domingo, 30 de dezembro de 2018

Palácio Mesquitela

Neste Largo [do Doutor António de Sousa], n.° 1 a 15, — refere Norberto de Araújo —  se ergue ainda o palácio seiscentista onde se instalou há trinta e cinco anos [1903] a Escola Comercial de Rodrigues de Sampaio  — , que foi pertença da família Sousa Macedo, e depois Costas, Condes de Mesquitela


Com fachada para a Calçada do Combro, situado entre as Travessas do Alcaide e do Judeu, n.ºs 1 a 15, a propriedade, relativamente extensa, com seu pátio, cocheiras, anexos e pedaço de terreno ajardinado- era um documento expressivo deste sítio. O portal do pátio nobre, hoje recreio da Escola, e o umbral de esquina da Travessa do Judeu [vd. 4.ª imagem], são armoriados, no brasão daqueles fidalgos, que ascendem aos Albuquerques, e foram senhores da famosa Quinta da Bacalhôa, em Azeitão.

Palácio Mesquitela |1932|
Largo Dr. António de Sousa Macedo, 1; Travessa do Alcaide, 19-19B; Rua do Sol a Santa Catarina, n.º 30A-30C; Travessa do Judeu, n.º 2-4
Antigo Largo do Poço Novo
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Ao tipo insonso exterior dos palácios do século XVII e XVIII, é todavia elegante na sua larga ordem de janelas rasgadas na fachada. Como notas, o prolongamento do casarão, pelas travessas que o ladeiam, é ainda da configuração antiga e deslavada. [...]

Palácio Mesquitela, portal armoriado |1959|
Largo Dr. António de Sousa Macedo, 1; Travessa do Alcaide, 19-19B; 
Rua do Sol a Santa Catarina, n.º 30A-30C; Travessa do Judeu, n.º 2-4
O brasão é partido em pala: no 1º, metade do brasão dos Sousa do Prado; no 2º, brasão dos Macedos, 
metido num gracioso ornamento e encimado por uma coroa de conde, tendo por timbre 
um braço vestido segurando uma maça cravada de pontas
Armando Serôdio, in Lisboa de Antigamente

Uma das figuras mais notáveis da família a que pertenceu o palácio foi D. António de Sousa de Macedo, escritor, jurisconsulto e diplomata, secretário de Estado de D. Afonso VI, falecido em 1 de Novembro de 1682. A sua memória foi consagrada em Agosto de 1937 pela Câmara Municipal no dístico que se apôs ao velho Largo do Poço Novo.

Palácio Mesquitela|1959|
Largo Dr. António de Sousa Macedo, 1; Travessa do Alcaide, 19-19B; Rua do Sol a Santa Catarina, n.º 30A-30C; Travessa do Judeu, n.º 2-4
Armando Serôdio, in Lisboa de Antigamente

N.B. A 30 de Novembro de 1993 o Palácio é finalmente Classificado Imóvel de Interesse Público. Em 2008 é adquirido pelo grupo Paço, que recupera e converte o antigo Palácio em apartamentos de luxo, com a premissa de um profundo respeito e valorização da obra original. Da fachada principal, totalmente restaurada, restaram intactas as pilastras que a delimitam, as 16 janelas de sacada e o imponente portal, com emolduramento de cantaria encimado por um frontão triangular que detém a pedra de armas da família Sousa de Macedo.
 
Palácio Mesquitela [194-]
Largo Dr. António de Sousa Macedo, 1; Travessa do Alcaide, 19-19B; Rua do Sol a Santa Catarina, n.º 30A-30C; Travessa do Judeu, n.º 2-4 (brasão de armas dos Macedo)
Horácio Novais, in Lisboa de Antigamente
 
Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. V, p. 38, 1938.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Avenida da Liberdade, esquina com a Rua Alexandre Herculano

Em 1941, a Associação Industrial Potuguesa (A.I.P.) adquiriu nova sede, desta feita na Avenida da Liberdade, num amplo palacete onde se manteve até 1958. Foi demolido em 1963/64..

Avenida da Liberdade, esquina com a Rua Alexandre Herculano [Início séc. XX]
Palacete onde esteve instalada a sede da Associação Industrial Portuguesa (A.I.P.) entre 1941-1958.
Paulo Guedes, in Lisboa de Antigamente

O topónimo Rua Alexandre Herculano foi atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa, através de Deliberação Camarária de 06/05/1882, à “perpendicular à Avenida da Liberdade, em direcção ao Largo do Rato”. Pela mesma deliberação foram atribuídas na mesma área a Rua Castilho, a Rua Barata Salgueiro, a Praça do Marquês de Pombal e a Rua Mouzinho da Silveira. 

Rua Alexandre Herculano com a Avenida da Liberdade [1961]
Palacete sede AIP
Augusto Fernandes, in Lisboa de Antigamente

Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo, escritor e historiador, nasceu em Lisboa a 28/3/1810 e morreu em Vale de Lobos, a 13/9/1877.
Juntamente com Almeida Garrett, é considerado o introdutor do Romantismo em Portugal. Foi o renovador do estudo da História de Portugal. [cm-lisboa.pt]

Palacete sede AIP, fachada sobre a Rua Rodrigues Sampaio [1961]
Augusto Fernandes,
in Lisboa de Antigamente

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Igreja de Nossa Senhora da Luz

Classificada como Monumento Nacional, foi mandada edificar em 1575 pela Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I. Projectada por Jerónimo de Ruão, com provável intervenção de seu pai, João de Ruão e de Francisco de Holanda, traduz um templo maneirista, estilo chão, com uma fachada monumental de dois pisos, que sofreu grande ruína com o terramoto de 1755. Subsistiu apenas a capela-mor, o arco do cruzeiro e parte das paredes. A actual fachada foi construída em 1870, sob projecto do arqº Valentim Correia.

Igreja de Nossa Senhora da Luz [1929]
Largo da Luz; Rua da Fonte; Travessa das Carmelitas
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

No interior merecem destaque: a capela-mor com abóbada de berço, decorada com caixotões marmóreos ornados com motivos de quadrelas inspiradas nos modelos de Sebastiano Serlio; a sepultura simples que acolhe os restos mortais da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I; o retábulo maneirista de talha dourada com excelentes pinturas de Francisco Venegas e Diogo Teixeira; o conjunto de mármores embutidos que revestem a banqueta; pelo seu valor estético e iconográfico, os retábulos pintados sobre suporte de madeira representando a Circuncisão e a Fuga para o Egipto, e S. Bento dando a Regra aos frades de Cristo e às freiras da Encarnação; os baixos relevos renascentistas do altar-mor, representando figuras alegóricas; entre outros.

Igreja de Nossa Senhora da Luz,  altar-mor [1954]
Largo da Luz; Rua da Fonte; Travessa das Carmelitas
Mário Novais, in Lisboa de Antigamente

Encontram-se ainda, no corpo sul da igreja, vestígios de uma antiga capela, construída pela população em 1463/64, nomeadamente um arco manuelino e azulejos hispano-árabes.

Igreja de Nossa Senhora da Luz [1961]
Largo da Luz; Rua da Fonte; Travessa das Carmelitas
Augusto de Jesus Fernandes, in Lisboa de Antigamente

domingo, 23 de dezembro de 2018

Natal do Sinaleiro em Lisboa

O «Natal do Sinaleiro» foi uma iniciativa criada em Portugal pelo ACP antes da II Guerra Mundial. Retomada em 1949, esta acção solidária juntava populações e empresas que reconhecidas pelo papel dos polícias sinaleiros, no trânsito das cidades, lhes ofereciam os mais diversos produtos para festejarem melhor a época natalícia: garrafões de vinho, sacos de batatas, bacalhaus e, até, — como comprovam algumas fotografias da época — leitões vivos!? — Tempos de Antigamente, sem dúvida.

Natal do Sinaleiro |1938-12-29|
Praça dos Restauradores esquina com a Rua Jardim do Regedor e o Grande Hotel de Inglaterra (fund. 1906).
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
 
Era, de profissão, polícia sinaleiro, mas não era um sinaleiro qualquer. Era o afamado «Sinaleiro Dançarino». Durante o dia, em cima de uma peanha vermelha e branca, orientava o trânsito automóvel entre o Largo das Duas Igrejas e a Praça Luís de Camões, com gestos tão elegantes como autoritários, tão delicados como firmes. De capacete alto, manguitos de cabedal até aos cotovelos, cassetete, bandoleira, cinto largo e luvas de algodão imaculadas, todos estes apetrechos tão brancos como giz resplandecendo sobre a farda azul escura, rígido como um autómato, gracioso como um bailarino, Lucas Dançarino exibia arte e poderio num ballet de admirável harmonia.
Braço direito levantado em frente, mão espalmada com rigidez; braço esquerdo esticado ao lado, com o comando alongado pelo cassetete; uma apitadela estridente. [...]

Natal do Sinaleiro em Lisboa |1934-12|
Rua Garrett, defronte dos armazéns do Chiado
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
Natal do Sinaleiro em Lisboa |1933-12|
Praça de D. Pedro IV (Rossio)
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

Um espanto de eficácia e beleza. Paravam basbaques para lhe admirarem a arte revelada pela categórica gesticulação, pelos delicados meneios, pela garbosa figura que dominava tudo e todos do alto do palanque às riscas.
A veneração era de tal ordem que, no Natal, chegava-se mesmo a ir depositar uma garrafa de aguardente galega aos pés da augusta figura do «Sinaleiro Dançarino».

Natal do Sinaleiro em Lisboa |1935-12|
Praça dos Restauradores esquina da Rua Jardim do Regedor
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente
 

N.B. Segundo parece a farda dos polícias sinaleiros era azul, desde 1944, data da constituição deste corpo dedicado ao trânsito; mudou de azul para cinzenta em 1958.
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Bibliografia
DINIS, Orlando, A Vida não está para Netos, pp. 111-113, 2017.

PSP.pt.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

A Lapa aristocrática: palacete do Dr. Alfredo Bensaúde

Vamos buscar pelo caminho natural essa outra Lapa — a Lapa aristocrática, segundo Norberto de Araújo — pelo feitio e pelo isolamento, de toda a outra Lisboa tumultuosa ou palradora das coisas que foram ou começam a ser. [...]
De uma parte diste sitio vadio — não se sabe por que sentença do Destino — entrou a desenhar-se num burgo abastado, senhor de si, atracção dos ingleses, do negócio, da burguesia, do dinheiro, da nobreza escorraçada do Oriente da cidade, afastada que foi, ou reduzida a uma expressão episódica, a população marítima que subia das margens do rio, pela vereda de Santos: eis a Lapa da distinção, no semblante e nos costumes, a tal ponto criadora de um tipo seu que hoje se costuma dizer de uma pessoa ou de uma família que blasona «tom». — «É muito bairo da Lapa». [...]

Palacete do Dr. Alfredo Bensaúde  [post. 1961]
Rua de São Caetano, 4; Rua do Arco do Chafariz das Terras, 1
 Mário Novais, in Lisboa de Antigamente

Para norte corre ligando as Ruas Ribeiro Sanches e de Buenos Aires, a típica Rua de São Caetano, muito «Lapa», a qual, se pegassem nela e a transpusessem para outro bairro de Lisboa, continuaria a afirmar, só pela presença: «eu sou Lapa». Nela, entre outros, se encontra, no n.º 6, o palacete do Dr. Alfredo Bensaúde [o primeiro director do Instituto Superior Técnico] dos raros que não são impenetráveis, e recheados de boa arte.

N.B. O projecto d0 imóveltambém conhecido como Edifício Sandoz data de 1907 e é do risco do arqº. Ventura Terra.

Palacete do Dr. Alfredo Bensaúde  [post. 1961]
Rua do Arco do Chafariz das Terras, 1; Rua de São Caetano, 4
 Mário Novais, in Lisboa de Antigamente

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. VII, p. 42-52, 1938.
monumentos.gov.pt.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Terreiro do Paço: um secretário do povo

Na viragem do séc. XX, Portugal era um País esmagadoramente rural. Lisboa era o maior centro urbano, com uma população circa das 350.000 pessoas, maioritariamente analfabeta — três homens em cada quatro e seis mulheres em cada sete não sabiam ler nem escrever — proveniente das zonas rurais, que procurava emprego na grande cidade, mas que aqui vivia em condições infra-humanas, em casas insalubres, sobrelotadas, que necessitavam de “apoio social".

Praça do Comércio [1931]
Legenda no arquivo: «Terreiro do Paço: um secretário do povo escrevendo uma carta a uma rendeira analfabeta»
Fotógrafo não identificado, in Lisboa de Antigamente

domingo, 16 de dezembro de 2018

Monumento a Rosa Araújo

Na esquina do quarteirão onde está. a Sociedade de Belas Artes, enfrentando as Ruas Rosa Araújo e Mourinho da Silveira, foi colocado em [25 de Outubro] de 1936 um monumento, bem modesto por tal sinal, e ridiculamente situado, a José Gregório de Rosa Araújo, o criador da Avenida da Liberdade. O busto é em bronze (Costa Mota, sobrinho); sobre o soco, em pedestal, avulta em tamanho natural a figura de Lisboa coroada.

É tudo, Dilecto, quanto Rosa Araújo mereceu da edilidade!


Monumento a Rosa Araújo |1936|
Esquina das Ruas Rosa Araújo e Mouzinho da Silveira
Eduardo Portugal, in Lisboa de Antigamente

A grande audácia da época — a abertura da Avenida da Liberdadeficou a dever-se ao génio perseverante e audaz de Rosa Araújo, o «Barão Haussmann Português», tendo a seu lado o engenheiro Miguel Pais.
Esse notável rasgo, partindo de 1879, com a demolição da Travessa do Salitre — e com ela a de um grande prédio onde estava a Fotografia Rocha, que, pelo seu elevado custo, tantos engulhos causou a Rosa Araújo — teve a sua culminância em 1882 quando aquele benemérito, enérgica e decididamente, lutando contra a opinião de grande parte da gente alfacinha — o próprio Júlio de Castilho o lamentou — resolveu mandar derrubar as grades que vedavam as entradas do Passeio Público. Foi esse acto inesquecível que permitiu ser a cidade dotada com a mais linda avenida que possuímos.
José Gregório da Rosa Araújo, filho do velho confeiteiro da Rua de S. Nicolau — o Có-có, fartamente caricaturado mas que não conseguiram ridicularizar, chegou a ocupar o alto cargo de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Herdou de seu pai a honra, o título e a fortuna e pôs esta, bastas vezes, ao serviço da causa e da filantropia, morrendo pobre. O importe das primeiras obras, no valor de 22 contos, foi adiantado do seu bolso.
A Avenida da Liberdade — a que Rosa Araújo idealizou e em cuja obra pôs toda a esperança e paixão — viu passar o cortejo fúnebre desse insigne edil, um dos maiores e mais dedicados servidores da cidade de Lisboa, falecido em 26 de Janeiro de 1893, por entre alas compactas de povo, com os candeeiros acesos e envoltos em crepes.

Colocação do Monumento a Rosa Araújo |1945|
Avenida da Liberdade
Judah Benoliel, in Lisboa de Antigamente

Finalmente, em Outubro de 1945, o busto de Rosa Araújo (1840-1893) foi colocado na Avenida da Liberdade, em frente da rua com o nome do antigo presidente do Município da capital.
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Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XIV, p. 41, 1939.

COSTA, Mário, Feiras e outros divertimentos populares de Lisboa, 1960.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Esquina das Ruas Luisa Todi e de D. Pedro V

Esta Rua de D. Pedro V — recorda-nos o olisipógrafo Norberto Araújo — designação do ano de 1885, era, antes, «dos Moinhos de Vento», o que bem dá nota da sua feição campesina e da sua situação ventosa. Já existia o Bairro Alto de S. Roque, e ainda esta estrada, sem desenho que não fosse o de pé posto, e que não fazia parte da herdade de Santa Catarina (origem do Bairro Alto) corria entre terras de semeadura. [...]
Esta ruazinha chamada de Luiza Todi, antiga Travessa da Estrela, nada tem que mereça a nossa atenção. Morou, e morreu aqui em 1833, a grande cantora Setubalense, em memória da qual uma vereação municipal, já neste século, após à rua o nome da artista. [...]

Esquina das Ruas Luisa Todi e de D. Pedro V |entre 1901-1908|
Machado & Souza, in Lisboa de Antigamente

Já agora observa-me esse alto prédio moderno de gaveto [ainda por erguer à data da foto] da Rua de Luíza Todi, propriedade de Manuel Madeira, começado a construir, sobre o terreno de um velho barracão em fins de 1935.
O barracão, a que várias vezes se tentou imprimir um certo aspecto decente, passando de madeira tijolo, mas sempre acanhado e desprovido de comodidades, foi animatógrafo popular durante três ou quatro anos, e depois serralharia, armazém de sucata, havendo servido também de atelier de pintura. Era uma relíquia teimosa da artéria nova, e que custou a entregar-se ao fatal destino da demolição.

Rua Luisa Todi e de D. Pedro V |entre 1901-1908|
Machado & Souza, in Lisboa de Antigamente

N.B. Luísa Rosa de Aguiar Todi (Setúbal/9,01,1753-1833/Lisboa) foi uma cantora lírica que neste arruamento morou e aqui morreu, na casa com o antigo nº 2.
Estreou-se no Teatro do Bairro Alto em 1767 e casou em 28 de Julho de 1769 com Francisco Todi, natural de Nápoles, violinista na orquestra do mesmo teatro. Depois de muitos aplausos pelos palcos da Europa, cega completamente em 1822 e em Junho de 1833 é acometida de um insulto apoplético, pelo que faz o seu testamento e morre a 1 de Outubro desse ano, ficando sepultada na Igreja da Encarnação.
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Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. V-VI, 1938.
cm-lisboa.pt
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