Nos primeiros anos do séc. XX diversas empresas asseguravam o tráfego fluvial de Lisboa com a “Outra Banda”. A Parceria dos Vapores Lisbonenses, sedeada no “chalet” do Cais do Sodré, tinha duas carreiras diárias para Aldeia Galega (Montijo), onde se pagava 160 réis à ré e 120 réis à proa. Na “linha” de Cacilhas, durante a semana, os preços variavam de 60 réis à ré a 40 réis à proa, saindo os barcos com um intervalo de 40 minutos.
(in Guia do Viajante, Lisboa 1907)
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| Cais da Ribeira: recolher das redes de pesca |1912| Em segundo plano destacam-se os famosos "Hotel Central" e "Hotel Bragança (ou Braganza)" mais atrás, ambos referidos por Eça de Queiroz nos seus romances e já aqui mencionados. Joshua Benoliel, in Lisboa de Antigamente |
Nota(s): As ovarinas (o 'o' etimológico perdeu-se na pronúncia) (peixeiras) formam com seus pais, maridos e irmãos a mais curiosa população desta cidade; população inteiramente à parte e com carácter e feição própria.
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Cais da Ribeira: cena de rua |c. 1900| A freguesia aguarda enquanto as varinas preparam o peixe para a venda. Antiga Estação da "Parceria dos Vapores Lisbonenses", fundada em 1890; Cais do Sodré. Autor não identificado, in Lisboa de Antigamente |


Lisboa onde trabalhei 40 anos. Faz parte da minha vida. Gosto sempre de voltar à capital.
ReplyDeleteEm criança lembro-me bem dos sons desta azáfama.
ReplyDeleteTempos muito duros mas é uma linda recordação porque recordar é viver.😎
ReplyDeleteBeen there last year in September 🤗
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