Sunday, 2 February 2020

Antiga Estação Ferroviária da Parede

Esta estação situa-se no troço entre as Estações de Pedrouços e Cascais da Linha de Cascais, que foi inaugurado pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses em 30 de Setembro de 1889. A estação entrou ao serviço com a denominação de «Parede-Galiza».

Antiga Estação Ferroviária da Parede |1928|
Parede, Cascais
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
Legenda da foto no arquivo: «As crianças [da Colónia Infantil de O Seculo] na estação da Parede»

A ligação ferroviária do Cais do Sodré a Cascais data de 1896, «antes ia-se a Cascais partindo da estação de Pedrouços, que servia de testa de linha.» [Araújo: 1939]

Antiga Estação Ferroviária da Parede.Galliza |1889|
Parede, Cascais
RvdC

Sunday, 26 January 2020

Panorâmica sobre a Feira Popular

Fundada em 1943 para financiar a obra social da Fundação «O Século», a Feira Popular de Lisboa começou por se instalar no Parque de Santa Gertrudes, em Palhavã, onde hoje se encontra a Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1961, seria transferida para Entrecampos, em terrenos do antigo Mercado Geral de Gados, onde se manteve até ser encerrada, em 2003.

Panorâmica sobre a Feira Popular |1979|
Avenidas da República e Cinco de Outubro
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
Panorâmica sobre a Feira Popular |1967|
Avenida da República
João Brito Geraldes, in Lisboa de Antigamente

Saturday, 25 January 2020

Palacete da Praça do Duque de Saldanha, 28-30 com a Avenida da República, 1 e 1-A

Este edifício começou a ser construído em terrenos que eram propriedade de Maria Luiza Salazar Correia. Após o falecimento de seu marido, e estando o prédio ainda nos alicerces, foi comprado por Engrácio Supardo que, em 25 de Julho de 1906, apresentou novo projecto à Câmara Municipal de Lisboa, correspondendo à habitação unifamilar que hoje conhecemos. 
 
Palacete da Praça do Duque de Saldanha, 28-30 com a Avenida da República, 1-1-A |1926-10-05|
À esq. está o Monumento ao Duque de Saldanha (1909); legenda no arquivo: «Aspecto da parada militar comemorativa do 16º aniversário da implantação da República»
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
Nota(s): o local da foto não está «identificado no arquivo.

Edificado entre 1907 e 1908, com risco atribuído ao arq.º José Luís Monteiro, trata-se de um edifício de gaveto, estruturado em dois pisos e águas furtadas, composto por um corpo central, dois laterais e outro de menores dimensões adossado ao lado esquerdo da construção, rematado superiormente por platibanda em balaustrada ritmada por plintos, interrompida por três frontões curvos esculpidos nos tímpanos. Em Vias de Classificação, traduz um exemplar de arquitectura residencial ecléctica, combinando elementos de inspiração classicizante, neo-renascentista, neo-maneirista e Arte Nova.

Palacete da Praça do Duque de Saldanha, 28-30 com a Avenida da República, 1-1-A |c. 1940|
Monumento ao Duque de Saldanha (1909)
Amadeu Ferrari, 
in Lisboa de Antigamente

Na sua fachada merecem destaque: os atlantes que suportam as varandas do segundo piso; o revestimento azulejar policromático e o trabalho de ferro forjado em malha sinuosa do corpo de menor dimensão; a porta principal, em arco de volta perfeita, com emolduramento em cantaria, ladeada por duas colunas rematadas por capitéis compósitos e encimada por frontão em arco abatido, decorado no tímpano com temática vegetalista; e o recurso ao festão como elemento decorativo do conjunto, localizado no piso superior e no vértice do edifício, composto por dois óculos e três janelas, que se abrem para varanda de planta semicircular e balaustrada. [cm-lisboa.pt]

Palacete da Praça do Duque de Saldanha, 28-30 com a Avenida da República, 1-1-A |c. 1909|
Monumento ao Duque de Saldanha (1909)
Chaves Cruz, 
in Lisboa de Antigamente


Sunday, 19 January 2020

Rua do Triângulo Vermelho

A Rua do Triângulo Vermelho homenageia a associação do mesmo nome, conhecida mundialmente pela sigla YMCA, pela assistência prestada no decorrer da I Guerra Mundial, nomeadamente ao Corpo Expedicionário Português.

Rua do Triângulo Vermelho |194-|
O topónimo foi atribuído por deliberação camarária de 18 de Agosto de 1922 e Edital de 17 de Outubro de 1924, na artéria até aí conhecida como Rua 3 do Bairro Lamosa.
Fernando Martinez Pozal, in Lisboa de Antigamente

O Triângulo Vermelho representa a insígnia das Associações Cristãs da Mocidade, organização internacional de formação evangélica que se guia por princípios de desenvolvimento físico, de instrução e de aperfeiçoamento moral da juventude. Em Portugal, a primeira Associação foi fundada no Porto, em 1894. Em 1920, começou a publicar a revista mensal ilustrada denominada «Triângulo Vermelho», órgão da Associação Cristã da Mocidade que tinha a sua redacção e administração na Rua Heliodoro Salgado, onde desemboca a artéria em que foi consignada a Associação Triângulo Vermelho. [cm-lisboa.pt]

Rua do Triângulo Vermelho |1964|
O topónimo foi atribuído por deliberação camarária de 18 de Agosto de 1922 e Edital de 17 de Outubro de 1924, na artéria até aí conhecida como Rua 3 do Bairro Lamosa.
Augusto de Jesus Fernandes, in Lisboa de Antigamente

Friday, 17 January 2020

Travessa do Arco da Torre

Em Belém, encontramos as antigas Rua do Arco da Torre e a Travessa do Arco da Torre, paralelas à Avenida da Torre de Belém. Ora, a antiga Casa do Governador do Forte do Bom Sucesso e onde Almeida Garrett morou em 1852 (ao fundo), sita na Rua do Arco da Torre tem justamente um arco que fica fronteiro à Torre de Belém, ou como escreve Luís Pastor de Macedo «Tira o nome do arco que se abre defronte da Rua da Praia do Bom Sucesso e que dá passagem para a Avenida da Índia e para a Torre de Belém [cm-lisboa.pt]

Travessa do Arco da Torre |1939|
Largo Princesa (esq); ao fundo, antiga Casa do Governador do Forte do Bom Sucesso

Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

Wednesday, 25 December 2019

Presépio do Largo do Chiado

João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett (1799-1854). Iniciador do Romantismo, refundador do teatro português, criador do lirismo moderno, criador da prosa moderna, jornalista, político, legislador, Garrett é um exemplo de aliança inseparável entre o homem político e o escritor, o cidadão e o poeta. É considerado, por muitos autores, como o escritor português mais completo de todo o século XIX, porquanto nos deixou obras-primas na poesia, no teatro e na prosa, inovando a escrita e a composição em cada um destes géneros literários.

Rua Garrett [1966]
Presépio do Largo do Chiado
Armando Serôdio, in Lisboa de Antigamente

De origem irlandesa, a grafia do seu último apelido «garet» foi por ele próprio alterada na sua assinatura para «garrett» com o objectivo que as pessoas lessem a letra tê para pronunciar correctamente o seu nome como «garrete».
A meio do século XIX, ainda o Governo Civil tinha a incumbência da denominação dos arruamentos decidiu este que as Ruas do Chiado e Portas de Santa Catarina passassem a ter a denominação única de Rua do Chiado (Edital de 01/09/1859) e, só passados 21 anos (1880) passou a Rua Garrett.

Rua Garrett [1966]
Presépio do Largo do Chiado
Armando Serôdio, in Lisboa de Antigamente

Sunday, 22 December 2019

Lojas de Antanho: Casa dos Espartilhos

A fábrica de espartilhos a vapor« «os melhores espartilhos de Portugal», com loja na Rua do Ouro, foi fundada em 1892 pelos empresários Santos Mattos. Isso mesmo é comprovado por um prospecto antigo, exibido na exposição 100 anos-Amadora, na Casa Roque Gameiro. Um folheto mais recente situava na Porcalhota (actual Amadora) a fábrica da casa de espartilhos, cintas e soutiens  — «não tem, no genero, outra que a eguale».
 
Rua Áurea, 123 |1911|
A «Casa dos Espartilhos» à hora da expedição das vendas e encomendas.
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente (IP)
 
A rua [do Ouro] tinha duas horas ao dia de um tal ou qual movimento: à entrada e à saída das secretarias. Depois, pelo dia adiante, uma carruagem de vez em quando, alguma traquitana de praça, o omnibus da companhia, e os clássicos carros chiando estridulamente pelos eixos. À noite uma necrópole, um hypogeu de Thebas. Todas as lojas fechadas, um ou outro transeunte a passo dobrado, o pregão soturno dos aguadeiros, a aparição lamentosa da patrulha... 
(Júlio César Machado (1835-1890), «Cláudio», citado por Luís Pastor de Macedo, Lisboa de Lés-a-Lés) 

Rua Áurea, 123 [1911]
A Casa dos Espartilhos ornamentada para o IV Congresso Internacional de Turismo.
Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Friday, 20 December 2019

Rua José António Serrano que foi Cç. do Colégio

Colégio (Calçada Nova do) — Esta categoria foi acompanhada do sufixo «Nova», para diferençar a via pública a que está aplicada a denominação correspondente, de outra que a teve igual, e hoje é denominada «José António Serrano» , com a categoria de Rua.
(BRITO, Gomes de) Ruas de Lisboa. Notas para a história das vias públicas, 1935)

Rua José António Serrano |1951|
Antiga Calçada do Colégio
Do lado esquerdo, o antigo Largo (e rua) do Socorro demolidos para urbanização
e rectificação da Rua da Palma e posterior abertura da Praça Martim Moniz na década de 1950.
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Com a legenda «Doutor Tratadista, Osteólogo, 1851–1901» foi o nome de José António Serrano fixado na que era a Calçada do Colégio, por deliberação camarária de 6 de Dezembro de 1906.
José António Serrano (1851-1904), foi Lente da Escola Médica e o primeiro cirurgião português que obteve a cura de um tumor sólido do ovário (por meio de laparatomia, em 1889) e a realizar uma histerectomia abdominal. Defendera tese em 22.12.1875 e três anos depois foi nomeado preparador e conservador do Museu de Anatomia da Escola sendo também cirurgião do Banco do Hospital de São José e, a partir de 1895, director de enfermaria do Hospital do Desterro bem como, em 1901, director da Repartição de Estatística do Hospital de São José. Foi lente substituto em 1880 de Anatomia Descritiva e lente proprietário em 1889, para além de ter regido na Escola de Belas Artes a cadeira de Anatomia Artística e Higiene de Edifícios. As suas obras essenciais foram «Manual Sinóptico de Anatomia Descritiva» e «Tratado de Osteologia Humana». [cm-lisboa.pt]

Rua José António Serrano |ant. 1949|
[Antes das demolições do Martim Moniz]
Antiga Calçada do Colégio [dos Jesuítas de Santo Antão-o-Novo, hoje Hosp. S. José, cerca;
Miradouro de Nossa Senhora do Monte.
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

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