Este pedaço de Santo Amaro — relembra-nos Norberto de Araújo — estaria compreendido nos bens do Morgadio Saldanha, Condes da Ponte. Tudo desapareceu; dos Condes da Ponte resta hoje o nome na Travessa, contígua pelo poente, aos edifícios da Companhia dos Eléctricos, a qual absorveu, quando a Companhia Carris era ainda de viação animal, palácio, casas, pátio, terrenos do granjeio daquela ilustre família. E já agora duas palavras acerca da Companhia Carris.
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| Estação da Carris de Santo Amaro |1964-08| Rua Primeiro de Maio Ponte sobre o Rio Tejo em construção. Augusto de Jesus Fernandes, in Lisboa de Antigamente |
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| Estação da Carris de Santo Amaro |1964| Rua Primeiro de Maio Ponte sobre o Rio Tejo em construção. Artur Inácio Bastos, in Lisboa de Antigamente |
A primeira estação que a Carris teve foi no fim do Aterro (terrenos cedidos pela Câmara) [hoje Av. 24 de Julho], mas, com o receio de ser desalojada de um momento para o outro, a Companhia comprou, logo em 1874, o Palácio Ponte, onde então estava instalado o Asilo de D. Luiz, que o havia adquirido em 1864, já reduzido de área, a D. João Saldanha da Gama.
Em 1901 a Carris tinha 47 quilómetros de rede, e hoje [1939] possui 152, com três estações car-barns: Santo Amaro, Arco do Cego (que desaparecerá) e a nova das Amoreiras, inaugurada em 1938.
(ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. IX, pp. 41-42)
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| Estação da Carris de Santo Amaro |1939-11-27| Rua Primeiro de Maio; Porto de Lisboa. Atrás desta estação erguer-se.á, a partir de 1966, a ponte monumental sobre o Rio Tejo. Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente |
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| Estação da Carris: car-barn de Santo Amaro |1929-04-23| Rua Primeiro de Maio Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente |




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