De acordo com o olisipógrafo Matos Sequeira — reportando-se a uma noticia de um jornal daquela época — terá sido por volta de 1858 que foi construído o edifício dito «das onze portas» (risco do arquitecto Pezerat), dez das quais ficam no lado direito desta rua e uma na Rua do Monte Olivete.
Nele se instalou por volta de 1890, uma famosa alfaiataria de homens, de seu nome «Casa das Tesouras», de José Clemente e que forneceu Lisboa, até aos anos trinta do séc. XX, de capotes, sobretudos, gabões e fatos de homem. Encerrou em 1935.
(Claus-Günter Frank, Lisboa: À descoberta da metrópole portuguesa, 2019)
Esta artéria – refere Mestre Norberto de Araújo, a quem vamos sempre seguindo – , rasgada como larga serventia entre as quintas do
Noviciado da Companhia de Jesus e a de D. Rodrigo, fazia a ligação do
sítio da Cotovia com o de Campolide, que começava — onde veio a ser o Rato. Antes do Terramoto a rua tinha duas designações para
cada um dos seus troços: Rua Direita da Fábrica das Sedas até ao Palácio dos Soares (depois Imprensa Nacional), daí para diante até à actual
Praça do Rio de Janeiro [desde 1948 corresponde à Praça do Príncipe
Real] era Rua do Colégio dos Nobres, designação que sucedeu à de Rua
Direita da Cotovia. Em Setembro de 1859 passou toda a artéria a ser Rua da Escola Politécnica. [Araújo: 1939]


ReplyDeleteLugares que me viram crescer.
Muito interessante como sempre.
ReplyDeleteMemórias d'antanho preserver religiosamente
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