterior, tendo sido um dos melhores exemplares de arquitectura revivalista em Portugal, A propriedade incluía, para além do edifício, um extenso jardim, que, tendo sido vendido em 1921, veio a dar origem ao Parque Mayer, recinto de diversões, inaugurado em 15 de Junho de 1922.

Palácio Mayer |1937|
Rua do Salitre, 1-3; Travessa do Salitre, 37; Av. da Liberdade e Monumento aos Mortos da Grande Guerra
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XIV, p. 35, 1939.
cm-lisboa.pt.

domingo, 22 de novembro de 2020

Café Lisboa (actualizado)

O café dos actores do Parque Mayer, dos autores teatrais, empresários, compositores e fadistas, ocupou dois edifícios na Avenida da Liberdade. Começou quase em frente do Parque Mayer, no edifício que vê na segunda imagem. A 25 de Junho de 1968, muda de casa para o outro lado da avenida. Alguns dos clientes habituais, mas não os artistas, ajudam a transportar mesas e cadeiras. A sessão fotográfica – que não esquece o gato Pihicas – fica para a história. [DIAS: 1999]

Café Lisboa |1966|
Avenida da Liberdade, 126-134 (edifício demolido em 1989)
Artur Inácio Bastos, in Lisboa de Antigamente
 
Nota(s):Terá encerrado «as suas portas» antes de 1989, porquanto o edifício foi demolido nessa data.

Edifício da Avenida da Liberdade, 131-151 com a Tv. do Salitre |1968|
Neste edifício oitocentista existiu — para além do Café Lisboa — o célebre Café Cristal, um projecto de 1940/42, do arq.º Cassiano Branco. Uma intervenção, por parte dos arquitectos Nuno Teotónio Pereira e Mário Costa e Crespo, na década de 90 do séc. XX,
(entre 1993-1995), valeu-lhe o Prémio Eugénio dos Santos de 1995. Actualmente, o piso térreo, é ocupado por lojas de marcas internacionai
s.
Artur Inácio
 Bastos in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
Joana Stichini Vilela e Nick Mrozowski, LX60: A Vida em Lisboa Nunca Mais Foi a Mesma, 2012.

domingo, 4 de fevereiro de 2024

Café Cristal

Localizado em plena Avenida da Liberdade, 131-137, nas proximidades do Monumento aos Mortos da Grande Guerra, o Cristal começou por ser um simples café. A sua criação terá ocorrido por volta de 1940, data em que o célebre arquitecto Cassiano Branco submeteu um primeiro projecto de decoração revelador de uma enorme influencia do estilo Art-Déco.


A importância do estabelecimento como centro de espectáculos emergiu a partir de Novembro de 1941, com a inauguração do Bar Cristal. O passo seguinte foi a abertura, em Janeiro de 1942, do dancing, faceta que acrescentou ao Cristal a valência de cabaré com animação nocturna entre as 23.00 e as 5.00 horas. Para esta última etapa contribuiu o encerramento do Maxim's, ocorrido em 1940, como se depreende de um anúncio publicado no Diário de Lisboa: «Não há nenhum português de categoria e cremos, até, dos estrangeiros nossos hóspedes, anos atrás, que não sintam o desaparecimento do Maxim's [...]. 

Café Cristal |1941|
Avenida da Liberdade, 131-137 (edifício demolido em 1989)
Estúdio Mário Novais,in Lisboa de Antigamente
Café Cristal |1941|
Avenida da Liberdade, 131-137 (edifício demolido em 1989)
Estúdio Mário Novais,in Lisboa de Antigamente
Café Cristal |1941|
Avenida da Liberdade, 131-137 (edifício demolido em 1989)
Estúdio Mário Novais, in Lisboa de Antigamente

A direcção do Bar Cristal Dancing, sentindo também essa falta e dentro das suas possibilidades, pretende, em parte, proporcionar ao público o ambiente, luxo e conforto que ali se desfrutavam».
Pelo Cristal, situado ao lado do Café Lisboa e junto ao Parque Mayer, passaram ao longo dos anos várias orquestras e agrupamentos nacionais e estrangeiros ligados aos primórdios do jazz. A primeira foi a Orquestra Caravana, contratada para inaugurar o estabelecimento, que ali actuou nos seus primeiros três meses de actividade. Sucederam-lhe, entre outras, a orquestra Sousa Pinto e Manolo Bel (1945) e, já nos anos 50, a orquestra de Tavares Belo com o vocalista Moniz Trindade, Harlem Jazz, com o cantor Ernâni Ribeiro, Night and Day e Blue Skies. As pequenas formações foram também contempladas, nomeadamente com a cantora espanhola Mari Merche, acompanhada pelo Quarteto Swing (1943), o Quinteto Murilo, com o pianista espanhol Pedro Masmitja (1944), e os Five Swings (1944).

Café Cristal |1941|
Avenida da Liberdade, 131-137 (edifício demolido em 1989)
Estúdio Mário Novais, in Lisboa de Antigamente

O Cristal terá entrado em crise a partir de 1954, ano em que a sua publicidade na imprensa da época começou a escassear, num total contraste com a profusão anunciadora dos anteriores 12 anos. Não surpreende, pois, que em Fevereiro de 1958 tenha sido substituído pelo Pasapoga, que já não teve, porém, qualquer relevância no panorama do jazz nacional, uma vez que optou por uma programação que privilegiava sobretudo as artistas espanholas de variedades, não obstante a actuação pontual da orquestra de Almeida Cruz.

Café Cristal (1941-1958)
Avenida da Liberdade, 131-137

Bibliografia
SANTOS,  João Moreira dos, Roteiro do Jazz na Lisboa dos anos 20-50 : guia ilustrado de 40 espaços históricos dos primórdios do Jazz em Portugal 2012.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Palácio Sotto Mayor

Esta Avenida Fontes Pereira de Melo — já o tens notado — ostenta propriedades de certo sentido aristocrático de arquitectura; lernbro-te [...] o grande Palácio do Dr. Cândido Sotto Mayor, filho, no n.° 14, construido em 1905, que ocupa um quarteirão entre esta Avenida, e as Ruas Martens Ferrão e Sousa Martins, e o Largo do Andaluz.¹


O Palácio Sotto Mayor foi edificado pelo banqueiro Cândido Sotto Mayor para lhe servir de residência nas Avenidas Novas. As obras iniciaram-se em 1900 com a demolição do solar oitocentista da família Mayer, que até então ocupava o local, e a construção de uma muralha de suporte do terreno sobre o Largo de Andaluz. 

Palácio Sotto Mayor [1966]
Avenida Fontes Pereira de Melo, 16; Largo de Andaluz, 13-13C; Rua Martens Ferrão, 1
Arnaldo Madureira, in Lisboa de Antigamente

A construção do palácio propriamente dito iniciou-se em 1902 e prolongou-se por quatro anos. Inicialmente projectada pelo arquitecto Ezequiel Bandeira, a obra viria a ser acompanhada pelo capitão de engenharia do exército Rodrigues Nogueira, que contou com a colaboração do arquitecto Correia Monção. Colaboraram ainda na obra vários outros artistas: os arquitectos João António Piloto (concepção da sala de jantar) e Evaristo Gomes (vestíbulo e sala de visitas); os pintores Domingos Pinto, Teixeira Bastos, Ribeiro Júnior e Ordonez; o escultor Jorge Neto e o entalhador António Pucche. 

Palácio Sotto Mayor [c. 1906]
Fachadas viradas ao Largo de Andaluz,
Avenida Fontes Pereira de Melo, 16; Largo de Andaluz, 13-13C; Rua Martens Ferrão, 1
Paulo Guedes, in Lisboa de Antigamente

Em 1967 o edifício ficou devoluto e começou a entrar em ruína. Em 1989 foi adquirido por uma empresa imobiliária que encomendou um projecto de renovação. Passados vários anos de espera, e depois de um incêndio no interior, a Câmara Municipal de Lisboa e o IPPAR autorizaram a execução do projecto. Da autoria do arquitecto Gastão da Cunha Ferreira, o projecto de recuperação, que procurou não descaracterizar o casco exterior do imóvel, visou a sua reutilização como hotel, escritórios e lojas.
O palácio, que incluía anexos (cocheiras, casa de criados, lavadouro), insere-se num parque murado e gradeado onde outrora existia um jardim com um lago, estufa de vidro e gaiolas.²

Palácio Sotto Mayor [1967]
Perspectiva tomada da Rua Luciano Cordeiro
Avenida Fontes Pereira de Melo, 16; Largo de Andaluz, 13-13C; Rua Martens Ferrão, 1
 
Garcia Nunes, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
¹ ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XIV, p. 81, 1939.
² Almeida e Duarte Belo – Portugal Património: Lisboa, Vol. VII, 2007.
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