sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Mercado 31 de Janeiro que foi Matadouro Municipal, às Picôas

E aí tens o velho Matadouro Municipal de Lisboa, às Picôas — recorda o ilustre Norberto de Araújo. O edifício foi erguido em 1863, do risco do arquitecto francês Pezerat, e ocupa uma área de mais de treze mil metros quadrados. Está hoje [1938] antiquado e condenado a desaparecer. [Araújo: 1938]


Em sessão de 22 de Dezembro de i852 resolveu a Câmara mandar proceder á construção do actual Matadouro, para substituir o antigo [de S. Lázaro no Largo do Mastro], cujas péssimas condições higiénicas e imperfeita organização o condenavam por insalubre e prejudicial aos interesses da Camara e do comércio lícito. O engenheiro Pedro José Pezerat (1801-1872) foi encarregado de elaborar o projecto e orçamento para a edificação, que ficou situada na Cruz do Taboado, um dos pontos mais elevados da cidade. Constituído por diversos corpos, cujo conjunto tem a forma retangular, mede esse edifício por um dos lados 120 metros e pelo outro m metros, o que dá a superfície de 13.320 metros quadrados. [Pimentel: 1903]

Mercado 31 de Janeiro que foi Matadouro Municipal, às Picôas |1955|
Av. Fontes Pereira de Melo com s Rua Tomás Ribeiro
O mercado foi demolido na década 1950.
Armando Serôdio, in Lisboa de Antigamente

O sítio das Picoas que já surge referido nas «Memórias Paroquiais de Lisboa» de 1758, derivou do nome de uma quinta do morgado das Picoas — D. Nuno Freire de Andrade e Castro de Sousa Falcão —  do qual dependia uma Ermida (já demolida) na Rua das Picoas próximo da actual Av. Praia da Vitória.

Mercado 31 de Janeiro que foi Matadouro Municipal, às Picôas |1961|
Rua Engenheiro Vieira da Silva, Av. Fontes Pereira de Melo e Praça José Fontana; ao fundo vislumbra-se o famoso "prédio do anjo" com fachada sobre Praça do Duque de Saldanha.
Augusto de Jesus Fernandes, in Lisboa de Antigamente

N.B. Entre 1852 e 1872, a Repartição Técnica da Câmara Municipal de Lisboa foi liderada pelo engenheiro-arquitecto francês Pierre Joseph Pézerat, que começou a trabalhar na CML em 1852 e se destacou como figura central na organização urbana da capital no período pós-liberal, realizando importantes obras de infraestrutura na cidade.

11 comentários:

  1. Belíssimo e maravilhoso cidade com seus encantos e em qualquer estação do ano.

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  2. Morei na Gomes Freire e a minha mãe fazia aqui as compras Eram bons velhos tempos.

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  3. Essas fotografias são incríveis, mostram como a cidade era rica em detalhes e história, é incrível pensar sobre o passado!

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  4. Such a beautiful place back then, and too many changes since.

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  5. A Lisboa antiga. Limpa, organizada, bonita e bem frequentada.

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  6. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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