A tradição conta-nos que Martim Moniz era um dos cavaleiros de D. Afonso Henriques que em 1147, na conquista de Lisboa, se atravessou numa porta da muralha do Castelo dos Mouros, impedindo o seu fecho e, sendo de imediato morto pelos sitiados enquanto garantia a abertura necessária para a entrada dos exércitos cristãos conquistarem a cidade.
Em 1908, o herói Martim Moniz ganhou uma placa evocativa na porta do seu sacrifício e, em 1915, ficou também imortalizado na toponímia da Mouraria já que a Rua de São Vicente à Guia – que se situava entre a Rua da Mouraria, Rua do Arco do Marquês de Alegrete e a Calçada do Jogo da Pela – se passou a denominar Rua Martim Moniz, pelo Edital de 14 de Outubro de 1915. Contudo, as alterações urbanísticas do local iniciadas a partir da década de 30, a pretexto de ligar a Avenida Almirante Reis ao Rossio, acabaram por fazer desaparecer o Mercado da Figueira, parte da Mouraria e este arruamento. [1943-1974 - Actas da Comissão Municipal de Toponímia de Lisboa]
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Praça do Martim Moniz |1961| Venda de manjericos. Augusto de J. Fernandes, in Lisboa de Antigamente |
Quando o Hotel Mundial foi inaugurado, em 1958, tinha o lobby virado para as traseiras da Igreja de São Domingos e para a Barros Queirós, ruela muito comercial que leva ao Rossio. Depois, o Mundial expandiu-se, quase ocupou o quarteirão, triplicou os quartos e abriu-se para o Martim Moniz. {Fernandes: 2024]
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Praça do Martim Moniz |1964| Festas populares de Junho: venda de manjericos junto ao Hotel Mundial. Artur Goulart, in Lisboa de Antigamente |
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