domingo, 23 de agosto de 2026

Rua Frei Francisco Foreiro

Topónimo atribuído pela C.M.L., em 1909, ao arruamento onde assentava a velhinha Tv. do Forno do Tijolo. Ao fundo nota-se, a não menos antiga, Rua de Arroios e as fachadas de tardoz dos prédios na Rua Passos Manuel. À dir. — onde se vêem os tradicionais tapumes — abre-se a Rua António Pedro e, à esq., nota-se a embocadura do Regueirão dos Anjos e mais tarde (1984), paralela a este, a nova Rua Francisco Ribeiro (rasgada aquando da construção do Edifício Filial do Banco Portugal no local onde se siruava a antiga Fábrica Portugal).. (Ribeirinho, 1984).

Rua Frei Francisco Foreiro |1926-03-31|
Perspectiva tomada do lado da Av. Alm. Reis na direcção da Rua de Arroios
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
Legenda no arquivo: «Local, na rua Francisco Foreiro (no bairro de Inglaterra), onde apareceu morta a actriz Maria Alves»
 
N.B. Frei Francisco Leite de Faria, dissertou sobre «As obras impressas de Frei Francisco Foreiro (1522-1581), afirmando que o Dominicano Frei Francisco Foreiro se salientou extraordinariamente na última fase do Concílio de Trento, em 1562 e 1563. Publicou então em Veneza a «nova e velha versão do Profeta Isaías» com o respectivo comentário, livro que teve oito edições, todas impressas no estrangeiro. Acabado o Concílio, Francisco Foreiro ficou na Itália para preparar quatro obras, que mandadas publicar por esse Concílio, tiveram enorme influência na prática doutrinal e litúrgica da Igreja católica. Foram essas obras o Índice dos Livros Proibidos, o Catecismo para os Párocos ou Catecismo de S. Pio V, o Breviário Romano e Missal Romano, obras que impressas por vez primeira, respectivamente, em 1564, 1566, 1568 e 1570, tiveram depois centenas de edições. Esse Missal vigorou durante quatro séculos até 1970. Muito se falou e escreveu então da Missa Tridentina ou de S. Pio V, que a tinha promulgado para a Igreja Católica, mas não se lembrou, nem mesmo em Portugal, que ela foi principalmente obra de Frei Francisco Foreiro, falecido há quatro séculos, em 1581, e natural de Lisboa, que há poucos anos lhe dedicou uma rua na freguesia de Arroios perto da Avenida Almirante Reis. [APH: 1981]

Avenida Almirante Reis |c. 1930|
Vista para sudoeste observando-se a embocadura da Rua Frei Francisco Foreiro,1 (dir.).
Jorge Marçal da Silva, in Lisboa de Antigamente

5 comentários:

  1. Excelente tópico Muito didáctico. 👍

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  2. A 2ª imagem é de 1928 ou posterior. A circulação já está à direita.

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  3. Parabéns pelas esstórias maravilhosas do passado da nossa bela cidade.

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  4. Nasci em 1941 e Vivi por ai até aos 25 anos mas já não me lembro desse local.
    Saudades.

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