Sunday, 17 July 2022

Doca de Santos, Aterro da Boa Vista

Remolares, Cata-que-farás, Ribeira Nova, S. Paulo, Boa Vista, foram tudo praias ribeirinhas que acabaram por dar - na conquista do rio - o que principiou por se chamar genericamente o Aterro, designação extensiva que depois se formalizou em Avenida 24 de Julho». (Araújo: 1993)
 
Doca de Santos |1905|
Ao fundo, a Av. 24 de Julho, antiga Rua 24 de Julho e antes Aterro da Bôa Vista; fábrica de gás da Boavista.
Fotógrafo não identificado, in AML

Informa o autor das Peregrinações que se pode datar o Aterro, com o possível rigor, a 1867, tendo-se as obras iniciado em 1858. A designação de Rua 24 de Julho é anterior à conclusão do Aterro e o topónimo "24 de Julho" evoca a entrada em Lisboa das tropas do Duque da Terceira em 24 de Julho de 1833. Júlio de Castilho, que se faz acompanhar do fotógrafo Francesco Rocchini, comunica-nos que «Lisboa toda, desde 1867, se acostumara com gosto ao desafogado terreiro marginal», o «mais belo dos passeios públicos», recordando que «a sociedade concorria ali, àquele salão enorme, a ver o Tejo, que é o amigo de nós todos, e a contemplar as magnificências da grande orquestra de tons luminosos com que o sol se despedia» até que, «anos depois, abriu-se a Avenida da Liberdade; e o Aterro... nem mais sequer lembrou.»
(JANEIRO, Maria João, Lisboa: histórias e memórias, pp. 130-132)

Aterro da Boavista [post. 1867]
Actual Av. 24 de Julho, antiga Rua 24 de Julho.
Francesco Rocchiniin AML

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