Até ao fim do Século XVIII, Lisboa, a pouco e pouco, segundo um plano de larga visão, ressurge, mais bela, mais ampla, mais moderna. E desde então, com breves intervalos de espera, que as vicissitudes da Nação impõem, é uma marcha constante, um aumento sucessivo na população e na superfície urbanizada. As invasões francesas, a saída da Corte e, depois, as lutas civis da primeira metade do Século XIX já se desenrolam numa Lisboa bem diferente da que o Terramoto fizera desabar.
Avenida da Liberdade |post. 1935| Esquina com a Rua do Salitre; sanitários públicos Horácio Novais, in Lisboa de Antigamente |
E logo que, com a Regeneração, o liberalismo entra numa fase construtiva de fomento, a capital beneficia também do impulso renovador, que tem Fontes Pereira de Melo por arauto e animador. Rosa Araújo faz romper a Avenida da Liberdade (1885), novos bairros se rasgam, as portas da cidade deslocam-se mais para o norte. No início deste século as Avenidas Novas são uma realidade, o porto de Lisboa cresce em movimento e importância.
(CAVALHEIRO, António Rodrigues, Lisboa, 1953)
Avenida da Liberdade |post. 1950| Esquina com a Rua do Salitre; Palácio Mayer Para os leitores menos informados, a casa de pasto "Ribadouro - Vinhos e Azeites" instalou-se na Avenida em 1921. A cervejaria com o mesmo nome foi inaugurada em 1947. Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente |
Lindos tempos simplicidade e beleza ao mesmo tempo. Sara Bordignon
ReplyDeleteQue lindo registo da epoca
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